As Súplicas De Um Vagabundo
8 Christin...
Notas iniciais
Mas voltei com mais planos maléficos... hehehe
o/
– Vamos logo! — disse Yuuri me apressando na hora do recreio, para que eu comesse meu lanche logo.
– Calma ai! Deixa eu comer minha sobremesa, criatura!
De repente um calouro desajeitado passou pela minha mesa e ficou receoso, me olhando estranho enquanto segurava a bandeja.
– Er... Melhor não comer isso ai... Pode dar revertrez...
Eu olhei para Yuuri e me segurei pra não rir.
O menino andou rapidamente e eu tomei um gole do meu suco quando meu macaquinho falou gemendo no meu ouvido:
– Ahn, revertres...
CARALHO, PORRA!
– Pfffffffffffff...
Aquele jato de suco voou da minha boca na hora que ri e foi parar no cabelo da menina da mesa da frente.
Nunca fiz isso antes. Todos olharam e começaram a rir e a guria gritou, se encolhendo toda e virando brava para mim.
Não aguentei e cai na risada ao perceber que encharquei minha comida e tinha suco até no meu nariz.
– Porra, desculpa! — falei no impulso, esquecendo sobre o "porra".
A menina levantou e saiu quase correndo, mas ainda teve uma 'quase' queda enquanto corria...
Ela se levantou desajeitada com os risos e correu.
Aquilo me deu uma coisa ruim, mas meu moreninho pegou na minha mão e me puxou, rindo.
– Você é louco! Vamos!
Saimos pelo outro lado do corredor e fomos direto para o laboratório de química, onde ele nos trancou do lado de dentro.
– Porque?
– Sei lá... Foi aqui nosso primeiro beijo...
Eu ri. Encostei-me no balcão e puxei-o pela cintura, beijando-o docemente e pegando por baixo de sua blusa, nas costas quentes dele.
– Como será que tudo pode ser tão... Repentino?
– Foi você quem me atacou — eu ri — Macaquinho safado!
Ele fez uma carinha inocente, com aqueles olhinhos pidões e passou o dedo no meu lábio.
– Você é uma pessoa legal...
– Para! Eu sei — falei brincando e ele riu, me empurrando e se esfregando em mim.
– Você ainda vai me deixar louco... — falei quando tive uma ereção e começei a suar pra não pegá-lo ali.
Se bem que deve ser estranho... Sei lá, mulheres você sabe certinho, mas... Homens?
Ai! Pronto! A porra da crise existencial chegou!!!!!!!
Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhh!
– Mas nada vai rolar — riu ele tentadoramente me mordendo enquanto levantou o joelho lentamente até meu "amiguinho de baixo" e se prensou contra mim.
– Você é um ser humano baixo! Isso não é justo!
– Ah, foda-se.
– Você é bem pra frente pra um calouro!
Falei fechando a cara pra ele e agarrando os ombros dele com força, tirando-o de perto de mim e, confesso, fiz tão bem que ele arregalou os olhos com um pouco de medo.
– Isso acaba aqui!
Ele se asustou quando eu apertei mais forte ainda seus ombros e o empurrei de uma vez contra a parede, socando-o com mais força do que pretendia.
– Ai!
Ele deu um meio gritinho com medo, mas quando abriu os olhos quase chorando assustado eu o agarrei com mais força contra a parede e o beijando. Aliviei um pouco minhas mãos e ele logo relaxou.
– Vou te dar um belo de um castigo, moleque!
Ele riu um pouco tenso.
– Não faz mais isso!
– Só eu vou estar lá em casa esta noite... Eu te ordeno ir lá.
Apertei aquela bundinha durinha e redondinha e começei a descer a outra mão pelo peitoral dele até o côs da calça.
Meu dedão já estava segurando pelo lado de dentro, meio que indo para arrancá-la e os outros dedos iam se esticando para alcançar o destino.
Ele me beijou e logo me empurrou para trás devagar.
– Não vamos ser precipitados.
– Porque, macaquinho? — eu ri, tentando agarrá-lo.
– Pedro, nós somos meio que amigos ainda, tipo, não temos nada assumido e eu não quero continuar assim porque me faria sentir mal.
