As Sete Jóias de Uaset
16 Capítulo 16: Acertos e separações
No período da tarde, Akhenaton havia convocado a todos para uma reunião de emergência. A situação era desfavorável e precisavam reverter esse quadro. Isi chegou acompanhada por Shaka, Kamus por Tite, Ank por Mu que parecia outra, Hatshe e Akya chegaram juntas. Nefertari sozinha assim como Miro, Shura e MM. Os demais cavaleiros chegaram juntos.
- Cadê a Ishitar? — perguntou Ank.
- Está destruindo minhas palmeiras. — respondeu Akhenaton. — deixe-a se acalmar um pouco.
- Você viu meu irmão? — Kanon indagou a Aldebaran.
- Ora, só pode estar com ela.
- É mesmo.
- O motivo da reunião é sobre a perda de mais duas jóias.
A reunião seguia, Ishitar um pouco mais calma voltava para o palácio, no caminho encontrou com Saga. Ela apenas o olhou continuando seu trajeto.
- Está mais calma? — indagou, mas sabendo que não ia responder.
Como de fato aconteceu.
- Vocês vão conseguir derrotar Seth.
- Sou realista o cosmo das meninas está enfraquecido, só restando o meu.
- Será? — Saga segurou seu braço fazendo com que ela o encarasse. — só os delas que está fraco?
- Sim, por que o meu estaria?
Saga a pegou pelo braço, prensando-a contra uma parede.
- Tem certeza? — disse com o rosto próximo ao dela.
- Acha que sou como elas? — sorriu. — deixando-se levar por esse sentimentalismo fraco?
- Não pode está falando sério. — disse perplexo.
- Estou. Agora me solte, para o seu bem.
Ele continuou encarando, o que a deixava nervosa e apreensiva, não gostava quando ele ficava tão próximo. Sentia-se diferente e não queria sentir-se assim.
- Solte-me Saga.
Ele continuava a encará-la. Sempre negara que não sentia nada por ela, apenas admiração, contudo não era só isso, tinha algo mais. Algo mais forte.
- Ishitar...
- Afaste-se de mim. — estava temerosa pela forma que ele a olhava. — não vou pedir de novo.
Saga não parecia ligar para a ameaça, só se preocupou em buscar os lábios dela. Ishitar tentou se esquivar, mas os braços do geminiano eram fortes, alem do contato com a pele dele. Ela se sentia quente por dentro e aos poucos foi cedendo.
- Ishitar... — sussurrou.
- Me solte... — conseguindo desvencilhar o empurrou. — se chegar perto de mim desse jeito de novo, eu te mato.
Saga apenas a olhava, ainda estava confuso pelo ato.
- Me desculpe.
- Não venha achar que possuo este tipo de sentimento, nem por você nem por ninguém. — deu uma pausa. — vamos, Akhenaton está esperando. — seguiu.
O geminiano que estava sério deu um leve sorriso.
- “ Nas duas vezes ela correspondeu ao beijo e se tem medo que eu me aproxime é sinal que..só falta o cosmo dela reagir..”
Enquanto isso, na sala discutiam novas estratégias quando três guardas apareceram arrastando um homem.
- Majestade, encontramos esse homem na porta do palácio. — os guardas o jogaram no chão.
O homem aos poucos foi abrindo os olhos, suspendeu o olhar dando de cara com Akhenaton sentando em seu trono.
- Príncipe Akhenaton.
- Você... — murmurou o próprio.
O homem vestia uma túnica bege que ia até os joelhos, no pé sandálias de tiras. Seu cabelo era anelado curto e o rosto com feições marcantes, devia ter no maximo vinte e cinco anos, mas o que mais chamava a atenção era o brilho de seus olhos: âmbar.
- Afaste-se dele.
Akya e as demais portadoras pararam a frente do deus e os guardas continuavam com as lanças apontadas.
- Não me ataquem, por favor. Venho em paz. — agachou.
- Quem é você? — indagou Tari.
- Meu nome é Hisoka e fugi de Menefer.
- Fugiu?
- Sim. Vim suplicar abrigo, não tenho onde ficar.
- Por que fugiu?
- Seth é um tirano. Por favor, eu imploro que me abriguem. — colou a cabeça no chão.
- Como podemos confiar? — Ishitar chegara naquela hora acompanhada por Saga.
Hisoka ergueu o rosto e assim que a viu não tirou os olhos dela. Ficou um bom tempo assim.
- O que foi? — indagou a portadora de Toth incomodada com o olhar.
- Você... é uma sith.
- Sou.
- Por favor, me abrigue, não quero voltar para a tirania de Seth.
- É um sith por que o abrigaríamos? — disse Isi recebendo um cutucão de Shaka. — é.. quero dizer...
Akhenaton olhou para Ishitar esperando que ela se manifestasse como não disse nada.
- Guardas levem-no para a ala do empregados e dêem algum serviço para ele.
- Mas Akhenaton... — murmurou Tari.
- Ordens.
- Obrigado. — reverenciou. — obrigado.
Antes de sair olhou para Ishitar. Saga que estava mais atrás não gostou nada.
- \"Não confio nele.\" — pensou.
Ankhesenamon acompanhava Hisoka com o olhar, instintivamente apertou a mão de Mu.
- O que foi Ank? — indagou o ariano sentindo o aperto.
- Nada.
