Notas iniciais
Acordo lentamente e dolorido. Respiro profundamente e entro em desespero quando não o sinto. Por que não encontro seu cheiro? Olho para celular e verifico a hora. É tarde, muito tarde. Começo a andar ligeiramente pelos corredores até chegar ao dormitório. E Nada. Nada mesmo. Sem doce, ácido e amargo. Nada de Stiles.

(Derek)

Eu deveria ir atrás dele. Tenho que me explicar. Ele tem que saber. Deixei ele sair daqui, aflito e sem saber a verdade. Porquê não falei nada. Idiota.

Fico por mais algumas horas me remoendo em agonia enquanto posso sentir o cheiro dele a distância. Ele ainda está no colégio. Ótimo. Assim que amanhecer será a primeira coisa que irei fazer. Tenho que deixá-lo descansar e pensar melhor.

Meu corpo começa a pender as forças e o sono de mais uma noite não dormida me atinge.

Durmo aqui mesmo, no porão, deitado nos dois puffs.

Acordo lentamente e dolorido. Respiro profundamente e entro em desespero quando não o sinto. Por que não encontro seu cheiro?

Olho para celular e verifico a hora. É tarde, muito tarde.

Começo a andar ligeiramente pelos corredores até chegar ao dormitório.

E Nada. Nada mesmo. Sem doce, ácido e amargo. Nada de Stiles.


Estou em frente ao quarto dele. Não sinto que ele esteja lá dentro, eu sei que ele não está, mas posso perguntar para seu colega de quarto. Êxito por um tempo. É só bater na porta, nada tão difícil. Dou três batidas com muita dificuldade. Demora o que parece uma eternidade para alguém abrir. Eu sei que tem alguém aí dentro, posso sentir os cheiros. “Já vai.” Alguém grita.

Quando a porta se abre, Scott aparece, apenas com uma bermuda e ofegante. Sua cor é tão roxa, mas meio trêmula para o marrom. Algo o aborrece. Mas ele apenas sorri, e fala gentilmente. “Oi, quer ver o Stiles, né? Ele não está.” Dou apenas um aceno e começo a me virar.

“Quem é, Scott?” Fala uma voz feminina de dentro do quarto. Achei que isso não era permitido, meninas desse lado do prédio. Peter surtaria se descobrisse. E eu adoraria ver ele pirando. É isso que os humanos ficam fazendo nos finais de semana. Ficam excitados com outras pessoas no seu quarto.

“É o Derek.” Fala, sem tirar os olhos de mim. “Desculpa cara, Stiles foi visitar o pai dele.” E me lança um sorriso caloroso. E seu roxo volta a ser forte quando ele fecha porta.

Volto para o meu quarto decepcionado, eu pensei que ele estivesse mais perto. Não fora dos muros do colégio. Ele vai me odiar por uma vida.

Não paro de pensar em Stiles, em seus lábios sobre os meus. Eu o magoei, me reprimi antes de dizer tudo o que queria. Porquê não o segurei.

Me recuso ir para casa por mais um fim de semana. Quero estar aqui quando ele voltar.

Rolo de lado para outro na cama. E se ele não voltar nunca mais? Não pense besteiras Derek.

Ligo uma ou duas vezes pra ele no dia. Ok, talvez tenha sido mais do que isso. Mas que diferença isso faz? Ele não me atende e muito menos retorna minhas ligações.

(Stiles)

“Você deveria atender.” Olho para o meu pai. Ele está preocupado, mas feliz por finalmente me ver depois de meses.

Não quero atender, tenho medo do que ele tem a me dizer. “Não é importante.” Tento sorrir, para suprimir a mentira descarada.

“Sei. Te conheço, Stiles.” Isso é verdade, ele pode me ler melhor do que ninguém, mesmo sem enxergar minhas cores. "E seus olhos não seria de uma tristeza tão grande, para algo não importante. Posso não ter os poderes de sua mãe, mas posso decifrar o meu filho.” Ele se senta à minha frente.

