As Muralhas De Meu Coração
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Kyousuke Tsurugi 愛 Matsukaze Tenma
"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
William Shakespeare
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Quantas vezes você já se apaixonou? Quantas vezes já deixou que o amor falasse mais alto que a razão? O que faria se a pessoa que você mais amou na vida aparecesse bem na sua frente mais belo que nunca? O que você faria se percebesse que o amor e o desejo que pensou que estivesse extinto se revelasse? Você seria capaz de abandonar tudo apenas para proteger sua alma gêmea? Até que ponto você iria para está junto da pessoa mais preciosa para si?
[...]
Olhando para a janela, pude ver inúmeras pessoas na movimentada cidade de Tóquio. A paisagem trazia diversas lembranças. Principalmente lembranças dele.
Sempre fui uma criança calada e introvertida. Mas tudo piorou com a morte dos meus pais. Aos 11 anos de idade eu os perdi em um sério acidente de carro.
Eu e meu irmão, Yuuichi Tsurugi, não tínhamos ninguém, além de nossos pais. Por sorte, meu irmão já era maior de idade na época.
Com 19 anos, meu irmão teve que administrar as empresas da família, que era a maior e mais famosa no ramo dos cosméticos, terminar os estudos e ainda cuidar de mim. Até hoje, sou muito grato por tudo que Yuuichi enfrentou para me dá o melhor para mim.
Apesar de todas as dificuldades, meu irmão e eu conseguimos superá-los com esforço e trabalho duro. Mesmo Yuuichi demonstrando genialidade e competência, muitas pessoas duvidavam de sua capacidade ou tinham medo do que poderia acontecer nas mãos de "crianças", como eramos chamados na época.
Quando fui para o ensino médio minha vida mudou de cabeça para baixo. Foi neste mesmo ano que conheci ele. Matsukaze Tenma.
O rapaz de olhos safiras, cabelos claros e pele meio bronzeada me encantou de uma maneira que eu jamais consegui explicar. Sua personalidade doce e extrovertida conseguia cativar até o ser mais frio e sem coração da face da Terra.
Aquela criatura brilhante se aproximou de mim quando eu mais queria me afastar. Sim, eu queria me afastar. Eu sentia que quando eu estava perto dele, eu entrava em zona de perigo e me afastava cada vez mais da minha zona de conforto.
Quanto mais eu o ignorava, era frio e fingia desinteresse nele, mais ele arrumava um jeitinho de se aproximar de mim. Sem muita opção, eu acabei concordando em deixá-lo entrar em meu frágil coração.
Quando dei por mim, Tenma havia si tornado a pessoa mais importante de minha vida. Eu sempre estava querendo saber mais sobre aquele garoto estranhamente alegre que atraia pessoas estranhas como um campo de força.
Em um dia qualquer, Tenma foi à minha casa para pegar o livro que eu havia o emprestado. Nessa ocasião, Tenma acabou conhecendo Yuuichi e para meu tormento, os dois se tornaram melhores amigos.
Os dois faziam questão de sair todo final de semana, estar o máximo de tempo possível juntos quando meu irmão não estava trabalhando na empresa.
Sem perceber, comecei a sentir um ciúmes muito intenso daquela amizade. Eu sentia um incomodo maior ainda, quando via meu irmão tocar em Tenma ou até mesmo fazer uma brincadeira sem graça. A princípio, achei que tivesse com ciúmes de Yuuichi, mas então, eu reparei que eu sentia o mesmo incomodo quando Tenma interagia com outra pessoa que não fosse eu. E foi assim que descobri que estava completamente apaixonado pelo o meu melhor amigo e que eu era gay.
O choque inicial me fez afastar de Tenma. O garoto começou a questionar Yuuichi pelo o meu comportamento suspeito. Meu irmão, como era esperado, veio me perturbar.
Depois de muito questionamentos e repreensão por parte de meu irmão, acabei aceitando minha sexualidade. Não era algo tão incomum assim, pelo menos foi o que eu quis acreditar naquela época.
A cada dia que se passava, mais aquele sentimento forte me sufocava. Eu sabia que em breve, eu poderia explodi e revelar o amor que eu sentia por Tenma, no entanto, eu preferia tentar me iludi e me convencer que eu poderia o ter apenas como um amigo. O único problema era que não apenas eu, como também metade da escola tinha uma "quedinha" pelo o meu "melhor amigo".
Em um festival que ocorreu na escola, o que eu mais temia aconteceu.
Enquanto ia comprar algumas bebida para Tenma e eu, o desgraçado do Amemiya Taiyou resolveu aproveitar a chance e se aproximou dele. Quando cheguei, o encontro segurando os pulsos de Tenma encostado em uma parede e tentava beijá-lo a força. O mais novo tentava de todas as formas possíveis se livrar daquele canalha, mas infelizmente o inútil era mais forte que ele.
