– Liz?

– Liz? É assim que você me chama?

– oh Liz, Barnabas tentou me matar, eu ia vir antes, mas eu tive medo...

– você é uma vampira, esta com medo de quê? – Elizabeth fazia cálculos dos rendimentos da companhia quando chegou a conclusão – então é você que tem matado meus pescadores?

– não... – Julia pegou uma garrafa de whisky e encheu um copo – eu tinha atacado, é o que eu chamo de infeliz coincidência.

– infeliz coincidência? – Elizabeth encarou Julia, olhando-a nos olhos – você... mudou...

– eu?

“ela percebeu...”

– você está diferente... está mais elegante.. mais ...

– poderosa? Eu sou uma vampira agora...

– não é só isso... sua personalidade... como se você não fosse você...

Julia se aproximou rapidamente de Elizabeth

– sabe desde o momento em que eu te vi.... eu gostaria de fazer muitas coisas com você...

...

– oh céus! ANGELIQUE!

– se gritar meu nome tão alto as pessoas vão saber que estou aqui.

– você foi atrás da Liz!? Por que?

– eu queria me divertir um pouco... devia ter visto a cara que ela fez quando apertei o bumbum dela

– você é ridícula sabia... – Julia levantou da cama. Angelique tinha na mão um frasco com liquido vermelho

– que pena... por que eu trouxe um presentinho pra você...

A ruiva sentiu de longe o cheiro do liquido viscoso.

– está com fome não é?

– de quem é? — Julia perguntou desconfiada

– meu.

– seu?

– tome. – Angelique estendeu em direção a Julia – pegue

– em troca de?

– hm... como você é esperta... tenho subestimado você.... – a loira sorriu – Dra. Hoffman. A senhora hoje, irá pregar uma peça em Barnabas, e de quebra vai ter o pescoço dele em seus lábios...

– por que?

– porque eu não vou me contentar em apenas matar por vingança... quero fazer da vida dele um inferno. Ele não vai ter forças pra contra-atacar, por que você e eu somos como uma só. Você pode se alimentar do meu corpo mortal, assim poderá obter parte dos meus poderes.... tome... beba. – Angelique ofereceu mais uma vez.

– hm... – a ruiva pensou um pouco – quero direto da fonte...

Julia se deslocou como um vulto e cravou os dentes no pescoço de Angelique.

– ah... sua vadia traiçoeira... – Angelique disse ficando fraca

– você realmente me subestimou... Angelique Bouchard...

....

O relógio apontava 23h55 quando Julia Hoffman descia as escadas.

– Liz não mandou você se deitar David

– sim, desculpe... estou indo Dra. Hoffman... é que...

– sim?

– eu queria seguir o Tio Barnaby.

– e onde ele foi?

– ele foi a praia. Mas minha mãe disse que era perigoso segui-lo.

– ela tem razão. Vou traze-lo pra você...

“por que pede tempo com o bastardinho?”

– seu problema é só com Barnabas, não ponha o pequeno David no meio. Defensora dos indefesos Julia? Dra. Hoffman pra você, bruaca!

– então é ela.... Angie... da Angel Bay...

– garoto! – Angie tomou o corpo de Julia – você vai esquecer tudo isso que você presenciou, e nunca mais vai voltar a mencionar “Angelique Bouchard” nessa casa, entendeu?

– entendi

– agora você vai dar meia volta e vai direto para o seu quarto, vai dormir e só vai acordar amanhã, na hora da escola.

– só vou acordar amanhã.

– agora vamos. – Angelique disse no corpo de Julia – que foi? Temos que brincar com Barnabas hoje!

David subia as escadas em direção ao seu quarto.

– você é muito abusada! Abusada, eu? É você, vem e toma o controle como se eu fosse uma bonequinha! Você é uma bonequinha, uma linda bonequinha... vai se foder, sua abusada... hahahahaha

...

– olá Barnabas.

– o que você quer sua mentirosa?

Julia suspirou fundo e acertou um tapa no rosto de Barnabas.

