Notas iniciais
Me desculpem, estava no CDL, um curso e passei o fds la todo.
Mas voltei com mais planos maléficos... hehehe
o/

– Vamos logo! — disse Yuuri me apressando na hora do recreio, para que eu comesse meu lanche logo.

– Calma ai! Deixa eu comer minha sobremesa, criatura!

De repente um calouro desajeitado passou pela minha mesa e ficou receoso, me olhando estranho enquanto segurava a bandeja.

– Er... Melhor não comer isso ai... Pode dar revertrez...

Eu olhei para Yuuri e me segurei pra não rir.

O menino andou rapidamente e eu tomei um gole do meu suco quando meu macaquinho falou gemendo no meu ouvido:

– Ahn, revertres...

CARALHO, PORRA!

– Pfffffffffffff...

Aquele jato de suco voou da minha boca na hora que ri e foi parar no cabelo da menina da mesa da frente.

Nunca fiz isso antes. Todos olharam e começaram a rir e a guria gritou, se encolhendo toda e virando brava para mim.

Não aguentei e cai na risada ao perceber que encharquei minha comida e tinha suco até no meu nariz.

– Porra, desculpa! — falei no impulso, esquecendo sobre o "porra".

A menina levantou e saiu quase correndo, mas ainda teve uma 'quase' queda enquanto corria...

Ela se levantou desajeitada com os risos e correu.

Aquilo me deu uma coisa ruim, mas meu moreninho pegou na minha mão e me puxou, rindo.

– Você é louco! Vamos!

Saimos pelo outro lado do corredor e fomos direto para o laboratório de química, onde ele nos trancou do lado de dentro.

– Porque?

– Sei lá... Foi aqui nosso primeiro beijo...

Eu ri. Encostei-me no balcão e puxei-o pela cintura, beijando-o docemente e pegando por baixo de sua blusa, nas costas quentes dele.

– Como será que tudo pode ser tão... Repentino?

– Foi você quem me atacou — eu ri — Macaquinho safado!

Ele fez uma carinha inocente, com aqueles olhinhos pidões e passou o dedo no meu lábio.

– Você é uma pessoa legal...

– Para! Eu sei — falei brincando e ele riu, me empurrando e se esfregando em mim.

– Você ainda vai me deixar louco... — falei quando tive uma ereção e começei a suar pra não pegá-lo ali.

Se bem que deve ser estranho... Sei lá, mulheres você sabe certinho, mas... Homens?

Ai! Pronto! A porra da crise existencial chegou!!!!!!!

Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhh!

– Mas nada vai rolar — riu ele tentadoramente me mordendo enquanto levantou o joelho lentamente até meu "amiguinho de baixo" e se prensou contra mim.

– Você é um ser humano baixo! Isso não é justo!

– Ah, foda-se.

– Você é bem pra frente pra um calouro!

Falei fechando a cara pra ele e agarrando os ombros dele com força, tirando-o de perto de mim e, confesso, fiz tão bem que ele arregalou os olhos com um pouco de medo.

– Isso acaba aqui!

Ele se asustou quando eu apertei mais forte ainda seus ombros e o empurrei de uma vez contra a parede, socando-o com mais força do que pretendia.

– Ai!

Ele deu um meio gritinho com medo, mas quando abriu os olhos quase chorando assustado eu o agarrei com mais força contra a parede e o beijando. Aliviei um pouco minhas mãos e ele logo relaxou.

– Vou te dar um belo de um castigo, moleque!

Ele riu um pouco tenso.

– Não faz mais isso!

– Só eu vou estar lá em casa esta noite... Eu te ordeno ir lá.

Apertei aquela bundinha durinha e redondinha e começei a descer a outra mão pelo peitoral dele até o côs da calça.

Meu dedão já estava segurando pelo lado de dentro, meio que indo para arrancá-la e os outros dedos iam se esticando para alcançar o destino.

Ele me beijou e logo me empurrou para trás devagar.

– Não vamos ser precipitados.

– Porque, macaquinho? — eu ri, tentando agarrá-lo.

– Pedro, nós somos meio que amigos ainda, tipo, não temos nada assumido e eu não quero continuar assim porque me faria sentir mal.