Ao ver aquela cena, não consigo controlar meu ciúmes e parto para cima de Taiyou sem dó nem piedade. Durante a briga, Tenma tentava, em vão, nos separar.
Depois de muito tempo, a briga acabou. Estávamos extremamente cansados. Tenma aproveitou que estávamos mais "calmos", e começou a discutir brigar com Taiyou. Após falar poucas e boas, o cabeça de cenoura foi embora com o rabo entre as pernas. Euquasetive pena dele.
E como diz o ditado popular: "Alegria de pobre dura pouco", Tenma e eu começamos a discutir o ocorrido. Ao pergunta o motivo de meu surto, eu perdi o controle mais uma vez.
Foi com um: "Eu te amo, porra! Será que você é tão burro assim para não perceber isso?", que eu acabei revelando meus sentimentos a Tenma. Como era de se esperar, o coitado ficou bastante assustado com as minhas palavras. Mas para a minha surpresa, ele não fez nada além de meu beijar.
Sim, ele me beijou e posso dizer que foi a melhor experiência de minha vida.
Finalmente eu podia sentir aqueles lábios carnudos que sempre desejei tomar. No início era apenas um selinho, porém, ao sentir sua língua contornar meus lábios, o beijo se tornou intenso.
Nossas línguas tinham travavam uma guerra gostosa pelo o controle. Sentia suas mãos brincarem com o meu cabelo e seu corpo estremecer ao apertar ainda mais o nosso abraço — se é que isso era possível, já que estávamos extremamente colados.
Pela a primeira vez em minha vida, eu experimentei as famosas borboletas no estômago. Senti inúmeras emoções ao tê-lo em meus braços. Parecia que seu corpo havia sido feito somente para mim.
E foi naquele dia em que começamos a namorar. Meu irmão ficou tão empolgado que faltou fazer uma festa. Finalmente eu encontrei um sentido para viver.
Tenma me entendia como ninguém. Éramos iguais e opostos ao mesmo tempo. Assim como eu, Tenma era órfão de pai e mãe. Os perdeu quando tinha 13 anos, desde então passou a morar com uma prima distante. Mas, diferente de mim, Tenma jamais perdeu o seu jeito doce de ser. Sempre com um sorriso no rosto, aquela criatura brilhante sempre via o lado bom das coisas.
Graças a ele, comecei a me abrir para o mundo. Deixei de ser aquela pessoa extremamente fechada e fria. A muralha que existia em meu coração se quebrou por completo. Eu não temia mais mostrar meu sentimentos e quem eu era de verdade.
Os anos iam se passando e cada vez mais eu me encantava pelo o jeito carinhoso de Tenma. A sensibilidade que ele via as coisas o tornava mais do que especial.
Aos 19 anos, eu finalmente passei na faculdade mais famosa de Tóquio. Tenma ficou tão feliz e tão orgulhoso de mim, que essa vitória foi a mais marcante de minha vida. Ele nunca saia do meu lado, fosse nos momentos bons ou ruins, Tenma sempre me apoiou e me ajudou a passar por qualquer que fosse a dificuldade.
Infelizmente, a minha felicidade não foi tão duradoura assim. Com a minha mania de não ouvi o coração, acabei cometendo o maior erro de minha vida.
Quando comecei a trabalhar junto à meu irmão da empresa, aos 21 anos, passei a ficar obcecado pelo o sucesso e esqueci de me dedicar ao meu amado anjo. Eu sabia que o que eu estava fazendo o estava magoando, mas como um idiota, pensei que ele aceitaria ficar sendo a minha última prioridade. Sim, sem perceber, eu o coloquei em último plano.
Algum tempo depois, o nosso relacionamento estava muito abalado e eu não queria dá o braço a torcer. Eu achava que o que eu fazia era o certo e, cabeça dura como sou, nunca me desculpava. Jamais engoli meu orgulhando durante uma briga nossa. Sempre quem correu atrás de reconciliação era Tenma.
E por causa da minha burrice, não percebi o que acontecia na vida de Tenma. Naquela época, eu achava que a empresa era mais importante que a vida de Tenma. Deus, como eu fui burro!
Tenma recebeu um convite para ir morar em Vancouverno Canadá. Ele havia terminado à seis meses a faculdade de fisioterapia. Tenma tentou me avisar sobre a possibilidade de aceitar a proposta, entretanto, eu lhe disse com frieza para ir. Claro que não era o que eu queria, mas eu estava ocupado demais com o trabalho para me preocupar com o que aquilo queria dizer.