Por fim, me convenço em falar sobre o assunto com meu pai. “Mamãe estava errada.” Meu pai faz um olhar de surpresa e desgosto. Minha mãe dificilmente errava.

Mas ele faz o possível para não parecer rude. “Por que diz isso?” E me olha com mais atenção.

Tento ao máximo continuar falando. Nunca conversei sobre esse assunto com ele.

“Você se lembra quando a mamãe falava que amava o seu cheiro, que era o mais incrível?” Começo. Meu pai apenas me responde com um aceno curto para eu continuar. “Então, eu nunca entendia o porquê. Pra mim você sempre teve cheiro de grama e eu não achava isso incrível.” Falo timidamente. Sério, eu evito o máximo falar com o meu pai sobre meus poderes ou da minha mãe, depois que ela morreu.

“Grama?” ele sorri. “É nisso que ela estava errada? Está tudo bem, Stiles.”

“Não. Não é isso.” Começo a ficar desconfortável. “É que... Um dia perguntei a mamãe, o que tinha de tão incrível em cheiro de grama, porque esse era o cheiro que eu conhecia em você. E ela apenas sorrio e me disse: ‘Stiles querido, para seu pequeno e lindo nariz, seu pai tem cheiro de grama, mas para mim ele tem o cheiro doce, ácido e amargo. Eu não posso distinguir o cheiro dele e isso o faz tão incrível e único para mim. Isso mostra que ele é minha alma gemia, minha metade, meu complemento. E quando você sentir esse cheiro, nunca, nunca o deixe escapar.’ Eu nunca mais esqueci isso que ela disse.” Termino de falar e olho para meu pai. Seus olhos estão grandes e com lágrimas, sua cor é um cinza azulado bem fraco. Eu sei que ainda dói para ele ouvir sobre a mamãe.

“Eu nunca soube.” Ele limpa as lágrimas e suspira em um sorriso. “Então...” Ele limpa a garganta, voltando a atenção na verdadeira razão por eu contar essa história. “Você encontrou esse cheiro?” Pergunta meu pai timidamente.

“Sim, mas acho que só eu sinto ele assim.” E não posso deixar de ficar mais triste.

“Mas talvez ele não possa sentir, assim como eu.” Seria mais fácil se fosse assim.

“Não, pai. Ele é como eu, ele sente meu cheiro e pode ver cores.” A boca de meu pai cai em espanto, acho que ele não pensou que eu fosse encontrar outro como eu no mesmo colégio.

“Como pode ter certeza que ele não sente o mesmo?” Não acho que estou pronto para contar como descobri isso. Que eu estava beijando Derek freneticamente, enquanto acariciava seu pênis no porão da escola. Deus, definitivamente não. “Ligue e pergunte para ele, tenho certeza que ele está louco para falar com você.” É tudo que ele diz, enquanto aponta para meu celular que estar chamando mais uma vez, a tela brilhando com a foto de Derek tocando violino. Recuso a ligação mais uma vez. Preciso pensar.

(Derek)

Porquê Stiles não atende.

Me dou conta que posso ter perdido ele. Me acostumei com sua presença. Não sei porque e não me importo. Pela primeira vez, não estou faminto por respostas. Eu só gosto da companhia dele, do seu jeito. Sem Stiles por perto todos os outros cheiros voltaram a me incomodar, muito mais forte.

Eu deveria ter falado tudo, antes que ele fugisse.

Os dias passam, lentos e chatos. Preenchidos com música e maconha, em um lugar escuro, sem o cheiro dele. Agora percebo que o pior não o cheiro que ele tem. E sim, a falta que ele me faz. Como posso sentir falta e algo que não sei nem distinguir o que é ao certo.

Parei de ligar, é inútil, ele não quer conversar comigo. Será mais fácil abordá-lo aqui mesmo.

