Chegando ao palácio cada um seguiu seu caminho.

Atena acompanhou Akhenaton até o quarto dele.

- Não se preocupe Atena estou bem.

- Quero o ver descansando. — abriu a porta. — venha.

Obedecendo, o príncipe entrou, sentando na cama. A deusa sentou ao seu lado.

- Agora me explique. O que Ré queria provar? Não tinha outro meio dele saber que Saga era sith?

- Pelo que entendi não, mas analisando os fatos, a adaga que meu pai utilizou pertencia a Seth. Ele a usava para curar, isso no inicio dos tempos. Ela só reagiria caso Saga fosse um sith.

- Então Ré correu risco?

- Não exatamente. Caso Saga não fosse, o que ia acontecer é que sua recuperação seria mais lenta. Meu pai já tinha certeza, quis foi fazer drama. – sorriu. – típico dele.

- Não sente nada? — perguntou a ele.

- Não... — Akhenaton tocou o rosto dela. — está com o rosto sujo de terra.

- Não é nada.

- Fiquei com medo de não vê-la mais.

- No fim tudo se resolveu.

- Se alguma coisa acontecesse a você... — Akhenaton a abraçou.

- Estamos bem. — aconchegou nos braços dele.

- Há todo momento no Amêmtis, sentia seu cosmo me amparando, me dando força para não fraquejar.

- Devemos proteger quem se ama.

- Atena...

- Eu te amo Osíris. — acariciou o rosto dele. — muito.

Ele sorriu, no instante seguinte, a beijou, com ardência. Ambos tinham consciência que com o final da guerra iriam se separar novamente. Talvez por anos, séculos... mas eram imortais, o tempo não passava de algo banal. Viveriam um para o outro eternamente.

Saga abriu a porta para Ishitar.

- Asmara nem quis ver o palácio, adorou o jardim. — disse a portadora.

- Criança.

- Eu quero que ela seja muito feliz. — sentou na cama.

- Vai ser. — ele sentou ao lado dela. — vamos cuidar bem dela.

- Vamos?

- Eu não te disse que não vou embora? Que vou ficar com você.

- Mas Saga, você é um cavaleiro, tem suas obrigações.

- Kanon ficará no meu lugar. Não vai se livrar de mim. — sorriu. — agora deita precisa descansar.

Ela apenas encostou na cabeceira.

- Vi meus pais.

- Viu?

- Ré permitiu que eles se vissem.

- E como estão?

- Bem. Meu pai vai aguardar julgamento e minha mãe está nos juncos. Quem sabe um dia eles fiquem juntos.

- Vão ficar. — aproximou.

- Saga.

- O que?

- Depois de tudo aquilo que Toth disse... — ela abaixou o rosto. — meu sangue ainda pode inflamar... posso influenciar você...

- Não importa o que aconteça, vou ficar com você.

O geminiano aproximou-se mais, tocando a face dela. Ishitar fez o mesmo. Saga buscou os lábios dela, a principio um beijo cálido, mas que foi ganhando ardência. O geminiano a puxou intensificando o contato. A portadora sentia seu corpo todo quente, como das outras vezes.

- Eu te amo... — sussurrou com voz rouca no ouvido dela.

Ela não disse nada, só o trouxe mais para si. A falta de ar os separou.

- Vou deixá-la descansar.

- Fique. — disse.

Saga deitou ao lado dela aconchegando-a nos braços.

Shaka caminhava ao lado de Isitnefert.

- Vai meditar? — perguntou a ele.

- Pensei em ficar com você.

A portadora sorriu.

- Vamos para o seu templo.

Sentaram na posição de meditação de frente para o outro.

- Não está sentindo nada?

- Não Shaka. Que bom que a luta terminou.

- Sim.

- Mas sabe o que isso significa...

- Sei... — ele abaixou o rosto. — vou embora.

- É... — Isi virou o rosto. — nem tudo acabou bem.

Shaka chegou mais perto, tocou de forma suave o rosto dela e o acariciou. Isi o olhou, ele estava de olhos abertos.

- Seus olhos estão brilhantes... como naquele dia da dança.

