As Tretas de Barnabas Collins
7 Capítulo 7
Notas iniciais
– e você acha que pode me matar?
– acha que não posso?
Julia tinha no olhar uma fúria que Angelique jamais tinha visto.
A ruiva avançou na direção da loira, e segurou-a pelo pescoço
– hora de descansar Angelique Bouchard!
– VOCÊ NÃO...!
Julia, enforcou a bruxa que se debatia. Angelique não era mais poderosa e Julia resistia a suas ordens
– VOCÊ NÃO SERIA NADA SEM MIM! ESTARIA NO FUNDO DO MAR SEM MIM!
– não foi você quem me libertou. – Julia respondeu calmamente.
– BARNABAS NÃO SERÁ SEU! NINGUÉM MAIS VAI TE RES...
As forças de Angelique estavam no fim. Seu corpo estava morrendo. O corpo de Angelique começou a envelhecer. Ela estava perdendo sua vida.
Se debatia como uma barata de casca para baixo.
– você já conheceu o inferno? – Julia perguntou
– eu vou.... me vingar...
O corpo de Angelique estava fraco e ela nem mais se debatia. Então Julia fez o que um vampiro faz.
Ela sugou todo o sangue de Angelique, até que seu corpo estivesse seco e morto.
A ruiva não poderia desejar mais nada. Apenas Barnabas.
...
No dia seguinte, a mansão Collins estava em reforma pela segunda vez no mesmo ano.
E Barnabas não conseguia pensar em mais nada. Preocupava-se com Julia, por estar com Angelique. Ela o protegeu mas fugiu com a bruxa. Não entendia porque.
A mansão estava tão exposta que o inimigo habitou por semanas. Elas os conheciam como ninguém.
E se houvesse outro ataque? Ele conseguiria atacar Julia novamente?
– Barnabas?
– sim.
– está distante. No que está pensando.
– Madame... a senhora... já passou por situações difíceis em vosso casamento?
– sim... – Elizabeth assentiu
– e já pensou em amar outra pessoa depois que seu grande amor morreu?
– espera, Barnabas, eu sou sua prima sabe...? – ela pensou melhor – mas espera, do que você tá falando?
– estou falando de coisas do coração, madame.
– espera, você está apaixonado, suponho.
– sim, madame. Por uma mulher que parecia odiosa. Mas quando teve a chance, me salvou.
– Dra. Hoffman? – Elizabeth arregalou os olhos – essa...
– Dra. Hoffman tinha tudo pra ser uma boa mulher.
– por que tinha? – a voz da ruiva ecoou pela sala.
– Julia! Você não é bem-vinda nessa casa!
– sei que não. Por isso não pedi pra entrar, só entrei mesmo. – ela caminhou em direção aos Collins – e perdão pelo que Angelique fez.
– madame... – Barnabas se manifestou
– não você idiota, a ela. – Julia rebateu
– a Senhorita Elizabeth?
– Liz sabe do que eu estou falando.
– não sei não. – ela respondeu pensativa
– não se lembra da noite no escritório? Tsc tsc... você se esquece tão rápido de grandes emoções?
Elizabeth corou violentamente.
– Angelique disse que você foi uma boa menina.
– vá você e ela pro inferno.
– digamos que Angelique chegou primeiro que eu. – Julia deu um sorriso presunçoso.
– o que quer dizer com isso? – Barnabas perguntou alterando-se.
– quer dizer que você matou Angelique? — Liz perguntou
– ela precisava descansar... pra sempre.
– nós, precisamos de um momento a sós, se me permite Madame....
– com licença... – Liz saiu.
– Barnabas, não vim implorar perdão. Nem...
Julia foi interrompida pelo beijo desesperado de Barnabas.
– mas que inferno! Eu estou falando! Não me interrompa quando eu estiver falando porra!
– mas... – Barnabas ficou sem entender
– droga! — Julia protestou. – eu estou indo embora daqui.
– mas...
– acho que vou pra Nova York...
– mas...
– Barnabas, se é pra dizer alguma coisa, diz logo, não fique me olhando com essa cara de sonso
– mas...
Julia revirou os olhos enquanto Barnabas a encarava.
– antes de partir, eu precisava fazer uma coisa.
– o que?
Julia se aproximou e de Barnabas, e desfez o nó que prendia seu roupão.
Revelou que Barnabas estava usando apenas cueca. Julia segurou em suas mãos o órgão frio de Barnabas, e massageou até que a ereção começasse.
Foi quando ela o colocou em sua boca.