Magoei Tenma tão profundamente. Aquela minha atitude despertou uma raiva incomum em meu amado. Discutimos como nunca. E o que talvez tenha posto um ponto final em nossa história foi a frase idiota que falei da boca para fora:
"Eu não te amo. Se quer tanto ir para Vancouver, o que você ainda está fazendo aqui? Arrume suas malas e vá!"
Não, isso o que eu disse não era verdade. Eu o amava mais do que minha própria vida.Você deve está se perguntando: "Se você o amava, então por que o disse todas aquelas coisas? O que se passou na sua cabeça, seu idiota?"
Pois é, nem eu mesmo sei. E como era o esperado, Tenma arrumou suas malas o mais rápido possível, se despediu de meu irmão e partiu no primeiro voo para Vancouver.
Meu coração e minha mente gritavam desesperados para eu ir atrás de Tenma, mas meu orgulho falou mais alto. Eu não fui atrás dele e o perdi.
A culpa e a solidão fixaram-se em meu coração e mais uma vez me fechei para o mundo. Reconstruir aquela velha muralha novamente.
As coisas só pioraram mais ainda quando meu irmão descobriu estar com leucemia. Infelizmente, ele só viveu mais 2 anos com a doença. A dor que eu senti ao perder meu irmão era inexplicável. A minha única família havia partido.
Eu perdi a duas pessoas que eu mais amava e ainda amo na vida. Passei a enxergar um mundo totalmente cinza. Sem cor e sem vida. Por muito pouco não entrei em depressão.
Para tentar me livrar da dor, passei a me dedicar mais ainda ao trabalho. Minha vida social se resumia em trabalho, casa e, mais uma vez, trabalho.
E agora, aos 31 anos de idade, minha vida não mudou muito desde a morte de meu irmão. A monotonia tornava minha vida mais deprimente ainda.
Desvio o olhar da janela para o quadro que se encontra sobre a mesa de meu escritório. Na fotografia, estávamos Yuuichi, Tenma e eu no ano novo sorrindo com alegria e cumplicidade. Eu era tão feliz.
Sou tirado de meus pensamentos por duas batidas na porta.
– Entre.
– Com licença, Sr. Tsurugi, mas o seu próximo cliente acabou de chegar. — diz a secretária com seriedade.
– Sim, Aya, peça para que o cliente entre. — a funcionária assente. — Obrigado.
– Por aqui, por favor. — ouço Aya falar para alguém depois de alguns minutos após ter saído de minha sala.
– Obrigado. — responde uma pessoa com a voz estranhamente familiar.
Ao entrar, sou surpreendido pela a figura que estava diante de meus olhos. Ele pareceu perceber o olhar que era lhe designado e me encarou. Senti que o mesmo também estava assustado.
– Sr. Matsukaze Tenma, esse é o presidente da Corporação Kazoku, Sr. Kyousuke Tsurugi. — apresenta Aya ao visitante que continuava em estado de choque.
– Aya, por favor, saia. Não permita que ninguém nos incomode. — digo juntando o pouco de racionalidade que ainda me restava.
– Sim, Sr. Tsurugi. — responde a secretária fazendo uma leve reverencia e se retira da sala logo em seguida, fechando a porta logo atrás de si.
– Tenma... Eu... O que você faz aqui? — digo tentando reformular uma pergunta.
– Onde está Yuuichi? Venho para tratar negócios com ele. — diz o mesmo desviando o olhar brevemente e volta a me encarar com seriedade.
– Meu irmão faleceu há seis anos. Não consegui entrar em contato com você quando isso aconteceu. — falo com dificuldade.
– O Yuuichi? Não... Não é... Possível. — gagueja perturbado. O rosto que antes mostrava indiferença, agora estava sendo banhado por lágrimas de dor. — Como...?
– Um ano depois de você ter ido para Vancouver, Yuuichi descobriu ter leucemia. Infelizmente ele não resistiu a doença e acabou falecendo. — explico sentindo as lágrimas que eu havia guardado por tantos anos, rolarem por minhas bochechas.
E algo me surpreendeu. Tenma me abraçou com força. Minha única reação foi corresponder ao abraço. Ficamos alguns minutos abraçados, chorando e compartilhando a mesma dor e sofrimento.
Sempre foi assim. Eu nunca consegui esconder quem eu era de Tenma. Se eu estava sentindo algo, era só olhar para ele e pronto, minhas máscaras caiam e eu revelava espontaneamente.
Depois de mais algum tempo, nós nos separamos. Limpo meu rosto com as costas da mão e olho em seus olhos. Tão belos quanto ainda me lembro.
– Sinto muito, Tsurugi. — fala com sinceridade. Sua voz calma e suave me aqueceu por completo. Pelo o jeito, ele ainda mexe e muito comigo.
– Tenma me... — suspiro alto. Não é fácil tentar deixar o orgulho de lado, mas eu não posso desperdiçar essa oportunidade. — Perdoe-me. Eu não...