A portadora continuava a fita-lo, estava incomodada com a presença dele. A reunião teve seqüência e logo após cada um retirou-se.
Ishitar voltou para a área de treino. Elevava seu cosmo quando Hisoka apareceu.
- Oi portadora de Toth.
- O que quer?
- Está abrigada aqui há quanto tempo?
- Nasci aqui.
- Nasceu?! Mas como? Você...
- Meia sith.
- Ah... e conhece Menefer?
- Não.
- É uma linda cidade. — sentou, Ishitar treinava, mas diminuiu o ritmo. — tem construções belíssimas.
- É maior que aqui?
- Acho que é do mesmo tamanho. Uaset é linda, tem um clima adorável, templos lindíssimos, mas...
- Mas? — a portadora nem percebeu que sentara ao lado dele.
- Mesmo com os problemas Menefer é mais linda.
- Problemas?
- Nosso povo depende da enchente do Loni e mesmo assim tem anos que não temos água. Nosso povo sofre com a seca e fome.
- Se não adorassem a Seth...
- E só por isso crianças devem morrer de fome e de sede? Não concordo com Seth, mas também não concordo muito com Uaset. Fico agradecido por terem me acolhido, contudo... esse ano as águas não chegaram até os nossos reservatórios, teremos um período difícil.
- E sua família?
- Não tenho. Morreram na ultima seca.
- Sinto muito.
- Tudo bem, você tem sorte, mora num lugar privilegiado e todos a respeitam mesmo sendo sith.
- Engano seu. Me aturam, não passo de um estorvo.
- E por que defende Uaset?
- Por que... — parou de falar, nunca fizera lhe essa pergunta, por que defender Uaset? Não sabia. — ...é meu lar... — respondeu por responder.
- Seu lar é Menefer, não tem vontade de conhecer?
- Nunca pensei nisso.
- Tenho certeza que iria adorar. Por exemplo, nessa época está acontecendo o festival de Suilad que homenageia o sol. Você estaria vestida com um vestido amarelo e uma tiara dourada.
Hisoka começou a narrar sobre o festival Ishitar ouvia tudo fascinada.
- É tudo muito lindo.
- Então vestido amarelo é para as solteiras e vermelho para as casadas.
- Sim. Você ficaria linda.
Ela calou-se.
- E por que fugiu?
- Seth está acabando com tudo. Tentei ir para o Oásis, mas não consegui. Seria muito bom, se fosse morar lá. Poderia construir uma casa e ter um lar, uma família.
- Família... coisa que nunca tive. — brincava com a areia.
- Mas que pode ter . — ele pegou na mão dela. — poderíamos ser felizes lá. Sem termos a preocupação de sermos julgados pela cor dos nossos olhos.
Saga procurava por Ishitar já perguntara a todos e nada. Estava cismado com o tal de Hisoka, ele não era de confiança. Aliado a isso tinha o problema dela. Lembrando que ela poderia estar treinando dirigiu-se para lá.
- Não acredito! — gritou ao vê-la conversando com Hisoka. — sujeito petulante.
Os dois conversavam animadamente o que deixava o geminiano indignado.
- Vai desaparecer logo logo. — ele elevou seu cosmo. — Explosão Galáctica.
Disparou seu golpe contra os dois, Ishitar pressentindo o ataque empurrou Hisoka, que foi ao chão sujando o rosto de terra. O ataque passou entre os dois.
- Foi por pouco. — Hisoka levou a mão até o coração. — achei que ia morrer.
- Saga. — disse Ishitar ao vê-lo aproximando.
- Está vigilante. — parou na frente dela cruzando os braços.
- Você quase me matou. Foi por pouco. — limpava a túnica.
- Vaso ruim não quebra. — disse com frieza.
Os dois não entenderam a expressão.
- Não deveria está treinando? Seth pode aparecer a qualquer momento.
- Pois estava. — a portadora o encarava.
- Não brigue com ela, a culpa foi minha. Já estou de saída.
Saga o olhava com ódio.
- Até mais Ishitar. — disse saindo.
Ela acenou.
- Por que o chamou até aqui?
- Não chamei nada, ele que apareceu de intrometido.
- Será?
- Posso saber quem é você para falar assim comigo?
- Saga de Gêmeos.
- Grande coisa. — deu nos ombros. — já avisei: não se meta comigo.
Saiu. Saga queria matar alguém.
A portadora de Toth saia para o jardim quando foi interceptada por Hisoka.
- Oi Ishitar.
- Oi.
- Espero que não tenha provocado nenhum problema para você.
- Não.
- Aquele cavaleiro de Atena parecia um pouco nervoso.
- Ele acha que manda em mim. Arrogante.
- Desculpa mais uma vez.
- Tudo bem.
- O que vai fazer agora?
Ishitar o olhou arqueando a sobrancelha.
- Tenho muita coisa para fazer.
- Quer ajuda?
- Não. — disse saindo. — vá andar por aí.
- Se me deixassem... — murmurou. — sou sith esqueceu? — apontou para os olhos que brilhavam num quase ouro.
Ao ouvir isso parou, ele tinha razão.
- Vem, então.
- Sério?
- Anda logo.
Hisoka partiu com ela.
O geminiano voltava para o quarto, xingava tudo e a todos.
- Sujeito petulante. — dizia Saga.
- Saga o que foi?
- Oi Ankhesenamon.
- Algum problema? Está com uma cara.
