Notas iniciais
Bem-vinda aos Volturi

“Fraco.” Concentrei nos batimentos do meu coração intensificando os raios a quebrarem fora de meu corpo. Novamente mirei no alvo metros na minha frente. Dentre tentativas somente um atingindo a parte direita do alvo queimando a areia. “Se quiser ser alguém nos Volturi, não pode existir medo. Solte suas emoções e as mate.”

Os treinos de Aro eram duros e por meses. Ele não confiava nas minhas habilidades o suficientes para irmos a Volterra. Se fosse outra pessoa sua cabeça estaria rolando por esse deserto mas seu interesse por mim era extraordinário.

Sem perceber sua presença, ele segurou meu pescoço firme. Agarrei seu braço o jogando por cima através de mim, e enquanto no ar soltei carga elétricas no mesmo braço.

“Stupendo.” Gritou do outro lado. Sua voz não havia nenhum rastro de animado e contente. Ele esticou as costas, voltando-se para mim. “Rápido,”Aro suspirou cobrindo seu rosto não acreditando no que iria me falar, “sinta minha presença.”

“Não a esconda.” O meu sarcasmo não misturou bem com a situação. Aro me olhou como se eu fosse uma criança. Seus suspiros me irritam.

O sol queimava minha cabeça, os raios refletiam minha pele delicadamente. O ar seco não incomodava tanto quanto ficar isolada com Aro. Toda vez que o sol me atingia, Aro observava cada raio pular de meus braços e rosto fascinado com aquilo, mas ele também possuía a mesma habilidade, um pouco diferente da minha, claro. A intensidade de seu brilho e coloração era mais forte como se o sol estivesse inteiramente focado em um diamante.

“Ah,” seu casaco negro cobria cada pedaço de seu corpo exceto sua medeixas umbrosas. Apenas um chocalho Aro retirou a areia de seus trajes, sua elegância e graça com um movimento era esplêndido. Ele sentiu o meus olhos fixarem e mudou suas feições, a endurecendo pronto para caça. Esconder minha presença, pensei na hora. Fácil falar que realizar.

Seus pés mal tocavam o chão enquanto os meus afundava lentamente. Meus raios o atingiu antes de me alcançar, o que me salvou por alguns segundos. Sua silhueta desapareceu novamente indo de um ponto para o outro atrapalhando meu foco e recomeçar formar meus raios. Durante esse período o meu comando sobre os relâmpagos do céu expandiu focando nos meus braços principalmente. Os sons dos trovões diminuiu, podendo pegar meus inimigos de surpresa se puder.

Minha paciência acabou, os relâmpagos atingia a areia aleatoriamente mas perto de onde estava e onde estaria. Parecia que meu foco e dos raios sincroniza. Não rápido o suficiente. Suas presas quase perfurou minha cabeça. “Piú veloce,” disse me jogando de lado.

“Quando me ensinara italiano?” Perguntei ao ouvi xingar em outra língua tentando apagar a pequena chama se formando no seu ombro.

“No momento nenhum dia.” Ele me ensinou mesmo assim.

Aro virou suas costas deixando sua guarda baixa. Levantei lentamente mordendo a isca mas dessa vez larguei qualquer foco desfazendo qualquer nó. A areia parou de me engolir. Deixei minha presença exposta o bastante para não alertá-lo de meu plano. Minha posição leve assim como meus próximos passos. Relaxei meus músculos e ataquei meu alvo. Meus braços eram como agulhas no seu coração. Sua sombra desmanchou nas minhas mãos.

“Finalmente progresso.” Sua voz de veludo sussurrou no meu ouvido. Chutei suas joias sem pensar com raiva.

“Rápida?” O ver entrar em angústia segurando para não chorar me fez querer sorrir, por um momento.

Depois de se recuperar ele caminhou na minha direção deixando espaço entre nós. Mesmo de costas eu senti a aura sangria diminuir. Em todos os dias que passei com Aro, sua energia era alta e sedenta. Me irrita esta perto dele, me faz querer escalar paredes sem fim.

“Você ainda pensa nos humanos? Ainda odeia quem é?” Suas perguntas soou mais como afirmações.

“Sim.” Querer entrar na guarda não apagou meu ódio pelos vampiros mas ao mesmo tempo eu precisava aceitar o monstro que me tornei e nunca deixar ser vulnerável de novo ou ser a única sobrevivente.

“Ser um de nós não a torna um monstro. Não somos monstros, é apenas a nossa natureza,” ele chegou mais perto quase do meu lado.

O ar seco e quente diminui sua intensidade. O sol descendo queimando onde tocava. Retirei meus sapatos e enfiei na areia. Os suspiros de Aro me tirou de meus pensamentos. Ele também tirou suas botas e casaco sentado na areia. Seus olhos fechado e seu rosto diretamente para o sol absorvendo o calor. A aura dessa vez, a paz vinha como briza entre meus cachos.

“Eles são âncoras. Precisa removê-los se quiser se melhor.”

“Não,” o cortei. “Sao os pensamentos deles que me fazem melhor.”

Ele não aprovava minha linha de raciocínio, era nítido. Aro se calou e logo se virou para tenta.