– Para, Tsurugi. — pede Tenma fechando os olhos com força, me interrompendo. — Eu não quero ouvi desculpas e nem nada relacionado ao nosso passado juntos.
– Por favor, Tenma. Deixe-me explicar o porquê de tudo aquilo ter acontecido...
–Eu vou embora. — me interrompe mais uma vez. — Solte-me, Tsurugi.
– Não. Será que é tão difícil assim ouvir o que eu tenho à dizer? — imploro em desespero à Tenma.
– Deixe-me ir. — diz com os olhos ameaçando chorar mais uma vez. Em choque, eu o soltei. O mesmo passou a mão pelos os olhos e me olhou mais uma vez. — Adeus.
Após dizer isso, Tenma sai o mais rápido possível de meu escritório, me deixando desolado. A única coisa que me restou fazer foi chorar como uma criança desamparada. Eu não entendo o motivo de estar tão emotivo hoje, mas eu não consigo controlar. Sabe quando você sente vontade de chorar e esquecer-se de tudo ao seu redor? Pois é, eu estou me sentindo dessa maneira.
Sem cabeça para pensar em alguma coisa. Avisei para Aya que não queria ver ninguém e me tranquei em minha sala pelo o resto do dia.
[...]
Uma semana havia se passado desde a última vez que o vi. Tentei criar coragem para ligar, mas o medo falava mais alto.
– Com licença, Sr. Tsurugi. — diz Aya fazendo uma breve reverencia e entra logo após receber a permissão. — Aqui estão os documentos que o senhor havia pedido. Preciso que assine esse contrato e que revise esta proposta. — termina me entregando vários papéis.
– Mais alguma coisa? — pergunto, depois de assinar o contrato e o entregar.
– O Sr. Takuto o fará uma visita às 14h00min. — fala calmamente.
– Tsc. — resmungo. — Ele falou o que queria?
– Não senhor. — responde.
– Certo. Pode se retirar. — falo olhando para os documentos que estão a minha frente.
– Com licença. — reverencia mais uma vez e se retira da sala.
Confesso que Aya é bem competente. Trabalha comigo à três anos e jamais se intrometeu em minha vida. Chega antes de mim, cumpre o seu trabalho com seriedade e vai embora sempre depois de mim. As únicas coisas que sei sobre sua vida é que a mesma é casada e tem três filhos, uma menina e dois meninos.
Se não fosse por Aya, talvez eu estivesse mais do que estressado nesse escritório. Somente uma coisa tem me incomodado nesta última semana. Quando Tenma apareceu em meu escritório, Aya pareceu ser bem íntima do mesmo. Sinto que ela o conhece a um bom tempo.
Deixando essas ideias de lado, prefiro me concentrar nos documentos. Após algumas horas analisando documentos, propostas e inúmeros contratos, resolvo descansar um pouco.
Enquanto olho a paisagem, relembro que preciso almoçar. Antes que eu pudesse avisar a minha secretária, a porta é aberta, revelando uma figura já conhecida por mim há muitos anos.
– Deveria bater na porta e pedi licença. — falo indiferente.
– Oi para você também, Tsurugi. — responde.
– O que quer, Shindou? — pergunto sem real interesse.
– Tenma está de volta. — responde sentando na cadeira de frente a minha mesa após fechar a porta.
– Eu sei. — digo olhando mais uma vez para a enorme janela de meu escritório.
– Como você sabe? — pergunta curioso.
– Ele veio à empresa para encontrar Yuuichi à uma semana atrás. Tenma não sabia da morte de meu irmão. — explico sem esboçar sentimento algum.
– E você não me falou nada? Qual o seu problema, Tsurugi? Você sabe o quanto eu estive a procura de meu amigo e até fizemos um trato de um conta para o outro quando o encontra-se. Por que não me contou?
– Não tive tempo, Shindou. Deixe de ser dramático. Além do mais, como você descobriu que ele estar de volta? — pergunto levantando e abrindo a porta.
– Aonde você vai? — pergunta com uma sobrancelha erguida.
– Estou com fome. Se quer tanto continuar essa conversa, acho melhor ser comendo. — digo e começo a andar em direção ao elevador. Logo senti a presença de Shindou.
Shindou era o amigo de infância de Tenma. Os dois eram como irmãos. Quando Tenma foi embora, o mesmo não entrou em contato com ninguém. Shindou se desesperou e veio atrás de mim. Desde então ele não parou de procurar por Tenma e sempre que tinha uma nova notícia sobre meu anjo, ele vinha me contar. Confesso que ele não é tão insuportável assim.
– Recebi uma carta de Tenma, me contanto que está de volta. — responde a minha pergunta anterior, após entramos em meu carro.
– Você sabe onde ele está?
