As cinco formas de amar
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nada mais é do que uma viagem de fã
Espero que gostem.
Ela surgiu de repente, de trás de uma vitrine. O dia dele estava péssimo, mas de alguma forma, aqueles cabelos vermelhos, olhos verdes o fizeram sorrir.
Mas ele iria embora, não pisaria naquela cidade nunca mais. Só que ele não contava com o destino. A misteriosa ruiva também estava indo embora.
Ele a viu na estação, sentada no banco, esperando o trem, não pode acreditar na sorte.
Olá, ele disse.
Olá ela respondeu.
E foi ali que ele soube, ele a amaria eternamente.
Ela sabia que ele teria que partir, mas não ligava, o amor era assim, inexplicável. Ela o aceitou com seus problemas e seus defeitos. A calma e a ira formavam um bom par. E desse par, veio um resultado.
Ele a amou imediatamente. No momento em que soube. Você vai ser pai, o seu amor lhe disse. E dali ele sabia, antes mesmo de conhecê-la, ele já a amava.
Mas ele não estava lá quando ela finalmente chegou. Ele a conheceu dias depois, cabelos vermelhos, pela clara, ela era a cópia da mãe, e aquilo o fascinava. Mas ele também estava presente nela. Suas orbes eram azuis, azuis como as dele, e irradiavam o mesmo amor incondicional um pelo outro. Ele a amou imediatamente, e ela seria eternamente a sua garotinha.
A vida era boa, perfeição não existe, mas desde que ele estivesse com as suas garotas, nada poderia atrapalha-lo. Mas veio a guerra. E ele foi convocado para servir o seu país.
Um pouco antes de se despedir de sua garotinha, o seu amor lhe contou a novidade. Eles não seriam mais três, seriam quatro.
Ele se assustou, quatro. Mas não ligou. O amor é assim.
E mais uma vez ele se foi. Foi proteger o seu país, mas, o mais importante, proteger as suas garotas.
Mas o mal estava perto de casa e não do outro lado do oceano.
Ela vira o que acontecera, ela presenciara tudo. E sabia que, assim como o seu amor estava protegendo a todos, era o seu dever proteger a base e sua família.
Mas alguém não pensava assim, e decidiu que era hora de acabar com essa história de amor.
Sinto muito, disseram a ele, ela se foi. O mundo desabou, ele queria ter ido junto com ela, não poderia ficar sozinho, não tinha vida sem ela. Contudo ela deixara um presente. Uma garotinha.
Ele, ansioso para ver outra cópia dela, se recusou a acreditar na brincadeira do destino. Ela não se pareceria com a mãe. Ela era, ele. Cabelos castanhos e mesmo tom de pele. E estranhos olhos que combinavam as cores dos dois. Alguém só podia estar brincando com ele. Haviam tirado o amor da sua vida e deixaram uma cópia dele. Ele não queria ser ver, espelhos existiam para isso, ele queria ela, mas ela não voltaria.
O tempo passou, e com ele, ele notou que não era bem assim, e lentamente aprendeu a amar aquela pessoinha que, tão bravamente lutava para ser querida. Ela não era a mãe, mas também não era ele. Ela era ela e ponto final. Ele lentamente aprendeu a amar a mistura dos dois e ele sabia, ela seria sua eterna guerreira. E ao fita-la ele notou nos estranhos olhos verde-azulados, ele seria seu eterno herói;
O tempo passou, sua garotinha já não era tão garotinha assim. Mas, para ele, como para todos os pais que amam suas filhas, ela jamais cresceria. Sua guerreirinha também não era mais um bebê, ele estava ficando velho e isso o apavorava, ele não queria deixa-las.
Mas, mais uma vez o destino resolveu se intrometer. E ela apareceu. Novamente cabelos ruivos, olhos verdes, mas em nada parecida com a primeira. Ela era o fogo e ele o gelo. E ele a amou avassaladoramente. Amou de um jeito que ele achou que não seria possível amar novamente.
Ela sabia da existência das outras três. Mas nunca se importou. Ela amava as duas pequenas porque de algum modo, elas eram ele; e ela o amava profundamente e sabia que ele a amava também. Ninguém manda no coração e ninguém explica o amor. Mas o amor pode se transformar.
Agora eles eram em quatro. E ele as amava por igual, cada uma à sua única maneira. Mas não por muito tempo. Qual é o resultado do amor entre o gelo e o fogo. Não é um, são dois. E ali ele soube, as amaria intensamente.
E elas chegaram. Como poderia o amor se multiplicar de tantas formas possíveis? Ele não sabia explicar. Mas ali estavam elas. Cabelos vermelhos, olhos azuis. Seriam fogo como a mãe ou gelo como o pai? Só o tempo diria.
São várias as formas de amar. Não importa como seja, pode ser eterno ou imediato. Pode-se aprender a amar devagar ou pode ser avassalador ou até intenso. O que se sabe é que, de qualquer forma, o amor não é único, ele se desdobra, e é cada um que te ensina como se ama.
Shanon é amor eterno.
Kelly foi amor imediato.
Elena foi amor que chega aos poucos
Jenny é amor avassalador.
Sophie e Catherine foi amor intenso.
O quanto elas o amaram ou amariam? Para ele não importa, nunca importaria. O importante é que elas existem. E ele estava feliz com isso!
Notas finais
E como sempre, a história foi revisada, mas qualquer erro ou confusão, é só avisar!!
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