Já é segunda, não o vejo em nenhuma aula. Não sinto ele em nenhum lugar. Ótimo, ele não vai voltar, isso não pode ser verdade. Não pode.

Estou mais um dia em meu lugar de sempre, sozinho e casado. Stiles não vai voltar e é tudo minha culpa. Deus o que foi que eu fiz.

Minha cabeça pesa de dor. Todo meu corpo dói. Não posso respirar. Não quero respirar. Mas respiro. E fico feliz por ter feito. Ele voltou, Stiles está aqui.

Em minutos, estou no corredor de meu dormitório. E posso vê-lo. Cabeça baixa, olhos tristes, encarando minha porta. Ele levanta a mão para bater, quando seu rosto vira em minha direção.

“Ei...” É só o que sai de minha boca, e tento força um sorriso.

“Oi.” ele diz e não há felicidade em seu rosto.

“Olha eu...” “precisamos conver...” Falamos ao mesmo tempo. E nós olhamos por mais alguns segundos. Sigo em sua direção e inclino uma mão para ele falar primeiro.

“Então... Acho que precisamos conversar sobre o que aconteceu outro dia.” Ele ainda não me olhou nos olhos. Ele está mesmo chateado.

“Também acho.” E abro a porta do meu quarto. Estou tirando meu casaco, quando reparo que ele não me seguiu. “O que? Não vai entrar.” Ele me olha como se estivesse pedindo permissão. “Stiles entre.” Cada um de seus passos parece levar uma eternidade.

Um silêncio constrangedor toma conta de todo meu quarto. Se ele não começar a falar, eu terei que fazer. “Me desculpe.” Ele começa. “Interpretei errado o que tínhamos e abusei do momento. Eu sinto muito mesmo.” Seu ombro cai, enquanto dá as costas para mim, encarando meus livros. “Se você não quiser mais falar comigo ou estiver com raiva, eu vou entender.”

Tive que sorrir pra isso e me aproximo dele. “Está tudo bem.” Seguro seu ombro e o giro. Assim ele está centímetros de mim e me olhando pela primeira vez. “Eu gosto de você.” Tremo um pouco ao falar.

“Sim, eu sei, como amigo.” Ele abaixa a cabeça novamente e começa a falar sem parar. “Tudo bem se for só com amigos, eu entendo, posso me acostumar com isso, é melhor do que não ter você por perto...” Deus com ele fala.

Seguro seu rosto entre minhas duas mãos. “Stiles, cala boca.” E inclino para beijá-lo. Sinto que meu coração pode explodir nesse momento. Seus lábios tremem ao contato com os meus. Seus braços estão envoltos à minha cintura. Ficamos assim por um tempo e não me permito afastar. O beijo se intensifica, enquanto Stiles me puxa para mais perto de seu corpo. Nosso beijo é quebrado quando percebemos a necessidade de respirar.

Seus olhos percorrem cada linha de meu rosto, Stiles pousa uma mão em meu rosto, acariciando meu queixo. Sua mente parece trabalhar para entender o que acabou de acontecer. Então ele se solta e se distancia.

“Por que você fez isso? Por que me rejeita e um dia e no outro me beija?” Ele surta. “Olha, sei que sua mente não funciona como a de todo mundo, mas isso machuca.” Seus dedos estão tremendo em minha direção. “Você não pode fazer isso. Você está fodendo com minha mente agora, Derek.” Ele quase grita essas últimas palavras.

“Olha, eu não te rejeitei, porque não te queria. Eu te quero e há muito tempo, mas não nas condições em que você estava, você mal se aguentava em pé.” Me aproximo e seguro sua mão. “Eu nunca quis te machucar. E eu... eu pensei, que você estava agindo apenas por influência do álcool e que no outro dia poderia nem se lembrar do que aconteceu. Ou se arrepender.” Espero que dessa vez ele entenda.

“Sério?” Ele ainda tem dúvidas.