– Não. Ele não me disse. — responde olhando para paisagem através da janela do carro. — Apenas falou que em breve nós nos encontraríamos. Até lá, eu deveria ficar de olho em você.
– Ele disse isso? — sorri sem humor. — Por que ele pediria uma coisa dessa?
– Às vezes eu me pergunto como você pode ser tão idiota. — fala Shindou me olhando com raiva. Apenas reviro meu olhos como. — Ele ainda te ama e está preocupado com você. Pelo o que eu conheço de Tenma, ele deve ter reparado no quanto você sofre pela a morte de seu irmão. Você sempre foi muito emotivo, segundo o Tenma.
– Eu? Emotivo? — falo surpreso. Tenma me conhece como a própria palma da mão.
– Bem, eu não concordo com isso, mas ele vivia me dizendo que você é muito sensível. — diz olhando para a paisagem de novo.
– Hum. — resolvo encerrar o assunto e prestar total atenção no trânsito. Em menos de 10 minutos, já nos encontrávamos em frente ao restaurante.
Assim que nos sentamos, a atendente trouxe o cardápio. Fizemos nossos pedidos e o ficamos em silencio, que, após alguns minutos, foi quebrado por Shindou, que brincava com o pano da mesa.
– O que ele te falou? — pergunta sem olhar em meus olhos. Parecia que sua mente estava à milhas dali.
– Ele quem? — questiono me fazendo de desentendido. É claro que eu sabia de quem ele estava falando, mas não queria lhe contar da minha vergonhosa tarde.
–Você sabe de quem eu estou falando. — afirma olhando meus olhos. — Será que seu encontro foi tão ruim assim?
Antes que eu respondesse, algo me chamou a atenção. Um homem de cabelos claros, pele bronzeada e lindos olhos celeste, entrou no restaurante. Ao notar que estava sendo observado, Tenma procurou pela a pessoa que tanto o encarava. Quando nossos olhos se encontraram, pareceu que uma corrente elétrica de alta potencia percorreu meu corpo.
– Tenma. — sussurro baixo. Notando meu choque momentâneo, Shindou olha para trás e percebe que Tenma caminha em nossa direção.
– Tenma! — exclama Shindou correndo até Tenma. Quando chega de frente para o amigo de longa data, o mesmo o abraça com força. Tenma corresponde ao abraço com a mesma intensidade.
– Como você está, meu querido? — pergunta à Shindou acariciando sua cabeça, como se fosse o irmão mais velho.
– Por que sumiu assim? Queria me matar do coração? Eu te procurei durante dez anos e só agora você me dá um sinal de vida? — pergunta com raiva, ao se afastar do abraço de seu melhor amigo. Eu apenas observava a cena com seriedade. Não posso perder essa oportunidade.
– Sinto muito. — diz o olhando com ternura.
– Tenma. — eu o chamo com receio.
– Tsurugi. — fala olhando para mim.
– Sente-se conosco. — resolvo não fala de cara o que eu queria.
– É Tenma, senta aqui com a gente. Você está sozinho, não está? — apoia Shindou.
– Sim. — fala sem desviar o olhar de mim.
– Então pronto. Senta aqui e vamos almoçar. — diz se sentando e logo é acompanhado de Tenma.
A comida que nós havíamos pedidos não demorou a chegar. Tenma fez seu pedido a garçonete e começou a nos observar enquanto comíamos.
Shindou fazia inúmeras perguntas e Tenma respondia todas com uma calma de dá inveja. Se fosse eu, já tinha mandado aquela coisa calar a boca.
– Eu vou ao banheiro. Já volto. — fala Shindou se levantando.
Quando percebi que Shindou estava longe o suficiente para não ouvir nossa conversa, me viro para Tenma e o mesmo me encara.
– Tenma, me deixa falar. — Ele ainda tentou me impedi de falar, mas eu coloquei a mão em sua boca antes que falasse algo. — Sei que o que eu fiz o magoou muito. Todas as palavras que te disse naquele dia... Olha, eu sei que agi errado e me condeno por isso até hoje. Talvez você me odeie agora, mas acredite, eu te amo muito. Não vou te força a me aceitar nem nada, apenas... Apenas aceite minhas desculpas e volte ao menos ser meu amigo. Dei-me uma chance de te conquistar. Deixe-me mostrar que eu mudei de verdade. Eu quero tê-lo para mim mais uma vez. Por favor, Tenma. — termino de falar. Tenma tira a minha mão de sua boca e olha para o lado.
– Tsurugi eu aceito suas desculpas, mas não posso dizer que ainda não esteja magoado. Sei que está arrependido de verdade, posso ver em seus olhos. — após dá um suspiro, ele continua. — Droga, eu sou um idiota e sei que posso me arrepender disso, mas... Tudo bem, eu permito que me mostre o quanto mudou.
