As Surpresas do Amor
20 A Fé e o Amor
A turminha e os tios de Ikki ainda estavam no hospital. Eles oraram juntos na sala de espera, pedindo a Deus que Hyoga ficasse bem.
Quatro horas depois, o médico saiu da sala de operação e foi falar com os amigos do recém-operado.
– Quem é o responsável do paciente Alexei Hyoga Yukida?
– Pode falar comigo, doutor. – falou Mary.
– Como meu namorado está? – questionou Eire.
– Não se preocupem. A operação foi um sucesso. Hyoga esta muito bem, apenas esta dormindo e vai precisar ficar na UTI observação nas primeiras horas.
– Podemos vê-lo? – perguntou Shun.
– Por enquanto não, vão para casa e mais tarde, na hora da vizita, vocês voltam.
Todos ficaram felizes e aliviados.
Ikki ligou para os pais de Hyoga e contou o que aconteceu e a mãe do loiro pegou o primeiro voa para o Brasil.
À noite a turminha estava no hospital para visitar Hyoga. Só podiam entrar três visitas, então eles decidiram quem visitaria o rapaz. A primeira foi Eire, ela entrou num quarto e encontrou seu namorado com o soro em seu braço esquerdo e um aparelho para verificar seus batimentos no lado esquerdo, ele parecia esta dormindo, seu rosto estava sereno. A garota sentiu seu coração apertar, lembrando-se do susto e do medo que sentiu mais cedo. Porém, agora se sentia feliz em saber que seu namorado estava reagindo bem e se aproximou dele, tocou em sua mão esquerda e o rapaz abriu os olhos lentamente e quando viu Eire deu um leve sorriso.
– Oi amor... – falou num sussurro.
– Não fala, querido, o médico disse que você não deve fazer nenhum esforço ainda.
O rapaz balançou a cabeça positivamente.
– Eu estou muito feliz que esteja bem... Eu achei que fosse te perde... Graças a Deus você tá aqui – disse apertando a mão do namorado que sorriu – Eu te amo muito, meu Hyoga! Fica bom logo, tá?
Ele levou sua não ao rosto de Eire e a acariciou sussurrando:
– Eu também te amo.
Eles ficaram se olhando por um tempo enquanto Eire aproveitava para acariciar os cabelos do namorado, porém ela não podia ficar muito tempo, pois ainda tinham duas pessoas para visita-lo. A segunda foi Shunrei que ficou um pouco comovida em ver seu amigo aquele jeito.
– Oh, Hyoga! Sei que o susto passou, mas eu ainda estou abalada com tudo que aconteceu hoje. O bom de tudo e te ver com esse rostinho, nem parece que você sofreu uma cirurgia mais cedo. A turma ta lá fora mandando um grande abraço para você, viu?
Hyoga sorriu e percebeu que o braço de Shunrei estava enfaixado. Então ele colocou a mão no local.
– Você quer saber o que é isso?
Ele balançou a cabeça positivamente.
– Não se preocupe, foi um acidente, mas ta tudo bem. – depois de uma pausa – se der tudo certo, e dará, você vai para o quarto logo, logo e então você poderá receber a visita de todos juntos. Prepara-se, vai ser uma farra!
Hyoga deu um largo sorriso.
– Agora preciso ir, mas amanhã estarei aqui novamente. Fica com Deus, meu amigo querido! – disse segurando a mão do rapaz entre as suas.
O ultimo a entrar foi Shun e chegou brincando com o amigo.
– Na próxima vez que você resolver dar um susto assim na gente avisa, tá? Todo mundo quase entrou em parafuso.
Hyoga sorriu e levantou as mãos num gesto de desculpas.
– Tô brincando, mas que foi uma preocupação grande, foi. Ah, seus pais já estão sabendo do ocorrido e sua mãe chegará amanhã no Brasil.
– Minha mãe! – sussurrou.
– Psiu, não fala!
– Você conhece a dona Natássia, ela vai querer me levar embora com ela. – insistiu em fala.
– Para de falar, seu teimoso! Você queria o quê? Passou mal, operou o coração e que sua mãe fique super tranquila, lá nos Estados Unidos, como se nada tivesse acontecido? Qualquer pai ou mãe ficariam preocupados e viria atrás de seu filho.
Hyoga acenou positivamente.
– Fica despreocupado, amigo, sua mãe e muito compreensiva, vai entender seus motivos para ficar aqui e se não entender a turma da um jeito. – deu uma piscada de olho para o amigo.
Hyoga sorriu.
– Ah! Antes que eu me esqueça, todo mundo em peço esta mandando um forte braço e torcendo por sua recuperação, até o diretor da escola. Garoto importante! Amanhã estarei aqui. Fique com Deus!
Todos foram para casa mais tranquilos.
No dia seguinte a mãe de Hyoga chegou ao Brasil e Eire foi junto de seus pais buscá-la no aeroporto.
Na escola, não se falava em outro assunto ao não ser no ocorrido do dia anterior. Na sala do básico o clima estava tenso. Na ultima cadeira da sala Mino se encontrava de cabeça baixa na mesa e Isaak e Mime foram falar com ela.
