As Ruínas de Shinto
7 Enfim Goldenrod
Eu: Tatatorterra na área! Hora de mais um capítulo!
Morrison: Será que finalmente terei um pouco de ação?
Eu: Talvez sim, talvez não...
Morrison: ...
Eu: Aproveita e fala o disclaimer.
Morrison: Tatatorterra não é dona de Pokémon e é uma pessoa cruel.
Eu (rindo): Que continue a história!
As Ruínas de Shinto
— Enfim Goldenrod -
No último capítulo, acompanhamos o reencontro de nossos heróis com Brock, o criador pokémon em treinamento na cidade de Saffron. Também vimos a surpreendente aparição de Paul, deixando Dawn, Kenny e Barry estupefatos. Por fim, acompanhamos o embate entre Lugia e Rayquaza Negro onde, por muito pouco, não vimos o Guardião dos Mares ser abatido.
Dentro do trem-bala, Ash e Misty conversavam sobre os mais variados assuntos para passar o tempo e, por incrível que pareça, sem discutir. Nisso, o treinador de Pallet decide falar sobre a descoberta de Tracey.
“Err... Misty?” – ela olha para ele – “Tenho que te contar uma coisa.” – ele estava nervoso, pois não sabia como seria a reação de sua namorada: Misty era adorável como um Marill, mas podia ser tão terrível quanto um Gyarados.
“O que foi Ash? Aconteceu algo?”
“Err... Bem... (Gulp) Tracey sabe sobre a gente...”
Misty se espanta e olha discretamente para o observador pokémon. Este, por sua vez, observava a paisagem pela janela, provavelmente tentando ver algum pokémon. A líder de ginásio volta a atenção para Ash, que olhava para o chão.
“Como?”
“Ele nos viu nos... você sabe, lá no laboratório.” – ambos ficam vermelhos. Misty continua quieta, deixando Ash prosseguir com a explicação – “Então, antes de chegarmos na estação, ele me perguntou o que estava acontecendo e o porquê de estarmos quietos.” – Ash olha Misty nos olhos – “Eu expliquei tudo a ele. Sem detalhes, é claro! – ele termina de forma afobada e com receio do pior.
Ela vai me matar, ela vai me matar...
Misty fica pensativa por um tempo. Finalmente ela decide falar. “Qual foi a reação dele?”
“Ele ficou feliz pela gente e entendeu nosso ponto de vista.”
Ao ouvir isso, Misty fica tranqüila. Com Tracey estando a par do namoro deles, as coisas ficarão mais fáceis. Ela olha para Ash de forma carinhosa e em seguida apóia a cabeça em seu ombro, surpreendendo-o completamente.
“Você não está brava comigo?\"
“Não.” – ela suspira aliviada – “Na verdade até fiquei um pouco feliz. Assim podemos ficar um pouco mais à vontade sem nos preocuparmos se ele está por perto ou não.” – ao terminar, ela se aconchega mais no ombro de Ash, o que encheu o seu coração de alegria.
“Verdade” – após dizer isso, Ash recosta a cabeça sobre a de Misty – “Mas você sabe que cedo ou tarde vamos ter que contar sobre isso a todos, né?”
“Nem me fale... Pelo menos somos só nós que estamos indo visitar essas ruínas...\"
Cidade de Goldenrod – O S.S. Tidal acaba de atracar no porto da metrópole. Aos poucos, os passageiros vão desembarcando, entre eles May, Drew, Max e, para o azar deles, Harley.
“Até outro dia, trouxas!” – se despede o coordenador esquisito fã de Cacturnes.
“Que ódio!” – May – “Como eu gostaria de varrer o chão com a cara dele...!
“Normalmente eu diria ‘Calma May’, mas o Harley bem que está merecendo isso...” – concorda Drew.
“Já que é assim, por que não entramos na Pokéluta?” – sugere Max – “Além de participarmos de uma competição única, teremos três chances de acabar com ele!” – o garoto termina de falar enquanto ajeita seus óculos.
“Como assim teremos três chances?! Não me diga que você...”
“Isso mesmo, sou um treinador pokémon agora, finalmente consegui minha licença.” – conta Max, todo orgulhoso – “Na verdade, já faz quatro meses que a tenho, mas decidi me fortalecer um pouco antes de seguir jornada e decidir que tipo de carreira devo seguir.