- Aquele sith idiota, não deixa a Ishitar em paz e ela ainda da atenção.
Ank sorriu.
- Não sabia que os cavaleiros de Atena eram tão ciumentos.
- Quem disse que estou com ciúmes? — exclamou indignado.
- Você gosta mesmo da Ishitar.
- Eu não! Mulher arrogante! Pretensiosa! Mandona! Quero distancia dela!
- Se diz isso... — sorriu. — mas tenho que concordar com você.
- Que ela é arrogante?
- Não. Não gosto desse Hisoka. Ele não me inspira confiança.
- Ainda bem que concorda comigo.
- Também não gosto dele perto dela, prefiro você. Só você tem o poder de \"amansar a fera.\"
- Obrigado. — sorriu.
- Já vou indo.
- E você e o Mu?
- Vamos superar a nossa separação.
- Espero que sejam felizes.
- Obrigada.
Saga entrou no quarto batendo a porta.
- Ei, cuidado com a porta dos outros. — disse Kanon.
- Não amola!
- Xiii... está nervosinho... não deveria está com a Toth? — deu um sorrisinho.
- Ela está com aquele cara.
- Ah... tá explicado o surto. — sorriu.
- Que surto?!
- Este que está tendo. Saga, você está apaixonado pela Ishitar.
- Não estou...
- Como não? — Kanon levantou. — só não transformou tudo isso em pó, por que não estamos na Grécia. — atravessou o braço no pescoço dele. — admita.
- Gosto e daí?
- E daí que esta se roendo de ciúme, porque ela arranjou um amiguinho.
- Eu não confio naquele cara.
- Não confia em ninguém que chegar perto dela. Se liga Saga, ele é um sith, é natural que os dois se juntem. Quanto mais ela que cresceu sem contato nenhum.
- Talvez tenha razão.
- Assim que ela perder a paciência com ele, vai mandá-lo para Anúbis, não se preocupe.
Ank voltava para o quarto.
- Demorou. — disse Mu.
- Encontrei com Saga no caminho. — sorriu, balançando a cabeça.
- O que foi?
- Vocês cavaleiros são muito ciumentos.
- Por que diz isso? — corou.
- Saga está nervoso por ver Hisoka e Ishitar juntos.
- Até imagino. — disse lembrando da reação dele ao ver ela e Hawa.
- Não quero que eles briguem. Gosto dos dois juntos, ainda mais com aquele homem aqui dentro.
- Está falando do sith?
- Sim. — sentou ao lado dele.
- Está cismada com ele. Por isso apertou a minha mão daquele jeito.
- Estou, tem algo nele que não inspira confiança.
- Ele não parece ser uma ameaça, não senti nenhum cosmo vindo dele.
- Pode ser, só sei que não gosto dele perto da Ishitar.
- Não se preocupe, antes de ele fazer alguma coisa a ela, Saga vai pulverizá-lo.
Ank riu.
- Conseguiu?
- Sim Mu, a torre estará fechada hoje.
Mais a tarde, Isi, Tite, Hatshe e alguns dourados estavam numa varanda conversando.
- Boa tarde.
- Hisoka?
- Espero não está interrompendo. — trazia na mão uma bandeja, com uma jarra e vários copos.
- O que está fazendo aqui? — indagou Kanon procurando por Ishitar.
- A senhora Lity me pediu para trazer isso, como sou empregado. Com licença. — colocou a bandeja sobre a mesinha.
- Está gostando daqui? — indagou Tite.
- Oh sim, senhorita Nefertite. Só o clima daqui é um refresco.
- Menefer é mais quente?
- Nem imagina como senhorita Isitnefert. — disse enquanto terminava de servir.
- Não pode existir um local mais quente que aqui. — disse Kamus, derretendo.
- Brasil. — disse Aldebaran.
- Espanha no verão.
- Zeus me livre!
- O mundo de vocês é frio? — indagou.
- Várias temperaturas eu diria. — disse Dohko.
- Deve ser interessante.
- Ishitar que teve sorte, conheceu o lugar onde eles moram. — disse Hatshe.
- Ela foi lá? — estava surpreso. — sério?
Sorriram diante da expressão do rosto dele.
- Foi Hisoka. — disse Dite.
O pisciano contava algumas coisas, impressionado até sentou para ouvir.
- Nossa! — exclamou.
- Sith, vagabundo! — gritou um soldado. — saia já daí.
- Perdoe-me. — Hisoka levantou as pressas.
- Perdão se ele as incomodou portadoras.
- Tudo bem. — disse Tite um pouco assustada pelo jeito que o soldado dirigiu a ele.
- Vamos embora. — o soldado o empurrou, Hisoka por pouco não derrubou a bandeja.
- Ei, não precisa empurrá-lo. — disse Isi.
- É um sith, portadora. — o soldado a olhou. — isso é pouco.
Ficaram calados.
- Não se preocupe senhorita Isitnefert. — deu um sorriso. — já acostumei. Com licença.
- Anda logo!
O soldado o empurrou novamente, quando os dois saíram...
- Vocês odeiam mesmo os sitis. — disse Aioria.
- É... — murmurou Hatshe.
- Ele só quis ser gentil. — Isi estava inconformada. — que cara grosso, vou reclamar com Akhenaton.
- E pensar que a Ishitar deve ter tido o mesmo tratamento... desde criança... — abaixou o rosto. — ela tem todo o direito de odiar todos.
