As Sobras de Equestria.
1 Um Dia Como Outro.
Notas iniciais
--------------------------------------------------
Ponyville, Café de Ponyville.
25 de Agosto de 1006, 5:32 Da Manhã.
--------------------------------------------------
O vento frio bateu na cara de George — um pônei terrestre. As ruas estavam quietas, só com um ou dois cavalgando.
Quando George aproximou-se da porta do estabelecimento, mas parou, uma dor forte no seu peito começou. Seus olhos lacrimejaram por alguns segundos, alguns pedestres olhando para ele e só observaram.
George tentou o seu máximo para repor sua postura, porém ainda estava com dor. Ele entrou no local, com um sorriso claramente falso no rosto e olhou ao redor. Tinha dois mutantes sentados, quietos e no caixa, havia uma égua azul, mas toda coberta com queimaduras e cicatrizes.
George engoliu sua saliva, olhando a égua à frente. Ele rapidamente galopou até o caixa.
“Bom dia, quero um cappuccino com leite, sem açúcar e um pão?” Forçou o sorriso novamente.
A atendente olhou para ele, as olheiras dela eram profundas — como um buraco negro — porem com um toque azulado. Ela balançou a cabeça dela e pegou um papel.
“Diga seu nome, por favor.”
“George.”
Ela rapidamente anotou, e sorriu levemente — como um sorriso de garota propaganda.
“Pode se sentar, moço. Chamarei você quando terminarem.”
George não respondeu a ela e nem agradeceu só andou para o centro da loja, observando os locais.
De repente, uma voz masculina começou a gritar:
“Ei, George! Aqui!”
George virou a cabeça dele, vendo um garanhão chamando. Ele se sentou na cadeira, com um sorriso.
“Po! Como você tá, Romeu? Faz uns meses que não te vejo já! Onde diabos você estava, afinal?”
Romeu se aproximou-se de George, e olhou ao redor, começou a sussurrar:
“Eu estava em Whinnyapolis. Fui transferido para lá, o meu supervisor lá porém odiou a minha produtividade lenta, e me transferiu de novo para Ponyville.”
George pausou, pegou um cigarro da jaqueta e o acendeu, rindo.
“É muito frio lá, como dizem? Ou não?”
“É como você multiplicar o temporal atual aqui, por umas cinco vezes? E junta uma neve insuportável e você tem o clima de lá. Era tão ruim que antes de ser transferido de volta, vi três dos meus colegas colapsaram, sem aviso e sem sinal.”
“Porra…” George respondeu, meio impresionado como o amigo tinha sobrevivido.
“Pensei que você era um garanhão que é mais para o calor, sacá? Não o frio. Mesmo assim, estou impressionado como você sobreviveu aquilo.”
“É..”
Os dois ficaram quietos. Apenas o barulho da atendente movendo podia ser escutado.
George olhou diretamente para os olhos de Romeu, e quebrou o silêncio:
“Como está seu filho Toronto?”
“Ah, ele? Está bem. Consegui colocar ele na escola real de treinamento mutante. Sabe como consegui isso? Ralei dia e noite, trabalhando reconstruindo muros, casas, tudo!”
“Seu filho está bem lá nessa escola real? Ele ainda está em Ponyville ou mudou?”
“Ta em Vesapolis. Onde nossa gloriosa rainha mora, com seus subordinados. Mas aí, George. Como está a vida? O trabalho?”
“Ah, tá OK. Não está bom, mas dá para viver. O trabalho é mais ou menos. Às vezes vejo um coitado que não consegue seguir as cotas, da pena, muita penas… Mas, tenho que ser bruto se quero receber meu salário, né?”
“Hehe, sim sim. Sabe, me lembrou de uma vez que tinha uma casa de uns idosos num local que iríamos construir, destruímos tudo! A gente bebeu, riu! Ah, aquilo foi bom…”
O sorriso de George desapareceu, olhou para Romeu com um olhar estranho, um olhar de medo. Ele olhou para o redor, para esquecer do que o amigo tinha dito, e viu os mutantes perto, eles estavam observando eles, com sorrisos estranhos. Isso deixou George inquieto.