“Hm... Faz sentido.” – Drew fica admirado com tamanho conhecimento vindo de alguém tão jovem.
“Isso mesmo. Eu quero fazer tudo direitinho, ao contrário de certas pessoas...” – May olha torto para o irmão ao ouvir a indireta.
“Mais uma gracinha dessas e eu te amarro com fita crepe e te envio de volta para Hoenn num vôo fretado de quinta...!” – Max engole seco após ouvir a sutil ameaça vinda de sua irmã.
“Mas seu irmão tem razão sobre uma coisa” – fala Drew enquanto May se prepara para atacá-lo caso diga alguma besteira – “Essa será um oportunidade única de participarmos da Pokéluta. Nada garante de que estaremos pela região daqui a quatro anos.” – May fica pensativa, enquanto Drew completa – “E poderemos nos vingar de Harley por tudo o que ele nos fez e ainda podemos enviá-lo pra casa mais cedo como brinde.” – ao terminar, Drew ajeita seu cabelo com a mão esquerda.
Depois de ouvir isso tudo, a coordenadora da cidade de Petalburg está decidida a participar da competição!
“Então ele que nos aguarde!”
Próximo à costa de Johto, a bordo do S.S. Sinnoh – Dentro de menos de duas horas, Dawn, Kenny e Barry finalmente desembarcarão em Johto. Enquanto isso, eles estão cada um em um ponto da embarcação: Kenny está batalhando, usando seu Breloon contra um Raticate de uma garota, no mesmo lugar onde Paul batalhou – e por enquanto está com a vantagem na luta. Já Barry e seu Empoleon estão se entupindo de comida no restaurante do navio. Por fim, Dawn está passeando ao lado de Piplup e Buneary.
Falando em Buneary, a coelhinha andava um pouco triste nos últimos dias. Ela sentia muitas saudades de seu amado Pikachu, e também se sentia triste porque teve que se separar dele assim logo após de finalmente admitirem seus sentimentos. Por causa disso tudo, ela mal se alimentava, deixando Dawn e Piplup preocupados.
“Buneary, eu sei que você sente falta do Pikachu, mas você não pode ficar desse jeito...”
“Piplup pip... (Ela tem razão...)” – completa o pequeno pinguim – “Pip piplup plup piplup. (E ele não gostaria de te ver assim.)”
“Bun... (Eu sei...)”
“Já sei!” – a coordenadora tem uma idéia – “E que tal a gente visitar o Ash em Pallet após checarmos as ruínas? Assim você pode matar as saudades do Pikachu!”
“Bun bun?! (É sério?!)” – a coelhinha salta nos braços de Dawn, que a abraça carinhosamente.
“Claro que sim! Mas você tem que se cuidar, tá bom?”
“Buneary! (Combinado!)”
Nisso Dawn percebe que não está sozinha. Próximo de onde estavam, havia um rapaz admirando o mar de forma pensativa. Ao reparar melhor no garoto, reconhece Paul. Ela decide se aproximar para cumprimentá-lo, após falar para seus pokémons brincarem um pouco sozinhos.
“Oi Paul.” – o treinador de Veilstone é pego de surpresa, pois estava muito distraído com seus pensamentos. Após breve momento, ele olha para a coordenadora e retribui o cumprimento.
“Olá.”
Estranho. O tom de voz dele parece menos frio que o normal...
“Está com algum problema? Parecia preocupado agora há pouco.” – Paul fica em silêncio e volta seu olhar para o oceano. Após um tempo, Dawn decide se retirar, imaginando que teria irritado o jovem treinador.
“Desculpa se o incomodei. Tcha-”
“Lucario.” – ele a interrompe. Parecia que estava disposto a falar, finalmente – “Quero que ele fique forte.”
Ele ainda está obcecado pelo poder, pelo visto...
“...Mas não quero que a aura dele continue daquele jeito.”