- Acho que foi por isso que ela aceitou o Hisoka e passa algum tempo com ele. — disse Aiolos. — são da mesma raça, passam pelas mesmas coisas.
- Por isso temos que derrotar Seth, para pelo menos os dois possam viver em paz. Sem essas perseguições.
O jantar foi servido na sala de refeições e transcorria normalmente entre o clima de felicidade e apreensão, principalmente quando Saga chegou a sala de refeições e não encontrou Ishitar.
- Ank. — aproximou da mesa das portadoras.
- Oi Saga.
- Cadê a Ishitar?
- Está com Hisoka. -respondeu Isi.
O geminiano estreitou os olhos. As portadoras olharam para ele e depois entre si.
- Tudo bem.
Saiu sentando ao lado do irmão.
- Vai ter morte aqui. — sorriu a portadora de Hathor.
- Isi. — disse Tite. — não brinque.
- Do jeito que ele ficou, não sei como não mandou todo mundo para Anúbis.
- Precisavam ver mais cedo. — disse Ank.
- O cosmo dela...? — indagou Akya.
- Continua o mesmo. — respondeu Tari. — ao que parece ela não sente nada por ele.
- É uma pena. — murmurou Ank. — queria que os dois dessem certo.
- Para que? — disse Akya. — para daqui a alguns dias ele separarem? É melhor que as coisas permaneçam assim.
Abaixaram o rosto, Akya tinha toda razão. Na outra mesa, os cavaleiros conversavam entre si, de menos MM, Miro, Shura e Saga que estavam silenciosos. Ao findar retiraram todos.
Nefertite em uma das varandas fitava as luzes da cidade.
- Hoje está mais fresco. — disse Kamus abraçando-a por trás.
- Sim.
- Não ficou arrepiada.
- Acostumei com você.
- Me perdoou mesmo?
- Sim. — virou para ele. — perdoei. — Tite aproximou e surpreendendo-o o beijou. — posso de pedir uma coisa?
- Claro.
- Se ao final dessa batalha houver uma única chance que seja de escapar com vida, prometa que o fará, não importando o que aconteça a mim.
- Tite.
- Prometa Kamus, por favor.
- Nefertite, estou te estranhando. Cadê aquela menina, cheia de vida e tagarela? Que fala, fala... não gosto de vê-la desse jeito. Gosto quando está alegre e falante e não chorosa.
- Kamus...
- Vai ficar tudo bem. — acariciava o rosto dela.
- Obrigada... ah... queria pedir desculpas pelo o que eu disse.
- O que?
- Te chamei de egoísta, orgulhoso e que vai morrer sozinho.
- Só disse a verdade. Sou desse jeito mesmo, não sei como se apaixonou por mim.
- Atrás dessa muralha de gelo, existe uma pessoa com sentimentos. Tudo que fiz foi fazer um buraquinho nessa muralha para poder enxergar e trazer a tona.
- Obrigado por acreditar em mim.
Logo após o jantar Ank e Mu foram para a torre que ficava fora da cidade.
- Esta vista continua linda. — disse Ank aproximando da beirada.
- Sua cidade é muito bonita.
- Espero poder protegê-la.
- Conte comigo. — depositou a mão no ombro dela.
Os dois sentaram no chão e abraçados olhavam as luzes.
Shura durante toda a tarde evitou ao maximo cruzar com Akya, se ela não sentia o mesmo que ele nada mais natural que se manter afastado para o bem de todos. Estava sentado num banco, em um jardim próximo. A noite estava esplendorosa, com o céu coberto de estrelas e uma brisa suave.
- Oi Shura. — disse Aioria sentando ao lado dele.
- Oi.
- Está com algum problema?
- Akya.
- Imaginei.
- Prometi a mim mesmo que me manteria afastado dela, mas...
- Não está conseguindo.
- Mesmo ela me tratando com indiferença eu...
- Está mesmo apaixonado.
- Muito, mas vamos embora daqui alguns dias e...
- Por que não diz a ela tudo que está sentindo?
- Vai me chamuscar antes de eu abrir a boca.
- Já tentou?
- Não...
- Tente, o maximo que vai acontecer é sofrer queimaduras, nada que o bom e velho pingüim não resolva. — sorriu. — não faça como eu, que está enrolando para confessar a Marin que a amo.
- Coitada. — sorriu de volta. — Vou tentar.
- Já vou indo, pense no que eu falei.
- Sim.
Aioria saiu deixando-o pensativo. Akya em seu quarto, andava de um lado para o outro. Estava confusa, o modo de Shura mais cedo a deixaria entristecida e durante todo o dia ele nem lhe dirigiu a palavra. Não imaginava que sentia falta dele.
- Não posso... — murmurou. — Uaset e minha vingança em primeiro lugar, não posso ceder...
Saiu para espairecer. Shura fitava o nada, pensava no que sentia e nas palavras de Aioria.
- O maximo que pode acontecer é sair queimado. — levantou.
Ao virar-se deu de cara com ela, que acabava de chegar ao jardim. Olharam-se por um longo tempo.
- Desculpe, já estou de saída. — disseram os dois ao mesmo tempo. — não pode ficar. — novamente.
Sorriram.
- Está uma noite muito agradável, não quer me fazer companhia? — indagou Shura.
- Claro.
Sentaram no banco, mas a certa distancia. Shura vez o outra a olhava de rabo de olho.
