Notas iniciais
A partir daqui os diálogos de Julia e Angie vão ficar um pouco confuso, mas aos poucos vocês vão acostumar

*horas antes de ir a mansão dos Collins

– usando seu poder eu poderei andar durante o dia.

– exatamente.

– como?

– os detalhes técnicos não convém nesse momento. O importante é saber que deixando-me possui-la, poderemos usufruir dos poderes uma da outra. Você será uma vampira bem mais poderosa que ele.

– serei?

– sim. Mas, é necessário alerta-la sobre algo, Barnabas é seu vampiro mestre.

– mas que porra é essa!?

– isso quer dizer que ele tem poderes sobre você. ele pode te controlar.

– claro, tudo que eu mais queria era ter uma bruxa louca e um vampiro desgraçado me dominando.

– entretanto querida, com meus poderes você poderá resistir aos controles de Barnabas.

– como você sabe tanto sobre isso?

– sei porque eu criei Barnabas Collins.

...

*horas depois da visita de Julia e Angelique

– Angelique?

– essa mulher, ousada, ela esteve aqui.

– mas o que ela queria?

Barnabas contava a Elizabeth o que havia acontecido. Ele citou Angelique mas não falou de Julia.

– hm... provocar a mim, talvez? – ele sugeriu

– sim... claro... essa mulher vai tornar nossas vidas um inferno... em breve

– essa mulher.. ela não tem decência... não tem vergonha do que fez...

Embora ele estivesse falando de Angelique, pensava em Julia. Pensou muito nela quando a viu naquele consultório de manhã. Pensou em como aquele vestido se adequou perfeitamente aquelas curvas.

– Barnabas? Estou falando com você.

– sim, desculpe Madame. Estou começando a ficar faminto, vou até o consultório da Dra. Hoffman me alimentar.

– pelo menos isso ela deixou. Partir assim sem dizer nada, foi grosseiro da parte dela. Será que ela volta..?

– ah sim ela volta.... – Barnabas comentou com uma ponta de raiva na voz.

– volta? Barnabas, tem algo sobre a Julia, que você sabe e nós não?

“pra começar, eu matei a Dra. Hoffman...”

– não, se eu soubesse teria contado a senhora, madame

– claro... Barnabas, eu vou me retirar, boa noite.

– tenha uma boa noite, madame...

Liz saiu do escritório em direção ao seu quarto, deixando Barnabas sozinho. Ele continuava a pensar em Julia. E nas ancas férteis. Sentiu-se excitado e ao perceber isso mudou seus pensamentos imediatamente.

“aquela mentirosa... por que eu iria querer algo com uma mulher que mente e rouba?”

Ele pensou enquanto caminhava. Sem perceber, parou exatamente na porta do consultório dela.

“não, não vou ceder aos seus caprichos.”

...

– você está pronta?

– não.

– como não? – Angelique questionou

– não quero que possua meu corpo porra.

– por favor, Dra. Hoffman, já conversamos sobre isso.

– o corpo é meu e eu não vou com a sua cara. – Julia resmungou revirando os olhos

– quer se vingar dele ou não?

– tá.. tá... ah espera... – Julia virou uma garrafa de whisky – agora pode vir.

O corpo de Angelique sumiu. Julia estranhou.

– não aconteceu nada?

“como não?”

– cadê você? – Julia perguntou confusa

“olhe no espelho...”

– não vai aparecer nada no espelho, eu sou uma vampira.

“agora seu corpo tem uma alma, e é a minha. Olhe no espelho”

Diante do espelho, Julia observava o reflexo de Angelique Bouchard

– olá Julia. – o reflexo de Angelique disse. Assustada com o movimento involuntário de seus lábios Julia tapou sua boca

“não feche a boca quando eu falar com você!”

– isso... isso aí é bruxaria... – ela disse assustada

– claro. – o reflexo respondeu – você me vê, eu vejo você. E hm... você fica bem com as minhas roupas... eu arriscaria dizer que melhor que eu mesma...

Julia passeou as mãos em seu próprio corpo. Quando percebeu o movimento involuntário parou-o.

– o que está fazendo sua retardada? – Julia perguntou pro espelho

– Julia, agora que somos intimas... posso te dizer que eu costumava me tocar pensando em Barnabas... e parece que você também se excita ao pensar nele...

Julia agora possuída por Angelique aproximou-se do espelho

“é... eu também fiz muito isso...”

“eu sei.” Angelique ecoou na mente de Julia

– ótimo! Meu corpo! minha mente! o que mais você quer? – Julia disse revoltada

– o que eu quero? – o reflexo de Angelique esboçou um sorriso maldoso.

Julia caminhou até a cama e se despiu, então percebeu que estava umedecida. Seus dedos se dirigiram ao meio de suas pernas e deitada na cama, nua ela começou a se tocar.

“o que você está fazendo?”

“Mostrando o que eu quero. Eu quero seu sexo querida...”

