Notas iniciais
Olá,pessoal!
Mandem as suas fichas,são oito vagas para a história.Eu espero que vocês gostem da história.
Ficha:
Nome:
Sexo:
Poder:
Personalidade:
História:
Idade:

Um bolsão assimétrico de fumaça acinzentada flutuava espesso acima das cabeças dos habitantes do Bar Javali, um ambiente composto por homens acima do peso e vestidos de couro falsificado dos pés a cabeça. Uma maquina de jukebox cantarolava rouca, uma música dos anos 80, um grupo de homens jogavam cartas, com seus pesados charutos acomodados em entre os seus dedos enrugados com semblantes de Gângster de um filme antigo.

Caminhei adentrando mais a fundo no recinto, onde estavam às mesas de sinucas antiquadas, algumas cabeças pendiam para a minha direção, assim que cruzava o seu campo de visão. Erguiam-se ainda mais, quando atravessei as mesas de apostas. Afinal de contas, eu compreendia a curiosidade e confusão distorcida em seus olhos; eu vestia uma calça jeans justa, uma camiseta cinza rendada e sapatilhas de bailarina. Eu parecia uma nerd abduzida e levada para o planeta dos valentões.

Ajeitei os óculos, sinal do meu nervosismo, acomodei o bloco de notas no bolso do meu jeans. – Deveria ter esperado o Jean – pensei. Todavia, virar um picolé do lado de fora dessa espelunca, não estava no topo da minha lista essa noite. Tudo pela profissão.

Uma fonte segura havia informado, que o braço direito do chefe da máfia de cassinos de Nova Orleans,Vladmir – “O anjo da morte”, estaria aqui essa noite. Todos desconheciam o seu rosto, alguns ariscavam traçar as suas características: um homem alto e musculoso, com os olhos escuros e cabelo raspado e tinha um par de asas tatuadas em suas costas com uma caverna esfumada entre elas. Os rumores narravam que ele só parecia para aqueles que ele tinha que executar. Eu necessitava de um furo de reportagem, com sorte, eu poderia entrevistá-lo e colocar uma foto de capa dele na primeira página no Roman Journal.

– Posso te pagar uma cerveja? –perguntou, um homem magro, sua tatuagem saltava da sua camisa branca, os seus cabelos negros eram sebosos, ele tinha uma cicatriz na sobrancelha esquerda, evitei encará-la descaradamente.

– Não bebo, mas obrigada.

Forcei um sorriso.

Segui rumo ao sanitário, entretanto uma mão enterrou em meu cabelo e começou a puxá-lo para trás. Entrei em pânico. A adrenalina corria veloz pelas minhas veias, O som retumbante do meu coração num ritmo desvencilhado e frenético, como uma guitarra elétrica dedilhada por um rock star, eu comecei a deferir tapas e pontapés os meus punhos cerrados avançavam contra o atacante ligeiramente. Acertei seus ombros e seu tórax, enquanto meus pés atingiam golpes em suas pernas, com mais força ele puxava o meu cabelo, obrigando-me a envergar, para assim avaliar o melhor a estampa de terror e medo em meu rosto.

– Até que você é bem forte, pra uma garotinha– proferiu.

– Alguém, me ajuda! – implorei, mas os homens pareciam desinteressados, agiam como se estivessem acostumados com toda essa situação.

– Larga a garota. Agora! – exigiu, alguém. Pelo canto do olho, fitei o meu salvador, Jean. Ele parecia amedrontado, suas pernas estavam tremulas havia se transformado em galhos expostos em uma tempestade impetuosa, porém estava aqui para me ajudar com os punhos cerrados à espera de uma briga se fosse necessário.

– Esse é o seu namoradinho? Deveria ter algo melhor do quê isso – ironizou.

Um sorriso amarelo revelou as sobras de seus dentes escuros.

– Eu não sou namorado dela – informou ele, com a voz firme e com passos vacilantes vindo ao meu encontro. – Boa hora pra dizer a verdade, Jean – pensei.

– Então agora ela me pertence – disse o agressor, fitando o meu rosto, seus olhos eram castanhos como as folhas secas das arvores, todavia eram perversos. Soltei um grito agudo, contra outro puxão de cabelo deferido contra a minha nuca.

O agressor apenas desatou uma risada sádica.

Um som estridente atravessou o bar, as pessoas começaram a correr, desesperadas sem rumo ninguém parecia se importar comigo, então percebi que o agressor havia soltado o meu cabelo, olhei para o chão e o vi desacordado. Seu tórax havia um pequeno furo, uma poça de sangue havia se formado rapidamente ao seu lado, o ar escapou dos meus pulmões o teto começou a girar velozmente, o meu estômago estava revirado, com as náuseas havia se apoderado sobre mim.

– Segure a minha mão – pediu alguém, não consegui distinguir quem era. Porém, segurei mesmo assim, não estava em posição de discutir ou recusar a sua oferta.

Corremos pela multidão enfurecida, alguém havia começado uma briga por causa de dinheiro despejados nas mesas de apostas,os socos e pontapés iam a todas as direções,uma chuva de cacos e liquido amarelado salpicavam o carpete surrado,as cadeiras passavam voando pelos ares, alguns homens encontravam-se desmaiados ensanguentados no chão, outros aproveitavam a oportunidade para roubar pertences alheios nas mesas de apostas, seguimos em ziguezague, abrindo caminho pelas pessoas desorientadas, procurei pelo rosto amigo de Jean. Entretanto, os meus esforços foram em vão, nós passamos por uma porta estreita, que dava na rua detrás do bar. Um carro já estava a nossa espera, encarei apreensiva o automóvel por um instante.

Eu estava no tribunal do paraíso sentada à frente do Senhor do destino, esperando-o atirar os dados sobre a minha preciosa vida, quando foram lançados na mesa redonda; as suas inconstantes oscilações em seu próprio eixo provocava solavancos em meu coração descrente de otimismo que tudo terminaria bem, porque os dados viciados insistiam sempre mostrar a pior das facetas a cada jogada. Pelo menos,esta noite

Notas finais
Comentem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.