- A situação de Uaset está complicada. — disse a portadora.
- Vão conseguir vencer.
- Espero que sim, gostaria de manter a promessa que fiz aos meus pais.
- Promessa?
- Sim. — ela o olhou. — houve um ataque dos sitis, e como portadora fui combatê-los. Assim que a situação estava sobre o controle corri para a casa, pois soube que o bairro onde eu morava havia sofrido um ataque. — fez uma longa pausa.
- E o que aconteceu?
- Estavam todos mortos. Encontrei os corpos de meus pais com grandes marcas de violência. — os olhos encheram de água. — não pude fazer nada.
- Aquela imagem que Sadiki usou, era seu irmão. (n/a: só depois de todos os capítulos é que a lesada da autora percebeu um grave erro.. no capitulo em que Sadiki usa a forma do irmão... COMO O SHURA SABIA QUE HAKOR ERA IRMÃO DELA?!?!? ELA NÃO CONTOU!!!! ¬ ¬ burrice...
Shura: eu chutei que era, Haruno, eram muito parecidos, cara de um focinho do outro, preocupa não... (tapada)
Haruno: sei... ¬ ¬ obrigada pela tentativa de defesa, mas é burrice mesmo)
- Sim. Subi até o segundo andar da casa e vi o corpo dele estendido no chão... ele só tinha 12 anos. Foi horrível, era uma portadora e não consegui sequer salvar meus pais.
- Não foi culpa sua.
- Do lado de fora, Akhenaton, Tari e Ishitar me aguardavam. Quando olhei para ela...
- Imagino que deve ter ficado com ódio de Ishitar. — disse o capricorniano.
- Fiquei. Ao final desse dia fui procurá-la. Ela estava na sala de meditação junto das outras. Fui até ela e com todo ódio que tinha comecei a bater nela.
- Bater? — Shura estava surpreso.
- Sim. Dava socos e mais socos. — Akya começou a chorar. — eu batia e ela não defendia, sequer levantou a mão contra mim. Na hora não pensei no motivo da passividade dela. Só fui entender depois. — as lagrimas ficaram mais abundantes. — era punição. Ela se julgava culpada por tudo e através de mim se punia. Fui cruel com ela, só pensei em mim e na minha dor. Nem levei em consideração que Ishitar também sofria tanto quanto eu...
- Já falou isso para ela?
- Nunca tive essa coragem e ainda não tenho.
Akya abaixou o rosto, Shura aproximou e sem hesitar a abraçou.
- Sei que se falar com ela, ela vai entender.
- Do que adiantou o meu ódio? Do que adiantou a minha promessa, se no final Seth irá ganhar? Ele está com cinco jóias...
Shura a calou com o dedo.
- Não perca as esperanças, vocês ainda não perderam a luta.
- Mas...
- Preciso te falar uma coisa. — Shura olhou para o lado tentando tomar coragem. — eu amo você.
- Co-mo?
- Eu amo você. Mesmo que não me ame e nos separemos ao findar dessa luta. — continuava a olhar para o lado só esperando ser queimado.
Akya o olhava perplexa, ele sempre fora gentil e atencioso, mas jamais pensara que ele gostasse dela.
- Está falando sério?
- Sim.
Shura sentiu duas mãos tocarem seu rosto de forma carinhosa, fazendo-o encara-la.
- Akya...
- Sempre me senti um pouco sozinha e quando você apareceu... no começo não queria você muito perto de mim, pois era uma ótima pessoa e comigo não teria chance de ser feliz. Vamos nos separar, mas...
- Mas...
- Você é muito importante para mim. Muito.
Shura só teve uma reação: toma-la nos braços e a beijar. Com ele sentia-se protegida e amparada, como ha muito não sentia. O capricorniano aprofundou o beijo, mas notou que o cosmo dela esvaia.
- Akya...
- S-im?
- Por que seu cosmo a cada dia está diminuindo? Tem a ver com Seth?
- Mais ou menos.. — desviou o olhar.
- Diga.
- Nós portadoras não podemos nos apaixonar, quando isso ocorre a conseqüência é a diminuição do cosmo.
- Então...
- Tite, Ank, Hatshe, Isi e eu. Por isso perdemos as jóias.
- Seus cosmos podem se extinguir?
- Pode.
- Então... — levantou. — não posso ficar perto de você. Não quero prejudicá-la.
- Vai me prejudicar se afastar de mim. O estrago já foi feito. — sorriu, lembrando de Isi. — quero ficar com você. Eu te amo Shura e não quero te perder. Não suportaria outra perda.
- Jamais irá me perder. — a tomou nos braços. — jamais. Vamos derrotar Seth, eu prometo.
MM tinha evaporado a tarde toda só voltando a noite para o jantar, fez a refeição em silencio e saiu. Foi andando sem rumo e inconscientemente acabou parando na porta do templo de Ré.
- \"Foi aqui que tudo começou.\" — pensou enquanto se lembrava do dia que entrara no templo de cueca.
Mask aproximou da porta, achou que ela estivesse fechada, contudo estava aberta. Entrou.
A sala era ricamente decorada em ouro e com maravilhosos afrescos. MM observava as imagens e tentava entende-las, aqueles símbolos eram esquisitos e algumas gravuras indecifráveis.