Penso em como posso provar para ele. É quando olho para nossas mãos dadas e para meu pulso, onde está corda de violino. Solto seus dedos e retiro minha âncora. “O que você acha?” O encaro, enquanto ele se afasta um pouco para me observar. O quarto todo se ilumina, com o vermelho e laranja. “É assim que eu fico quando estou perto de você.” Balanço a cabeça em negação. “Na verdade, acho que sempre estou nessa cor. Eu sempre estou pensando em você.” Em um piscar de olhos, seus braços estão envolta de meu pescoço, me puxando para mais próximo e firmando os lábios nos meus.

“Acho que...” Ele diz, se afastado e retira o colar de sua mãe. Então tudo brilha em torno dele. Deus ele é perfeito. É a primeira vez que vejo sua cor e ele está assim por mim? Quase não acredito. Sua cor é a mais forte, intensa e viva que meus olhos já viram. Ele poderia iluminar o meu quarto todo. Acho que estamos iluminando o meu quarto todo. Está tudo tão vermelho, e laranja. Stiles brilha em toda sua beleza. “É assim que eu fico por você.” Fico encarando-o e admirando-o.

Palavras não são mais necessárias. Eu quero beijá-lo. Quero seu corpo. Eu preciso tocá-lo.

Ele olha de volta para meus olhos e o desejo está escrito em todo seu rosto. Minha respiração falha quando ele chega mais perto, sua mão estendida em meu peito, me empurrando para trás, a parte de trás de meu joelho se choca com a cama. Meu corpo atinge o colchão e um suspiro sai sem minha permissão.

Lábios de Stiles, estão trabalhando lentamente em minha pele. Seus joelhos um de cada lado do meu corpo. Não aguento mais. Retiro sua camiseta e firmo minha unha em seu cabelo, puxando para trás, deixando seu pescoço mais acessível. Ele geme quando sente minha mordida. Agora estamos brilhando em um roxo forte. O solto lentamente.

Eu o observo, enquanto sua mão trabalha debaixo da minha camiseta e mais acima. Ele começa a brincar, me tocando ali e aqui. E suspiro quando ele raspa as unhas levemente sobre meus mamilos. Ele agarra minha camisa e nossos olhos se encontram. Até que eu pego a dica para me sentar e deixá-lo puxar sobre minha cabeça.

Nós dois suspiramos e congelamos nossos movimentos quando nossas ereções ficam alinhadas. Voltamos a nos movimentar lentamente. Um gemido escapando de minha garganta, alto e embaraçoso e se perde quando Stiles se inclina e me silencia com mais um beijo.

Sinto meu pênis, se apertando dentro do jeans. Olha para virilha do Stiles e posso ver que ele não se aguenta mais dentro dessas calças, assim como eu. Ele sente meu olhar para ele e não perde tempo em pedir. Seus dedos já estão desfazendo de minha calça.

Troco minha posição, encaixando Stiles abaixo de mim. Eu beijo um caminho imaginário sobre sua pele macia e suas pequenas pintas, beijo cada uma delas. Ele suspira de alegria e meu braço envolvem ao redor de seu pescoço. Pressiono um beijo de boca aberta em seu peito e fecho minha boca entorno de seu mamilo. Continuo descendo, minha língua desliza por todo seu corpo.

Sites suspira alto e se agarra ao meu lençol, quando meus dedos estão tirando sua calça. Mordo os lábios ao ver o quanto ele está duro e pronto. Deus ele ainda está de tênis. Antes que eu possa fazer qualquer movimento, ele se levanta e retira todo restante da roupa, de um jeito desajeitado e lindo. Ficando só de cueca. Stiles volta para sua posição anterior e me olha. Ele não tem mais experiência do que eu nesses assuntos, mas isso não me impede de contiuar.