Ela sorriu.

- Poderia dançar para mim? Como naquele dia?

Isi levantou indo até uma bancada de mármore. Pegou um sistro e voltou para frente de Shaka. Balançando-o, começou a fazer os movimentos como da outra vez. O virginiano não perdia lançe algum. A portadora sorriu, mas a alegria dera lugar a tristeza. Seria a ultima vez que Shaka a veria dançar daquele jeito. Mesmo executando os movimentos alegres, deixou uma lagrima escapar.

Shaka a observava, na primeira vez tinha duvidas a respeito de seu sentimento, mas agora... tinha certeza: amava-a. O virginiano deu um pequeno sorriso acompanhado por uma lagrima.

Miro acompanhava Hatshe.

- Ainda é de madrugada. – disse o escorpião.

- Logo vai amanhecer.

- É.

- Obrigada por me acompanhar. – disse a portadora parando na porta de seu quarto.

- Não sente nada?

- Não, é como se nem tivesse lutado.

- Fiquei com muito medo de te perder. – olhava para baixo.

Ela o abraçou.

- Está tudo bem agora.

Miro a olhou, foi aproximando até beijá-la. O escorpião foi levando-a até a porta, procurando a maçaneta a abriu. Hatshe nem se deu conta, tudo que queria era que Miro continuasse a beijá-la daquele jeito. Abandonando a boca, passou para o pescoço e o colo, fazendo-a suspirar. A carregando, Miro a colocou na cama, começando a explorar seu corpo. Ela respondia com mesmo ardor. Foi tirando o vestido dela, até deixá-la com peças intimas, em seguida tirou sua camisa e a calça.

- Hat... – sussurrou no ouvido dela.

- Não pare.

Encorajado o escorpião retirou o restante das roupas, as caricias se tornaram mais intensas. Chegando a hora, Miro a penetrou bem devagar para que não sentisse dor. Hatshe soltou um pequeno gemido, mas depois foi invadida por um enorme prazer.

O escorpião sorriu e depois de algum tempo deitou ao lado dela. Hatshe aconchegou-se nos braços permanecendo em silencio enquanto ele afagava seus cabelos. Não precisavam dizer nada.

Akya caminhava para seu quarto, vinha ao lado do capricorniano em profundo silencio.

- Que bom que tudo acabou bem. – disse Shura.

- Não está cansado?

- Não e você?

- Também não.

- Poderíamos dá uma volta pelo jardim. – sugeriu esperançoso.

Ela o olhou.

- Vamos.

Andaram lado a lado. Akya o olhou discretamente, tivera muito medo de perdê-lo. A portadora estendeu a mão tocando na dele e em seguida a segurou. Shura ficou surpreso com o gesto, mas a apertou mais forte.

O céu estava clareando indicando o amanhecer próximo. Os dois caminhavam de mãos dadas silenciosos, até que ela quebrou o silencio.

- Não queria que esse momento chegasse.

- Infelizmente chegou. – disse entendendo o comentário. – passou muito rápido.

- Como é a Grécia?

- É um país muito bonito, principalmente o santuário, mas nada se compara ao meu país natal: Espanha. É tão quente como aqui, o povo é hospitaleiro e a comida deliciosa.

- Deve ser um bom lugar para se viver. – ela parou de andar.

- Akya...

- Não vai se esquecer de mim, vai?

Shura a respondeu com um beijo apaixonado. Akya deixou-se envolver porem deixou rolar uma lagrima.

Kamus estava sentando nos sofá fitando a rosa de gelo que dera a Tite, a portadora por sua vez não parava de falar. O aquariano desviou o olhar da rosa passando a fita-la que andava de um lado para o outro.

- Eu não estou certa Kamus? – indagou virando para ele.

Ele a fitava com um semblante mais frio que o de costume.

- “Acho que falei demais.” – pensou.

Tite andou até ele calada, o aquariano a encarava com olhar glacial.

- O que foi Kamus... ? –aproximou.

Não respondeu.

- Eu sei que falo demais e você acha a minha voz irritante... é que...

Nem terminou a frase, Kamus a beijou.

