As Noites de Terror
1 Prólogo
Era uma noite chuvosa quando o Dr. Boris decidiu ir às compras. Ele foi até a garagem e lá pegou seu carrinho de mão, uma pá, um saco plástico preto de lixo, uma caneta e um papel que estavam em cima do balcão. Pôs tudo no carrinho e cobriu com o saco plástico preto, usando como uma lona. E foi para seu mercado favorito, o cemitério.
Ao chegar no cemitério encontrou Markus, o vigília-noturno do cemitério, podemos descreve-lo como um sujeito intimidador, alto -quase dois metros-, um pouco calvo, barba pálida e mal feita, e era musculoso o suficiente para jogar Boris do outro lado da rua. Estava vestindo uma capa de chuva amarela e estava encarando o doutor:
— O que o traz aqui nessa hora e durante essa chuva?— perguntou Markus, que percebeu o carrinho de mão ao lado de Boris.
—Minha perna—respondeu Boris, olhando alternadamente para sua perna real e a de madeira— Eu posso entrar? Tenho coisas para, hã, cuidar?
—Você não tem certeza do que veio fazer?- disse Markus levantando a sobrancelha— Eu poderia ver o que há aí dentro?— disse apontando para o carrinho, e tentou retirar o saco plástico quando o doutor reempreendeu-o com um tapa em sua mão.
—Sua mãe não lhe ensinou que é feio bisbilhotar?
— Deixe-me agora!— ordenou Markus, quase gritando
—Claro, claro...— então Boris puxou o saco plástico e jogou no chão.
—Pra que essa pá?— perguntou rapidamente Markus, como se já adivinhasse que teria uma.
Então o doutor pegou a pá e ficou encarando_a, soltou um sorriso de canto de boca, no lado da terrível cicatriz.
—Diga-me!— gritou o vigília
Com um golpe rápido e certeiro, o doutor acertou a cabeça de Markus, que caiu na lama como um saco de batatas.
—Olhe meu caro, eu pretendia usar essa pá para tirar alguns corpos, mas pelo visto terei que colocar um agora.
Ao terminar de falar, ele cravou a pá na cabeça do vigília-noturno, o sangue espirrou nas mãos e na roupa do doutor.
Pôs o copro no carrinho e levou para um lugar ali perto do cemitério, um pequeno bosque e o enterrou ali mesmo, depois limpou o sangue de suas mãos.
De volta ao cemitério ele parou na primeira lápide, era a de Yan Monteiro, um jovem que morreu atropelado pelo ex-prefeito, e apoiou a folha ali e começou a escrever sua listinha de compras, a chuva não ajudava, " era melhor ter escrito essa merda em casa" pensou Boris. Então ele começou a lista, dois braços, duas pernas, um tronco, uma cabeça e mais algumas coisinhas.
Notas finais
E antes que eu me esqueça, isso não é baseado em fatos reais, pelo menos eu acho que não.
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