Dawn fica surpresa, pois jamais imaginou que um dia ouviria algo do tipo vindo de Paul, o treinador frio e calculista. Quer dizer, imaginar, até que imaginava, mas acreditar que isso fosse acontecer algum dia já são outros quinhentos. Ele continuou a falar:
“No começo, parecia que, ao corromper sua aura, ele ficaria mais poderoso. Mas isso foi apenas temporário. Descobri que se Lucario continuar assim, ele...” – Paul segura as barras de ferro do parapeito que estavam à sua frente com ambas as mãos. Elas tremiam.
Isso deixou Dawn assustada. Sua mão direita se moveu para sobre seu coração e se fechou instintivamente. Ela estava preocupada com Paul, que estava com o olhar voltado para o chão.
“Ele está enfraquecendo a cada dia. É por isso que eu vim para Johto. Vou participar da Pokéluta com Lucario para tentar purificar sua aura.”
“Mas isso é apenas questão de tempo, não é? Se você o deixá-lo feliz, sua aura vai voltar ao normal.” – indaga Dawn, tentando reconfortar Paul.
“Mas tempo é algo que ele não tem.” – Paul suspira fundo – “Parece que ele está se recusando a mudar. Mas parece que ele gosta de batalhar, então talvez essa seja sua melhor oportunidade.”
“Entendo” – ela põe a mão que estava sobre o peito no ombro direito de Paul – “Se precisar de ajuda, conta comigo tá?\"
Ele fica surpreso, tanto por causa de Dawn quanto consigo mesmo. Até agora ele não entendeu o porquê de ter contado seus problemas para ela. Novamente fica em silêncio, olhando para o oceano.
“Você... Me ajudaria? Mesmo depois de tudo?”
“Apesar de você ser um grosso, frio, arrogante e extremamente mal-humorado,” – Paul fica um pouco irritado a cada insulto – “Sempre te considerei um amigo. Estranho, mas amigo.”
Paul fecha os olhos e sorri. Em seguida, ele começa a ir embora, mas antes agradece de costas para a garota que lhe ouviu atentamente até agora.
“Obrigado por ter me ouvido... Intrometida.” – nisso ele segue seu caminho, para a fúria de Dawn.
“EI?!! Isso é jeito de se falar comigo?! Meu nome é Dawn, sabia?! DAWN!!!” – ela cruza os braços indignada enquanto bufa de raiva – “Mas que menino folgado, viu! Pelo menos voltou a ser o Paul de sempre...”
Cidade Violet – Quando estavam para sair do centro pokémon, Morrison e o trio de New Bark reparam que vários treinadores estão no salão principal, em torno da televisão. Todos pareciam estar muito animados com algo.
“O que houve, gente?” – perguntava Jimmy a alguns treinadores próximos – “Qual é a grande novidade?”
“O torneio Pokéluta em Goldenrod!” – responde um dos treinadores – “Vários treinadores famosos confirmaram presença!”
“Pokéluta?” – pergunta Morrison a seus companheiros de viagem – “O que é isso?”
“É uma competição que ocorre a cada quatro anos na cidade de Goldenrod, a maior metrópole da região de Johto.” – explica Vincent – “Esse ano está sendo organizada pela líder de ginásio local, Whitney e pelo líder de ginásio da cidade Pastoria, da região de Sinnoh, ‘Montanha’ Wake.”
“Isso mesmo” – confirma outro treinador – “Essa competição é famosa sempre ter presença de vários treinadores, coordenadores e lideres de ginásio do mundo todo!”
“Uau! Deve ser incrível!” – Morrison começa a ficar empolgado – “Mas ela tem alguma regra específica?”
“Apenas se pode usar um único pokémon durante toda a competição.” – Marina responde – “O pokémon campeão, assim como seu treinador receberão o título de ‘Reis da Lutas’, algo conquistado por poucos.”
“Se não fosse pelo pedido do Professor Elm, eu iria participar com meu Typhlosion.” – Jimmy comenta em um tom ligeiramente desanimado.
“Eu e Metagross seriamos invencíveis!” – Morrison fala num tom sonhador.
“Meganium derrotaria vocês dois ao mesmo tempo com as patas amarradas nas costas usando os próprios Chicotes de Cipó!” – sem perder chance, Vincent se exibe. Ele não queria ficar por baixo dos outros, não na frente de sua amada Marina. Porém ela decide ‘cortar as asas’ dos três.