- Je t\'aime. – sussurrou no ouvido dela.

Não precisou de tradução. Ela entendera muito bem o significado daquelas palavras. Sentou no colo dele, intensificando o beijo.

O restante dos dourados foram para o quarto de Aldebaran.

- Ainda bem que essa luta terminou. — disse o taurino deitando na cama. — esses adversários foram difíceis.

- Nem os espectros de Hades eram tão fortes. — Aioria deitou no sofá. — mas no final triunfamos.

- Com dois sitis do nosso lado, não era para menos. — brincou Dite.

- Foi uma revelação. — Dohko sentou numa cadeira.

- Jamais imaginaria que tinha raízes egípcias e sitis. — o geminiano sentou ao lado de Dohko. — se soubesse disso antes de virmos, começaria a rir.

- Pelo menos está explicado do porque de ter aprendido o golpe.

- É...

- No fim tudo acabou bem. — exclamou Aiolos. — e em breve voltaremos para casa.

- Vai ser a pior batalha.

- Por que Kanon? — indagou Deba.

- Eles vão se separar.

- Tadinhos... — murmurou Dite. — vai ser muito triste.

Nefertari ascendia incensos, MM encostado numa parede de braços cruzados a fitava.

- Sua ajuda foi imprescindível. — disse.

- Não fiz nada de mais. — não virou para ele.

- Você é muito importante para todos e comportou-se como uma verdadeira deusa. — olhava para o chão.

Ela não disse nada.

- Atena deve voltar hoje mesmo para o santuário.

- Talvez. — ascendeu mais um.

Houve um silencio. Sabiam que isso aconteceria.

- Giovanni.

- Nefertari.

Disseram ao mesmo tempo. Houve um novo silencio.

- Eu... eu...vou sentir sua falta. — disse o canceriano ainda olhando para o chão. — sei que as vezes fui bruto e ... mas quero que saiba que meus sentimentos por você são verdadeiros.

Nefertari parou o que fazia.

- Giovanni.

- Diga.

- Eu.. vou sempre te amar.

O canceriano sorriu e caminhou até ela. Parou atrás e abraçou. Tari sentindo o contato começou a chorar.

Ank e Mu estavam em um dos jardins. Ele estava sentado enquanto ela fazia uma trança em seus cabelos.

- A noite está agradável. — o ariano sentia uma brisa suave em seu rosto.

- Terminei.

- Obrigado Ank.

- De nada. — dando a volta parou na frente dele.

A portadora o fitou e como sempre fazia passou as mãos nas pintinhas dele. O ariano fechou os olhos, perdido no toque suave dela.

- Hedj.

Ele abriu os olhos. Ficaram se encarando.

- Ank feche os olhos.

- Tá.

Ela fechou.

- Pode abrir.

Quando os abriu ficou maravilhada. Estavam na torre e no horizonte via o sol tingir de amarelo o céu de Uaset.

- É lindo.

- Sim. — ele a abraçou. — muito lindo. — colocou o rosto no ombro dela.

- Poderia durar eternamente.

- Poderia...

O ariano a tomou nos braços e a beijou.

Abraçados Akhenaton e Atena olhavam o sol nascer na varanda.

- Está chegando a hora.

- Poderia ficar mais. — disse o deus. — mais um dia, uma semana, um mês, o resto da vida.

- Ton.

- Estou brincando.

- É melhor irmos agora, quanto mais permanecermos mais dolorosa será a partida.

- Quer que eu os chame?

- Eu chamo. — Atena ascendeu seu cosmo. — \"por favor me encontrem no salão do trono.\"

Saga sentiu o cosmo da deusa, pelas palavras dela já imaginava o que ia acontecer. Pensava em como diria a ela que não voltaria para o santuário. Lentamente tirou o braço de cima de Ishitar.

- Não estou dormindo. Aconteceu alguma coisa?

- Atena está chamando.

- Eu vou com você.

Isi tinha encerrado a dança, voltando a sentar na frente do virginiano.

Ele sentiu o cosmo da deusa.

- Atena está chamando.

- Deve ser para falar sobre sua partida.

