Notas iniciais
Esta história faz parte de uma saga escrita por mim, espero que se interessem pelo mundo de Hanaros e divirtam-se. Dependendo do número de pessoas que acessarem, poderei postar o livro todo (realmente espero que isto aconteça!). Obrigada!

Longe da imaginação de qualquer criatura que habita o outro mundo, fazia-se presente um mundo onde os mais lindos e também encantadores sonhos eram reais. Este era o mundo de Hanaros, que naqueles tempos se dividia em dois. Nele existiam várias dimensões, vários seres. Desde sereias até vampiros, lobisomens, bruxas e várias outras coisas sobre as quais apenas em nosso antigo idioma existiam palavras para expressar.

Como em todos os sistemas, desde a criação da vida, deveria haver alguém que mantivesse a ordem. E os seres que tinham a força controladora daquilo, de todos os mundos, todas as dimensões, eram os Nixges e fadas. Não tais fadas que naquele mundo “contaminador”- como dizem os anciões — era descritas como seres pequenos, de asas, que controlavam apenas as forças da natureza, aqueles são outros seres. Os Nixges e Fadas que controlavam aquele mundo eram extremamente poderosos, tinha nas mãos todo mundo mágico e inúmeros poderes, mas, desde os tempos da “contaminação” lutavam contra inimigos imprevisíveis, da mesma espécie que, porém, aprenderam a controlar a magia hanariana de má forma e usa-la contra os próprios habitantes do mundo, tornando-se assim, uma nova espécie. Felizmente, esses seres haviam sido exilados em uma dimensão afastada, por uma força que sabia bem o que fazia mantendo aquelas criaturas longe dos mundos mágico e humano (como chamavam aquele outro mundo).

A força que tinha o poder de abrir a dimensão do exílio – caso algum dia os inimigos escapassem em massa — e identificar os reis hanarianos estava centrada numa joia, negra como a noite, era O Coração de Ônix, que funcionava de fato como tal parte do organismo. Ele passara pelas mãos de todos os reis e rainhas, que felizmente nunca precisaram usá-lo desde o início daqueles tempos. Mas não era qualquer um que poderia portar a joia, o soberano deveria ser aceito pela essência, e só então poderia controlar e proteger Hanaros.

Mas aqueles seres malignos nunca desistiriam e tentariam de toda forma controlar Hanaros.

Seria muito difícil conter a fúria do inimigo se estivessem em grande número, e o caos seria inevitável. Eles poderiam dominar os dois mundos rapidamente e usar a força vital de cada Nixge para remover do exílio toda a sua espécie.

“Porém até um dia aquilo nunca foi alcançado, pois, os reis de Hanaros – A alma daquele mundo, os únicos que continham em sua essência a magia capaz de derrotar os Meltas — mantinham tudo em ordem, bem, pelo menos até aquela geração.”

– O que acha mamãe? – perguntou a garotinha para a linda mulher de cabelos longos ao seu lado, após ler em voz alta o que continha no papel em suas mãos.

– Está... Como posso dizer? Hãn... – murmurou indecisa a rainha. De que forma ela diria que algo estava errado ali, e que nem ela sabia o que era?

Ela olhava para as paredes frias do grande quarto enquanto buscava uma resposta.

– Está perfeita minha filha. – interferiu o rei. – as crianças do reino irão adorar ouvir sua história. Por que não vai mostrar? – ele empurrou-lhe docilmente em direção a porta.

– Sim, eu irei. – despediu-se a garotinha.

A rainha esperou ela sumir por trás da porta para logo depois dirigir-se ao seu marido.

– Eu não gosto dessa coisa que ela inventou de sair escrevendo sobre questões que mal conhece.

– Pois eu acho que ela conhece muito bem, e escreve divinamente. – discordou o rei.

– Helena ainda é muito nova para colocar em palavras todo o desespero de nosso povo diante de tal... Inimigo. O reino logo será dela, e não quero que pense que só existem dois lados.

– De que falas minha querida? – o rei pegou na mão de sua rainha e a levou até a grande janela, que mostrava Hanaros central por todo horizonte. – deixe a pequena Helena crescer, deixe-a apenas sonhar enquanto a realidade não bate a sua porta.

Notas finais
Então é isto! Espero que tenham gostado e até a próxima.