As Sombras
1 Os Três Reis
Notas iniciais
Eu o vi morrer diante dos meus olhos.
E-eu não queria que ele jogasse esse jogo... Implorei para que ele desistisse dessa ideia inútil, mas ele não me ouviu.
Tudo começou quando concordei em ajuda-lo a jogar o Jogo dos Três Reis. No dia marcado, fui até a sua casa e começamos a preparar as coisas para o jogo.
A preparação era complicada, mas ele me disse que valeria a pena. O objetivo do jogo era simples, entrar no Lado das Sombras e tentar sair de lá com vida. Sim, a maioria das pessoas consegue entrar, mas não consegue sair. Tornando o jogo muito mais perigoso.
Meu papel ali era de ajudante. Depois que ele entrasse no Lado das Sombras, eu teria que ajuda-lo a sair. Seja gritando, jogando água nele, ligando para seu celular, ou qualquer outra coisa, só não poderia toca-lo.
03h30min. Ele já acordou e está posicionado em sua cadeira. As 04h34min teria que tirá-lo de lá ou...
...
Olhei para meu relógio de pulso, já eram 04h34min. Me levantei de onde estava sentada e fui chama-lo:
“Ettore! Ettore! Acorde, Ettore!”
Sem resposta. Ele continuava a olhar para frente com uma expressão vazia.
Peguei a caneca com água e joguei nele:
“Vamos, Ettore! Acorde! Você não pode ficar preso neste mundo!”
Nenhuma reação. Não podia fazer mais nada, ele teria que sair por si só.
Lembro-me que antes de iniciar o jogo, ele me disse que se eu não conseguisse tirá-lo de lá eu não deveria me preocupar. Ele teria o seu brinquedo de infância, uma corrente, mais especificamente, para guia-lo até a saída do Lado das Sombras...
Com isso em mente, resolvi esperar. Confiava no colar e no seu instinto. Acreditava que ele poderia sair vivo.
As 04h39min eu o vi olhar para mim. Comecei a pular de alegria por dentro. Ele estava vivo!
“Ettore! Finalme...”
“Fo-foi horrível, Vittoria... Nun-nunca mais...”
A cabeça dele tombou para o lado e a vela que ele segurava se apagou.
Notas finais
Obrigada por ler.
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