– Obrigado. — falo colocando a mão sobre a dele. Achei que ele fosse repelir meu toque, no entanto, ele apenas apertou minha mão mais forte ainda.
Shindou aparece e percebe que nossas mãos estão juntas, mas não diz nada. Ele apenas senta e continua a comer. Logo a comida de Tenma chega e todos voltamos a comer em total silencio. Cada um estava perdido em seu próprio pensamento. Assim que terminamos nossa refeição, saímos do restaurante conversando banalidades.
– Sério? — pergunta Tenma, após descobri que Shindou está com planos de se casar com Kirino, um antigo amigo nosso que namora com Shindou à uns três anos, mesmo os dois se conhecendo desde o ensino médio, os idiotas só tiveram coragem de revelar os sentimentos por agora.
– Sim. Até o final do ano, nós nos casaremos. — responde sorrindo.
– Acho que já passou da hora disso acontecer. — falo mexendo nas chaves de meu carro que estar parado em minha frente.
– Concordo com Tsurugi. — responde Tenma sorrindo de Shindou.
– Agora é um complô contra mim? — diz Shindou fingindo que está ofendido. Ele olha no relógio e logo exclama: — Nossa, já está tarde. Eu tenho que ir. Marquei de encontra com Kirino daqui a meia hora.
– Já vai Shin? Então tudo bem. Tchau e se cuida. — despedi-se Tenma o abraçando. — Mande um enorme abraço e um beijo na testa para Kirino.
– Tudo bem. — responde rindo de Tenma. — Até mais Tsurugi e você se cuide também Tenma. Vê se não desaparece de novo.
– Tchau. — falo e logo Shindou vai embora. — Você está de carro?
– Não. Eu vim a pé. Meu trabalho já acabou por hoje. E eu acho melhor eu ir andando. — responde com um lindo sorriso no rosto.
– Deixa que eu te levo. — digo, apertando o alarme do carro.
– Você está indo para a empresa? — pergunta entrando no carro.
– Sim. Por quê? — respondo ligando o carro e começo a dirigi.
– Então vamos para lá. Naquele dia que eu fui lá, foi para tratar de uma proposta.
– Tudo bem então. — afirmo, olhando para a estrada.
Continuamos nosso caminho sem muito dizer. Mesmo assim, foi confortável está ao lado dele. Parecia que a minha muralha está caindo pela a segunda vez.
Logo chegamos a empresa. Entramos no elevador vazio e começamos a nos encarar. Parece que os olhos deles são como imãs.
Assim que as portas são abertas, caminhos até a minha secretária e antes que eu dissesse algo, Tema corre até Aya e a abraça com força.
– Aya, que saudades de você. — diz a apertando mais ainda. Minha funcionária corresponde ao abraço com carinho e ternura.
– Tenma, querido. Como pode está com saudades se você me viu ontem? — pergunta rindo.
– Você nem conversou direito comigo ontem. E ainda levou o Kelvin, o Richard e a Jenny embora muito cedo. — fala fazendo bico.
– Hãn, vocês se conhecem? — pergunto confuso.
– Ah, sim. Há muitos anos. Aya é filha de Aki. Eu morei com ela e o Jun, lá em Vancouver, por nove anos. Nesse meio tempo, os trigêmeos nasceram e eu jamais consegui me afastar deles. — explica Tenma olhando com carinho para Aya que apenas acaricia o rosto de meu anjo com afeto.
– Eu não sabia que Aki tinha uma filha. — digo sem disfarçar minha surpresa.
– A Aki teve que vim para o Japão quando meus pais morreram. Aya foi criada com o pai enquanto a mãe cuidava de mim aqui no Japão. Íamos visitar o marido de Aki e Aya sempre que pudíamos. Como Ichinose trabalhava como chefe na direção de um hospital em Vancouver, ele não conseguiu vir para o Japão com Aki. Por estar longe da filha, Aki preferia não falar muito em Aya, pois sempre que lembrava dela e de Ichinose, ela sofria muito. Quando eu viajei para Vancouver, Aki foi junto e voltou, finalmente, para o lado de sua filha e marido. — diz Tenma olhando para Aya com carinho.
– Tenma é como meu irmão mais novo. Fomos criados longe, mas sempre tivemos um laço muito forte. Ele é e sempre será meu irmãozinho. — fala Aya acariciando a cabeça de Tenma. Pude ver que ambos são bem unidos. A cumplicidade de ambos é visível para qualquer um.
– De qualquer maneira, eu quero que você desmarque todos os compromisso que tenho para hoje. Não quero ser incomodado por ninguém. Depois da reunião que terei com Tenma, eu irei embora. — aviso à Aya.
– Sim senhor. — Aya reverencia mais uma vez e volta para sua mesa.
