As Surpresas do Amor

14 União em Busca da Amizade Perdida


No outro dia, na esquina da escola, Seiya e Saori se encontraram e a garota disse que tinha pensado bastante e resolveu aceitar o pedido de namoro dele. Seiya ficou radiante.

Na escola, para a alegria do básico, o professor de física Camus faltou, deixando a turma em dois tempos livres.

Seiya foi falar com Eire.

– Preciso falar com você.

– Não quero falar contigo.

– Não seja infantil. É sério o que tenho para dizer.

– Eu não sou infantil. Você me fez de idiota e agora quer que eu sorria para você?

– Me desculpe. Eu assumo, não fui muito honesto com você.

– Ainda bem que você reconhece.

– Não foi por querer. Quando eu conheci a Saori, senti uma atração muito forte por ela.

– Eu não quero saber das suas explicações.

– Eire, é sério. Você é uma pessoa muito especial e eu não quero perder sua amizade.

– Pensasse nisso antes.

– Além de pedir desculpas, vim falar da amizade de toda a turma. Nós precisamos nos unir e reunir todos novamente.

Eire analisou rapidamente e falou:

– Você tem razão.

– Você é a pessoa certeza para isso.

– Vou pensar no que posso fazer.

– E não se esquece de me perdoar. Você tem um coração bom...

– Vou pensar no seu caso também. – falou indo embora.

– Eire, I love you! Forgiveness, please! (1)

– Ninguém merece essa fugira (2)!

Eire saiu rindo e foi procurar seu namorado. Ela contou o que Seiya havia pedido e Hyoga falou:

– Eu acho que você deve perdoar ele, sabe? Pensa pelo lado bom: se ele não tivesse feito o que fez, não estaríamos juntos hoje.

– É, pensando por esse lado...

June saiu do banheiro e Shun estava a sua espera, ele não deixou a garota passar.

– Me dê licença, Shun?

– Não, antes você terá que me ouvir.

– E não quero escutar a sua voz.

June virou-se e foi andando. Shun segurou o braço da garota e disse:

– Você não sai daqui, sem antes me ouvir, entendeu?

– Ta bom! Fala, mas antes, largue o meu braço!

– June, você está muito chateada comigo e eu muito magoado com você. Por isso, vim aqui para tentar nos entender. Vamos até aquele banquinho perto da árvore para nós conversarmos, please?

– Vamos!

Eles foram até o banquinho e lá conversavam.

Fleer que passava por perto decidiu escutar a conversa atrás da árvore.

– Ainda não entendi, por que você me chamou para conversar se está namorando a Esmeralda?

– Eu não estou mais com a ela, foi uma tentativa mal sucedida.

– E... O que eu tenho com isso. Não fiz nada dessa vez.

– Você esta mudada não é aquela June, doce e amiga de antes.

– Você me magoou muito. Eu posso até ter errado com você e Esmeralda, só que você apenas pensou em si mesmo e esqueceu dos meus sentimentos. Eu gostava de você.

– Gostava ou ainda gosta? Que tal nós começamos tudo de novo? Não consigo te esquecer. Vamos nos encontra hoje à tarde no Rádio Bar?

– Não posso. – respondeu June virando o rosto.

– Está com medo?

– Imagine. Por que estaria?

– Só acredito se você provar. Esperarei você às três horas.

– Até mais tarde, então.

June foi até sala de informática onde encontrou Eire.

Shun foi falar com Hyoga.

Fleer mais do que depressa foi contar tudo que ouviu a Mino.

– Mino você tem que ir hoje, antes das três horas, no Radio Bar.

– Pra que, Fleer?

– Para estragar o encontro de June e Shun.

– Não estou entendendo.

– Vou te explicar. O Shun quer voltar para June e marcou um encontro com ela, hoje à tarde no Rádio Bar.

– Mas a June não quer mais ele.

– Eu não penso assim. Ela está quase dando o braço a torcer. E você sabe que é só ela estalar o dedo que o Shun cai aos pés dela. Você precisa atrapalha o encontro dos dois.

– Como? Não tenho nada em mente.

– Nisso eu já pensei "amiguinha". E vou contar o que exatamente você terá que fazer.

Fleer contou todo o seu plano a Mino.

Na hora do recreio, Eire e Saori tinham uma conversa amigável.