– Pelo jeito, você não esta nada bem.
– E você esta se sentindo melhor, Mime?
– É, por enquanto o clima não esta nada bom. – comentou o rapaz.
– Ainda estou me sentindo um farrapo. Só vim para escola, pois estou com dificuldades em física e não posso perder a aula de hoje. – explicou Mino.
– Eu também estou muito mal, não conseguir pregar os olhos esse noite. Alguém sabe sobre o Alberich, a Fleer e principalmente do Hyoga? – Perguntou Isaak.
– Eu só sei da Fleer. Falei com a mãe dela, e minha amiga não esta nada bem. Tem hora que chora descompensadamente ou rir desesperadamente e chama o Shiryu, dizendo que ele é dela. Deram um calmante para vê se ela descansava, mas mesmo assim a Fleer não deu sossego. Nem sei se eles conseguiram dormi. Parece que vão leva-la ao médico hoje.
– Caramba! Ela não esta nada bem. Que medo! – exclamou Isaak.
Então chegaram à sala Shunrei, Esmeralda, Saori e Shun, sentaram juntos nas primeiras cadeiras. Isaak se aproximou deles, muito sem jeito, para saber noticias de Hyoga.
– É... Bom dia! Eu gostaria de saber como está Hyoga.
Os quatro amigos se olharam se olharam e Shunrei respondeu:
– Precisou operar, mas agora passa bem.
– Graças a Deus! Mande estima melhoras a ele, por favor.
Nessa hora o professor Camus entra na sala e todos foram para seus lugares, então June bate na porta pedindo para entra na sala. E antes de sentar em seu lugar, seu olhar se encontra com de Mime, mas ela não deu muita importância a ele.
Na hora do recreio Mime, Isaak e Minu lanchavam quando o celular de Mime tocou,era SORENTO
.
– Fala, mano.
– Como estão as coisas ai na escola?
– Esta melhor. E você como está? Levou muita bronca?
– Um pouco, né? Mas eu fique preocupado mesmo foi com Alberich.
– Por quê? – perguntou colocando o aparelho no viva voz para os amigos compartilharem da informação.
– Liguei para a casa dele, mas não pude falar com ele, pois o seu pai o deixou de castigo no quarto, incomunicável com o mundo. Eu até insistir para dar só uma palavrinha. Mas seu Artur foi taxativo: “Ele não fala com ninguém! Se eu errei em alguma parte da educação do Alberich, agora vou concertar de qualquer jeito. Ele tem que aprender a ser responsável e não agir como um moleque.” E ainda levei uma bonquinha dele também.
– É, o pai dele é super correto e o Alberich vive aprontando, tem uma hora que a paciência acaba. – falou Mime – e nossa turma pisou na bola mesmo, né?
– Verdade... A gente exagerou mesmo! “Mas agora cabe aprendermos com nossos erros”, foi isso que minha mãe me falou.
– E ela ta certa, Sorento. Vamos tentar tirar algo de bom nisso tudo que aconteceu. Mas mudando de assunto, você falou com a Fenrir?
– Não, ainda não ligue para ele.
– Então eu vou ligar e depois continuamos conversando.
Mime ligou para o celular de Fenrir.
– Oi meu amigo!
– Fala ai, mano... – respondeu com uma voz desanimada.
– Ta aonde?
– Na praia andando para ver se eu consigo desligar um pouco minha mente dos problemas... Sabe o que esta incomodando mais? É que toda a minha esperança de conquista a minha princesa, foi pro ralo...
– Estamos no mesmo barco. Mas vamos ter que superar isso, de um a forma ou de outra.
Enquanto isso em outro canto do pátio a turminha conversava.
– Será que a mãe do Hyoga já chegou? – perguntou Saori.
– Pela hora, com certeza. – respondeu Shunrei.
– E pelo que eu conheço dela, deve estar no hospital para saber de todos os detalhes da operarão do filho. A Mrs. Yukida e muito zelosa. O Hyoga é mais independente, apesar de ser o mais novo, já o irmão dele, é adulto, mas vivi na casa dos pais.
– É, o Hyoga já me disse que o irmão gosta muito de dengo de mãe. – lembrou Shunrei – Que mesmo tendo sua casa, vivi na casa dos pais.
– E quem não gosta de dengo de mãe e pai?
– Verdade, June. – concordou Esmeralda – E será que o Hyoga vai para o quarto hoje?
– Se Deus quiser! – desejou Shunrei.
– E aquele papo do Isaak, hoje mais cedo? Aquele papo de estima melhoras não me convenceu.
– Eu já não acho isso, Shun. Pelas coisas que aconteceu ontem, acho que ele não teria outro interesse ao não ser saber da saúde do Hyoga mesmo? – questionou Saori.
– Eu concordo com o Shun, esse povo não me convence. Estou tão impressionada com tudo que eles fizeram, que não acredito em mais nada de bom vindo deles.