– Vamos para a minha sala. — digo e Tenma apenas assente.
Abro a porta e dou passagem para que Tenma entrasse, em seguida a fecho e caminho à minha mesa. Sento em minha cadeira e encaro Tenma.
– Pergunta. — diz Tenma de repente.
– O que? — pergunto confuso.
– Conheço-te muito bem para saber quando está muito curioso ou quando algo lhe incomoda. — diz olhando em meus olhos. Gostaria de saber como ele me conhece tão bem.
– Desde quando sabe que Aya trabalha aqui em meu escritório? Ela sabe sobre nosso envolvimento? — pergunto sem esperar mais.
– Eu sei que ela trabalha aqui há um ano, ou seja, desde que foi contratada. Sim, ela sabe sobre o nosso passado. — responde com sinceridade.
– E então? Qual a sua proposta? — mudo de assunto. O analiso tentando entender através de seus olhos, qual é essa proposta.
[...]
Três meses se passaram desde o dia em que Tenma e eu nos tornamos "amigos". Sempre que possível fazíamos alguma coisa juntos. Pelo menos três vezes na semana nós nos encontrávamos. Nossa ligação estava ficando mais forte do que nunca.
A proposta que Tenma me fez está saindo melhor do que o esperado. Um produto próprio cicatrizar machucados mais sérios de atletas é realmente inteligente.
Agora, sentado neste sofá, o espero para jantarmos. Olho no relógio mais uma vez e vejo que ele está 20 minutos atrasados. Tomo mais um gole de vinho.
Ouço a campainha toca e levanto olhando para o apartamento com a intenção de ver se há algo desarrumado. Caminho calmamente até a porta e a abro.
Ele estar simplesmente lindo. De blusa social branca dobrada até o cotovelo, sapato e calça sociais pretos percebo que Tenma havia acabado de sair da Clínica.
– Olá. — cumprimenta com um lindo sorriso.
– Oi. — falo e dou passagem para que o mesmo entrasse.
– Trouxe um vinho para acompanhar o jantar. Desculpe pelo o atraso, mas é que não consegui sair mais cedo. — fala me entregando o vinho, após entrar e retirar os sapatos.
– Aconteceu alguma coisa? E não precisava trazer nada. — digo caminhando até a cozinha onde guardei o vinho na geladeira.
– Na verdade não. Jun não pode ir hoje, pois teve que resolver alguns problemas e eu acabei tendo que trabalhar em dobro. Antes que eu me desse conta, já estava em cima da hora. — explica sentado no sofá de minha sala.
Tenma é sócio de Jun, marido de Aya, na clínica que montou no centro da cidade. Conhecida por ser a melhor da cidade, a Clínica Fisioterapeuta Utsukushī Hōpu está sempre cheia .
– Vinho? — pergunto oferecendo uma taça e segurando uma garrafa.
– Por favor. — diz pegando a taça.
– O jantar sairá em breve. — digo me sentando ao lado dele.
– Pelo o cheiro, tenho certeza que está saboroso. — elogia.
– Espero que sim. — digo.
Após isso, começamos a conversar banalidades. Assim que o jantar ficou pronto, o comemos enquanto bebíamos e conversávamos. A noite estava incrivelmente agradável.
Sentados no sofá, já estávamos começando a ficar embriagados. Tenma e eu relembrávamos o passado com muita gargalhada.
– Lembra-se daquela vez em que fomos no cinema e uma garota veio dá em cima de mim? — pergunto rindo.
– Como eu poderia esquecer daquela puta oferecida? Ela tinha muita coragem, tenho que admitir. — responde rindo.
– Você a assustou. Na hora eu tive que me segurar para não ri. Quando você me beijou, ela ficou branca feito papel. Foi muito engraçado. — digo tentando limpa as lágrimas.
– Lógico. Eu tinha que defender o que era meu por direito. — tenta se justificar. Ao tentar se levantar, por estar um pouco tonto, Tenma acaba caindo em meu colo. Seguro sua cintura com firmeza.
– Eu era seu? — pergunto com divertimento olhando em seus olhos.
– Bem, eu não sei se você ainda é. — sussurra em meu ouvido me fazendo arrepiar.
– Eu nunca deixei de ser seu. — digo me aproximando lentamente de seu rosto.
Para a minha surpresa, Tenma agarra meu pescoço e me puxa para um beijo urgente e cheio de saudade. Passo a língua por seus lábio e o sinto estremecer. Logo nossas línguas travam uma luta gostosa e sensual pelo o controle do beijo.
Começo a senti um calor vim de meu baixo ventre. Sem esperar mais, eu agarro Tenma pela a cintura e o puxo mais para cima. Levanto com toda a minha força e sinto o mesmo enlaçar suas pernas envolta de meu corpo.
