"As cores do amor"

2 "Saindo um pouco da rotina, parte 1"


Notas iniciais
Oii , amores...kkk Outro cpt aki, bem, demorei pq tava sem tempo e tals, mas aki está... O começo da fic ta meio chato e tals, mas vai melhorar, vou fzr cpts maiores e mais legais , cês vão ver! Espero q gostem desse ... N esqueçam de comentar , favoritar... Isso me deixa feliz!:-D Boa Leitura!

— Consegui salvar!- Matias disse ,vindo até nós e atrapalhando nossa conversa. -É...atrapalhei algo? — diz ao perceber o silêncio.

—Não...- Felipe disse do nada.

—Ahãn, sei, Felipe meu caro, quem te conhece que te compre! Ele é mó pegador mili!

"É, Matias, mas o problema é que eu sou cega! Então pode ter certeza que se ele encostar em mim, vai ser por pena!"

Geralmente, eu não sou do tipo de pessoa sociável, eu sou muito na minha, sorrio raramente, acredito que vivo em uma constante depressão. Mas Matias.... Ele sim me deixa feliz! Ele sim me faz sorrir ,porém, ao mesmo tempo me deixa com ódio, que era algo que eu sentia agora. Não sei ao certo o porque de tanta raiva, mas eu sou assim, bipolar.

—Não precisa se preocupar , Matias, eu sou cega, tá! Ninguém nunca vai querer pegar uma cega! Só se for por pena ne? Ah, faça me favor! — me exaltei — Para de bancar o irmão protetor que você não precisa! Eu nunca vou namorar ninguém, para de me tratar como se eu fosse normal, porque eu não sou! Eu sou cega, entendeu? cega!!! Coloca isso nessa sua cabeça!

Ao dizer aquilo, eu segui rumo até a garagem, ouvi Matias dizer um "Mili, cê entendeu mal", mas não, eu não dei ouvidos e muito menos entendi mal. Ele não sabe nem disfarçar! Disfarçar que tem pena de mim! Ele pode até querer me proteger, mas ele sabe que ninguém nunca vai se interessar por mim e acaba querendo que eu viva uma ilusão. Esse é um dos piores defeitos dele, achar que a felicidade de viver uma ilusão ,é a mesma felicidade de viver uma realidade.
Fui até a garagem e entrei no carro, sentei no banco do carona e esperei Matias.
Breves minutos depois, ele chegou junto com Felipe.
Eles entraram e ficaram conversando entre si, como se eu não estivesse ali ,e era isso que eu queria. Apenas ficar invisível.

"Eles são invisíveis pra mim, as vezes, também queria ser invisível pra eles."

Matias me conhece bem, e depois de qualquer surto meu, ele sabe que o melhor a fazer é ficar na dele ,e me deixar na minha.

Futebol, garotas, filmes... Eram esses os assuntos sobre os quais eles falavam. Enquanto eu , viajava em cada barulho que soava nos meus ouvidos, músicas, pessoas gritando, risos. Muitas vezes, eu costumava criar histórias na minha mente , nas quais eu fazia tudo aquilo, eu ria descontroladamente, gritava o nome das pessoas que eu conhecia que estavam do outro lado da rua, não só sentia o cheiro do mar , como também via as ondas do mesmo se quebrarem. Era tudo lindo, não era preto, tinha cor...

(....)

Ainda na segunda ;20:00 hrs da noite.
E mais um dia chato se vai, um dia que eu não aproveitei, como sempre!
Acordar, ir ao médico, tomar uns remédios, dormir, ser obrigada a comer, e me isolar. Mofar o resto da minha escuridão.
Todas as noites ,eu abro a janela do meu quarto e fico em frente a mesma, sinto a brisa da noite enquanto penso e repenso nas merdas que eu fiz durante o dia , que no caso, foram as mesmas de ontem, e com certeza, serão as mesmas de amanhã, exceto a "ida ao médico", em vez disso, eu vou pra escola, o que dá no mesmo , já que eu não gosto de nenhum dos dois lugares.

Saí dos meus pensamentos com um barulho na porta. Era a Dona Gabi, tinha certeza, ela devia ter vindo encher o meu saco para que eu comesse , ou algo do tipo.

—Não quero comer, mãe!- gritei.

"- Sou eu, Felipe, posso entrar?"- quando eu ouvi aquela voz, meu coração acelerou, um frio se alastrou na minha barriga, fiquei nervosa. Mas por que? Por que do nevorsismo?, é só o amigo do meu irmão, como o próprio Matias disse, o tal do Felipe é :" Mó pegador", ele deve ser só mais um daqueles play boyzinhos metidos, que transa com uma garota diferente toda noite, e pratica a política de não repetir figurinha . Ele não quer nada comigo, eu sou cega, ele deve estar com pena de mim, e veio só...

"-Mili?"

—Pode entrar!- gritei de volta.

—É... Eu e Matias vamo assistir um filme e eu queria...- no mesmo instante, no meu rosto, se formou uma feição óbivia, eu já sabia o que ele ia dizer, mas tudo bem, já estava acostumada.- É... Desculpa eu não queria...- o interrompi.

—Ok, tudo bem...- disse calma.- pode voltar, eu vou ficar aqui, diz pro meu irmão que, não precisa se preocupar comigo.

—Você vai ficar aqui ? Sozinha? Desce vai, a gente faz qualquer coisa, eu não vou te deixar aqui.

—Eu sou cega, garoto! O que um cego pode fazer? Nada! Por favor, vai embora!- fui grossa , mas no momento seguinte, me arrependi.

—Cê é uma daquelas pessoas ne, que usam a deficiência como desculpa pra tudo...

—Sai daqui! Eu não aguento mais os outros sentirem pena de mim!

—Eu não tenho pena de você! Só quis ser legal, porque eu achei que você fosse diferente, mas não, eu tava enganado, cê só é mais uma patricinha mimada que faz birra por tudo, e dá uma de coitada pra chamar atenção!- retrucou de uma forma grossa e ao mesmo tempo calma.

Me deparando com aquilo, eu poderia surtar e ficar com raiva, e sim , eu fiquei, mas a minha raiva nem se comparava à minha felicidade. Ele discutio comigo numa boa, sem demonstrar receio por eu ser cega, e era isso que fazia eu me sentir normal, pelo menos por uns minutos.

—Você não me conhece... Não julgue sem saber...- disse mais calma.

—Acabei de conhecer!- ele disse firme, ouvi passos se afastando, quando derepente, por impulso, eu o chamei.

—Espera, Felipe!- o barulho dos passos pararam no mesmo instante, e eu fui até ele.- Eu vou...- disse por vencida, como ele fez aquilo? Ninguém tinha esse poder, esse poder de me fazer querer sair do meu quarto por vontade própria, e ainda à noite que era raro. Sim, aquilo era poder.

Felipe foi na frente e eu atrás, chegamos na sala e pelo barulho, meu irmão devia estar jogando video game.

— Caraca! Tu tirou a Mili do quarto!- sua voz soava surpresa.

—Na real, ela veio porque quis...-Felipe retrucou, não parecia tão simpático.

-Ou porque cê usou um argumento muito bom.

—Talvez a segunda opção...- respondeu e em seguida soltou um riso fraco.

—Sabia...-Matias riu ,também fraco.-E... O que vamos fazer?- questionou.

—Mili, você gosta de skate?- Felipe questionou e eu simplismente travei.

—Ah?... Eu não...- ele me cortou.

—Ótimo, vamo andar um pouco então.

Notas finais
Volto, logo logo! Beijinhos de Brigadeiro!:-* :-* :-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.