Fiquei olhando ele um tempo e depois de sentir aquela facada chamada 'amigos' cortar as veias do meu coração, forcei um sorriso.

– E-eu tenho que ir... Vamos que já bateu o sino.

Andei e abri a porta com ele nos meus calcanhares.

A aula de Química estava um tédio total.

Logo no começo da aula, com meu sonho destruído, pedi para o professor para ir até a ala médica pois não estava aguentando a dor de cabeça (que eu encenei muito bem).

– Vá logo!

Andei rapidamente e logo na porta suspirei, achando uma perda de tempo a aula.

Andei com a mão nos bolsos entre os corredores, até me deparar com uma pessoa com roupa manchada caminhando até mim.

Assim que ela me percebeu, fungou brava e virou as costas, voltando por onde veio.

– EI! — gritei e corri até ela.

– O que quer de mim? Vai tacar mais suco? — perguntou ela brava.

– Não, me desculpe! Não tive intenção... — tentei me desculpar. Sério! Tive muito peso na consciência por causa disso ter ocorrido.

– Problemático! Me deixa!

Tentava corrigir meu erro, mas acabei piorando.

– Eu te empresto um dos vestidos que tenho ali no clube comigo e...

Ela parou e baixou a cabeça.

Parei também, tentando olhá-la, mas tudo que percebi foi o estalo doído que se seguia da marca de cinco dedos no meu rosto que me fizeram perder a estabilidade e cair no chão enquanto ela gritava furiosa:

– EU TE ODEIO! VOCÊS ACHAM ENGRAÇADO?! MUITO OBRIGADO!!!!!

Me assustei.

– O que??!

– Ficam me zoando por eu não ter outro vestido, por ser pobre — ela fala com lágrimas nos olhos — Por ter bolsa aqui! Isso é cruel!

Ela fez um beicinho e coreçou a chorar muito, com a mão nos olhos.

Me levantei lentamente, tentando me controlar para não soltar palavras erradas...

– Eu... — me levantei e fiquei de frente para ela — Não tenho dinheiro. Estou falando a verdade! Só estou aqui por que meu pai e o diretor eram amigos e ele me deu uma bolsa...

Ela tirou as mãos dos olhos e me olhou, receosa.

– Pode acreditar. — falei baixando a cabeça e encarando meus pés.

– E como teria um vestido pra me emprestar?

– Host Club... — falei chateado — Eu posso conseguir um lá.

Ela baixou a cabeça e eu dei uns passos à frente, pois era chato incomodar os outros e eu não queria magoá-la...

É chato ser discriminado por ser pobre...

– Me desculpe... Já vou indo...

Ela suspirou e disse baixinho:

– Posso ir lá com você? — ela ficou vermelha quando eu a olhei e logo corrigiu — Não posso chegar com o vestido assim em casa, ou apanho...

Sorri, o que ela não esperava e estendi minha mão pra ela.

– Vamos!

Ela demorou um pouco e sorriu, pegando em minha mão e correndo (eu sei que é infantil, mas foi legal u.u) comigo até o clube rindo.

– Qual seu nome?

– Christin, e o seu? — ela perguntou apertando minha mão com a maciês de anjo das dela.

– Pedro.

– Lindo nome.

– Igual ao dono? — perguntei rindo ao vê-la corar — Brincadeira!

Nós rimos.

Chegamos ao clube e corri entre o povão desocupado até o vestiário e peguei a peça mais bonita.

– Aqui! Vista isso! — entreguei-lhe um vestido branco-perolado com detalhes vinho.

– Que lindo! Mas... — ela ficou meio triste — Eu não tenho como pagar empréstimo nem nada...

– Considere um empréstimo de desculpas! — eu ri — pode se trocar ali!

Ela entrou na salinha e quando voltou, após uns minutos, posso afirmar: Não existe ninguém mais linda que ela... Soltei até um "ooooooooooooh"

– Você vai ter que parar de andar comigo — falei secamente.

– Porque? — perguntou ela assustada.

– Porque um anjo não merece andar com um simples humano...



Notas finais
Bye Bye povooo começa amanha o semanao de prova kkkkkkkkkkkk bjbj pra vcs logo posto outro cap.
Comentem!
Momento: "amigos..."
o.o'