As Piores Coisas do Mundo
1 Capítulo 1 - "Parabéns, você tem uma nova família"
Notas iniciais
Annabeth PDV
Eu estava de pé, olhando pra piscina da casa nova com meu iPhone nas mãos ouvindo T.Mills. [Sinceramente, tem algo mais sexy que ele? Não sei.] quando sinto algo esbarrar no meu ombro.
- AI CACETE – é a única coisa que consigo gritar, eu tenho uma politica muito séria de “nunca falar palavrão”, mas isso poderia ser uma exceção, afinal, eu estava caindo na piscina por causa dele, ah... É sempre tudo por causa dele. Maldito seja.
- Annie, pega minha mão! – O Cabeça de Alga gritou, dei a mão pra ele mas ao invés dele me segurar, a única coisa que ele fez foi segurar meu iPhone.
- PORRA PERCY! – de novo, uma exceção.
- Desculpa sério. Por favor. Me desculpa.
- O que caralhos você está fazendo aqui?! – Ah, falar com o maldito sempre abria um grande número de exceções.
...
...
- Você não sabe mesmo ou só está sendo grosseira? – “Grosseira” uh, o jeito de falar dele era ridículo.
- Eu realmente não sei idiota – disse saindo da água e tentando tirar um pouco da água dos meus cabelos.
- AI MEU DEUS, ELA FICOU PIOR. AGORA TA PARECENDO A MINA D’O CHAMADO! – Me virei pra ver de onde vinha a voz de adolescente de 13 anos e vi Leo com aqueles cabelos cacheados e tudo mais, logo percebi do que ele estava falando, minha maquiagem estava totalmente borrada e minha cara, preta.
- Repita isso e você morre, Valdez.
- Ah, conviver com você vai ser um inferno...
- O que disse Valdez? Você disse conviver?
Ai. Meu. Deus.
***
- Não. Ainda não entendi. Explica de novo. – Estávamos todos sentados na sala e esse “todos” envolvia mais pessoas do que eu gostaria.
- Annie meu amor, você vai ter que aceitar. Eu e Sally estamos casados agora e não tem como morarmos separados só por causa do seu drama – “Seu drama” okay, isso doeu. Olhei pra Hazel – minha prima — que sempre costumava me ajudar em momentos como esse e ela desviou o olhar. Ao lado dela estava minha maldita-meia-irmã que me olhava com aquele olhar “Se ferrou.”. Maldita seja aquela traíra.
- Céus, me coloquem em um internato.
- A discussão acaba aqui Annie. – Meu pai se virou e saiu.
Levantei o olhar vi os rostos de todos eles. Odiava que me vissem perder uma discussão, mas não pareciam achar graça naquilo tudo. Olhei para cada um, Leo, Nico e Percy. Ah, como eu odiava eles... Levantei-me e saí da sala.
- Essa casa parece um zoológico, cheio de animais burros. Isso é um inferno – resmunguei antes de sair.
***
Hazel me ouviu resmungar por, no mínimo, uma hora. Afinal, meu Deus, POR QUE ESSAS COISAS ACONTECIAM LOGO COMIGO?
- Sério, acho que foi tudo por culpa daquele maldito velório.
- Que velório Annie? –Perguntou, ela já estava cansada de ouvir a mesma coisa “AH, EU ODEIO ISSO” e pareceu contente ao ver que eu ia mudar o jeito de reclamar e botar a culpa em alguém.
- O velório do tio Pã – tio Pã era um tio muito, muito brisado. Ele morreu por causa da maconha e das bebidas e no velório dele teve hmm, digamos, uma confusão.
Começou ruim e foi de ruim a catastrófico.
Acho que o velório começou às quatro da tarde. O dia estava lindo demais pra uma garotinha de oito anos ir visitar o cemitério e eu passei o dia todo reclamando do maldito velório. Tio Pã não poderia esperar mais algum tempo pra morrer? Sei lá, morrer no inverno teria sido mais “gentil” da parte dele.
Mas, pela minha infelicidade, ele decidiu morrer naquela época. O que foi uma droga é claro. Ao chegar ao cemitério, encontrei minha prima Hazel e então logo mostrei a ela o que eu tinha, bem, “arranjado”. Naquela época os pais dela ainda não tinham morrido e ela vivia com eles e não comigo.
- Olha só Hazel, é um daqueles chicletes gigantes... – E era mesmo. O chiclete tinha mais ou menos o tamanho de uma bola de bilhar. Era enorme.
- Annie, nós não podemos mascar esse tipo de chiclete, estamos no cemitério. É falta de respeito. – Ela disse toda séria.
- E daí?
- E se você for uma garota má no cemitério, os mortos se levantam e te arrastam com eles. – Ah, a doce inocência de uma criança! Não preciso nem mesmo dizer o que eu fiz depois desse comentário.
É obvio que eu comecei a mascar o chiclete, ou melhor, dois chicletes. Afinal, ver zumbis saindo das tumbas, seria incrível. E, se eu mascasse um chiclete já apareceriam zumbis o suficiente pra me levarem, imagine DOIS chicletes. Seria demais.
Imagine como seria incrível chegar à escola e ouvir todos falando sobre suas viagens e, quando perguntarem pra mim o que eu tinha feito nas férias de verão eu diria: “Eu conheci o reino dos Zumbis através do funeral do meu tio maconheiro.” IRIA ARRASAR.
Foi quando eu as vi. Drew e Silena, outras primas minha. Silena é simplesmente um amor, mas, quando se junta com a Drew, parece se transformar em uma verdadeira vaca e eu não podia deixar o meu plano de ser arrastada por um duplo exército de zumbis fracassar por culpa delas, então eu tirei os dois chicletes gigantes da boca, que já estava bem mastigados, uma bola grudenta e disforme rosa, e grudei-os em uma grande cruz decorada que ficava perto do caixão. Eu voltaria pra pegar eles depois de me livrar delas.
- Drew, caí fora daqui. Você também Silena, não podem estragar meu plano.
- Um plano? Que plano? – perguntou Drew
- Vou falar pro seu pai – acrescentou Silena.
- Bem, é um plano bem perigoso, não posso contar.
- Vou dizer pro seu pai que você vai se envolver com a máfia italiana! – gritou Silena.
- Isso é mentira! Você não pode mentir sua mentirosa! – rebati. “Mentirosa” me pareceu um bom xingamento na época.
- Se ela é mentirosa, então ela pode SIM mentir.
- Não pode não Drew! Você sabe que não pode!
- Vou falar do mesmo jeito! – gritou Silena.
- Se você falar algo, eu te bato – bastou apenas um cochicho de “duvido” vindo das irmãs para eu me agachar e pegar pedras, bem, depois disso foi uma coisa bem confusa, corri com pedras nas mãos atrás das duas que gritavam algo do tipo “ELA QUER ME MATAR” e então, do nada, a grande cruz perto do caixão tinha caído! “Por culpa das pedras dela!” disseram quando perguntaram o que tinha acontecido. O que foi totalmente mentira, é claro. Depois daquilo a mãe delas – tia Dite – me disse que eu ia pagar caro por ter destruído uma cruz.
- Aquela vaca estava certa. Eu estou pagando por ter quebrado aquela cruz e estou pagando caro demais.
- Annie, não acha que devia aceitar logo isso?
- Aceitar? Aceitar o caramba. Eu vou fazer alguma coisa. É isso – me levantei da cama e fui em direção ao quarto do Percy. Pra que?
- LEO, QUE MERDA É ESSA?!
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