“Gregory! Não, pera.. George!”
George jogou o cigarro no chão e o pisoteou, ele virou para Romeu.
“Só vou pegar meu café, espera aí.”
George aproximou do caixa, com o que ele pediu numa pequena bandeja.
“15 bits, pague logo.”
“Ta, toma e mais um pouco para ti.” Ele jogou 18 bits, e sorriu, não um sorriso falso, mas um genuíno.
A atendente pegou o dinheiro e sorriu junto. “Obrigada, tenha um bom café!”
“De nada.” George pegou a bandeja e galopou para a sua mesa, mas não sentou.
Romeu riu com algo escrito no jornal que estava lendo, mas depois percebeu seu amigo lá, olhando para ele.
“Ai, vamos sentar lá fora… Aqui dentro é meio…” Ele aproxima-se e sussurra. “Esses mutados ali, tão com olhar estranho de mais! Por favor, vamos para fora!”
“Tá, George-zinho. Quer ajuda ai?”
“Não, valeu.”
--------------------------------------------------
Os dois saíram da loja, e sentaram numa das cadeiras do lado de fora. O frio bateu neles de novo.
“Ai, que frio!” George acendeu outro cigarro, para aliviar-se.
“Frio? Pft! Isso daqui mal é nada!”
“Ah, por favor! Diz o cara que foi transferido, babaca!”
“Ah, seu merdinha!”
Os dois começaram a rir por uns cinco minutos.
George pegou o seu café e começou a tomar lentamente, usando a casca para segurar a xícara. “Honestamente, não conseguiria viver sem o café,” Tomou outro gole, mais profundo. “É algo divino, o sabor, a energia que dá… Extremamente boa, não acha?”
‘Sei não, para mim chocolate quente é melhor. Muito doce, acelera e melhora tudo!”
“Bem, como você diz… Acho que amanhã pedirei isto.”
“Heh, só tenha cuidado que é muito mais quente do que o café-”
Uma égua voava, sendo perseguida por quatro mutados, que estavam distantes.
“Beije minha traseira, mutados fedidos!” Ela ria, “Sua rainha não é nada mais do que uma idiota!”
Ela prosseguiu, os mutantes ainda perseguindo-lá. Os dois olharam para cada, tentaram segurar mas não conseguiram. Riram de novo.
“Porra! O absurdo de ver uma égua conseguir ser mais rápida do que quatro mutados! Bahaha!”
“Ai, ai… Realmente, tem loucura para todo mundo aqui em Ponyville, do maior para o menor…”
Os dois pararam, e olharam seus relógios.
“6:11 A.M.”
“Vixe! Ai, Romeu, tenho que ir para o trabalho. Ou, mais bem vindo de volta cara, qualquer dia vou para meu apartamento para bebermos algo, ou não.”
“Ah, que merda! Não tem como adiar hoje para outro dia não?”
“Eu não sou doido para isso, cara! Eu quero manter meu emprego.
George galopou para a saída, e olhou para atrás.”
“Tchau, amigo!” Acenou para ele, estendendo sua pata.
“Falou! A gente se vê!” Também acenou.
Os dois se partiram. George galopava por cada beco, acelerando para a praça das cidade, já que era o caminho mais rápido que tinha.
Antes de chegar lá, ele parou. Viu um grande mural, a Rainha Chrysalis, grandiosa, com os olhos olhando para o espectador, de qualquer posição que estava. Era perturbador, extremamente perturbador.
“O ego dela ainda é o mesmo… Tsk, tsk.”
Ele continuou, rindo sobre aquele mural, mas parou quando chegou na praça. Mas, arrotou um pouco, sentiu a bebida alcoólica que bebeu sumir.
--------------------------------------------------
Ponyville, Praça Central.
25 de Agosto de 1006, 6:25 Da Manhã.
--------------------------------------------------
As ruas de paralelipedo iam por kilometros, e faziam um barulho duro quando pisava-se nelas, tinha murais, inúmeros murais dos mutados nos muros das casas destruídas.
George tentou o máximo para desviar o olhar delas, mas seguiam em todo local.
