Notas iniciais
Ãhn, espero que gostem :$

-- Parabéns! – Falei, entregando-lhe a rosa branca que trazia comigo. – Você estava incrível. – Sorri nervosa, ela não tinha dito nada desde que apareci nos bastidores da peça. – Então já vou. – Sussurrei me virando pra ir embora.

-- Não, espera! – Chamou, envergonhada. – O-obrigada... Ér... Faz tempo, não é?

-- Faz... Desculpa vir te incomodar, mas eu tinha que te parabenizar... E-e-e eu senti a sua falta. – Confessei, abaixando a cabeça.

-- Eu também senti a sua. – Falou, segurando meu queixo e me fazendo olhá-la. – Obrigada pela rosa, viu?

-- Ahn... De na-nada. – Respondi, corada.

Ficamos nos olhando em silêncio por alguns minutos, ela parecia querer falar algo. Suspirou, tomando coragem.

-- O que houve com a gente, Liz? – Perguntou, direta, quebrando o silêncio.

-- Eu não sei Juliana... A gente brigou tanto, foi tão intolerante uma com a outra... Destruimos uma amizade tão linda, por besteira...

-- É... Amizade! – Disse, aparentimente irônica.

-- Senti uma ponta de irônia, ou foi só impressão? – Perguntei, estranhando.

-- AH! Quer saber!? Sentiu sim! Eu não briguei contigo só por teres me escondido aquela lá, nem você brigou comigo por eu ter mentido!

-- Não? E brigamos por que então? – Eu não entendia aonde a Juliana queria chegar com aquilo. Pra mim o motivo da gente estar a meses brigadas eram aqueles: eu ter escondido uma ficante dela, e sinceramente nem sei porque fiz isso, e ela ter mentindo sobre o namoro.

-- Você realmente não enxerga? – Perguntou, irônica de novo. – Eu não poderia ficar tão brava só por você ter escondido de mim que tava ficando com aquela lá, e você não poderia ter se irritado tanto só por eu ter mentindo sobre estar namorando! Não se fosse só amizade... Eu sei, e você sabe, mas não admite. O nome de tudo aquilo é CIÚMES. – Frizou cada sílaba. – Porque eu odiei saber que você estava com outra, e você odiou saber que eu tinha alguém, embora não veja isso. E o porque desse ciúmes todo? – Adiantou a minha pergunta. – Simples, você é muito minha pra eu aceitar dividí-la com qualquer uma, e eu sou tão sua que você não acreditou que tivesse outro no seu lugar. – Suspirou, deixando as lágrimas caírem. – Eu te amo Liz, e tentei fugir disso nos últimos meses, mas cansei. – Completou e me beijou.

Eu não consigo explicar o que aquele beijo me causou... Parece que tinha me feito acordar para o que sentia, algo que estava guardado a muito tempo. Senti uma enorme vontade de dizer que também a amava, e isso me assustou... Claro que tinha sentindo falta dela nos nesses meses, que morria de ciúmes dela e, era óbvio, que já tinha tido uma quedinha por ela... Logo no começo da amizade, mas tratei de tentar esquecer isso quando ela falou que era hétero. E agora, eu estava beijando a minha melhor amiga e descobrindo que a amava bem além da amizade.

Por um momento eu tive medo. Medo dela estar enganada, medo de não dar certo, medo dela me largar, medo de não fazê-la feliz, mas o medo maior foi ela achar que eu não a correpondia. Eu nunca fui de fugir, e não iria começar agora. Então, parei o beijo e ela me olhou triste, ia se afastando quando a puxei de volta para os meus braços.

-- Fugindo? – Perguntei, divertida.

-- Não, mas se você não quer, o que eu posso fazer? – Falou, derramando algumas lágrimas.

-- Quem disse que eu não quero? – Indaguei, e a vi ficar confusa.

-- Mas, eu achei...

-- Que eu não queria você? Que eu ia dizer que não sinto o mesmo? – Ela confirmou com um aceno. – Eu podia até fazer isso, mas você sabe quando eu minto. – Fiz bico, fingindo estar chateada, e a vi sorrir. – Eu também te amo minha princesinha... – Falei, baixando todas as barreiras para ela ver que era sincero, e a beijei.

Notas finais
E aí? Reviews? Não? Ok >.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!