– Eu não penso assim, Esmeralda. Pelo mesmo os três que estão aqui na escola hoje, sentiu uma grande diferença, alguma coisa sacudiu a consciência deles. – afirmou Saori.
– Sinceramente, em relação a eles eu nem me importo tanto, mas em relação à Fleer, preciso confessar que estou traumatizada, espero que ela nunca mais apareça na minha frente. – afirmou Shunrei.
O sinal anunciando o final do recreio tocou e todos os alunos começaram a se dirigir para suas salas. Antes, porém, June foi compra bala e Shun foi com ela.
– Estou achando você tão distante hoje, Ju.
– Eu sei, estou distante mesmo, mas todo mundo esta estranho hoje. A sensação que eu tenho é que a ficha de tudo ainda não caiu.
– É você tem razão. Mas sabe a única coisa boa nisso tudo? Eu poder esta ao seu lado, mesmo que nossa história ainda não tenha sido resolvida totalmente. – disse pegando na mão dela e a beijando.
– É muito bom esta em paz com você, afinal sua companhia sempre me fez bem e eu senti muita falta dela.
No final da aula Ikki, Shiryu e Seiya foram encontra seus amigos.
– Oi amor! – cumprimento Shiryu dando um beijo nos lábios de Shunrei – Como esta seu braço?
– Às vezes sinto algumas pontadas, mas esta bem.
Seiya também beijo sua namorada e ela comentou:
– Não esperava que você viesse me busca.
– Primeiro porque eu estava com saudades e depois estava curioso para saber das fofocas da galera da escola.
– Tinha que ser o fofoqueiro! – exclamou June.
– Fofoqueiro nada. Só gosto de ser bem informado.
Todos sorriram.
– Mas também viemos trazer boas noticias. – falou Shiryu – O Hyoga vai para o quarto mais tarde e todos vão poder vê-lo.
– Que ótima noticia! – vibrou Shun.
Então Ikki aproximou-se de Esmeralda e perguntou:
– Leu a minha carta?
– Ai, a sua carta! Me esqueci completamente dela. Me perdoa! Mas toda a confusão de ontem, a operação do Hyoga, me fizeram esquecer tudo e esgotou toda minha força. Quando chegar em casa, eu juro que vou ler.
– Eu sei, foi muita coisa que aconteceu ontem, mesmo. Mas hoje não tem desculpas, né? Vou fazer um acordo com você.
– Que acordo?
– Se você tiver um pingo de consideração comigo, você vai ler esta carta ainda hoje. Vou te esperar no fim da tarde lá na praia, onde começamos a namorar. Se você não aparecer, com muita dor no coração, desistirei de ficar com você. Tinha decidido ficar mais um ano no Brasil, mas se você não aparecer hoje na praia, irei embora, no final do ano, e nunca mais você vai me ver. Fique claro que não estou te pressionando, apenas estou cansado de afirmar e demonstrar meu amor por você e mesmo assim, você não querer me perdoar, eu estou ficando cansado desse jogo. Não quero mais viver assim.
– Ok!
– Até mais.
– Até.
Todos marcaram de ir ao hospital visitar o amigo mais tarde e então cada um seguiu seu destino. Ikki e Shun foram para casa, Shiryu, Shunrei e Esmeralda seguiram em outra direção, Seiya acompanhou Saori até em casa e June seguiu sozinha para sua casa.
Após tomar banho e almoçar, Esmeralda entrou no seu quarto pegou a carta que Ikki tinha escrito para ela e começou a ler:
Esmeralda,
Eu não posso viver sem você, até que eu estou tentando, mas não estou conseguindo. Todas as noites eu sonho com você desde que nós separemos. Se eu não fosse tão tolo, estaria ao seu lado agora. Não há nada que eu possa fazer para concertar o que eu fiz? Se eu soubesse as palavras a dizer o rumo para tomar e encontra o caminha de volta para o seu coração...
Não sei como pude te fazer sofre. Mas acredite, não foi por mal. Se você voltar para mim, juro que farei de tudo para acertar, desta vez. Porque seu amor é tão maravilhoso e indispensável para mim, que até curou meu coração das feridas antigas, deixadas nos Estados Unidos. Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida! Deixa eu te provar que meu amor é verdadeiro e fazê-la se sentir feliz e amada. Juro que te darei o mundo se apenas me disser sim.
Dê-me mais uma chance para te provar que eu te amo de verdade. Porque com certeza ninguém nesta vida te ama como eu. Não aguento mais sofre por amor. Por favor, me diga como fazer para voltar para o seu coração. Gostaria que o tempo voltasse para tê-la por mais um intente em meus braços. Por isso te peço e imploro: Volta para mim! EU PRECISO DE VOCÊ E TE AMO MUITO... Mais que a minha vida!
Ikki (1)
Esmeralda ficou muito emocionada com a carta. Deitou em sua cama e deixou a lágrimas rolarem em seu rosto. Estava tão cansada com tantas confusões dos últimos dias, que acabou adormecendo.
Fale com o autor