Quando ele passou pela ponte que passava sobre o rio, ele viu a destruição. Onde havia a prefeitura, só sobrava pó, as casas? Pó.
Olhou à sua direita, viu um corpo de um pónei, ele se aproximou e tocou, estava frio, extremamente frio.
“Oh minha Chrysalis…” Sentiu seu pelo se arrepiando quase instantaneamente.
George olhou para ao redor, viu inúmeros corpos, alguns queimados, a carne fundida com outros, tinha alguns mais intactos.
George não aguentou, colocou sua pata no estômago e vomitou. “BLERGH! BLERGH!”
Rapidamente, pegou a roupa de um dos mortos e limpou a boca, e começou a cavalgar para o resto das ruínas.
Ele entrou em uma casa, uma casa que tocou algo nele.
“Eu vivia aqui, mas com alguém…”
Prosseguiu pelos cômodos, a cozinha estava cheia de poeira, já a sala estava destruída, com o teto colapsado.
“Juro que deixei algo aqui dentro, onde não sei.”
Ele prosseguiu no corredor e entrou numa sala. Era um quarto com uma cama de casal. Tinha uma gaveta lá, que ele se aproximou.
Era uma foto, uma égua, ele e uma pônei, perto da antiga prefeitura.
“Mas o que..? Quem são essas duas?” A cabeça dele estava a mil, não tinha nenhuma ideia do que estava vendo. Porém, uma lágrima caiu do seu olho, e outra, e outra… “Quem são essas pessoas..?”
Rapidamente, abriu a gaveta, e viu uma carta — meio amassada — mas intacta escondida debaixo de tudo. Começou a ler:
“George, pelo bom da nossa filha, irei para Canterlot. Ela precisa aprender para um dia, ela se comparar à Twilight! Você tomando essa bebida aí, não traz nada de bom para nossa casa, ontem você me bateu, amor! Mesmo assim, antes você era tão valente, limpo, organizado… Agora virou um delinquente.”
- Ass. Carys. Beijos e até um dia. 12/1/1001
Ele jogou a carta no chão, mas rapidamente pegou ela, leu por umas duas vezes, uma filha? Não se lembrava de ter uma filha, nem uma esposa. Mesmo assim, algo batia nele, uma sensação de um abraço forte, extremamente forte.
“Minha… Esposa…” Finalmente, reconheceu ela. Se jogou ao chão, e começou a chorar. O que tinha acontecido com ela? Ela estava OK? Se perguntava na sua mente, e permaneceu lá por um grande tempo.
--------------------------------------------------
George prosseguiu pelo local, cabisbaixo. Antes de sair do local, viu seis mutantes, na única rua da saída. Era o único local que podia sair sem parecer suspeito.
Galopou até eles, os olhos abertos, e com um casco na jaqueta.
“Bom dia, documentos por favor.” Disse um dos mutados, carregando uma espada.
“Sim senhor, espera.. Ngh.” Puxou o cigarro dele. “Algum de vocês tem algum jeito de acender um cigarrinho para mim?”
“Ah, claro meu chapa! Smith! Vai lá, acende para ele.”
Smith, um mutado quieto e com a roupa suja olhou para o oficial, “Senhor, para um deles?! Tem certeza disso?”
“Sim, vai logo ou se não pedirei para não lhe darem aquelas cervejas que prometi sábado!”
“Ah, tá bom… Babaca.” Murmurou enquanto pegava o cigarro.
George riu um pouco, mas rapidamente parou, e estendeu um cigarro, que foi acesso. Colocou na boca e soltou na cara de Smith a fumaça. Pensou tão estúpidos mas tão brutais que eram mutantes.
“Ah, os documentos, não é? Estão aqui.” Ele pegou o ID dele e a carteira de trabalho e entregou para o oficial. Os mutantes olharam.
Um deles quebrou o silêncio. “Ai, você é lá do departamento da agricultura, não é?’
“Sim.”
“Po, vocês só fazem merda! Tomei um café semana passada e ontem e ainda está com o gosto ruim, gosto de podre!”
George jogou o cigarro na cara do mutante, o rosto dele estava vermelho, estava cansado de tudo, após aquela carta, desabafou: “Talvez seja sua rainha que fica colocando cotas extremamente altas?”
