As Tragicomédias da Vida Privada

2 As duas metades de Inês - Parte 2


O pai de Inês a descrevia como uma matrioskha, lindas e delicadas bonecas russas, que dentro de si mesmas guardavam outras matrioskhas, tão belas e encantadoras como aquela que as abriga.

Neste momento Inês se sentia em dúvida.

Diexar-se encantar pelo garoto, os simplesmente continuar sua vida ao lado do marido sem que nem por um minuto tivesse sido tentada a explerimentar da jovialidade de Murilo.

Alice, vestia vermelho, fumava cigarro longo, como aquelas tentadoras parisienses avessa as tradições. Ela era o lado mais tentador e sexy que existia em Inês, era loura, no fundo toda mulher quer ser loura, Inês não era diferente.

Alice a desafiava, era antiético para Inês dar-se conta que Alice era a que menos habitava seu ser original, mas que era um reflexo de toda a liberdade que quisera possuir.

Enquanto pensava sobre a vida, olhou na janela, lá estava Murilo.

Inês não sabia o que pensar, a sensação de sentir-se espionada dava a ela um leve tesão. Afinal, o que o garoto via nela, já que pudera ele se envolver com qualquer moça, pois não lhe faltava beleza.

Para Ângela era síndrome de édipo.

Para Alice era um tesão incontrolável.

Ângela com toda sua palidez e moral a flor da pele dizia: Ele vê em você a mãe, vê uma incrivel vontade de ser cuidado.

Para uma mulher, é inadmissível que dissesem que um rapagão enxergasse nela sua mãe.

Ângela dispunha de uma sinceridade regada a contrapontos morais e éticos.

Por isso Alice sempre levava a melhor, ela maqueava a realidade a ponto de deixa-la vermelha e sedutora para encantar Inês.

E quando Ângela vinha com seus moralismos indigestos, Alice disparava seu bordão:

"E Danem-se os cristãos, o pecado é o alimento da alma".