As Viagens De Andrew, Pelo Fim Do Mundo.
2 Capítulo ll - Confusão com mamíferos.
Notas iniciais
Ao acordar Andrew sentiu-se sobre alguma coisa fofa, úmida e que ao mesmo tempo o pinicava. Era grama. O garoto se levantou e sentiu o vento frio da manhã. Observou então o lugar onde estava era; uma clareira em algum lugar de uma floresta silenciosa, ao longe havia uma construção cheia de torres, e repleta de janelinhas. Sem dúvidas era um castelo. E normalmente não era para existir em Londres, não naquela região, no interior da Inglaterra. Andrew se sentia confuso, suas memórias estavam desordenadas em sua cabeça. A única coisa que ele lembrava era é que estava em um internato e tentou fugir no meio de uma tempestade, e depois se sentiu alado. Sim alado! Como se estivesse voando, e depois de acordar na clareira.
- Aonde eu estou? – Murmurou para si mesmo, até que uma voz esganiçada respondeu.
- Ah, um filho de Adão!
- Um o que? – Falou Stu se virando para ver quem falou, o garoto esperava encontrar uma pessoa não um panda. Este fez uma desajeitada reverência. – Devo estar sonhando – Pausou e respirou pesadamente – Pandas não falam! Vamos Stu acorde, é só um sonho. – Bradou. O panda encarou o jovem curioso depois apanhou alguns capins e os comeu, em seguida murmurou para si mesmo “Prefiro os bambus que crescem perto do espelho d’água”. Andrew se remexeu e tentou acordar, mas nada então o garoto concluí que era real, impossivelmente mas era. – Está certo, então você fala?
- Céus – Falou o bicho parecendo ofendido, e afinal estava, mas era bobão demais para se importar -, todas as criaturas falam! Bem não todas, mas quase todas. Todos nós falamos aqui, bem não todos – O mamífero começou a repetir mais e mais vezes a frase, deixando o jovem ainda mais confuso. Saltitando das árvores rompeu um macaco dourado, não muito grande.
- Flores e Borrões! – Ralhou o mico, não a mica. Era uma fêmea, mas estava berrando e de mal humor. – Pare de repetir, repetir e repetir! Ninguém, é obrigado a aguentar sua falta de memória. – Então o animal olhou Andrew e arfou. – Sou Chelsea a mica-leoa-dourada. Perdoe-me filho de Adão! – Depois deu uma cotovelada na cabeça do panda que choramingou. – E este é Flores e Borrões, é meio bobão, e além do mais é esquecido.
- Ei! – Disse o panda – Não sou esquecido! Ah um filho de Adão! – A mica riu e disse “Viu?”.
Andrew viu a cena toda quieto, afinal não estava conseguindo processar o que acabou de acontecer. A poucas horas estava no interior da Inglaterra, agora, estava num lugar onde os bichos eram racionais e falavam.
- Bem vindo a Nárnia, filho de Adão! – Disseram os animais juntos, Andrew pensou que estava louco, antes de fechar os olhos e cair no chão. Fazendo um pequeno baque. Os animais se entreolharam e depois decidiram levar ele a uma caverna para verem se ele estava bem, aos poucos a chuva começou. Os animais fazendo uma incrível força arrastaram o garoto até uma gruta, lá fizeram uma fogueira (não sei como) e pegaram algumas folhas não tão encharcadas para fazer de travesseiro há Andrew. Este ainda estava desmaiado, e confuso.
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