“Pare de falar sobre isso, garanhão.” Disse o mesmo mutado, com os dentes visíveis e com os olhos bravos.
Mesmo assim, George continuou. “É ela quem deixa isso permanecer, o ministro da fazenda que ela colocou deixa is-” Foi interrompido, um soco logo na cara.
“Cala a boca, seu garanhão filho da puta!” Deu outro soco, que fez George cair.
“Vamos lá, camaradas! Batem nesse imbecil!”
Smith e o Oficial foram os únicos que não foram. Os quatro pisotearam em George, bateram, morderam… George estava sangrando, ele estava extremamente fudido com o batido.
“Parem logo, vocês quatro!” Gritou o oficial. “Vocês estavam certo de punir ele com isso, mas não precisava de tanto.”
Os quatros se levantaram, Smith estava extremamente tonto, mas se levantou. Os quatro sibilavam contra ele.
“Tenha… Um… Bom dia.” George disse, antes de se afastar. Rapidamente, olhou para trás, quatro olhando para ele, como câmeras.
--------------------------------------------------
Ponyville, ‘Departamento de Agricultura Changelia’.
25 de Agosto de 1006, 7:08 Da Manhã.
--------------------------------------------------
George se aproximava da grande estrutura, estava longe de Ponyville, mas não tão longe.
Muros de ferro rodeavam o local, com patrulhas de mutantes perto.
Quando chegou na entrada, viu a placa dizendo o nome do departamento, mas embaixo, tinha escrito:
“VIVA NOSSA RAINHA, CHRYSALIS. SALVADORA DE EQUUS E DA HARMONIA MALÉFICA.”
Rapidamente, entrou no local, um mutante estava lá, pequeno, com um óculos e um terno.
“George! Você está atrasado pela quinta vez esse mês! Você quer perder seu emprego? Você tem apenas mais um dia para chegar atrasado, mais uma vez, e pronto!”
George cuspiu o sangue no chão. “Desculpe senhor, tinha uns delinquentes que me bateram… Por favor, desconsidere hoje!”
“Hum, tenho um bom detector de merda, mas desse sangue ai, e do jeito que você tá, vou desconsiderar. Agora, ao trabalho!” O supervisor se afastou.
George prosseguiu para o Setor 3, o “Inspetor de Cota de Recursos.”
Quando entrou, viu cinco pôneis e um mutado.
“Ah, aí ele está!” Disse o mutado. “Georgezinho, onde está andando, meu chapa?”
“Ah, Fillip. Eu fui pela praça central, mais rápido, sacá?”
“Lá? Naquele local baixo?! Não é atoa que está assim desse jeito!” Riu um pouco. “Mas bem, cada um de vocês irão inspecionar as fazendas aqui, darei a lista das fazendas que precisam ter as cotas confirmadas.”
“Coitado dos fazendeiros…” Murmurou um dos pôneis.
George recebeu o papel, estava listado:
A Fazenda Flax n’ Wheat — 5 Ton. De Trigo.
Veggie Vale — 2 Ton. de cada fruta.
George olhou para os números, como que alguém iria conseguir cobrir tudo isso? Sua mente perguntava, mas ficou calado.
“Bem, todo mundo aqui menos George terá um acompanhante por causa que George chegou atrasado, agora vão lá e movam seus traseiros!” Gritou, com um sorriso no rosto Fillip.
--------------------------------------------------
George havia andado para uma fazenda grande, mas de longe dava para ver que as plantas de trigo estavam boa parte mortas. Mesmo assim, prosseguiu e bateu na porta da casinha pequena lá.
“Inspetor do Departamento de Agricultura, por favor, abram a porta!”
Uma égua e um garanhão, meio velhos acompanhados por quatro pôneis novos abriram a porta, o rosto do garanhão era sorridente, os olhos bem fechadinhos.
“Ah, sim senhor… Meu nome é Senhor Josip. Por favor, entre!”
George entrou, e se sentou na cadeira da mesa do lar simples, o cheirinho de pão novo podia ser sentido em cada cômodo da casa.