“sua tarada maldita...” Julia estremecia e gemia

“não se acanhe querida, somos uma só agora...”

...

A casa dos Collins estava a todo vapor, por causa das reformas. Barnabas achou que não poderia dormir com todo aquele barulho. E seu humor ainda tinha um agravante. Ele estava morto de fome.

– BARNABAS!

Alguém chamava por ele do lado de fora do seu caixão. Levantou abriu e levantou-se extremamente irritado

– mas o que...

Antes dele completar sua frase foi interrompido por uma bofetada

“satisfeita?” a voz de Julia ecoou

“Ainda não”

Em seguida, Barnabas foi beijado pela Dra. Hoffman.

– você beijou ele? Claro que sim! Não estamos aqui pra isso!

Barnabas gaguejou alguma coisa, mas Julia fez sinal pra ele se calar

– você vai ficar beijando o homem dos outros agora? esse homem é meu a duzentos anos, eu beijo ele quanto eu quiser! Corrigindo bruaca ele foi seu a duzentos anos, recentemente ele era meu! Mas ele te matou! Ele também te matou!

– Dra. Hoffman?

– calado, eu to falando com ela! O que ele quer, como ele é intrometido! Não posso nem conversar com ela, Barnabas depois conversamos com você... Julia, eu ainda não terminei! Eu também não!

Barnabas viu Julia saindo do seu quarto. Ele encarou a porta aberta ainda perplexo e transtornado com a cena que acabou de presenciar.

– o que foi isso? — começou a falar sozinho — Eu fui estapeado e beijado, depois a mesma que fez isso começou a falar sozinha, me mandou calar e depois me xingou, agora sai pela porta, e estava incomodada comigo.

Ele avaliou os fatos ainda de pé. Cansado pela falta de sangue ele desistiu de pensar e voltou pro caixão, apagou.

*algumas horas mais tarde

No café da manhã, os Collins estavam na mesa. Julia passou por Willy que estava encostado na porta e sentou em seu lugar

– bom dia...

– Dra. Hoffman? – Elizabeth olhou perplexa

– sim, é ela mesma... – Barnabas entrou na sala também.

Julia levantou e estapeou ele pela segunda vez no dia

– a senhora precisa mesmo me bater toda vez que me encontra? – ele disse alisando o rosto no local onde Julia acertou.

– sim, vou te bater toda vez que eu te ver. – Julia sentou-se e pôs-se a comer – Você come hein...

“diferente de você, eu preciso de comida, e você não come desde que morreu...” a voz de Angelique ecoou na mente de Julia

– quem come? – Carolyn perguntou vendo Julia tomar seu café como uma pobre diaba

– eu. – Angelique respondeu no corpo de Julia.

– Dra. Hoffman, posso perguntar onde esteve?

– Barnabas tentou me matar.

– ahn... foi um... acidente muito infeliz Madame... – Barnabas se justificou

– ninguém mata por acidente Barnabas... – Angie disse por Julia.

– mamãe disse que a Dra. Julia não é ela – David disse na ponta da mesa

– você tentou mata-la? por que? – Liz questionou

– porque eu estava usando o sangue dele. – Julia respondeu de boca cheia

– só por isso? – Elizabeth encarou Barnabas um tanto irritada. Ele recuou assustado e foi para seu lugar na mesa

– ela está diferente... – Carolyn disse enquanto Julia comia como louca

– é o cabelo? – Barnabas disse reparando que os cabelos de Julia estavam maior

– não, acho que é o vestido... – Liz disse pensativa.

– não é nada do que vocês falaram, é falta de sexo.... – Carolyn disse calmamente

A mesa, o que inclui a desesperada por comida Julia, encararam Carolyn

– que é? Só pode ser falta de sexo... — Carolyn se justificou

– falta de sexo? Carolyn tenha modos — Elizabeth repreendeu

– é falta de sexo também. Agora... eu preciso descansar... a luz do dia me deixa muito cansada... – Julia disse se levantado

– Dra. Hoffman! — Barnabas chamou

– vai pro inferno... – ela respondeu saindo pela porta

– quero falar com a senhora, madame, em particular. – Barnabas veio em seguida

– não. – Julia permanecia caminhando, mas seu corpo paralisou imediatamente

– eu preciso de sangue...

– então vá caçar. Se quiser 30 dólares por uma bolsa

– nossa... como o sangue da senhora é caro...

– se não quiser vai procurar em outro lugar. Problema é seu, foda-se.

Julia chegou a seu quarto e bateu a porta.

– droga... cama... — Julia lamentou

“deixe estar querida, eu irei...”

– obter um caixão pra você. – Angelique materializou-se a frente de Julia

– oi Angie. Mas que.... – Julia correu pro banheiro e vomitou. – você precisa comer tanto?!

Angelique gargalhou e em seguida deitou.

– vem querida, vamos dormir... mais tarde você tem uma missão.

Notas finais
e aí, o que acharam?