As Oneshots De Séries 1.0
64 Bebê De Elevador - McAbby - NCIS
Era um dia até tranquilo na sede da NCIS em Washington. Tony e Ziva estavam terminando os relatórios das últimas missões enquanto Tim verificava alguns álibis para o caso atual.
Apenas um caso de roubo no estoque naval e tanto ele quanto Gibbs tinham seus suspeitos em vista.
Jenny estava terminando de escrever um dos relatórios sobre uma missão que precisava enviar para Los Angeles antes do meio dia e Abby, bem, ela estava terminando o novo manual para seu substituto.
Com nove meses de gravidez ela decidiu que poderia se ausentar por um tempo para que pudesse cuidar de Joannie assim que a bebê nascesse dali duas semanas.
Ela se levantou e colocou o livro sobre sua mesa de analises quando uma pontada a fez parar. Respirando fundo, ela continuou a colocar as coisas no lugar certo para o novato.
Timothy sorriu olhando para o ultrassom de sua bebê ainda nem nascida. A menina já parecia com Abby e tinha seu nariz de todo o jeito. Ele estava encantado com aquela imagem.
— Tim, como se sente sendo pai? – Tony perguntou. – Mesmo que ela ainda esteja no forninho?
— Por que a filha de Tim e Abby estaria em um forno? – Ziva perguntou. – Isso é uma gravidez não uma fornada de biscoitos.
— Eu quis dizer que a barriga de Abby é o forninho. – Tony sorriu. – Então?
— Ansioso é a palavra, Tony. – McGee pegou uma bolsa no chão ao seu lado. – Vê essa mochila? Tem suco, água e revistas para Abby ler no hospital. Também tem um par de chinelos de lã, um roupão com caveiras e quatro roupinhas para Joannie.
— Vocês dois carregam a bolsa para todos os cantos? – Ziva perguntou. – Mesmo na hora de ir ao banco?
— Bem, sim. – Timothy deu de ombros. – Tanto Abby e eu temos bolsas nos carros, laboratório...
— É melhor antes que a vaca vá ao banco. – Ziva viu todos olharem para ele.
— Brejo, amor. – Tony a corrigiu. – Se bem que na índia eles consideram as vacas sagradas e....
— Tim! – A voz assustada de Abby foi ouvida. – A bolsa estourou.
— Merda. – O agente se levantou e foi em direção a esposa. – Certo, eu e você treinamos isso.
— Tony, vá com Abby e Tim no elevador para a garagem. – Gibbs assumiu. – Ziva, avise a diretora. Eu vou ligar para a maternidade.
Tony ajudou a segurar a mão de sua amiga e colega. Abby gemeu quando outra contração explodiu a deixando meia sem ar.
— AHHHH! – Ela se apoiou contra a parede do elevador e do nada a luz desligou. – Tony, por que desligou?
— Querida, você vai ficar bem. – Tim viu o olhar dela mudar. – Abby, calma.
— Acho que faltou luz, Abbs. – Tony viu a amiga deslizar parede a baixo e se sentar no chão. – Opa, você está bem?
— AHHHHHHHHHHHHH! – Ela prendeu a mão do colega em um aperto enquanto a dor da contração passava. – AHHHHHH!
— AHHHHHH! – Tony gritou junto, deixando Timothy sem entender. – Merda.
Gibbs correu para a garagem, tentando pensar positivo. Se os três estivessem presos no elevador, a falta de luz seria o menor dos problemas.
Ele havia feito uma equipe de paramédicos vir buscar Abby de qualquer forma e estava se perguntando o que caralhos havia acontecido.
Abrindo a porta do elevador, Gibbs percebeu duas coisas. A primeira era que o elevador estava preso no meio de dois andares e a segunda era que uma Abby em trabalho de parto estava presa com Patrick e Bob Esponja.
Que eram Tony e Tim.
— Tudo bem, se eu me lembro das aulas de parto... – Tim estendeu sua blusa no chão e colocou Abby no meio. – Você precisa respirar fundo.