– a senhora é muito agressiva... madame... – Barnabas choramingou esfregando o lado do rosto em que foi acertado.

– você merece, pelo que me fez...

– a senhora estava roubando meu sangue para se tornar o monstro que é!

– e você é um monstro, não é um cavalheiro, e não perdoa... lembra disso?

Barnabas engoliu seco.

– eu me arrependo por isso madame... perdoe-me

– perdoe-me o caramba! Você me perdoaria se eu o matasse? Ele me perdoou, tanto que voltou para os meus braços 200 anos depois..

– como? – Barnabas questionou

– você pode por favor não me interromper?

– eu?

– não estou falando com você, estou falando com ela!

Barnabas meneou a cabeça estranhando o fato de Julia estar falando sozinha.

– madame...?

– vai.. agora é a hora, faça! Agora? é idiota, agora!

Julia avançou contra Barnabas, derrubando-o no chão, enfiando uma estaca muito perto do coração

– querido Barnabas – Angelique tomou o controle – venho trazer o recado da sua amada Angelique...

– o que... o que é você?

– e o recado diz: — ela se aproximou do ouvido de Barnabas e cochichou sensualmente – vou te perseguir, te caçar, te amordaçar, te torturar, te usar, te destruir... te matar. E pela Dra. Hoffman vou te jogar no fundo do mar... isso não vai tardar a acontecer.... querido Barnabas...

– Angeli... Angelique... é vo... é você... no corpo dela... – Barnabas estava caído com Julia por cima dele. Qualquer movimento poderia ser fatal a ele – deixe... a Dra. Hoffman... e me encare como mulher...

– ainda não Barnaby querido... nos veremos em breve... Julia... delicie-se do nosso mais nobre sangue Collins... – Julia torceu o pescoço e cravou as presas no pescoço de Barnabas.

– Dra. Hoff... Dra.... – Barnabas chamou inutilmente

“não tudo querida... fiz uma promessa a ele... “

“mas o sangue dele... é bom....”

Julia finalmente soltou o pescoço dele.

– até a próxima vez que nos encontrarmos... Barnabas Collins... senti sua falta...

Julia e a estaca no peito de Barnabas sumiram. Barnabas ficou por um tempo deitado na areia, esperando a ferida regenerar.

– ela... teve do meu sangue... mordeu meu pescoço.... quando Dra. Hoffman ficou tão forte...?

...

– muito bem querida...

Os corpos de Julia e Angelique apareceram no quarto de Julia, direto na cama. Julia tinha a estaca na mão e estava adormecida

– ei... estou falando com você... você está toda suja de... sangue... – Angelique fez cara de nojo

– cala a boca... eu quero dormir.

– sim.. você merece... teletransporte.... parabéns pelo feito doutora.

– não é teletransporte, é supervelocidade. Algo que você não tem...

– Barnabas?

– não sei. — Julia rosnou

– os poderes de Barnabas, combinados com os meus e os seus...? – Angelique sugeriu

– foda-se, eu quero dormir... – Julia jogou a estaca pra longe e seu corpo voou em direção ao teto. Lá ela ficou pendurada.

– se ela ficar poderosa demais, não poderei controla-la... – Angie falou sozinha – boa noite.... Dra. Hoffman.

...

No dia seguinte, Julia nem mesmo saiu do seu quarto, esforçou-se muito na noite anterior. Barnabas pediu para conversar em particular com Elizabeth, depois que os pequenos fossem pra escola.

– Angelique me atacou ontem....

– Julia me atacou ontem...

– não, madame, é Angelique, ela tomou o corpo da Dra. Hoffman... e agora sai atacando as pessoas...

– nesse caso temos que tira-la imediatamente daqui! – Elizabeth esbravejou

– não... nesse caso é bom deixa-la. devemos manter nossos inimigos por perto...

– mas Julia ão é minha inimiga

– mas Angelique e a Dra. Hoffman são minhas inimigas. – Barnabas disse em voz alta – essa noite... farei o contra-ataque.

Notas finais
ansiosos pro contra-ataque???