- É...

- Eu vou com você.

Hatshe dormia profundamente nos braços do escorpião, ele acariciava seu rosto, quando sentiu o cosmo da deusa.

- Hat. Hat.

- Hum...

- Atena está me chamando.

- Por quê?

- Não sei. Vamos?

- Sim.

Akya e Shura estavam sentados quando ele escutou o chamado.

- O que? — indagou Akya.

- Atena está nos chamando.

- Imagino o motivo. — abaixou o rosto.

- Não deve ser sobre isso. — disse, mas sem total convicção. — vamos.

Kamus e Tite conversavam. Pelo dizeres da deusa, Kamus deduziu que fosse sobre a partida.

- Atena está chamando, vamos.

- Será que aconteceu alguma coisa?

Ele não respondeu.

MM continuava abraçado a Nefertari. Os dois sentiram o chamado.

- Chegou a hora. — disse a portadora.

- É o que parece. Vem comigo?

- Sim.

Ank e Mu admiravam o amanhecer, sentindo o chamado deu um longo suspiro.

- O que foi hedj?

- Atena está nos chamando.

- Então vamos ver o que é. — disse nem imaginando o motivo.

Mu apenas concordou. Sentindo o cosmo da deusa os outros dourados dirigiam para a sala.

Minutos mais tarde todos estavam perante os dois.

- Quero agradecer a vocês e a Atena a ajuda imprescindível nessa batalha. — disse Akhenaton. — sem suas ajudas, não teríamos ganhado.

- O que vai acontecer agora? — indagou Afrodite.

- Com o fim de Seth, não há motivos para o povo de Uaset e Menefer ficarem separados. Depois de milênios seremos um só povo. Estou construído novas moradas para as pessoas que querem morar em Uaset e dando condições de vida para as que querem permanecer em Menefer. De todo jeito seremos uma só nação. É claro que as relações no inicio ainda serão de desconfiança, mas tenho fé que tudo vai se resolver.

- Que bom que tudo deu certo.

- Rapazes, com Uaset em paz acho que podemos voltar para o santuário.

Houve apenas trocas de olhares. Ank apertou forte a mão de Mu.

- Mas a Ishitar ainda não está boa para abrir o portão. — disse Hatshe.

- Como está seu cosmo? — indagou Akhenaton a ela.

- Ele... — sentiu o olhares de todas, sabia que tinha cosmo suficiente para abrir o portão, mas nem ela queria que Saga fosse embora. — eu ainda...

Akhenaton notou a hesitação dela, também queria que Atena não fosse embora, mas como ela mesma disse, se ficassem mais tempo a separação seria mais dolorosa.

- Não está na sua totalidade, mas o que tem consegue abrir. — disse o príncipe.

- Vamos embora em uma hora. — disse a deusa. — arrumem suas coisas. (n/a: eu não lembro deles trazendo bagagem...)

Kamus soltou das mãos de Tite e saiu. Mask fez o mesmo, seguido de Shura e Shaka. Logo os outros os acompanharam. Na sala só restaram as portadoras.

- Temia que esse dia chegasse. — disse Akya.

- Não podemos fazer nada. — disse Tari. — eles são guardiões de Atena. O lugar deles é ao lado dela, como o nosso é ao lado de Osíris.

Quarto vermelho e azul

MM num canto arrumava suas coisas. Não dissera uma palavra desde que saíra da sala do trono. Mu guardava suas coisas tranquilamente, mas silencioso. Afrodite e Deba trocaram olhares.

- Mask.

- O que é? — disse mal humorado.

- Quer ajuda?

- Não preciso de sua ajuda.

O pisciano suspirou. Elevando um pouco o cosmo, criou rosas. Na esquerda brancas, na direita vermelhas.

- Tome. — estendeu a MM as vermelhas.

- O que eu vou fazer com essas rosas? Quer que eu enfie...

- É para dar a Nefertari. — disse seco.

MM o olhou surpreso e arrependeu-se.

- Desculpe Dite, eu não queria...

- Tudo bem. Entendo seu estado.

- Obrigado. — disse pegando as rosas. — vermelhas?

