As Novas Aventuras de Sonic
1 Capítulo 1: Quando Green Hill parou, a aventura começa
CAPÍTULO 1 – QUANDO GREEN HILL PAROU, A AVENTURA COMEÇA
O sol de Green Hill brilhava alto naquela manhã perfeita. Os loops giravam preguiçosamente com o vento morno, flores multicoloridas balançavam em harmonia, e o riacho cristalino cantava sua melodia eterna. Sonic corria pela grama como sempre fazia, o azul do seu pelo se misturando ao borrão das árvores, testando novos ângulos nos saltos duplos, rindo sozinho com a liberdade absoluta do movimento.
Na pequena aldeia de Green Hill Village — onde Sonic, Tails, Knuckles e Amy haviam se instalado nos últimos meses, longe do caos das grandes cidades — a vida era calma. Casinhas de madeira com telhados de palha, uma oficina improvisada de Tails, um pequeno dojo onde Knuckles treinava, e até uma fonte onde Amy gostava de sentar com seu martelo apoiado no ombro, sonhando.
Mas naquela manhã, algo estava errado.
Sonic parou no topo do maior loop, farejando o ar. O vento ainda cheirava a flores, mas havia um zumbido distante, como um enxame mecânico se aproximando. Ele estreitou os olhos, ouvidos em pé.
De repente, Tails irrompeu voando baixo, as duas caudas girando freneticamente. Seu rosto estava pálido, o tablet tremendo nas mãos pequenas.
— SONIC! Você precisa ver isso AGORA!
O ouriço azul saltou até ele em um segundo, pegando o tablet. A tela mostrava uma transmissão global emergencial. O presidente de Station Square aparecia em um estúdio improvisado, suado, cercado por generais de rostos duros e assessores nervosos. Atrás, telas gigantes exibiam mapas do mundo com pontos vermelhos piscando — dezenas deles.
“Cidadãos do mundo… esta é uma emergência global. O Dr. Ivo Robotnik, conhecido como Eggman, não é mais uma ameaça isolada. Ele declarou controle sobre 47% das redes de energia continental, satélites de comunicação e sistemas de defesa de 12 nações. Suas palavras exatas foram…”
A tela mudou. Eggman apareceu em um holograma imenso, sem óculos escuros, sem risada estridente, sem robôs bobalhões. Apenas um olhar frio, uma armadura preta reluzente, e um império de naves ovais pairando sobre Metropolis, Emerald Coast, e até desertos distantes.
“Chega de jogos. Vocês falharam como sociedade. Eu controlo o futuro agora. Entreguem seus líderes mundiais, estoques de Chaos Emeralds e 60% das reservas de anéis em 72 horas… ou ativarei o Projeto Omnia. Um mundo sem vida orgânica é um mundo sem falhas. Escolham.”
As imagens seguintes gelaram o sangue de Sonic:
Cidades sob cerco
: naves imensas lançando cabos que sugavam energia das usinas, robôs armados com canhões de plasma patrulhando ruas vazias.
Campos de prisioneiros
: animais de Green Hill — coelhos, pássaros, esquilos — arrastados em gaiolas gigantes, conectados a tubos que extraíam energia vital para alimentar máquinas.
Minas secretas
: humanos acorrentados quebrando rochas brilhantes, extraíndo
jóias raras
e cristais energéticos para um
comércio negro global
que Eggman agora comandava.
Rotas ilegais
: cargueiros fantasmas transportando armas para ditadores em nações menores, financiando
golpes de estado
.
Tails engoliu em seco.
— Sonic… isso não é um plano maluco de fim de semana. Ele montou um império militar. Bases em todos os continentes. Escravidão em massa. Comércio de armas. Sequestros de líderes políticos. Ele tá jogando pra valer.
Knuckles surgiu correndo da aldeia, socos cerrados, Amy logo atrás com o martelo no ombro. Todos se reuniram em círculo, o tablet passando de mão em mão.
— Que p*rr@ é essa?! — explodiu Knuckles, socando uma pedra que rachou ao meio. — O gordo maluco sempre foi um idiota, mas agora tá brincando de imperador?!
Amy mordeu o lábio, olhos marejados mas firmes.
— Olha os animais… ele tá usando eles como baterias vivas. Isso não é mais “construir robôs pra pegar esmeraldas”. É crime contra a natureza.
Sonic ficou em silêncio por um momento raro, encarando o holograma de Eggman congelado na tela. O sorriso confiante habitual não estava lá. Seus olhos brilhavam com uma mistura de raiva e cálculo frio.
— Ele quer brincar de deus? — disse finalmente, voz baixa mas cortante. — Então vai aprender que velocidade não é só pra correr de problemas… é pra acabar com eles.
Ele jogou o tablet para Tails e apontou para o horizonte, onde uma nave ovoide começava a surgir entre as nuvens.
— Tails, analisa essas bases. Knuckles, pega suprimentos de combate. Amy, chama os rebeldes da vila. Green Hill não cai hoje. E Eggman vai desejar ter ficado na brincadeira de robô de parque.
O grupo assentiu, correndo para suas tarefas. Sonic ficou um segundo parado, sentindo o vento mudar. O cheiro doce de Green Hill agora carregava um leve odor de metal queimado e ozônio.
Ele fechou os olhos, respirou fundo, e partiu em um borrão azul — não para fugir, mas para caçar.
Fim do Capítulo 1
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