As crônicas de Runa
3 Haruna e Luma
A força com que pisou no chão fez algumas pedras pequenas se levantarem com a força, somente conseguiu se mover para trás jogando o corpo em uma cambalhota improvisada e meio dolorida pelas pedrinhas semi pontudas.
Se levantou com velocidade enquanto observava o pedaço de pau que a amiga segurava pesado com firmeza e um olhar sério, apenas devolveu o olhar e então ela se moveu fazendo os cabelos purpura se moveram frenéticos para acompanhar e ergueu o braço tentando uma estocada com corte vertical. Se abaixou rápido escutando o som do corte no ar e então levou um chute no rosto a fazendo cair para trás com um som duro. Soltou um gemido de dor e sua cabeça alertou e como reflexo tocou o chão com os cotovelos e ergue as pernas as deixando paralelas e as girou ficando meio de bruços e se ergueu com uma cambalhota para trás.
A outra menina apenas bufou em indignação e estava prestes a avançar quando um pigarro alto as distraiu, o corpo antes tenso ficou relaxado com a menina que estava perto delas.
—“Vamos parar? Acabou já e o almoço está pronto!”- O sorriso dela era branco e puro, a sua aparência era alguma coisa relativa à inocência pura, a pele era de uma tonalidade branca e macia, era de estatura baixa com um toque delicado, o rosto era oval bastante harmônico, os olhos eram de um azul cobalto bastante forte, perto da íris um roxo escuro em contraste com o azul, dançando naquele mar e o nariz era pequeno e levemente arrebitado e para completar a boca dela era um tom rosa claro e lábios proporcionais.
—“certo Saphira!”- Olhou a amiga antes de olhar a menor.
Haruna tinha sim o seu charme, os cabelos purpura eram algo chamativo e então tinha um franjão natural jogado de lado meio despenteado, os olhos de cobre com as manchas douradas em ouro e vermelho com a luz, o corpo era resistente e forte, os braços eram fortes de tanto segurar espadas realmente pesadas e maciças, o nariz era normal proporcional, as sobrancelhas eram levemente inclinadas para baixo em uma forma que parecia pensativa ou contemplativa talvez até analítica, o lábio inferior mais avantajado e sempre com um sorriso fácil a escorregar por eles como o charme final o lábio era de um tom meio vermelho leve natural. Levou a mão direita até a nuca despenteando os fios ali enquanto encarava o horizonte de um modo meio pensativo.
—”Luma! Vem!”- Virou a cabeça na direção do som e inclinou a cabeça em um aceno rápido e olhou a casa, as duas apenas se entre olharam e se viraram indo embora. Se virou observando a cidade, no alto da montanha estava fresco, a grama estava ainda meio alta misturada a vegetação natural das arvores, o cheiro de estabulo era o mínimo no ar misturado a várias fragrâncias diferentes. Conseguia sentir cada uma delas, conseguia escutar alguns ruídos que talvez seriam imperceptíveis as vezes ou se assemelhava a isso, mas apenas preferia ignorar eles de modo que se esquecia.
Os cabelos se moveram insanos com o vento que passou, e então apenas sorriu enquanto eles chicoteavam ao redor dela , e então parou. Pelo que conseguia lembrar eles algum dia foram pretos e então algum processo ocorreu que a raiz foi se tornando Vermelho escarlate e então eles era agora completamente dessa cor quase sangue, e eram uma coisa meio sem noção. Eles nasciam normais mas o que complicava era a franja dela, Frontal e jogada para a direita e crescia desgovernada para esse lado com pontas irregulares e até uma maior que a outra cercava a testa toda chegando no olho esquerdo ela apenas se emoldurava ao rosto curtas e longas, mechas mais medianas eram espetadas para cima no topo mas seguiam também para a direita da mesma forma espetada, eles eram meio para cima onde a franja tinha o começo e era seguido por pontas que desciam de repicados até pararem abaixo dos ombros.
Os olhos eram heterocromia pura, um verde e outro azul mas ambos de uma cor tão escura e profunda e perto da íris estava o tom de roxo tão escuro que era quase azul em ambos, a pele era um tom meio pardo claro. Olhou para cima vendo as nuvens e então franziu as sobrancelhas , sentiu as pupilas se retesarem e então conseguiu ver um pouco melhor através de algumas nuvens, não era nada. Sorriu de leve e girou os calcanhares indo para dentro de sua casa, rustica com pedras e de apenas um andar, média. Assim que passou pela porta se deu de cara com a sala bastante confortável, uma lareira feita de pedra estava de frente a porta e perto dela uma prateleira com alguns livros e duas poltronas aconchegantes, uma parede se erguia até o meio e atrás estava a cozinha com uma porta para a varanda com vista para o mar, da parte direita estava o pequeno banheiro e duas camas lado a lado, estantes de livros e então uma mesa de jantar.
