Notas iniciais
Eu me levanto da cama:
–Como você sabia?
–Eu na verdade não sabia, você acabou de confirmar.
–Ah...
–Relaxa. Eu não sou do mal nem nada assim.
–Tá bom... Mas como eu acabei aqui? Que lugar é esse?
–Você acabou aqui porque eu achei que você era um daqueles criminosos procurados que tem até cartazes, porque não dava pra ver direito com aquela fumaça toda, e acabei te nocauteando com uma voadora... Mas sem querer, então te trouxe aqui pra você melhorar. E essa é a minha casa — ele falou isso como se fosse óbvio -
–Ahn... Mas você vive no meio do nada? Eu olhei pela janela e tudo que vi foi um riozinho.
–Lógico que não! Tem uma cidadezinha aqui perto, eu vou lá todo dia.
–Ok...
Minha cabeça ainda doía por causa da voadora, mas resolvi deixar pra lá, já que se ele achou que eu era um criminoso ele só queria fazer uma coisa boa.
–Sua cabeça ainda está doendo? — Como se lesse meus pensamentos.-
–Eu estava pensando nisso agora mesmo. Mas sim, ainda está doendo. Porque?
–Por isso — Ele se levantou e pegou uma fruta ou alguma coisa assim de uma das caixas que trouxe com o Machoke — Coma isso. Ajuda bastante com machucados e coisas assim.
Eu mordi um pedaço e fiquei muito melhor no mesmo instante. A dor quase sumiu, como se fosse só a dor de um peteleco mas que era contínua. E o gosto... não dá pra explicar. Era como se tivesse o gosto de tudo mais gostoso no mundo, como cheeseburguers, cookies, bolo, chocolate, e muitas outras coisas!
–Que delícia!
–É mesmo, muito bom, né?
–Sim, adorei! — E comi o resto — Tem mais?
–Sim, mas comer duas dessas no mesmo dia te dá uma dor de barriga daquelas que dói mais se você só se mexer.
–Ah... Que pena. É muito bom.
–É, eu acho que é por qu — quando uma explosão destruiu a casa e tudo nela.
Eu acordei com água até o pescoço. Eu não conseguia me mexer. E estava ficando cansado de desmaiar e acordar sem saber de nada.
–Oi?! — Gritava. — Tem alguém aqui?! Squirtle?! Você está aqui?!
Eu ouvi um grunhido do meu lado e me esforcei para olhar pro lado. Vi Squirtle ali, parado do meu lado do mesmo jeito que eu, mas flutuando e desmaiado.
–Squirtle! Squirtle, acorda!
–Hã? O... O que aconteceu...?
–Squirtle?
–Hã? Charmander? Onde nós estamos?!
–Isso é uma coisa que eu também queria saber.
–Tá... Peraí, você não tem nada a ver com isso, né!?
–Não! Eu juro que não sei o que aconteceu!
–Ok. Mas tem certeza?
–Sim, eu acabei de jurar isso!
Então outra voz entrou na discussão:
–Mas deveria saber. Você tem tudo a ver com isso.
Charmander respondeu no exato momento que ouviu isso:
–Não! Eu não lembro de ter feito nada nem sobre nada! Nos deixe em paz!
A voz respondeu:
–Ah... Agora eu entendo. Funcionou mesmo, apesar de tudo.
–O que funcionou?! — respondeu Charmander, enquanto Squirtle olhava para ele com medo. E Charmander entendia, por que lógicamente também estava.-
–Isso não importa. Não para você. Já para mim... Enfim, funcionou. Acho que vai dar certo.
–O que vai dar certo?! Fale logo, eu estou cansado de ficar sem saber de nada! Pelo menos apareça!
Então ele obedeceu, saindo das sombras.
Um Spiritomb.
–Pronto. Já me viu. Agora me deixe em paz. Não gosto da luz.
E voltou para as sombras. Eu consegui pensar em um plano, mas não esperava muito dele. Sussurei e chamei Squirtle:
–Ei, Squirtle! Eu tenho um plano pra sairmos daqui! Mas é claro que vou precisar que você me ajude!
–Ok. Qual é o plano?
Eu contei a ele o plano, e ele ficou impressionado.
–Você acha que consegue? — Eu disse.-
–Nunca tentei, mas acho que sim.
–Então vamos começar.
Eu me concentrei e tentei pegar fogo, de algum jeito. Então percebi que eu estava mais quente e Squirtle me olhava impressionado ou com medo.
–Caramba, você conseguiu mesmo!
Consegui me mexer e olhei para o meu corpo, que pegava fogo.
–Estranho, mas funciona mesmo. Acho que a água estava amaldiçoada ou algo assim. Ok, agora eu só tenho que evaporar toda essa água.
Foi bem fácil, e Squirtle começou a se mexer e levantou.
–Ok... Até agora tudo correu como planejado, mas isso nem é o começo. Agora, temos que ir para as sombras...
Eu achei um pouco constrangedor, mas peguei a minha cauda e usei como uma tocha.
–Agora o único problema é se aquele Spiritomb aparecer de novo.
–Se isso acontecer, vou estar feliz de não estar sozinho. Pelo menos o seu plano deve funcionar.
–Espero que sim.
Encontramos um corredor e entramos nele, mas só tinha uma direção. Então o Spiritomb estava lá na frente.
–Ei, Squirtle, eu acho que o Spiritomb está logo à frente. Estou ouvindo alguma coisa.
–É melhor ficarmos atentos, e pisarmos mais leve.
–Ok.
–Ei... Foi mal por ter desconfiado de você. É só que eu achei meio estranho tudo isso acontecer logo depois de você aparecer.
–Tudo bem. Eu acho que teria feito a mesma coisa no seu lugar... Espere.
–O que foi?
–Shh. Cadê o barulho que o Spiritomb faz?
–Nossa... Você tem uma bela audição.
–Valeu. Acho que a saída é logo à frente ou ele se teletransportou pra algum lugar. Mas se foi a primeira opção, vamos esperar o pior...
Na verdade achamos um portal. Perto, tinha um livro aberto, onde dizia:
Esse portal é bem simples; Apenas pense e se concentre no lugar que quer ir, e entre.
As letras eram grandes, então ocupavam toda a página. Eu olhei as outras páginas, que estavam em branco.
Porque fazer um livro para escrever em só uma página? - pensei
Mas Squirtle resolveu arriscar:
–Ei, vamos voltar pra casa! É só nos concentrarmos.
–Tá, mas...
–Vamos logo! Quero sair desse lugar horrível rápido.
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