Abby tentou fazer, mas a situação atual era terrível. Sua filha iria nascer dentro do elevador.
— Ei, vocês três! – A voz de Gibbs soou pelo eco. – Está tudo bem?
— ESTOU DANDO A LUZ NO ELEVADOR! – Abby gritou enquanto sentia uma nova onda de contrações. – Oh, merda. Aí vem outra.
— Ei, Timothy! – A voz de Jenny ecoou dessa vez. – Preste atenção em mim e faça o que eu digo. A equipe de emergência está trabalhando para religar a luz o antes possível, ok?
— Eu preciso que ela seja ligada logo. – Tim gritou. – Eu não sei se posso fazer um parto aqui.
— Nem eu. – Tony começou. – Embora eu tenha visto algumas cenas no cinema e talvez seja fácil....
— Dá para vocês calarem a porcaria da boca! – Abby gritou com os dois dentro do elevador. – Eu estou em trabalho de parto e se sairmos daqui eu vou colocar os dois em problemas.
Timothy respirou fundo e tirou a aliança. Ele desceu a calcinha dela, tirando qualquer tipo de restrição ao parto. Logo em seguida, pegou duas luvas da mochila e um canivete esterilizável.
— Tony, você precisa deixar Abby se encostar em você no elevador. – Jenny continuou enquanto Gibbs e Ziva mobilizavam os funcionários. – Chamamos uma ambulância, mas ela não vai chegar a tempo.
— Abby, você pode fazer isso. – Tim a viu gemer mais uma vez. – Está querendo conhecer nossa princesa?
— Sim. Abby sentiu uma nova contração. – Tire-a de mim!
— Empurre! – Tim pediu e ouviu Abby gritar enquanto dava à luz.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Abby gritou e apertou a mão de Tony com força. – AHHHHHHHHHHHHHH!
— OHHHHH! – Tony tentou não gritar, mas estava ficando difícil.
— Mais uma vez, Abby. – Tim podia pensar que não parecia ser exatamente um lugar mais adequado. – Empurre!
— EU VOU EMPURRAR VOCÊ NO FOSSO! – Abby gritou enquanto empurrava. – AHHHHHHHHHHHHHH!
— Posso ver a cabeça, Abby. – Tim sentiu as emoções o dominarem e a luz voltou. – Vamos, Abby, estamos perto.
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Ela gritou de dor, sentindo a bebê passar pelo seu corpo. – AHHHHHHH!
Puxando o bebê de sua esposa, Tim enrolou a pequena em sua blusa e sentiu que ele desmaiaria.
Assim que as portas se abriram, três enfermeiros entraram, mandando Tim e Tony para fora. O cordão da pequena Jo foi cortado e Tim segurou a bebê em um cobertor de emergência.
Já Tony, deu alguns passos e se sentiu tonto.
— Olhe, Ziva. – Ele estava meio zureta naquele momento. – Sangue de bebê.
Revirando os olhos, Tony desmaiou.
— Eu que sou o pai nem desmaiei. – Tim brincou enquanto o amigo recebia os primeiros cuidados. – Não é, pequena?
Gibbs e Jenny se aproximaram de Timothy no momento que Abby e Jo foram levadas de maca para o hospital.
Acordando no hospital, Abby sentiu seus olhos se abrirem ao sentir que tinha algo em suas mãos. Sua pequena dormia confortavelmente em um vestido rosa cheio de caveirinhas e laços.
Timothy estava deitado na poltrona, uma revista em quadrinhos em seus braços e ela estava com o pijama dela.
— Aqui, deixe-me ajudar você. – Ziva segurou Jo enquanto ela se ajeitava. – Como se sente?
— Como se tivesse dado à luz em um elevador. – Abby sorriu. – Como Tony está?
— Dois dedos quebrados. – Ziva sorriu. – Ele disse que quando eu tiver o bebê ele vai comprar uma luva de madeira.
Abby sorriu para aquilo.
Elas ficaram apenas uma noite no hospital, garantindo que estavam perfeitamente bem.
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