Fiquei olhando ele um tempo e depois de sentir aquela facada chamada 'amigos' cortar as veias do meu coração, forcei um sorriso.
– E-eu tenho que ir... Vamos que já bateu o sino.
Andei e abri a porta com ele nos meus calcanhares.
A aula de Química estava um tédio total.
Logo no começo da aula, com meu sonho destruído, pedi para o professor para ir até a ala médica pois não estava aguentando a dor de cabeça (que eu encenei muito bem).
– Vá logo!
Andei rapidamente e logo na porta suspirei, achando uma perda de tempo a aula.
Andei com a mão nos bolsos entre os corredores, até me deparar com uma pessoa com roupa manchada caminhando até mim.
Assim que ela me percebeu, fungou brava e virou as costas, voltando por onde veio.
– EI! — gritei e corri até ela.
– O que quer de mim? Vai tacar mais suco? — perguntou ela brava.
– Não, me desculpe! Não tive intenção... — tentei me desculpar. Sério! Tive muito peso na consciência por causa disso ter ocorrido.
– Problemático! Me deixa!
Tentava corrigir meu erro, mas acabei piorando.
– Eu te empresto um dos vestidos que tenho ali no clube comigo e...
Ela parou e baixou a cabeça.
Parei também, tentando olhá-la, mas tudo que percebi foi o estalo doído que se seguia da marca de cinco dedos no meu rosto que me fizeram perder a estabilidade e cair no chão enquanto ela gritava furiosa:
– EU TE ODEIO! VOCÊS ACHAM ENGRAÇADO?! MUITO OBRIGADO!!!!!
Me assustei.
– O que??!
– Ficam me zoando por eu não ter outro vestido, por ser pobre — ela fala com lágrimas nos olhos — Por ter bolsa aqui! Isso é cruel!
Ela fez um beicinho e coreçou a chorar muito, com a mão nos olhos.
Me levantei lentamente, tentando me controlar para não soltar palavras erradas...
– Eu... — me levantei e fiquei de frente para ela — Não tenho dinheiro. Estou falando a verdade! Só estou aqui por que meu pai e o diretor eram amigos e ele me deu uma bolsa...
Ela tirou as mãos dos olhos e me olhou, receosa.
– Pode acreditar. — falei baixando a cabeça e encarando meus pés.
– E como teria um vestido pra me emprestar?
– Host Club... — falei chateado — Eu posso conseguir um lá.
Ela baixou a cabeça e eu dei uns passos à frente, pois era chato incomodar os outros e eu não queria magoá-la...
É chato ser discriminado por ser pobre...
– Me desculpe... Já vou indo...
Ela suspirou e disse baixinho:
– Posso ir lá com você? — ela ficou vermelha quando eu a olhei e logo corrigiu — Não posso chegar com o vestido assim em casa, ou apanho...
Sorri, o que ela não esperava e estendi minha mão pra ela.
– Vamos!
Ela demorou um pouco e sorriu, pegando em minha mão e correndo (eu sei que é infantil, mas foi legal u.u) comigo até o clube rindo.
– Qual seu nome?
– Christin, e o seu? — ela perguntou apertando minha mão com a maciês de anjo das dela.
– Pedro.
– Lindo nome.
– Igual ao dono? — perguntei rindo ao vê-la corar — Brincadeira!
Nós rimos.
Chegamos ao clube e corri entre o povão desocupado até o vestiário e peguei a peça mais bonita.
– Aqui! Vista isso! — entreguei-lhe um vestido branco-perolado com detalhes vinho.
– Que lindo! Mas... — ela ficou meio triste — Eu não tenho como pagar empréstimo nem nada...
– Considere um empréstimo de desculpas! — eu ri — pode se trocar ali!
Ela entrou na salinha e quando voltou, após uns minutos, posso afirmar: Não existe ninguém mais linda que ela... Soltei até um "ooooooooooooh"
– Você vai ter que parar de andar comigo — falei secamente.
– Porque? — perguntou ela assustada.
– Porque um anjo não merece andar com um simples humano...
Notas finais
Comentem!
Momento: "amigos..."
o.o'
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