“Sim, seria muito legal. Mas temos que ir para as ruínas do monte Shinto, lembram?” – os três perdem o ânimo na hora.
“Vocês ouviram isso?!” – um treinador próximo à televisão comenta todo animado – “Parece que há chances do Grande Campeão em pessoa participar!!!” – ao ouvir ‘Grande Campeão’ , Marina se transforma: apenas um treinador tem esse título, o lendário domador de dragões de Blackthorn, agente da Policia Internacional e Campeão de Kanto-Johto, Lance. E todo mundo sabe que ela AMA ele.
“O QUÊ?! MEU AMADO LANCE VAI PARTICIPAR?!!!” – de repente, ela se interessa pela competição por motivos óbvios – “Eu e meu querido Wani Wani temos que entrar nessa competição! Vou ligar agora mesmo para o Professor Elm para pedir autorização!”
“Wani Wani?” – Morrison pergunta para si mesmo, sem entender nada. Jimmy trata de esclarecê-lo.
“O Feraligatr da Marina.” – nisso a coordenadora aponta para o ronin ruivo.
“E você,” – ela o cutuca no ombro – “Vai nos levar até lá com o seu Metagross!”
Morrison só confirma com a cabeça de forma intimidada pela súbita mudança de humor de Marina. Já Jimmy e Vincent ficam pálidos e começam a suar frio, tudo graças às lembranças da ultima viagem via Metagross...
Estação de trem da cidade de Goldenrod – Finalmente o trem-bala onde Ash e seus amigos estavam chegou a seu destino final.
“Atenção, senhores passageiros, nós acabamos de chegar ao nosso destino, Goldenrod! Goldenrod! Destaque para a letra ‘o’!” – todos abordo eram informados pelo alto-falante.
“Nossa!” – Ash se espreguiça junto com Pikachu, enquanto saía do trem junto de seus amigos – “Até que a viagem foi rápida!”
“Fale por você. Para mim foi uma eternidade...” – retruca Brock de forma triste – “Você estava todo feliz com a Misty, Tracey ao lado de uma loiraça... Enquanto o Brock aqui sentou ao lado de um mafioso...”
“Quem é mafioso?!” – o homem de quem Brock falava estava bem atrás deles.
“Um outro cara que estava na nossa frente! Claro que eu não estava falando um senhor tão distinto quanto o senhor, senhor!\" – o criador tenta remediar, mas já era tarde demais. O homem o agarra pelo colarinho.
“Acha que eu estava feliz por ter você ao meu lado durante a viagem toda?! Estava torcendo para uma mulher bonita que nem a enfermeira Joy sentasse ali!!!” – o homem termina com a voz em um misto de tristeza e indignação. Ao ouvir ‘enfermeira Joy’, Brock se esquece completamente do ocorrido, pois tinha encontrado alguém como ele.
“Você também é fã da Joy?!”
“Mas é claro! Quem que não é fã daquele sorriso angelical?”
“Daquele cabelo sedoso...” – ambos começam a sonhar acordados.
“Daquela voz cativante...”
“Croa... GUNK!” – o pokémon sapo venenoso apaga ambos com um Jab Envenenado duplo.
“Nossa!!! Esse Croagunk é incrível!” – Tracey sua prancheta e um lápis para em seguida desenhar como um doido.
“Realmente certas coisas nunca mudam...” – comenta Misty ao ver tudo aquilo, enquanto Pikachu apenas concordava com a cabeça.
“Se bem que se não fosse assim não teria graça, né?” – completa Ash enquanto afagava Pikachu que estava no seu ombro direito.
“Chaaa...”
Nisso, alguém em algum lugar da estação grita:
“Vejam!!! É ASH KETCHUM!!!” – em poucos instantes o garoto é rodeado por fãs. Eram inúmeros pedidos de autógrafos e fotos, parecia que não acabaria nunca! Quanto ele atende o ultimo fã, aparece quase uma centena de pessoas gritando seu nome. Nessas horas, Ash só tinha uma coisa a fazer...
“CORRE!!!” – antes de sair em disparada para fora da estação, Ash segura Misty pelo pulso, que puxa Tracey que ainda estava ocupado desenhando, enquanto Croagunk carrega Brock puxando-o pela perna de forma nada gentil, fazendo o criador bater a cabeça em qualquer obstáculo que tivesse pelo caminho. Eles corriam que nem loucos, mas os fãs estavam prestes a alcançá-los!