– Nossa conversa de ontem deu certo, né?

– Pois é! Pensei muito e resolvi aceitar o pedido de namoro do Bone.

Nisso Mino e Fleer passaram por elas cochichando e essa atitude despertou a atenção das meninas. Elas pararam de conversar e Eire comentou:

– Saori, não sei se você acha à mesma coisa que eu, mas percebi algo de estranho entre essas duas. Você não acha?

– Já que você tocou no assunto. Eu não fui com a cara delas desdo inicio, elas parecem falsas até no jeito de falar.

– Não sei por que, mas acredito que a confusão como os meus amigos tem um dedo delas. O Seiya me pediu para ajudar a resolver a briga da turma e o que você acha de nos ajudar também?

– E por que não...

– Beleza! Vamos aproveitar para lanchar?

Na lanchonete Seiya e Hyoga jogavam dama.

– Hyoga, você esta vendo o que eu estou vendo?

– Sim. É a Eire e Saori se aproximando. Pelo jeito, estão se tornando boas amigas.

– Graças a Deus!


Tocou o sinal do fim do recreio e todos do básico foram para a sala de informática. O professor Aldebaran sorteou os pares para o trabalho.

– Prestem atenção que eu irei dizer as duplas: Shunrei e Fenrir, June e Mime, Eire e Seiya, Esmeralda e Hyoga, Mino e Saori, Shun e Fleer...

Shunrei e Fenrir estavam muito enrolados no computador. Como não tinham o costume de fazerem dupla, não sabiam como dividir as tarefas do trabalho.

– Quem vai usar o mouse?

– É melhor você Shunrei. Eu prefiro utilizar o teclado.

– Me ajuda, por favor? Eu não estou conseguindo deslocar a imagem. Acho que o mouse está ruim.

– É fácil, princesinha, deixa eu te ajudar.

Fenrir colocou a sua mão sobre a mão de Shunrei, que segurava o mouse e juntos deslocaram a imagem.

– Muito obrigada pela ajuda.

– Foi um prazer! Suas mãos são realmente dignas de princesa.

– Obrigada de novo.

– Seu namorado tem sorte, tem uma namorada linda que a cada dia me encanta mais. Pena que você não quis namora comigo.

– Fenrir é melhor nós paramos de conversar e continuáramos fazendo a tarefa.

– Se você quer assim...

– A nossa tarefa esta atrasada. Vamos continuar?

Continuaram o trabalho com Shunrei tentando ignorou as cantadas de Fenrir.

No computador da fileira de trás, Saori e Mino conversavam sobre a escola.

– Estou gostando muito daqui Mino, e você?

– É! É um lugar legal, de pessoas legais.

– O que você esta achando dos garotos?

– Eles todos são muito bonitos, em especial o Shun.

– É. O Shun é bonito mesmo, mas eu gosto mesmo é do Seiya.

– Claro né? Você esta namorando com ele.

– É. Mas isso não tem nada haver. Mesmo que eu seja namorada do Seiya, não tenho que necessariamente achá-lo o mais bonito. Mas acho que você está a fim de namorar o Shun, certo? Dá para ver nos seus olhos. Não quer dividir esse segredo comigo?

– Não dá. Segredo é segredo.

– Tudo bem. Sua maior confidente é a Fleer.

– Amiga também.

– É até um pouco assustador. Como você conseguiram uma amizade forte em tão pouco tempo?

– Nossos interesses se cruzam.

– Ah, estou entendendo... – disse Saori com a mão no queixo.

Nisso, Fleer tentava saber alguma coisa de Shun.

– Você gosta muito da June e com as esnobadas dela você sofre muito, não é?

– Sofri muito, mas o quadro está se invertendo.

– Por quê? Você não está mais interessado nela?

– Pelo contrario.

– Não quer se abrir comigo?

– Sinceramente? Não. Porque questões como essas tem de ser resolvidas diretamente com a pessoa envolvida e não com terceiros.

– Mas vou te dar um conselho.

– Diga.

– Esqueça a June, ela não é a única garota do mundo. Conheço uma que é louca por você.

– Conheço muitas assim, só a June que me chama a atenção. Só ela que me completa.

– Você é quem sabe. Afinal a vida é sua.