- Combina mais com vocês. E essas são para Ank. — entregou ao ariano.

- Obrigado Afrodite.

Branco e bege

Saga andava de um lado para o outro, do nada saiu batendo a porta.

- Não está na sua casa! — gritou Kanon.

- Deixe-o. — disse Shaka.

Kanon olhou para Shaka e depois para a porta.

- Ele não aceita. — disse o geminiano sentando na cama.

- Mas tem que aceitar. Não temos escolha. — o virginiano nem o olhou.

- É... — deitou na cama.

Verde e branco

Shura guardava suas coisas silencioso. Aioria e Aiolos olharam entre si.

- Não fique assim Shura. — disse Aiolos. — quem sabe vocês voltem a se encontrar.

- Difícil.

- Não perca a esperança! — encorajou Aioria.

- É...

- Não fazemos milagres? — o sagitariano tocou no ombro dele. — então.

- Talvez tenha razão. — deu um meio sorriso. — quem sabe um dia.

Azul e branco

O quarto estava uma geladeira, Kamus estava com o rosto ainda mais frio. Dohko batia os dentes, mas o escorpião parecia não se importar, causando estranheza no libriano.

- Está frio aqui. — disse Dohko olhando para Miro para ver se ele manifestava.

- É. — respondeu seco.

- É triste, mas sabiam que isso iria acontecer. — disse entendo o motivo de tanta frieza dos dois.

- Posso ter a mulher que quiser, na hora que quiser, mas não posso ter a Hatshe. — disse com voz de raiva. — a única que despertou algo em mim.

- Não temos escolha. — Kamus se manifestou. — é aceitar.

- Pelo jeito que está falando até parece que a Tite já faz parte do seu passado. Já deixou de amá-la?

Ele não respondeu.

- Voltar a ser o sozinho, não parece incomodá-lo, não é? Está achando bom.

- Miro está sendo infantil. — disse Dohko.

- Kamus nunca se importou com ninguém, não ia ser agora. Para ele tanto faz.

- Para Miro. — disse o próprio olhando para a mala, o quarto ficava mais frio.

- É a verdade. Gosta de se isolar na sua redoma de gelo.

- Você não sabe de nada Miro.

- Sei sim. Pouco importa se estamos em Uaset ou no santuário. Pouco importa a Tite.

- Cale-se! — gritou virando, disparando uma rajada de gelo.

Miro bateu contra a parede congelando ate os ombros.

- Não sabe nada dos meus sentimentos. — parou em frente a ele. — acha que se pudesse não levaria a Tite comigo? Acha que não abandonaria a vida de cavaleiro para ficar com ela? — derramou uma lagrima. — não é só você que esta sofrendo Miro de escorpião.

Ele o olhou surpreso.

- Desculpe... não queria ter dito aquilo.

Kamus o soltou.

- Arrume suas coisas.

Num jardim do palácio, Saga tentava encontrar uma solução para ficar. Estava perdido em seus pensamentos que não notou a aproximação de alguém.

- Encare os fatos Saga de gêmeos.

Olhando para o lado viu Ishitar.

- Pensei que estaria arrumando suas coisas. — disse sentando ao lado dele.

- Vou ficar. — voltou a fitar o horizonte.

- Não pode ficar. Não é um homem livre.

Ele a olhou.

- É um cavaleiro de Atena e como tal deve permanecer ao lado dela. Assim como eu devo permanecer ao lado de Osíris.

- Do jeito que está falando até parece que não me quer. — virou o rosto.

- Não é isso. Não pense que não queria que ficasse aqui comigo, mas sei que isso não será possível. Antes de mais nada somos guerreiros e como tais devemos permanecer nas nossas obrigações. Não vai ser fácil voltar à rotina, a saudade será incontrolável, mas depois... — Saga a olhou. — ficaremos serenos. Você não vai deixar de me amar e nem vou deixar de amá-lo, nós nos teremos para sempre. — ela o olhou sorrindo. — você estará aqui. — apontou para seu coração — e eu estarei aí. — apontou para o dele.

Saga a abraçou.