“Ah, o que faz aqui, senhor inspetor? O que há de errado?”
“Bem…” George pegou o papel, a expressão dele estava meio triste, “Tenho que ver se vocês estão produzindo no mínimo cinco toneladas de trigo.”
O velho olhou para ele, os olhos gravemente abertos. “Cinco?!” Gritou, “Esse inverno matou boa parte do nosso cultivo, só conseguimos produzir no máximo 1 tonelada de trigo! Por favor, moço! Não conseguiremos ter nosso pão do dia a dia se você dizer que não produzimos o suficiente! Temos quatro pôneis aqui que dependem disso!”
O velho ficou no chão, implorando.
George olhou para os lados, e para os quatro. “Eu tenho um trabalho, senhor… Mas, irei fazer o certo, vou considerar que você tem cinco toneladas de produção.”
O olhar do velho mudou, um brilho no rosto podia ser visto de longe. “Obrigado, senhor… Obrigado!” Começou a chorar de alegria.
George assinou, colocando no papel:
“A Fazenda produz cinco toneladas, tudo OK.”
A velha olhou para ele, com um olhar acolhedor.
“Quer comer bolo conosco, moço? Fizemos um belo bolo de banana.”
“Hum, pode ser.”
Todo mundo sentou na mesa, com talheres. A moça trouxe um bolo, uma fumaça bem branca saia, um cheiro espetacular.
“Bom apetite!” Disse a idosa.
Todo mundo rapidamente comeu, menos George. Saboreou e sentiu a textura do bolo — suculenta e macia, com um gosto doce. Muito melhor do que permitiam vender.
“Hum, mhm… Bem, tenho que ir agora pessoal. Foi um prazer. Algum dia, voltarei.”
Abaixou-se diante da família e andou para fora, olhando para o gramado. Depois, prosseguiu.
Pela primeira vez, se sentiu acolhido por alguém, pessoas que nunca havia conhecido, trataram-lo tão bem.
“Será que… Isso é o real poder da amizade?” Perguntou-se para si. Sentiu também, uma sensação relaxante no seu corpo.
--------------------------------------------------
George andou pelo gramado escuro, a fazenda mal tinha estrutura. Mas tinha uma placa, escrito:
“Pôneis não permitidos.”
George ignorou e prosseguiu. Havia um pônei-morcego la, olhando para ele com uma cara de rabugento.
“O que quer aqui, seu pônei infeliz?!”
“Sou o inspector de cotas do Departamento da Agricultura. Quero ver se você está produzindo tudo direitinho, que é duas toneladas de cada fruta.”
“Ah, sim estou. Está tudo naquelas caixas, serão diretamente enviadas para Ponyville por meu filho.”
“Vou até lá então, espere aqui…” George andou, viu o charrete cheio de caixas de madeira, com fruta, várias frutas. Rapidamente assinou: “Fazenda segue tudo OK, muito mais de 2 toneladas produzidas.”
“Pronto, agora sai dai, seu pônei!” Gritou o homem.
“Tá, então já vou. Até outro dia, senhor.”
“Vai logo!”
--------------------------------------------------
George chegou no departamento, e aproximou-se da recepcionista.
“Por favor, entregue esse papel a Fillip.”
“Só isso?” Disse a moça, com uma voz fina, mas com o olhar achatado.
“Sim.”
“Tá, tenha uma boa noite.”
George saiu do local e olhou de novo, agora percebeu a grande bandeira dos mutados, cobrindo a frente do edifício.
“Tanto ego…”
Galopou para casa, se lembrou da festa que teria com os comparsas dele.
--------------------------------------------------
Ponyville, Apartamentos ‘Grover’.
25 de Agosto de 1006, 8:32 Da Noite.
--------------------------------------------------
George chegou em casa, acendeu as velas para tirar o escuro e se deitou no sofá. Porém, uma batida na porta forte fez ele levantar.
“Ai, George! Abre a porta aí, trouxemos bebida e tudo!” A voz de Romeu pela porta, e mais outras.
Quando George abriu, viu cinco seres lá. “Entrem logo, vamos jogar algo, ou sei lá, beber!”
Os seis se sentaram.