Mais ao lado Seiya e Eire estavam tão concentrados no trabalho que mal se falavam, então o rapaz resolveu quebrar o silencio comentou:

– O destino esta conspirando ao meu favor.

– Por quê?

– Porque o professor nos sorteou como dupla. O jeito é você me perdoa logo, pois não adianta fugir de mim, seu destino e me aturar, sendo namorada ou amiga.

– Ai! Você venceu. – deu um sorrisinho – Eu te perdôo seu chato.

– Viva! – exclamou Seiya beijando a bochecha de Eire.

A trás Hyoga acabava de digitava um texto ditado por Esmeralda. Quando eles acabaram o trabalho o rapaz aproveitou e questionou a garota:

– Aproveitando que estamos aqui fazendo trabalho tranquilamente, gostaria de lhe pedir que tentasse relevar sua raiva do Ikki, da June e da Eire. Não acredite cem por cento daquela carta. Eu afirmo que eles não fizeram nada por maldade.

– É como você pode afirma isso?

– Não precisa ser adivinho para isso, né Esmeralda? Mas você esta com tanta raiva que não consegue enxergar verdade. O Ikki te ama e a June e Eire são suas amigas.

– Vou levar em consideração seu argumento, tá? Mas vamos mudar de assunto, ok?

No computador do lado, June e Mime já haviam terminado a trabalho e brincavam no joguinho do computador.

– Sabe June, eu gosto muito de você, pois você sempre me compreendeu e me deu força quando eu precisei. Nunca vou esquecer, há dois anos, quando meus pais se separaram, o apoio que você me deu. É por isso que para mim você é especial.

– Puxa Mime, eu não sabia que você tinha tanta gratidão por mim. E sobre a separação dos seus pais, é o mínimo que eu poderia fazer por uma pessoa que eu gosto tanto.

– Eu espero que quando nós tivermos os nossos filhos, você não queria se separar de mim.

– Que isso, Mime! Eu nem sou sua namorada para você pensar em casar comigo.

– Só porque você não quer.

– Ah, Mime. Pare de brincadeira e vamos continuar a jogar. – disse sorrindo.

Na hora da saída, Shun, Shunrei, Esmeralda e Shiryu voltavam para casa. Shun e Shiryu conversavam mais à frente e Shunrei e Esmeralda vinham mais atrás. Sorento chamou Esmeralda para lhe pedir desculpas.

– Esmeralda.

– Fala. – respondei bem seria.

– Vou falar com os rapazes. – avisou Shunrei deixando Sorento e Esmeralda sozinhos.

– Eu queria pedir desculpa sobre o que aconteceu.

– Esquece, mas fique sabendo que a nossa amizade não será a mesma.

– Eu não consegui me controlar. Afinal sou louco por você.

– Vou fingir que não escutei o que você disse. Enquanto as desculpas, eu aceito.

– Esmeralda, vamos! – chamou Shiryu, que voltou para buscar a amiga. – Sorento, o que aconteceu com seu rosto, esta todo roxo.

– O Ikki me deu umas bofetadas

– O Ikki?!

– Depois eu te explico, Shiryu. Tchau, Sorento. Estou com pressa. – falou Esmeralda indo embora com Shiryu, deixando Sorento sozinho.

Enquanto isso Eire, Saori, June, Ikki, Hyoga e Seiya iam juntos para casa. Eire que conversava com June.

– Eire, eu preciso te contar uma coisa. – chamou Saori.

– Então me conte tudo agora.

As duas andaram mais rápido, ficando um pouco a frente do grupo.

– Eire! Você me deixou sozinha.

– Desculpa, depois nós conversamos, June.

Como June queria conversar com alguém, foi falar com Ikki.

– E ai Ikki, tudo bem?

– É, as coisas estão se acertando. Eu vi você conversando com o Shun, vocês voltaram?

– Quando você me viu conversando com o Shun, era porque ele me propôs um futuro retorno entre nós, sim. Para isso, marcou um encontro comigo hoje. Você acha que eu devo ir ou não?

– Vai com tudo minha querida. Corra atrás da sua felicidade, já que ela está batendo em sua porta. Enquanto eu tenho que esperar sentado.

Notas finais
(1) “Perdão, Por favor” (2)Para que não sabe o que isso significa, quer disse: que a pessoa é engraçada. Não deixem de comentarem, ok?