Stiles abre a boca para falar algo, mas o interrompo afundando meus lábios em seu corpo mais uma vez. Deixo minhas mãos descansando em sua cintura, e deslizo para baixo mais um pouco, e meus dedos tomam conta do elástico de sua cueca.

“Deus Derek, o que-...“ Ele interrompe-se com um gemido baixo em sua garganta, quando começo acariciar seu pau por cima da cueca, lento e firme. Eu olho para seu rosto corado e aquecido.

“Cristo...” Stiles joga suas mãos ao alto, cobrindo seu rosto com meu travesseiro.

Paro por um tempo. “Tudo bem?”

“É que...” Ele sussurra com o rosto ainda escondido.

“Quer que eu pare?” Pergunto.

“Não.” Ele fala quase em salto. “Parar é a última coisa que e quero nesse momento. Mas para ser honesto, eu estou quase gozando em minha cueca e não acho que posso aguentar por mais tempo.” Ele fica levemente rosa.

“Não me importo.” E com um movimento, eu dobro a cueca até o joelho.

Ele geme, quando toco pela primeira vez seu pênis, sem nenhuma barreira. Guio sua ereção à minha boca com uma das mãos e outra posicionada em sua coxa.

“Oh Deus-“ Ele geme no primeiro toque de meus lábios.

Eu posso prová-lo agora, sua pré-ejaculação em minha língua, um gosto salgado e amargo. Suas mãos encontram caminho do meu cabelo, ele está tremendo um pouco e por mais que sua intenção não seja forçar-me a ir mais profundamente, eu posso sentir os músculos de sua coxa se contorcendo abaixo de minha mão e visivelmente se torna mais difícil de suprimir os empurrões de seus quadris.

Eu movo minha boca para cima e para baixo, variando no ritmo. Eu realmente não sei o que estou fazendo, mas a cada gemido que Stiles me lança, sei que estou fazendo algo certo.

Pauso um pouco para respirar e olho para seu rosto e me surpreendo quando o vejo olhando para mim. Tão bonito e ofegante. Mordo os lábios com essa visão. “Deus não me olha assim, por favor.” Meu sorriso se espalha. Começo a lamber o caminho de se pênis sem tirar os olhos dele. “Porra, Derek.” Eu chupo a cabeça de seu pênis. E seus olhos se fecham.

Não posso mais resistir a essa visão por muito tempo, minha própria ereção dói, implorando por um toque. Eu tento abrir o botão e o zíper com uma mão, com dificuldade, mas enfim tenho sucesso. Eu gemo com o pênis de Stiles na minha boca, quando finalmente sou capaz de envolver uma mão em meu próprio.

Seus dedos em meu cabelo, apertam. E ainda consigo escuta seus gemidos abafados.

Estou fora de mim. Não é fácil manter um ritmo com a boca enquanto me masturbo, mas parece que Stiles não se importa. Ele está muito perto de gozar agora.

Meu nome invade o espaço quando ele fala, tão abafado e molhado. Por uma última vez eu chupo seu pênis profundamente, e quando sua ponta a atinge o fundo da minha garganta, ele dá um grito sufocado. Ele arqueia as costas, tremendo por um segundo antes de afundar no colchão de novo. Seu sêmen inunda minha boca e eu sugo até a última gota, antes de ser atingido com o meu próprio orgasmo.

Abro os olhos após alguns minutos. E me encontro com minha bochecha na coxa de Stiles. Posso escutar sua respiração irregular.

Me levando e deito ao seu lado. Pousado minha mão em seu peito e observo o movimento de elevação e descida, que é causada pela sua respiração pesada, seus lábios rosados estão entreabertos. Sua cor roxa, está aos poucos diminuindo, voltando para o vermelho intenso.

Ele me olha com o seu sorriso bobo “Oi” parece ser a palavra mais difícil para se pronunciar.

“Oi.” Respondo, enquanto acaricio sua bochecha e beijo seus lábios. Me deito em seu ombro. Nenhuma palavra precisa ser dita por agora.