As Mãos Pelas Quais Me Apaixonei
6 O primeiro beijo?
Notas iniciais
Marshall POV's
Estávamos prestes a nos beijar, mas, para minha tristeza, ela interviu.
–Marshall, não quero nenhum relacionamento neste momento.
–Eu entendo, Fionna, mas um homem como eu pode sonhar em um dia lhe ter?
–Ah... Marshall... Lógico que pode! Nesta vida tudo é possível, mas ainda me admira um homem tão... Belo, simpático, extrovertido.... Querer uma estranha, feia e ridícula como eu.
–Oh Fionna... Se você soubesse o quanto é importante para mim. Você não é estranha, muito menos feia e tampouco ridícula. Você é simplesmente um dos seres mais lindo que eu já vi e haverei de ver.
–Sério, Marshall?
–Sério.
–Tudo bem então... Pode sonhar, talvez um dia...
–Pode ter certeza, sonhar será o que eu mais farei.
–Vamos mudar de assunto?
–Vamos. Então, sobre o que iremos conversar?
–Então, você e sua irmã trabalham?
–Sim e não. As vezes nosso pai nos pede para ficar lá na empresa, mas geralmente a Marcy faz isso pra mim. Então tecnicamente eu tenho trabalho, mas nunca compareço nele.
–Hahaha que safado! O que você quer ser?
–Músico, compositor, cantor...
–Sério? Você canta bem?
–Acredito que sim. Quer que eu cante para você?
–Adoraria — Os olhinhos dela começaram a brilhar.
–Tudo bem. Vou cantar uma dos Engenheiros do Hawaí com algumas modificações
–Adoro essa banda!
Hey, Fionna, eu tenho uma guitarra elétrica
Durante muito tempo isso era só o que eu queria ter
Mas hey, Fionna, algo ficou para trás.
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer
Hey, Fionna, tem uns amigos que tocam comigo
Eles são legais e alem do mais não querem nem saber
Que agora, lá fora
O mundo todo é uma ilha
A milhas e milhas... De qualquer lugar
Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes
Hey, Fionna, já não esquento a cabeça
Durante muito tempo isso era só o que eu podia fazer
Mas hey, Fionna, por mais que a gente cresça
Há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender
Por isso, Fionna, só me acorda quando o sol tiver se posto
Eu não quero ver meu rosto antes de anoitecer
Pois agora lá fora
O mundo todo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas e milhas e milhas e milhas e milhas...
Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes
Mega, ultra, hiper, micro
Baixas calorias! Quilowatts! Gigabytes!
Traço de audiência, tração nas quatro rodas
E eu, o que faço com esses números?
Eu, o que faço com esses números?!
E nessa terra de gigantes
Eu sei, já ouvimos tudo isso antes
A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes
Hey, Fionna
Hey, Fionna
–Marshall, que lindo! Eu adoro essa música
–Eu também. É a minha música nacional preferida.
–Amei este lugar, Marshall.
–Então ele vai ser o nosso lugar secreto.
–Só nosso?!
–Só nosso! Acho que esta na hora de te levar para casa, já está ficando tarde e sua família pode ficar preocupada.
–Ah! Sério? Adorei tanto aqui! Tudo bem então. Vamos.
Levei-a para o carro de mãos dadas. É uma pena, desta vez eu não precisei leva-la nos braços, pois ela não está mais vendada.
No caminho de volta a sua casa ela me fez várias perguntas, algumas idiotas como "você tem animais?" e outras mais normais como "que tipo de trabalho seus pais fazem?", acho que ela ainda não sabe que eu sou rico. É por isso que eu a amo tanto, ela não liga para o meu dinheiro como as cobras que meus pais apoiam.
Parei o carro em frente a sua casa. Tinha só uma luz ligada no andar de cima. Talvez esse seja o momento de tentar novamente.
–Obrigada pela noite, Marshall.
–Não foi nada, Fionna. Voltaremos a nos encontrar?
–Espero que sim. — Ela ficou parada olhando para frente. Me aproximei.
–Fionna? — Ela virou seu rosto e ficamos cara a cara novamente. Sua respiração. Seu cheiro. Por puro impulso dei o passo seguinte e encostei meus lábios aos dela. Nos beijamos. Foi um beijo tão quente e ao mesmo tempo tão delicado. Comecei a passar as mãos em suas costas e ela enlaçou seus braços em minha nuca. Nos beijamos até o ar acabar. Nos separamos. Ela me encarou e sorriu
–Boa noite, Marshall — E saiu do carro. Abaixei o vidro e a respondi
–Boa noite, minha good little girl.
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