As crônicas do santo guerreiro
1 Prólogo
Via os flocos de neve caindo na grama, criando um contraste único entre o branco e verde, era a primeira vez que nevava no ano, mas já cobria boa parte da grama e deixava os telhados das casas brancos, eu esteva vestindo um casaco e uma calça de peles, usava luva e touca, mas mesmo assim sentia o frio que fazia aquele dia, o sol tinha acabado de ficar a pino, mas de nada adiantava e não esquentava quase nada. Coloco a língua para fora, deixo um floco de neve cair nela sentindo o gosto e dando um sorriso.
—Peter! Vamos, já estamos atrasados. Olho para trás e vejo minha mãe me chamando, em pé na neve, olhando para mim e esperando. Ela é uma mulher muito alta e esguia, com longos e ondulados cabelos azuis da cor do céu, e da mesma cor que os meus, olhos levemente puxados e de um azul da mesma cor do cabelo, orelhas levemente pontudas, os lábios bem fino, o rosto com traços fino e com marcas de sorriso, todos diziam que meu rosto era semelhante ao dela, tirando a cor dos olhos, os meus eram marrons iguais aos do meu pai. Ela vestia um vestido comprido e grosso feito de peles, botas de cano longo feitas de couro e luvas do mesmo material, vou correndo em sua direção, ela estica os braços e me segura em seu colo.—Nós temos que chegar logo, essa é a ultima feira antes do inverno ficar forte o suficiente para mais nada nascer, e precisamos comprar os ingredientes para fazer a torta para seu aniversário hoje. Sorrio e abraço ela, encostando meu rosto no dela e ela dá um beijo em minha bochecha.—Mãe, você pode fazer uma torta de maçã? É a minha preferida.Ela da uma risada—Tudo o que você quiser, é seu aniversário.Sorrio, ela me coloca no chão e vamos andando lado a lado até chegar na feira. A feira acontecia na praça central da pequena cidade de Celtamo, em volta da igreja de São Cristóvão, estava cheia de pequenas barracas de madeira cobertas, as coberturas já estavam cheias de neve, e o caminho entre as barracas estava abarrotado de pessoas, humanos, elfos, meio-elfos de cabelo azul e gigantes, se destacando entre a multidão com seus três metros de altura, segurei a mãe de minha mãe, andamos entre as barracas procurando os ingredientes, enquanto minha mãe pechinchava com os vendedores eu vi um tumulto perto, várias pessoas estavam em volta fazendo uma clareira em volta da porta da igreja, abri caminho entre as pessoas para ver o que estava acontecendo, um grupo de uns 10 meio-elfos, todos com espadas na cintura, um deles estava na escadaria da igreja gritando para as pessoas em volta.—O casamento de duas raças diferentes é abominável! E os descendentes que nascem desses cruzamentos são filhos do Mal, casais de raças diferentes devem ser banidos e seus descendentes mortos! Olhava em volta e todas as pessoas ouviam aquilo com um olhar de reprovação, mas ninguém fez nada para interromper. No meio do discurso o meio-elfo olhou para mim, ele olhou bem em meus olhos e parou o discurso por um segundo, ele desceu dos degraus da igreja e vinha em minha direção, sinto uma mão em meu ombro, olho para trás e era minha mãe.—Vamos filho, agora. Ela falou em um tom sério que eu nunca tinha escutado dela, ela me segurou no colo e fomos andando para casa, nossa casa ficava um pouco mais afastada da cidade, ela ficava as margens do grande rio Santa Ághata, era uma casa de madeira simples, mas bem aconchegante, meu pai estava ao lado da casa cortando madeira, ele era um homem alto e forte, quase do mesmo tamanho da minha mãe, tinha o cabelo e a barba ruivas, da cor do fogo, os olhos marrons como os meus e ele vestia um casaco e uma calça de peles, desci correndo do colo da minha mãe e fui abraçar ele, ele se ajoelhou e abrio os braços braços me dando um abraço apertado.—Feliz aniversário filho. Dei um sorriso.—Filho, entre em casa e tire o casaco, eu já vou preparar a sua torta. Dei um sorrio maior ainda e fui correndo para casa, tirei meu casaco deixando ele pendurado atrás da porta, vou até a janela e vejo meu pai e minha mãe conversando, parecia ser alguma coisa muito séria, mas eu não consegui ouvir, ele abraçou ela e os dois vieram para dentro de casa.—Ok, então eu vou fazer a torta enquanto você e seu pai arrumam as coisas. Eu e meu pai começamos a arrumar tudo, colocando os pratos na mesa, colocando lenha na lareira e limpando a neve que entrou em casa, depois de algum tempo o cheiro de torta de maçã inundava a casa, minha mãe volta com a torta e coloca ela na mesa, nós três nos servimos e comemos a torta que estava uma delícia, depois de comer, começou a anoitecer, minha mãe me pega no colo e me leva para a minha cama, ela me coloca com delicadeza, cobre meu corpo com uma coberta de pela de urso bem grossa e beija minha bochecha.—Tenha bons sonhos.Sorrio, ela deixa o quarto e eu caio no sono. Acordo com uma gritaria no lado de fora, me levanto e olho pela janela, era aquele grupo de meio-elfos de novo, eles estavam gritando com meus pais, não conseguia entender muito bem o que eles estavam falando, todos estavam de espada na mão e meu pai estava com seu machado, minha mãe estava entre os dois, quase que de repente o meio-elfo que estava na frente da minha mãe levanta a espada para desferir um golpe, fechei os olhos com medo, quando abri de novo vejo que meu pai tinha entrado na frente do golpe e ele estava com a espada no ombro, o meio-elfo tira a espada e meu pai cai no chão, a neve em volta dele começou a ficar de um vermelho muito forte, gritei e pulei a janela correndo em direção ao meu pai, no meio do caminha minha mãe me segurou em seu colo, eu estava chorando e as lágrimas não paravam de correr pelas minhas bochechas, ela estava com os olhos escuros, quase negros, ela disse algumas palavras em uma língua que eu nunca tinha escutado na vida, e do nada, a neve no chão começou a tremer, algumas mãos brancas saíam dela, como se estivessem cavando para fora da terra e esqueletos se levantam do chão e foram atacar os meio-elfos, eu estava em choque, não sabia como reagir, minha mãe aproveitou e me levou para trás da casa, lá vários barris de madeira, ela me colocou dentro de um e beijo minha bochecha.
—Filho, tome cuidado e s-saiba que eu sempre te amei. Ela falava isso com lágrimas nos olhos, ela pegou um colar que ela sempre usava, era um carvalho dourado, símbolo da vida, e colocou em meu pescoço, ela empurrou o barril para a água, eu gritei e tentei me segurar nela quando uma ponta vermelha saindo do meio da barriga dela, ela caio no chão e eu vi os olhos do meio-elfo segurando a espada suja de sangue.—Eu vou te achar garoto impuro, e é bom você estar pronto para isso.
Notas finais
Críticas e sugestões são bem vindas nos comentários.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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