Ela lambeu e chupou com força. Seu objetivo era dar o máximo de prazer a ele, antes de partir.
Barnabas segurou a cabeça de Julia, seu corpo estava começando a cambalear. Ela o soltou e olhou um pouco brava
– se você não ficar quieto, não posso te ajudar.
Com certo desespero ele segurou Julia pelos braços e a beijou. E enquanto beijava, tirava sua roupa.
Quando a viu completamente nua, penetrou seu órgão ereto entre suas pernas, e pressionou com força.
Julia soltou um gemido. Os movimentos ficaram intensos. A ruiva entrelaçou Barnabas em suas pernas e mordeu seu pescoço.
Barnabas continuava a segura-la e a se mover dentro dela. Seus corpos voaram em direção a parede, onde ele continuou a faze-la gritar.
Depois de praticamente destruir toda a sala, Barnabas conseguiu ejacular dentro de Julia, que soltou um grito longo e sensual.
Os dois se olharam novamente. Barnabas não queria que Julia partisse.
Ele segurou a mão da ruiva com delicadeza.
– sabe... poderíamos... ser amantes... – ele disse esperançoso.
– não podemos. Você sabe disse Barnabas. Nós não fomos feitos um para o outro.
– mas eu a amo... você não pode me abandonar...
Aquelas palavras tocaram o coração de Julia. Mas ela não podia ceder. Estava sendo procurada em Collinsport.
Ele a beijou novamente. Era um beijo cheio de ternura. Um beijo que Julia desejou por tempos. Continuou a beija-la, aos poucos ele teve mais uma ereção. Ele a penetrou suavemente. Julia aproveitou e montou por cima do corpo pálido de Barnabas, controlando o ritmo de seus quadris.
Barnabas segurou a mão de Julia de forma carinhosa, enquanto ela rebolava, aproximando-o de seu orgasmo.
– eu a amo Julia Hoffman...
– você não me ama... você não pode amar.... – ela disse entre gemidos.
Ele a segurou pela cintura e subiu por cima de seu corpo. Em seguida levou sua boca a genital molhada de Julia.
Ela gemeu e gritou, enquanto ele massageava o clitóris de Julia com a língua. Em seguida subiu e mordeu o seio de Julia, fazendo-a gritar ainda mais.
As mãos continuavam juntas, quando Barnabas voltou a penetra-la, agora com mais intensidade.
Barnabas ejaculou novamente e Julia soltou um gemido leve.
Os dois se encararam. A química existente entre eles estava muito clara.
Ele amava a ela.
E embora ela escondesse. Julia amava Barnabas.
Os lábios da ruiva enterraram-se a Barnabas, e ela só pensava em se permitir beija-lo pela última vez.
...
– saia de cima de mim – a voz de Julia estava rouca.
Barnabas se levantou ainda nu. Observou as curvas sinuosas de Julia.
– você vai mesmo embora?
– sim. – Julia acendeu um cigarro e se serviu do whisky 12 anos que estava na estante.
Ele a agarrou e a beijou novamente.
Julia tateou a mesa e deixou a garrafa envelhecida lá. Deixou também o cigarro cair no chão, enquanto era beijada por Barnabas.
Quando a soltou ela acertou uma bofetada
– eu poderia ter quebrado essa garrafa valiosa sabia!
– mas...
– lá vem você com seu “mas”! você é ridículo!
Julia começou a se vestir.
– e isso... – acertou mais uma vez Barnabas no rosto – é pra você lembrar que tentou me matar.
– nesse caso madame.... – ele disse esfregando o rosto no local recém estapeado – que a senhora tenha uma boa vida em Nova York.... ai...
– Barnaby... diga a Liz que ela é muito boa de cama.
Barnabas arregalou os olhos
– deixe que eu mesma diga... ela está vindo.
– Barnabas... – Elizabeth entrou na sala e se deparou com a figura desnuda de Barnabas – oh meu deus!
– madame... – Barnabas procurou desesperadamente pelo roupão.
– eu avisei... – Julia se riu vestindo o casaquinho florido por cima de seu vestido azul marinho.
– vocês estavam... – ela começou
– estávamos, e você ainda é melhor que ele. – Julia disse apenas pra ver o rubor no rosto de Elizabeth.
– eu? – Li corou muito e tossiu
– você parte quando – Barnabas disse a Julia
– agora. – ela disse a Barnabas, vendo o Sol se pondo – desejo aos Collins uma vida longa...
Julia partiu sem rumo. Não queria mesmo ir a Nova York... seu grande desejo no momento... era procriar a espécie...
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