Andou para a cozinha, vendo o armário de carvalho, a pia com mármore o balcão que a cortava no meio fazendo fronteira para um aconchegante espaço para leituras. Viu a porta aberta e marchou para a varanda vendo Saphira de costas com um vestido branco simples e leve enquanto Haruna trajava um vestido mais grosso bege simples sem mangas, ambas estavam olhando o horizonte enquanto a mesa posta ali fora estava com algumas panelas que exalavam fumaça. Feijão, arroz, peixe frito, frango assado. Pigarreou chamando a atenção de ambas, as duas se viraram e Saphira sorriu se dirigindo para a mesa se sentando, as duas a copiaram.
O almoço foi acompanhado pelo som ambiente de pássaros por ali. O sol estava se pondo dando uma tonalidade bonita de cobre e carmesim no céu, seria realmente lindo, se atualmente estivesse calmo.
—“Luma! Pela esquerda!” -Haruna gritou enquanto bloqueava o ataque com a espada , apenas concordei indo em direção a Saphira para poder a proteger, as luvas em minha mão eram de metal até o meio do braço e sentia minhas botas pesadas enquanto pisava o mais rápido que podia, saltei rolando pelo chão para poder conseguir chegar mais rápido, ela estava correndo de um monstro negro e sem face então como o terreno era meio inclinado apenas tive que rolar por mais duas vezes, finquei a mão no chão e ergui os pés dando o chute bem no queixo dele, olhei em volta notando mais se aproximando, girei chutando um enquanto escutava o som de Haruna: espada chocando contra espada. Ela ainda segurava a pesada espada com uma mão e agora estava com outra, girava com graça desferindo os ataques neles. Sorri de leve enquanto fazia as lâminas de minha luva acertarem um quando puxei o braço para trás, Saphira se colocou de costa para mim, costas contra costas. Chutei um que se aproximou com força, puxei um pelo ombro o socando com raiva mal escondida, eles nos atacaram assim que terminamos de lavar a louça.
—“Ainda bem que as luvas são resistentes! Obrigada Lenna!”- Gritei enquanto puxava outro e o joguei para outro lado, me abaixei e fui obrigada a fazer medidas desesperadas.
—“Saphira! Haruna! Para trás de mim!” -Elas ficaram, finquei os pés no chão fazendo minha magia fluir: Um campo de força elétrico ao redor delas duas. Me abaixei desviando de um golpe e rolei para trás sentindo o chão rápido nas costas, flexionei o cotovelo erguendo novamente as pernas e então coloquei toda a magia naquele golpe, sentia a eletricidade viajando para as pernas junto com algo quente, Girei o corpo completamente fazendo um redemoinho, vi as luzes da eletricidade que conseguia descarregar junto com o fogo, tudo começou a queimar, vi os monstros gritarem a área onde conseguia acertar foi expandida, tudo nessa área sofreu dano sabia ao escutar o som, ergui dos cotovelos para a mão erguendo as pernas e fiquei em pé, sentia a fraqueza do golpe me assumindo mas me mantive em pé, Saphira e Haruna saíram e enquanto a ultima corria para ver algum monstro.
—“Luma? Você está bem?”- Concordei enquanto me sentava no chão e olhava para a casa destruída, e o cavalo morto no estabulo—"Ele era a única coisa que meus pais tinham..."- Pensei triste— "Até mais ver Estrela..." – suspirei me deitando no chão, vendo as estrelas no céu, Saphira se sentou ao meu lado e Haruna logo depois, nada mais restava além de nos três e alguns pertences, nenhuma carcaça de monstro estava por ali e se tivesse estava queimado.
Senti o cansaço me pegando lentamente com os dedos finos, as pálpebras fechavam com peso, escutei o som de pedra e logo fogo em minha frente, o olhei e depois para o céu escuro, o ambiente estava morto em silencio excluindo o crepitar do fogo. “boa noite.” Falamos umas as outras enquanto o mundo se apagava para mim
— "Lena, Lua, Luna..."- Sou Luma e porque não segui o toque de recolher?. Porque assim está mais divertido..
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