- \"Como conseguem entender isso? — perguntava-se. — parece desenho de criança.\"
Uma estatua chamou-lhe atenção, ela estava junto a parede do fundo do templo e era banhada em ouro.
- \"É igual a estátua daquele portão.\"
Notou que ao lado direito dela tinha uma estátua de um homem com uma barba postiça, com os braços cruzados sobre o corpo segurando respectivamente dois cetros e do lado esquerdo uma estatua que representava uma mulher.
- \"Ela tem uma estatua dessa no quarto, então... deve ser a estatua da deusa Ísis.\"
MM subiu até onde as estatuas estavam e passou a examinar a estatua de Ísis, retratada com um disco solar sobre a cabeça.
- \"Você poderia ser uma pessoa normal... nem ligava de morar aqui, desde que fosse com você.\"
Nefertari voltava para o templo de Ré, notou que a porta estava aberta.
- Quem...?
Entrou lentamente para pegar o invasor ou a invasora em flagrante, quando viu quem era.
- \"Giovanni?- pensou intrigada. Pensou em chamar sua atenção, mas mudou de idéia ao vê-lo observar a estatua de Ísis. — se eu não fosse Ìsis iria embora com você.\"
O canceriano sentou em frente a estatua, de braços cruzados a encarava.
- \"O que ele esta fazendo?\"
- Com tanta mulher por aí, por que teve que escolher ela?
- \"Giovanni...?\"
- Poderia ter escolhido qualquer uma e a deixado para mim... inferno! Estatua idiota, leis idiotas. — levantou.
- Está me insultando. — disse aparecendo.
- Estou apaixonado pela Nefertari e não pela Ísis. — disse sem se virar.
- Somos a mesma pessoa.
- Tanto que seu cosmo diminuiu.
- Co-mo...? — tinha disfarçado bem, não tinha como descobrir.
- Tentou disfarçar, mas percebi. Pouco, mas diminuiu. — voltou-se para ela.
- Está enganado.
Ele não disse nada, desceu as escadas indo na direção dela.
- Não vou desistir de você Nefertari. — sussurrou no ouvido dela. — não vou.
A portadora tentava permanecer calma, mas a presença de MM sempre a deixava desnorteada. MM aproximou no intuito de beija-la, contudo apenas deu lhe um beijo na testa e saiu.
Ao se ver sozinha, Tari deixou algumas lagrimas escaparem.
Saga no quarto andava de um lado para o outro, Ishitar ainda estava com Hisoka e nem sabia onde eles estavam. Havia procurado em todos os lugares e nada.
- Maldição!
- Fique calmo Saga. — Kanon acabava de entrar.
- Não se meta!
- Já disse, quando ela se cansar dele, vai para Anúbis.
O geminiano sentou. Kanon parado na frente dele começou a rir.
- O que foi?
- Está parecendo um adolescente. Nem parece o racional Saga.
- Estou com ciúmes mesmo e daí?
- Nada. Só acho que deve se lembrar de uma coisa.
- Qual?
- Vamos voltar para a Grécia.
- Eu sei disso... — murmurou. — eu sei que não vou vê-la mais.
- Estou impressionado com esse local. Você e o Kamus quem diria... Eros e Hathor fizeram um excelente trabalho.
- Vou dormir. Boa noite.
Deitou e virando para outro lado fechou os olhos.
- \"Como se fosse dormir.\" — pensou o irmão.
Miro e Hatshe depois que vieram da cidade não mais trocaram palavras, nem ao menos se viram direito, o escorpião deitou cedo, o que causou estranheza a seus companheiros e Hatshe recolheu em seu quarto.
Shaka e Isi voltavam da sala de refeições.
- Está entregue. — disse Shaka.
- Não quer entrar? — sorriu.
- Isitnefert...
- Só um pouquinho, não vou te atacar.
Isi abriu a porta e foi arrastando Shaka.
- Isitnefert...
- Não fique com essa cara não vou fazer nada. — deu um sorriso perve.
- Imagine se tivesse essa intenção. — abriu os olhos.
- A cor dos seus olhos é linda. A cor de seu cabelo...
- Meu perfume exótico.
- Sim... essa sua pintinha sexy.
O virginiano corou.
- Teremos tão pouco tempo...
- Não pense nisso, não agora. — acariciou o rosto dela e fechou os olhos.
- Por que fica a maior parte do tempo com os olhos fechados?
- É uma maneira de aumentar meu cosmo.
- Você tem um grande poder. Consegue até tirar os sentidos de uma pessoa.
- Notei que você ficou assustada com isso.
- Um pouco.
- Não existe alguém com tal poder?
- Não. Quando morremos somos levados a julgamento perante Maet, que nos conduzira, conforme nossa conduta, para o campo de juncos ou devorados por Ammut. Quem nos acorda do sono eterno é Anubis que devolve ao nosso corpo os sentidos. Esse poder lhe foi dado por Ré.
- Entendi. Ficaram surpreso porque os retirei e em vida.
- Sim.
Shaka deu um sorriso.
- O que foi?
- Já sei de uma maneira de deixa-la quieta.
- Não faça isso. — fechou a cara. — Nem ouse.
- Principalmente quando for a essas festas mundanas. Surda, muda e cega.
- Não teria essa coragem.
- Quem sabe. — disse de maneira enigmatica.
- Shaka...
Ele não disse nada, apenas a beijou.
