As Super Agentes e o Livro das Magias

9 Capítulo 8 – O Livro das Magias é roubado


Notas iniciais
Mais um capítulo no ar!

Os dias foram passando, a nova escola se tornou rotina para as meninas, assim como os treinamentos diários, fosse com a Julia ou com a Marlin. Logo os equipamentos necessários para as meninas treinarem as suas especialidades. Camila ganhou mais equipamentos para treinar, alguns pesos, algumas armas brancas, luvas de boxe. Joana ganhou várias maquiagens e equipamentos que ajudavam a silenciar os seus passos. Amélia ganhou um computador de última geração e com periféricos que auxiliam a utilizar mais rápido e também ganhou o um celular que fazia as mesmas funções que o computador.

Alias, as três ganharam aparelhos celulares, justamente para manter o contato com o Jerry, Marlin e Julia sempre que fosse preciso, especialmente caso acontecesse algo relacionado a missão.

E também, houve outro dia em que eles finalmente saíram para comprar os materiais para a reforma dos quartos. Marlin e Julia foram com as meninas e deixaram elas livres para escolher as cores e quais seriam os móveis presentes. Compararam as tintas, as mobílias, quadros, cortinas, os conjuntos de cama. Era uma loja simples de material de construção e decoração, mas para aquelas garotas era um paraíso. Toda aquela liberdade e todas aquelas coisas plenamente nas mãos delas, era muito mais do que elas jamais tiveram. E elas ainda estavam se acostumando com toda essa mordomia na vida delas.

E dava claramente para saber quem escolheu cada um dos objetos que lotava o carrinho gigante que era empurrado pelo casal. Elas observavam as meninas correndo de um lado para o outro, pegando as coisas e em certos momentos até perguntando se podia ou não. O encanto que elas tinham por aquelas garotas aumentava cada vez mais. Era maravilhoso ver a riqueza que podia sair de pessoas tão jovens, cheias de sonhos. O sentimento que Marlin e Julia tinham era de que as três eram realmente suas filhas.

Levou algumas horas, mas logo ás compras dos quartos acabaram, ainda tinha as de roupas que seriam no shopping logo próximo. Guardaram tudo no carro e rumaram para o outro local. Chegaram e estacionaram novamente. E ao que parece as três amigas de infância nunca tinham ido àquele lugar, tamanho a surpresa delas ao verem aquelas corredores iluminados com luzes amarelas, repleto de lojas dos mais variados tipos. Foram passeando, olhando as vitrines e conversando:

— Nunca vieram em um desses? – indagou Marlin

— Não. A Tia Rose não tinha como trazer todos. – respondeu Joana

— E cinema? Já foram? – Julia perguntou

— Não desse que tem no shopping. – Amélia falou

— Já teve cinema lá na Tia Rose. Ela fez uma noite dessas com filme e pipoca. Igual aconteceu quando a gente chegou. – Camila sorriu

— E a escola? O que estão achando?

— As matérias estão começando a acumular. – coçou a cabeça Camila

— E bem, temos “colegas” maravilhosas que já nos marcaram e nos perturbam sempre que podem. – soltou Amélia

— Como assim? – Marlin fez careta

— Em resumo, são as garotas que os meninos gostam. Ficamos preocupadas com elas, pois podem de alguma forma correr risco também. – Joana tratou de explicar

— Jô, explica certo. No primeiro dia de aula ficamos já de olho nos meninos, mas elas quase passaram por cima e depois, na hora do intervalo, foram querer implicar quando a gente não fez nada. – Camila se meteu

— Tudo isso dizendo que “estamos de olho nos boys delas”. – Amélia complementou

— Peraí? No primeiro dia? Quando reportaram o pequeno evento? – Julia, dessa vez

— Sim e quando a Camila quase bateu nas três. – Joana deu língua para a amiga

— Pois é! Ainda bem que o de cabelo azul a segurou, senão íamos ser chamadas atenção no primeiro dia. – Amélia disse

— Ah, mas ele fez muita força para me segurar. – Camila falou vitoriosa – Senão elas iam ver só!

— Cacá, deixa isso para lá! – Joana repreendeu – Deve ser por causa desse episódio que elas infernizam a gente todo dia.

— Parece que passam os anos e a rotina de colégio não muda mesmo. A gente também tinha umas colegas que implicavam com a gente, sem motivo também. – Julia riu nostálgica

— Exatamente. Mas, uma dica para vocês, meninas: tentem se manter invisíveis, porque assim vão poder observar sempre e sem trazer problemas para si. Fiquem quietas que creio que logo elas lhes esqueçam. – Marlin aconselhou

— Duvido muito! – Camila esbravejou – Ainda mais que somos as “novatas”.

— Isso também é um ponto que pesa, contudo, só vivam a vida escolar de vocês. – Julia falou – Logo vão lembrar com saudade.

— Está cheia de nostalgia hoje né, querida? – Marlin ironizou

— Elas fazem isso comigo. Eu me lembro da gente ao vê-las contando essas histórias. – respondeu a altura Julia

— Quando vão nos contar as histórias de vocês? – Joana perguntou

— Quando pudermos fazer uma festa do pijama. Que tal esse final de semana? – Julia se animou

— Sim! – comemoraram as três mais novas

A tarde de compras seguiu assim divertida. Ou melhor, foi a tarde das meninas, regada a risadas e depois um lanche. Não foram tantas roupas que compraram, mas era bem mais do que as meninas tiveram a vida toda e eram roupas novas, não doações como acontecia no orfanato.