- Esteja certa que sempre estará em meu coração.

Uma hora depois estavam na porta do palacio.

- Saga, não vai embora. — Asmara o abraçou.

- Tenho que ir. — abaixou para ficar da altura dela. — cuide-se.

- Tá.

- Cuida da Ishitar, qualquer coisa que ela fizer depois me conta.

- Pode deixar.

Seguiram para o portão.

- Atena muito obrigado por tudo.

- Foi um prazer Ton.

Ele a abraçou.

- Sentirei sua falta. — disse ao ouvido dela.

- Também.

Ank segurava as lágrimas, mas a visão do portão do céu atrás de Mu a fez desmoronar.

- Ank...

- Não quero que vá...Mú... — ela o abraçou e chorou mais ainda.

- Jamais se esqueça que eu amo você — disse no ouvido dela.

- Eu também.

Akya estava parada na frente de Shura. Os dois não diziam nada.

- Mais uma vez perco uma pessoa... e ela está viva.

- Não me perdeu. — o espanhol colocou as mãos no ombro dela. — estarei sempre com você.

- Vai estar na Grécia. — ela deu lhe as costas.

Calmamente Shura a abraçou juntando seu rosto ao dela.

- Meu corpo sim, mas meus pensamentos estarão com você. Seus pais, seu irmão, eu... sempre estaremos com você.

Akya derramou um lágrima.

- Lembre-se sempre de mim. — murmurou.

- Sim.

Hatshe chorava nos braços de Miro.

- Vou me comportar. — sorriu.

- Não brinque, conheço seu gênio.

- Conhece a ponto de saber que a só você em minha vida?

- Miro...

- Lutei tanto por você acha que vou pisar na bola?

- Acho.

- Não confia mesmo em mim. — fechou a cara mas logo abriu um sorriso.

- Não esqueça que te amo.

Kamus fitava Tite com um semblante sério e frio.

- O que foi? — indagou Tite com um sorriso.

- Odeio despedidas.

- Mas são necessárias.

- Tite eu...

- Sei que me ama. — respondeu. Sabia que Kamus era tímido para essas coisas.

Pela primeira vez o aquariano sorriu.

- Queria poder ver esse sorriso para sempre. — apesar de sorrir Tite deixou uma lágrima escapar.

Isi segurava as mãos de Shaka.

- Não vá meditar muito.

- E não vá a todas as festas.

Sem que ele esperasse Isi o beijou, normalmente ficaria com vergonha, contudo não se importou, ao contrário a beijou com volúpia surpreendendo a todos. Tari olhava os dois, queria ser impulsiva como Isi, mas seu jeito não era assim.

- Gosto de você assim. — MM a abraçou. — minha santinha.

- Então não se importa...

MM a calou com um beijo.

Ishitar com os braços cruzados fitava o portão.

- Acho que está na hora. — Saga disse sabendo que demonstrações de afeto na frente dos outros não era o forte dela.

- Saga. — chamou continuando a fitar o portão.

- Sim.

- Vou sentir sua falta.

- Eu também. — Saga a puxou e a beijou.

Ishitar não recusou.

- Eu te amo. — sussurrou o geminiano no ouvido dela.

- Também amo você Saga.

O portão do céu se abriu, aos poucos um a um foram passando. Os sete cavaleiros de Atena pararam lado a lado e olhavam suas portadoras.

- Adeus...

O portão se fechou. Do lado da Terra MM estava parado em frente a ele. Os outros seguiam, mas ao ver o amigo, também pararam.

- Existe alguma chance desse portão ser aberto novamente? — indagou sem tirar os olhos do mesmo.

- Quem sabe. — Afrodite aproximou tocando o ombro do amigo. — quem sabe.

- É... quem sabe... — MM limpou uma lagrima.

Afrodite e os outros o olharam espantados, MM não era homem de chorar.

- O que foi?! — exclamou. — nunca viram homem chorar? Vamos embora, tenho que tirar as cabeças da minha casa.

- Por quê? — indagou Aldebaran sem entender.

- Nefertari não vai gostar da decoração.

Sorriram, ainda havia esperança.