Notas iniciais
Um homem cheio de mistérios. Quem diria. Mas nós sabemos o que o levou a fazer tudo isso, porém ele já não sabia mais, o único proposito dele era fazer isso, mas será que ele precisava mesmo fazer isso? Não seria mais fácil se simplesmente sela-se as ele mesmo? Acho que ele tinha uma razão. Mas qual era?

Caiko, 26 de setembro de 1345

Dayna não sabia o que ela tinha que fazer, porém sabia que tinha que ser feito. Pensou em lugares onde poderia começar a sua busca, mas se viu sem ideias e decidiu reler o pergaminho.

Enquanto relia, Dayna descobriu que o pergaminho não se tratava apenas de uma missão, mas também era um mapa... Um mapa escrito por quem entendia os códigos, ou melhor, quem os criou.

– Claro! – Dayna pensou. – Esse mapa foi escrito por ele, o melhor amigo de Fashad, “Tort”.

Tort ficou conhecido em todo o mundo por sua grande fama de codificador e escritor de mapas, era o tipo de cara que todo mundo admirava ou queria ter em sua equipe. Mas sua lealdade e parceria pertenceram apenas a Fashad.

Dayna decidiu então ir á Kelthot, onde nasceu e viveu por 14 anos da sua vida, e onde reside sua melhor amiga, Thays. Ela era a única pessoa em que Dayna confiava com toda a sua vida, elas cresceram juntas e sempre se metiam em confusão onde quer que fosse o lugar que estivessem.

– Thays! – Gritou Dayna respirando pesadamente pela grande cavalgada que tinha feito até ali sem parar nem para dar água para o seu cavalo. – Sou eu Dayna!

– Olá Dayna! Está com algum problema? Nem me recordo bem a ultima visita que você fez a mim.

– Na verdade não estou com um problema. – Falou Dayna após ter recuperado a postura e alimentado seu cavalo – Estou com o que pode ser a solução.

– Como assim? Explique-me isso direito. Venha! Vamos entrar.

Após ter entrado na casa de Thays e sentarem na sala, Dayna contou tudo o que sabia até aquele momento, porém Thays não pôde ajudar muito, pois ela tinha perdido os livros sobre os códigos de Tort em um incêndio ocorrido há alguns anos atrás.

– Acho que você deveria procurar a outra parte do pergaminho, vejo que ele está rasgado na parte inferior.

– Boa ideia Thays! Vou pensar em lugares onde eu possa procurar o resto do pergaminho.

– Você não precisa fazer isso, Olha! – Thays apontou para uma linha no pergaminho que dizia onde ela deveria procurar – Aqui diz que a outra parte do pergaminho foi dividida propositalmente e poderá ser encontrada no mercado em Agincoul, por quem primeiro procurar!

– Muito obrigada pela informação Thays, mas preciso ir antes que alguém vá procurar a outra parte do pergaminho antes de mim.

– Boa Viagem!

– Até mais!

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