Quando retornaram, assim que Jerry as viu chamou-as no escritório. E toda aquela alegria acabou se esvaindo, porque a notícia veio como um baque.

— Jerry, o que houve? – perguntou Marlin

— Julia, você viu o “livro das magias” hoje?

— Sim! Mas só durante a manhã, por quê?

— Acabei de receber uma ligação da Agência Brasileira de Inteligência e eles me informaram que o livro foi roubado.

— Como é? – esbravejou Julia – Eu deixei-o lá justamente para evitar isso, aqui em nossa casa é tudo muito mais vulnerável!

— Como conseguiram fazer isso? – Joana questionou

— Bom, a sala onde o livro fica não tem câmeras, mas dentro dos corredores todas as áreas são cobertas. – Julia explicou

— Eles estão vendo as imagens do monitoramento de segurança e os registros de pessoas que entraram no prédio para tentar descobrir. – Jerry respondeu

— E o que a gente faz? – Amélia dessa vez – E os meninos?

— Vamos ter calma. – falou Marlin – Não sabemos se eles vão conseguir decifrar o livro e nem temos certeza se os “nossos garotos” são os mesmos da profecia.

— Teremos cuidado triplicado com a vigia deles em casa e vocês mantenham-se atentas durante o colégio. Deve levar um tempo até descobrirem algo e seja lá quem for que fez isso tomar alguma atitude. – complementou Jerry

— Agora vamos tomar banho e jantar, não há como fazer nada agora. – Julia disse, tentando acalmar as meninas

E assim o fizeram, tentando manter os nervos os mais baixos possíveis. Julia, em especial, estavam quase bufando de tanta raiva da ABIN. Ela confiou que eles poderiam proteger o livro melhor do que ela em sua própria casa, mas ela começou a se arrepender de não ter deixado a livro no porão. Porque qualquer pessoa com o disfarce certo se infiltra por lá, mas na agência, como são menos pessoas é bem difícil.

Depois que as meninas foram dormir, já que tinham aula no dia seguinte, Julia e Marlin também se recolheram. Então, Julia resolveu puxar o assunto:

— Quem será que foi que levou o livro?

— Deixemos isso a cargo da Inteligência Brasileira descobrir. Não é responsabilidade nossa. O livro estava sob a proteção deles nesse momento.

— Eu sei, mas eu fiquei pensando se quem roubou não estava nos espionando para saber qual seria o momento em que estaria fora daquela sala. E hoje, ironicamente, foi o dia que fiquei menos tempos lá. Estou encucada com isso!

— Podemos tentar verificar nossas linhas amanhã, com ajuda das nossas agentes. Vamos encontrar algo. Não se culpe, querida!

— Está difícil. Antes esse livro estivesse aqui. Agora não sabemos dos planos e ambições de quem o roubou, se é que foi um só!

— Vamos deixar as investigações avançarem. – deu um beijo em Julia – Agora descansemos que o dia foi cheio!

— E divertido com as meninas! – sorriu

***

Naquela mesma tarde, uma mulher parou na frente da ABIN e se identificou como uma conhecida da faculdade de Julia e obteve acesso a sala com o livro. Essa parte era verdade, ela realmente fora colega de Julia e elas fizeram algumas expedições juntas alguns anos antes. Mas, o que ninguém sabia é que agora ela havia mudado de lado.

Ela trabalhava para uma pessoa que não tinha boas intenções para com o livro. Seu chefe queria os poderes das crianças para si e suas razões para tal não era ainda tão claras, talvez fosse mais sede de poder.

O nome da mulher era Carolina e ela também era arqueóloga especializada em línguas antigas. Provavelmente, ela tinha mais capacidade para decifrar o livro que Julia, pois havia escrito uma tese inteira sobre a evolução do tupi-guarani através dos séculos. E ela conhecia o artefato, pois Julia já havia lhe mostrado.

Carolina desceu até o subsolo e foi seguindo o caminho que decorou para chegar à sala. Em momento nenhum ela levantou suspeitas. Ninguém estranhou mais uma cientista dentro daquele porão ou nem prestaram atenção nisso, pois há tanta gente circulando naquele prédio diariamente.

Ela tinha todas as coordenadas, até o acesso a sala, pois a senha já sabia e sua impressão digital estavam cadastradas no prédio, não era a primeira vez que ia ali. Ela carregava uma pasta grande o suficiente para esconder muitas coisa. Ao entrar, simplesmente procurou a gaveta, abriu-a e colocou o livro dentro da bolsa. Enrolou alguns minutos e por fim saiu e fez todo o caminho até a entrada. Com o livro roubado escondido a plena vista!

Voltou ao carro que usou para dirigir até ali, sentou no banco do motorista, colocando a bolsa a seu lado, no carona. Pegou o telefone, discou um número e assim que ouviu resposta do outro lado, ela disse:

— Chefinho, o Livro das Magias agora é nosso!

Notas finais
Comentem e façam a autora feliz!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.