“Ai, George.” Disse Fillip, “Estou surpreso como OK foi seu inspecionamento nas fazendas, você foi o único que tudo estava OK. Acho que com esse trigo, temos como evitar uma grande fome possível neste inverno.”
“Hum, também…” George pegou uma das cervejas baratas, e bebeu.
“Pera, Grande fome?!” Romeu com uma cara de tolo disse, “Ou, pessoa! Fillip aqui tá dizendo que temos risco de morrer de fome! Fala aí, meu!”
Uma pequena plateia se formou perto do Mutante, ele sorriu.
“Bem, esse frio é um dos piores que vimos a uns cinquenta anos, matou inúmeras plantas, e tals… Até no Sul que geralmente é mais quente está assim, sabe?” Pausou e acendeu seu cachimbo. “Sem comida, todos morremos de fome. Por sorte, uma das fazendas aqui produz cinco toneladas de trigo, nós conseguiremos sobreviver e ajudar outros locais com esse trigo.”
“Ah, então estamos salvos!” Disse um pônei, não tão velho como os outros integrantes.
“É, e podemos agradecer George por isso! Um brinde ao George e a Chrysalis!”
Todo mundo lá brindou George, mas a cara dele não era de felicidade, ela estava vermelha, ele estava rindo nervosamente. Ele sabia que essa mentira dele iria ter resultados, mas não agora.
“Ai, Charon.” Romeu apontou para o pônei mais novo, quem fez a pergunta. “Como está sua família lá no sul?”
“Elas? Tão bem… Faz um tempo que não enviam cartas. Mas como está a tua, ‘Romano’?”
“Porra! Para de me chamar de Romano, seu merda! Bem…” Romeu tossiu. “ Meu filho foi para Vesapolis, tá estudando lá. Quem sabe um dia, ele case com a rainha?” Romeu riu, só ele riu. Todo mundo só olhou para ele com um olhar de medo, “Ah, que foi? Bleerph. Vocês sabem que estou brincando!”
“É, mas com a nossa rainha não brincamos, cara!” Gritou um grifo, a expressão dele estava brava, extremamente brava.
“Qual é Bronson? Você era mais de fazer piada quando morava aqui antes de ser transferido, agora tão rabugento.”
“Não, é porque essa piada tua pode fazer todo mundo se fuder! Porra!” Bronson jogou a garrafa na mesa, fazendo um grande barulho.
“Acalma ai, Bronson!” Gritou George, “Não fode com minha asa não, porra!”
“Tá, tá! Desculpe, mas você entendeu minha frustração.”
Todo mundo balançou a cabeça para cima e para baixo.
“Bom.”
--------------------------------------------------
Eles ficaram lá, bebendo e bebendo sem falar muito. Depois de uma hora, todos estavam bêbados.
“Ergh.. Uh… Ah, ah…” Disse Fillip, tentando se levantar da cadeira, não conseguia.
“Aí ele disse: ‘te mato’. Puxei uma faca é ele… ‘Não, não’... Ai matei!” Bronson disse, mal com um olhar estranho.
Todos ali estavam falando nada com nada, mas o sono bateu. Um por um, cada um caiu no sono.
Eventualmente, acordaram, tudo sujo, e com um cheiro horrível. Charon foi o primeiro a acordar.
“Vixe!” Gritou Charon. “Temos que ir, porra! Acordem vocês aí!”
“Urgh, que foi?” Disse Fillip. “Que é?”
“São uma da manhã! Vamos logo, pó!”
Todos os convidados se levantaram, e olharam para George.
“Ai, a festa foi massa, George. Talvez no próximo mês temos outra?”
“Eh, pode ser, falou!”
Todos foram embora, George se deitou no sofá, cansado e sentiu algo, uma nota:
“George, eu, Fillip escrevo isso e peço para você me encontrar na floresta Everfree, perto daquela cabana queimada amanhã de manhã.”
George colocou a nota na mesa, sentiu aquela dor de novo, a dor de manhã Tentou o máximo para cair logo no sono para a dor sumir, a dor da bebida e conseguiu, caiu no sono no sofá.
--------------------------------------------------
Fale com o autor