“Por aqui!” — eles entram numa esquina e em seguida descem por uma escadaria que dá acesso à Galeria Goldenrod, uma espécie de shopping subterrâneo.
“Olha a determinação desses olhos! Nunca vi um Croagunk tão expressivo!!!” – mesmo correndo, Tracey ainda continuava desenhando, para a fúria de Misty.
“ISSO É HORA DE FICAR DESENHANDO?!!” – após alguns minutos, muitos esbarrões e pedidos de desculpas depois, finalmente eles conseguem despistar a multidão. O grupo decide sair da galeria para enfim rumar em direção ao centro Pokémon local. Ao terminar de subir a escadaria de acesso mais próxima para a superfície, Ash acaba esbarrando sem querer numa garota.
“Você está bem?!” – ele pergunta preocupado, temendo a possibilidade de tê-la machucado. Mas a garota parecia estar bem, apenas estava um pouco irritada.
“Vê se toma mais cuidado, tá legal.” – nisso ela repara em quem era e nas pessoas que o acompanhavam – “Ora, ora. Não esperava vê-los por aqui! Pelo visto, O Escolhido ainda continua o mesmo impulsivo e atrapalhado de sempre...”
Ao ouvirem isso, Ash, Misty e Tracey reconhecem a garota na hora.
“Melody?!!” – todos gritam em unisono.
“A primeira e única!” – ela não perde a chance e dá uma piscadinha para Ash, que ignora. Nisso Brock se recupera e se ajoelha diante da garota nativa das Ilhas Laranja.
“Oh, Melody! Sua voz é como a canção dos pássaros numa manhã de primavera! Sua beleza é estonteante como o pôr-do-sol visto de uma praia paradisíaca... Aceite meu coração como prova do meu amor e devoção eterna! – ele termina segurando as mãos dela. Antes que Croagunk conseguisse acertar Brock com outro Jab Envenenado, Melody responde de forma direta.
“Desculpa tio. Mas só me envolvo com pessoas próximas da minha idade.” — ao ouvir isso, Brck fica em estado de choque.
“T-tio?!”
“Crocrocrocrocrocroa!” – o sapo ri da situação incomum enquanto vê seu treinador desmaiar como se seu corpo fosse uma marionete que teve as linhas cortadas. Croagunk decide carregar Brock para longe.
“Ok. Isso foi esquisito...” – Melody volta a atenção para os outros – “E como estão vocês? Faz tempo que eu não os vejo! Como você está, Pikachu?”
“Pikapika! (Estou ótimo!)” – responde o rato elétrico alegremente.
“E você, Ash? Parece que aquele garotinho franzinho que conheci anos atrás cresceu e encorpou bem, hein?” – ela beija Ash no rosto, igual quando deu o beijo de boas-vindas em Shamouth, sussurrando para ele em seguida – “Você está um gato...”
“Hehehehe... Err... Obrigado?” – ele sabia que atrás dele havia uma ruiva extremamente ciumenta a ponto de explodir como um vulcão. Já Melody volta sua atenção para Misty e Tracey.
“Misty! Pelo visto o tempo foi generoso com você também. Está linda e maravilhosa!”
“Obrigada.” – Misty tenta esconder a raiva com o seu melhor sorriso falso.
“E Tracey... Bem, você continua o Tracey de sempre!” termina Melody de forma amigável, arrancando pequenos risos dos demais.
“Bem, se melhorar estraga.” – responde Tracey ao comentário de Melody em um tom de piada. Nisso, ela repara bem em Ash e Misty e decide provocar a líder de ginásio. Ela sabia que Misty gostava de Ash, mas que não tinha coragem o suficiente para se declarar, sem falar que era engraçado ver a reação dela. Mas o que Melody não sabia era que a situação já havia se resolvido.
“E então Misty, ainda está atrás daquele cara que não te dava à mínima ou partiu para outra?” – ao ouvir isso, Misty fica muito corada e sem jeito. Como ela e Ash tinham combinado de ainda não espalhar a noticia do namoro, ela não poderia (ainda) jogar isso na cara da garota metida e intrometida, e também não havia se acostumado a ter Ash como namorado.
