As Mãos Pelas Quais Me Apaixonei
2 Tenho que senti-las de novo
Notas iniciais
Minha Irmã entrou no quarto, acho que ela sabe que eu não sou de dormir cedo.
–Pode começar a falar o que há de errado contigo.
–Não tem nada de errado comigo.
–É por causa das mãos da pessoa que você tocou hoje? — Cara, como ela podia saber? Ah! Claro, somos gêmeos, quase sempre conseguíamos sentir o mesmo que o outro sentia. — Não me esconda!
–É sim, senti algo estranho quando as toquei
–Explique-me mais.
–Senti um arrepio, mas ao mesmo tempo uma ótima sensação na barriga, senti que poderiam me matar naquele exato momento e eu não iria me importar.
–Vish maninho, isso é amor
–Hã? Como pode isso?
–Não conheço ninguém que se apaixonou somente em tocar as mãos de alguém, mas sempre existe uma primeira vez e esse cara é você
–Marceline, como você sabe disso tudo?
–Err, bem, vamos dizer que já passei por isso... — Eu não consigo acreditar, Marceline se apaixonou por alguém e não me contou...
–Agora é a sua vez de começar a falar.
–Isso é um segredo meu!
–Agora eu quero saber!
–Não vou diser!
–Então eu não vou parar de te incomodar até você me contar!
–Ta bom seu trouxa, só vou contar porque sei que você vai guardar o meu segredo. Bem, faz um tempo que eu estou gostando de um menino lá do trabalho, o nome dele é Finn Mertens, ele é conhecido como "Finn, o Humano" por ser sempre bondoso e ajudar todo mundo
–Quero conhece-lo um dia que irei visitar a empresa. Me descreva-o
–É fácil reconhece-lo, ele tem o cabelo loiro liso, é bem branquinho, é da nossa altura e sempre usa roupas da cor azul, pode ser de diferentes tons, mas sempre vai ser azul.
–Pelo que você me disse eu gostei dele.
–Mas gente, ele tem uma pegada, que pelo amor de Glob! Que homem...
–Marceline, vocês já passaram dos beijos? — Perguntei meio desconfiado
–Acho que isso é algo pessoal... Mas já que você está interessado em saber...Sim, já passamos dos beijos.
–Retiro o que eu disse... Não gostei dele... Vou acabar com a cara desse infeliz que abusou da minha irmãzinha... — Disse eu me levantando.
–Opa, calma aí lutador de MMA, eu me entreguei porque eu quis, ele não me obrigou a nada, ao contrário, foi um cavalheiro comigo, perguntou até se eu tinha certeza se era aquilo que eu realmente queria e eu respondi que sim.
–Bem... Já que é assim, talvez eu não desmonte ele quando nos conhecermos.
–E você amanhã vai conhecer a dona das suas preciosas mãos?
–Vou tentar...
–Não perca as esperanças maninho.
–O pior vai ser o pai e a mãe, o que será que vão pensar comigo querendo conhecer alguém da cozinha?
–Não ligue para o que eles pensam, não liguei quando me entreguei ao Finn, não ligue quando procurar o seu amor, irei te ajudar distraindo-os.
–Não sei se realmente é amor, só sei que me senti ótimo quando a toquei
–Amanhã comprove, iremos dar uma desculpa para voltar lá e você vê o que faz!
–Você faria isso por mim? Valeu mana!
–Por você farei isso e muito mais. — Como a Marcy podia ser fofa quando queria, ela é a única que eu amo em meio a tantos falsos.
–Então ta combinado! Te amo irmã!
–Agora vai dormir para se preparar para amanhã...
–Boa noite, Marcy.
–Boa noite, Marsh.
Depois disso dormi como um bebê depois de um dia longo de brincadeiras. Acordei no outro dia esbanjando alegria e distribuindo felicidade. Fui diretamente ao quarto de Marceline. Ela estava dormindo como um anjo, um anjo que estava prestes a ser acordado. Não pensei duas vezes e puxei o cobertor e logo em seguida pulei em cima dela com tudo, assustando-a, ela me olhou com uma cara de "se a casa não tiver pegando fogo, eu mesma boto com você dentro"
–Bom dia, minha irmãzinha querida! Dormiu bem?
–Até a hora de acordar estava tudo ótimo... Já posso te matar?
–Como você pode matar o seu irmão gatão e bonitão em um dia tão lindo igual a este?
–Você me acordou tão cedo só por causa da garota?
–Claro ou lógico?
–Nós vamos almoçar, não tomar café da manhã
–Poxa, acabou com a minha alegria!
–E eu não vou mais conseguir dormir!
–Então vamos descer e inventar aquela desculpa para irmos almoçar naquele lugar!
–Aff Marshall, não dá pra ser outra hora?
–Vamos agora — A peguei pelo braço e a arrastei até a mesa onde meus pais estavam tomando café. Sentamos mas eles nem perceberam que estávamos lá. Papai estava concentrado no jornal e mamãe concentrada no tablet. Marceline então começou a falar.
–Bom dia.
–Bom dia Marceline, como foi a noite?- Falei para ver se eles perceberiam que estávamos ali, mas eles nem se mexeram.
–Bom dia para os senhores também! — Disse Marcy aumentando a voz .
–Ah! Oi meninos, bom dia, acordaram cedo hoje! Querem fazer algo em especial?
–Queremos comer no mesmo local de ontem! — Eu disse
–Mas por que lá? Tem lugares melhores que aquele para se almoçar — Disse papai.
–Err que... — Marceline me interrompeu.
–Achamos a comida ótima.
–Bem, se é isso que querem, nós vamos hoje a tarde lá de novo — Quando papai disse esta frase, tive vontade de dançar ragatanga em cima da mesa, mas a unica coisa que falei foi...
– Obrigado, pai.
Depois disso Marceline e eu subimos de volta para o quarto. Aí sim eu dancei ragatanga com uma mistura de Gangnam Style, Marceline riu sem parar.
–Viu, com a minha ajuda você conseguiu.
–Valeu irmãzinha — Dei um abraço nela que até a levantei do chão.
Se passaram as horas e eu estava ansioso pra chegar logo 1 hora para nós irmos para o restaurante e eu conhecer a minha Cinderela, era meio dia e eu já estava todo arrumado esperando o momento. Quando partirmos de carro e chegamos, me bateu aquela adrenalina...
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