“Ótimo dia, não acha?” disse para o nada distante. Segui seu olhar arrependida. Uma tempestade de areia chegava perto. A vontade de chutar a areia veio mas eu me controlei sabendo que não adiantaria ou mudaria algo. Chutei do mesmo jeito. Para cada lição não aprendida eu teria que dormir fora da tenta no frio sem uma gota de sangue. Minha sorte não existia hoje.

Não os mate, guarde para si ele nunca sabera.

Exterminate todos, não deixe nenhum rastro. Ele sabera.

As duas voze gritavam por dominância em minha mente para escolher qual iria ganhar. Depois de anos convivendo com Aro várias coisas abriram minha mente e uma delas era que um não poderia viver enquanto o outro existia. E certamente, para sobreviver nos Volturis eu tinha que aceitar quem era no presente.

Ao longo do tempo, Aro nunca mudou seu comportamento a minha direção, entretanto quando sua guarda estava baixa, ou achava que eu não estava perto ou dormindo, sua aura era confortante e acolhedora. Sua constante frieza continuava principalmente no treinamento. Ele nunca mostrava misericordia nas lições.

Meu corpo também foi transformado. Meus músculos definiram e um tanquinho apareceu. Minha pele bronzeada escureceu por causa da constante exposição do sol. Aro odiava quando me gabava.

“Ninguém reparar isso quando te matarem.” Ele disse antes de se eletrocutado.

O treino de hoje consiste somente na minha agilidade, Aro reclama de meus pés de ferro mas hoje eu esfreguei na sua cara que eu posso tão graciosa como ele, até mais. O que eu precisava era não deixar a areia engolir meus passos.

Meus pés tocou o chão levemente, beijando a ponta dos meus dedos onde eu ia. Onde eu pisava não sentia os grãos me acompanhar. Corri lapsos e montanhas em segundos sem perturbar ou deixar vestígios. Ouvi gargalhadas ecoarem de longe onde eu estava. Eu estava pronta. Quando voltei as tendas embaladas e preparadas para nossa nova destinação.

O caminho para Volterra seria curta, porém escapar do deserto converteu em uma missão quase impossível. Aro não fazia ideia de onde estávamos ou direção que seguimos. A nossa sorte de estarmos na costa do deserto perto de uma civilização. Com a ajuda de alguns nômades alcançando a Espanha em um dia .

Esqueci que teria que ser introduzida a civilização novamente. Alcancei minha bolsa de imediato, havia apenas alguns sacos de sangue humano. Aro roçou sua mão delicadamente sobre a minha, forçando ela ficar do meu lado. Seu olhar era claro. Segurei minhas duas mãos atrás das costas e ignorei minha preocupação. Eu sou capaz de me segurar.

Passamos por algumas tribos mas não paramos por qualquer direção. Aro não queria perder tempo tentando decifrar o que eles falariam. Na realidade Aro desejava chegar o mais rápido possível, o entendia se imaginasse seu reino depois de anos absente. Por mais que discordo de não pedir ajuda, permanecer na presença de humanos depois de anos sem me alimentar propriamente me afligia.

O cenário transformava do seco ar, céu sem uma nuvem e sol escaldante para a brisa leve recheado de árvores, animais e pessoas. Minha garganta secou ao pensar que nossa destinação estava tão perto. De alguma forma Aro conseguiu sentir minha ansiedade e pousou sua mão em meus ombros e olhou diretamente nos meus olhos, sem falar uma palavra apenas me deixou sentir sua calma submerger. Sentir cócegas na minha mente e expandido. Aro me olhou surpresa. Eu era a intrusa tentando entrar na sua mente. Ele largou meus ombros na hora, e se fechou o resto da viagem. Havia tantas perguntas sobre quem eu sou e minhas habilidades. Só havia uma que ele respondeu. Eu sou diferente dos outros vampiros. Aro negou responder outras perguntas afirmando não saber o resto.

Minhas perspectivas de Volterra eram completamente erradas. A cidade contém poucos números de humanos e vampiros. Existia harmonia entre eles sem o outro saber da verdade. Antes de perguntar qualquer coisa Aro me apressou para o centro da cidade. Os prédios antigos destacavam entre uma nova era. Volterra estava intocável por guerras, minha intuição era que certas pessoas impediu de acontecer, o que não me deixava surpresa.

O segui onde tinha uma grande massa de pessoas. Meu coração disparou e carregava um elefante, e minhas mão suadas mal conseguia agarrar a alça da minha bolsa de lado.

“Aro...;” seu nome saiu como um sussurro mais que um pedido de ajuda.

Ele negou com a cabeça e continuou indo para o castelo na nossa frente. Engoli seco e prendi minha respiração. Neguei qualquer pedido vindo de mim. Minha boca salivava e minha mente girava. Devia ter passados horas que estava ali parada no meio da multidão, sendo engolida e pisoteada. Eu precisava me controlar ou todos esse anos treinando foram para nada. Engoli a saliva formada na minha boca e levantei minha cabeça. Não será hoje que me renderei e perderei meu controle. Algo em minha mente piscou na hora. A resposta para minha pergunta.

Ao pisar ultrapassando a porta, um grupo de vampiros me esperava.

“Bem-vinda aos Volturi.”

Notas finais
Oi galerinha, como estão? Espero que estejam gostando dos capítulos tanto como eu escrevendo a história da Marie. Vejo vocês domingo que vem, beijinhos!