Depois do encontro na área de treinamento Hisoka não desgrudou de Ishitar, só se separando para cumprir ordens palacianas, ela ficou incomodada, pois detestava alguém no seu calcanhar, o único que suportava era Saga, mas a presença de Hisoka trazia-lhe sensações diferentes. Não demonstrava, mas estava encantada pela história que ele contava sobre Menefer. Sua presença não passou ser tão insuportável, tanto que jantaram juntos.
- Obrigado por ter deixado a ajudá-la. — Hisoka parou na porta do quarto dela.
- Tudo bem.
- Boa noite então.
- Boa noite.
Menefer...
Apenas a luz da lua iluminava o local onde Seth estava sentado. Do seu trono mirava o chão coberto por uma fumaça esbranquiçada.
- Aigam atluco, ertsom em o otejbo ed uem oiesna. — recitou. (n/a: essas palavras não querem dizer nada, eu inventei, coisas de autora maluca.)
A fumaça aos poucos foi dissipando revelando a imagem de uma mulher.
- Tenha bons sonhos, oh minha cara. — sorriu de maneira perversa. — vou entrar na sua mente e te mostrar seu verdadeiro destino.
Uaset...
Ishitar tinha recolhido a pouco, estava cansada e logo não tardou em pegar no sono. A madrugada seguia alta e todos no palácio apesar do dia agitado dormiam tranquilamente de menos a portadora de Toth. Mexia de forma nervosa, seu rosto estava banhado de suor e balbuciava algumas palavras.
-------------------------------------- SONHO----------------------------------------
Ishitar voltava às pressas para o palácio, havia derrotado Seth e seus guerreiros e precisava comunicar esse fato a Akhenaton.
Entrando, achou estranho o silencio e a pouca iluminação. Dirigiu direto para a sala do trono. Lá encontrou com as demais portadoras que estavam sentadas no chão e conversavam alegremente.
- O que estão fazendo? — indagou a Toth.
- Esperando sua chegada Ishitar. — Ank levantou.
- Seja bem vinda Ishitar. — sorriu Hatshe.
- Parabéns por ter derrotado Seth e seus guerreiros, livrou Uaset de todo mal. — disse Tite.
-Agora nossa cidade terá paz. — disse Ishitar. — finalmente.
- Ainda não. — Akya levantou.
- Como?
- Ainda falta um detalhe. — foi a vez de Tari falar. — para erradicarmos todo mal de Uaset todos os sitis precisam ser mortos, todos.
- Mas derrotei todos.
- Não, falta um.
- Quem?
Os rostos das seis tornaram sombrios e cruéis.
- Por que...? — Ishitar recuou um passo.
- Para Uaset ter paz Ishitar, só falta você ser eliminada. — Akya segurava sua estrela.
- E é o que vamos fazer agora. — Isi segurava seu sistro. — vamos mandá-la para o julgamento de Anúbis.
- Prepare-se Ishitar. — Tite elevava seu cosmo.
- Sempre fui aliada a vocês.
- Suportávamos você, agora que tudo está acabado, podemos matar você.
Ishitar as olhava perplexa.
- Morra Ishitar! Balança da justiça! Dança de Hathor! Luz de Hórus! — disseram ao mesmo tempo Hatshe, Isi e Tite.
- Tempestade elétrica! Solaris! — gritaram Ank e Akya.
Os cinco golpes combinaram, Ishitar ainda não acreditava no ataque delas, mas criou uma barreira para se defender.
- Ficaram loucas?
- Não, ex portadora de Toth. — disse Tari tomando a frente. — só estamos limpando o mundo. Vá para Anúbis e que os deuses te perdoem. — ergueu o báculo. — Intervenção divina!
O poderoso ataque de Nefertari a atingiu em cheio, Ishitar bateu violentamente contra a parede, mas não morreu. A imagem das portadoras sumiram dando lugar aos cavaleiros de Atena. Estavam parados um do lado do outro com os mesmo olhares cruéis.
- O que vocês estão fazendo aqui? — disse escorando na parede.
- Para podermos voltar para casa precisamos eliminar o ultimo empecilho. — disse Afrodite.
- Você Ishitar. — disse Kamus. — desapareça.
Os doze dourados combinaram seus ataques acertando-a em cheio. Ishitar foi ao chão. Sentia muitas dores e sangrava muito.
- \"Este é meu fim? Ser morta por eles? Diziam que gostavam de mim era tudo mentira?\"
- Ishitar.
A portadora ergueu os olhos Akhenaton estava parado na frente dela.
- Akhenaton...
- Eu te ajudo.
O deus a ajudou a se levantar.
- Por que estão todos me atacando?
- Não é obvio? — sorriu. — é a sith odiosa.
Ishitar o encarou.
- Esperava muito por isso, o dia em que poderia matá-la.
- Como..?
- Vou me livrar de você.
Akhenaton a segurou pelo pescoço, erguendo-a um pouco.
- A-khena-ton..?
- Minha irmãzinha odiosa, tenho repulsa por você. Se te suportei todos esses anos é porque era necessário. Agora com Seth morto, posso me livrar de você.
- Eu sou sua irmã.
- Uma sith? Irmã do grande Osíris? Você sempre foi um peso para mim e minha irmã é Nefertari, uma Uaset e não uma odiosa.
Ishitar nunca ligou para o fato de ser irmã de Akhenaton, mas ao ouvi-lo dizer aquilo derramou algumas lagrimas.
- Como pode...?