Já Ash percebe que é dele que estão falando. Sentindo um misto de raiva e remorso por ter sido tão cego no passado, ele decide tomar uma atitude. Ninguém deixaria sua Misty sem graça! Com exceção dele mesmo, é claro.
“Se quer mesmo saber, Melody,” – ele fica ao lado de Misty e a abraça pelo ombro com seu braço direito para, em seguida, abrir um enorme sorriso – “Esse cara finalmente percebeu o que estava perdendo e está namorando ela agora.” – ele termina dando um delicado beijo na bochecha de Misty, que fica muito surpresa com a reação de Ash e sorri de forma amorosa para ele.
“Quem diria... Não é que o pirralho cabeça-oca cresceu mesmo?” – Melody mal acreditava no que estava vendo, principalmente se tratando de Ash Ketchum. Mesmo tendo convivido tão pouco com ele, era claro como o dia que Ash era um zero a esquerda quando se tratava de relacionamentos amorosos, principalmente ao não perceber alguém que o amava de forma tão clara ao seu lado – “Olha só... Parece que esse ‘cara’ finalmente conseguiu enxergar que havia alguém ao seu lado que realmente se importava com ele.”
Agora é Ash que fica corado. Melody pisca para ambos e diz brincando:
“Mas é bom cuidar muito bem dele, Misty. Senão vou roubá-lo para mim!” – nisso, Ash sussurra de forma discreta para Misty.
“Parece que todo mundo sabia, mesmo...”
“Tanto que chega a assustar...” – ela responde no mesmo volume.
“Para onde vocês estão indo agora?” – a garota pergunta. Brock, que havia se recuperado do fora, responde:
“Acho que seria bom a gente ir para o centro Pokémon primeiro. Com essa história de Pokéluta, já deve estar quase lotado.”
“Então é bom vocês irem logo, não quero que tenham que acampar numa praça pública por minha causa. A gente se vê por aí!” – ela segue seu caminho, mas antes de entrar numa loja de roupas ela grita.
“Ash! Você pode estar um gato, mas a Misty está melhor ainda! Cuide bem dela, ouviu?!”
“Pode deixar que vou cuidar dela direitinho!” – Ash responde sem pestanejar.
Já Melody pensava enquanto olhava os preços dos produtos à venda.
Ash e Misty juntos... Isso vai ser interessante...
Enquanto Ash e seus amigos seguiam em direção ao centro, três figuras suspeitas os observavam.
“Ei, vejam! São os pirralhos!” – aponta o pokémon felino.
“Parece que levar aquela corrida daquele enxame de Beedrills valeu a pena.” – comenta James.
“Vamos seguí-los para descobrirmos mais informações sobre as tais ruínas.” – sugere Jessie. Os outros dois concordam com o plano.
“Certo!”
“Wooooobbuffet.” – a agente Rocket de cabelo púrpura dá um soco na cabeça de Wobbuffet.
“Volta para a sua pokébola, seu inútil!”
Os três seguem nossos heróis nas pontas dos pés.
Após alguns minutos, o quarteto chega ao centro pokémon. Todos tem uma enorme surpresa ao entrar no edifício: não é que muitos amigos e conhecidos estavam lá também...
“É Misty, ainda bem que só a gente veio pra cá, né...?” – o treinador de Pallet fala num tom de sarcasmo. Tudo o que Misty responde é...
“Eu e minha boca grande...”
Continua no próximo capítulo...
Eu: Mais um capítulo pronto! Mas escrever numa folha à parte e ter que digitar tudo depois é furada...
Ash (irritado): Furada é você nos fazer encontrar com metade do elenco do anime justo quando pensávamos ter um pouco de tempo para nós...
Misty (irritada e com sua famosa marreta na mão): É...
Eu (suando frio): Peraí gente, não vamos levar para o lado pessoal...
Misty (usando seu olhar de Gyarados): Tarde demais!
Tatatorterra corre por sua vida!
Brock: Críticas? Elogios? Sugestões? Pretendentes a namoradas do Brock? Por fa-
Brock recebe um Jab Envenenado.
Croagunk (carregando Brock para longe): Croa... (Comentem...)
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