- Não sabia que tinha lagrimas. — sorriu. — vocês sitis só sabem matar e destruir, são uns demônios.
- Pare.
- Antes que morra quero apenas dizer algo: eu odeio você! Por sua culpa, minha mãe morreu. Se não tivesse nascido, teria meus pais.
- Eu não tive culpa.
- Odeio você!
- Espere Akhenaton.
Os dois olharam para onde vinha a voz: era Saga.
- Sa-ga...?
- Solte-a Akhenaton.
- Por que eu deveria?
- Porque serei eu que farei a honra a você.
- Como quiser.
Akhenaton a soltou, Ishitar escorada na parede respirava ofegante.
- Saga... que bom que você veio...
- Eu quero ter o prazer de matá-la.
Ishitar o olhou imediatamente.
- Sa-ga? — seus olhos encheram de água, era verdade que não gostava quando ele se aproximava, mas a sua presença sempre há deixava um pouco feliz.
O geminiano aproximou, na mão direita segurava um punhal.
- O que vai fazer...?
- Adeus Ishitar.
Aproximou ainda mais, ela incrédula não se mexeu.
- Saga... — derramou uma lagrima.
Sem hesitar, cravou o punhal no peito dela.
---------------------------------------------FIM DO SONHO---------------------------------
- Saga!!! — gritou acordando.
Ishitar estava banhada de suor, respirava ofegante e tremia, tremia muito.
Momentos antes...
Hisoka estava acordado, resolveu dar uma volta pelo palácio. Ele passava pelo quarto de Ishitar quando ouviu o grito dela.
- Ishitar. — abriu a porta. — o que foi?
- Ele.. ele...
- Você está tremendo. — aproximou sentando ao lado dela. — e suando.
- Eles... eles...
- Conte-me o que foi?
Ishitar narrou todos os fatos.
- Foi só um sonho Ishitar.
- Mas parecia tão real.
- Não foi nada.
- Mas será verdade. Só me suportam por conveniência, assim que Seth for morto eu serei a próxima. Vão me matar. Saga vai me matar! Logo ele.
- Acalme-se Ishitar.
- Todos me odeiam inclusive ele.
- Não sei o que dizer, pode ser que não, como pode ser que sim.
- Como assim?
- É uma sith, se Seth não tivesse iniciado essa guerra, eles não precisariam estar aqui.
- Tem razão. Vão me matar.
- Eu não vou deixar. — Hisoka colocou as mãos nos ombros dela. — posso não ter poderes como os guerreiros de Seth ou como vocês portadoras, mal consigo empunhar uma espada, mas não vou deixar que nada aconteça a você. Nada. Vou te proteger.
Ishitar o olhava sem entender.
- Você é muito importante para mim. Vou te proteger.
- Hiso-ka...
Ele aproximou, tocando timidamente o rosto dela. No instante seguinte a beijou de forma calma e cálida. Ishitar correspondeu ao gesto e sem perceber levou a mão a nuca dele trazendo-o mais para si.
Da porta Saga testemunhava tudo.
- \"Ela...\"
Teve vontade de entrar e matar Hisoka e faria isso se não sentisse o que mais temia: o cosmo dela havia diminuído e aquilo era sinal de... Saga afastou-se um pouco, duas lagrimas rolaram pelo rosto dele. Olhou para Ishitar mais uma vez antes de sair.
O geminiano tinha aparecido naquela hora porque acordara no meio da noite preocupado com ela, resolveu dá uma olhadinha. Estranhou a porta aberta, ao ver a cena ficou paralisado.
Ishitar afastou-se de Hisoka.
- Por que fez isso?
- Desculpe é que deixe-me levar... Ishitar eu...
- É melhor ir embora.
- Sim. Boa noite.
Hisoka levantou e foi-se. A portadora voltou a deitar.
-\"Você faria isso comigo Saga? Teria coragem de me matar? — pensou nos dois. — beijos completamente diferentes... um cheio de luxuria, — referia a Saga. — e o outro cheio de ternura. — referia a Hisoka.\"
O geminiano entrou silenciosamente em seu quarto, não queria acordar seu irmão e Shaka, se o vissem naquele estado o encheriam de perguntas e não estava, e nem queria responder. A passos lentos seguiu para a varanda. A noite estava esplendorosa, o céu coberto de estrelas e a lua refletindo sua luz sobre o rio.
- \"Perdi.\"
- O que foi Saga?
- Shaka?!
- Vi você levantando.
- Nada não.
- Não é o que seu rosto diz.
- Não se preocupe Shaka.
- Se diz.
- Como está você e a Isitnefert?
- Temos consciência que nosso tempo é pouco e que devemos aproveitá-lo.
- Quem diria que o homem mais próximo de deus se apaixonaria, por uma pessoa de outro lugar e de personalidade tão distinta.
- O destino às vezes nos prega peças. Confesso que fiquei com receio, como você mesmo disse, tudo era oposto, mas...
- Mas...
- Não imagino minha vida sem ela. — sorriu.
Saga o fitava, vira poucas vezes Shaka sorrir daquela forma, ele estava apaixonado e era correspondido.
- Espero que sejam felizes. — disse o geminiano a ele.
- E você com a Ishitar. Bem, vou dormir. Boa noite.
- Boa noite Shaka.
O geminiano voltou a fitar as estrelas.
- \"Eu te amo Ishitar.\"
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