Caminho apressadamente, sem parar o beijo, até o quarto. Ao chegar lá, o jogo em minha cama com rudez. Ouço um gemido sair de sua boca me excitando mais ainda.
Jogo-me sobre seu corpo e sinto nossos membros se chocarem. Gemidos involuntários saem de nossas bocas durante nosso beijo.
Passo a mão por debaixo de sua blusa e o sinto estremecer novamente. Chego até seus mamilos e começo a atiçar aquele ponto sensível. Cada vez mais, Tenma geme meu nome, tornando-se melodias para meus ouvidos.
Retiro sua blusa e calça com rapidez descomunal, o deixando apenas de boxe. Vendo a carne de seu pescoço à mostra, não resisto e o chupo tendo a certeza de que ficaria bem roxo no dia seguinte.
Vou distribuindo beijos por toda a área exposta de seu pescoço e começo a descer, até chegar mais uma vez em seus mamilos. Os chupo com força, o que o faz gemer e suspirar alto.
De repente, Tenma inverte as posições e fica por cima de mim.
– Tenma. — sussurro surpreso.
– Você está com peças de roupa demais. Agora é a minha vez de te dá prazer. — sussurra em meu ouvido e logo morde o glóbulo de minha orelha me fazendo gemer de prazer.
Tenma começa a retirar minha blusa e a beijar meu pescoço. Puxando meu tronco para a frente, eu acabo ficando apoiado pelo o cotovelo e o vejo fazer uma trilha de beijos até meu umbigo.
Após abrir minha calça, Tenma a retira rapidamente me deixando apenas de cueca. Tenma senta em cima de minha ereção e começa a rebolar, meu corpo esquenta mais ainda, e não consigo conter os gemidos.
– Te... Tenma.... Aaaaah... Não me tor.... Tura assim. — falo entre gemidos, enquanto ele continua a rebolar.
Ouvido isso, Tenma para de rebolar em meu colo e me olha nos olhos. Vejo que seus lindos olhos azuis celestes agora estão escuros de desejo. Ele me beija com paixão e intensidade. Ao terminar o beijo, ele morde meu lábio inferior e depois morde levemente o próprio lábio.
Voltando a distribuir beijos pelo o meu corpo, Tenma fica de frente para o meu sexo. Lambendo os lábios, Tenma me encara mais uma vez e depois olha para a minha ereção.
– Você já está bem animadinho, hein? — diz com divertimento.
Antes que eu pudesse rebater alguma coisa, Tenma retira minha cueca com os dentes, tornando a cena mais excitante ainda.
Tenma olha para meu membro com desejo e logo começa a brincar com meus testículos, me levando a loucura. A cada segundo que se passa, minha mente para de raciocinar e meus instintos começam a me controlar.
Solto um gemido roco ao senti sua língua lamber meu membro. Ele estar, claramente, me torturando.
– Ten... Tenma, para de me torturar... — falo baixo.
– O que você quer, querido? — pergunta enquanto continuar a brincar com meus testículos. — Eu só farei algo quando você me dizer o que é para fazer.
– Aaaaaah, Tenma... Para de brincadeira... Aaaah... Me chupa. — não aguento quando ele começa a aumentar os toques.
Ao ouvir o que eu disse, Tenma coloca meu membro inteiro em sua boca, começando uma forte sucção sobre o mesmo. Os movimentos de vai e vem se tornam mais rápidos a cada segundo.
Tenma suga meu sexo com desejo, e seus olhos em nenhum momento desviam dos meus. A cena de vê-lo tão submisso à mim, quase me faz ter um orgasmo.
Puxo seus cabelos e começo a controlar o ritmo das estocadas. Em alguns minutos, sinto meu corpo todo tremer. Estou prestes a gozar.
– Ten... Tenma... Eu vou... Eu.... Aaaaaaah. — Tenma acelera mais ainda a sucção, apertando mais e mais meu pênis em sua boca. Aquilo me fez ir ao céu. Acabei tendo gozando na boca de Tenma. O mesmo engoliu cada gota.
– Hum... Delicioso. — responde lambendo os lábios. Logo ele me beija com luxuria. Sinto seu membro ereto e então fico por cima dele mais uma vez.
Começo a passar minha mão pelo o seu corpo, até chegar em sua bunda. A aperto com força o fazendo gemer. Aquilo só me faz querer mais ainda está dentro dele.
Retiro sua boxe que o incomodava. Paro de beijá-lo por um momento e vou até o meu criado de onde retiro um vidro médio. Abro a tampa com desespero e pego uma boa quantidade de lubrificante e o espalho por meu membro já desperto.
Volto até Tenma e o vejo abrir as pernas. Com um dedo começo a penetrá-lo devagar. Vejo que o mesmo sente um grande incomodo. Seu canal parecia querer expulsar meu dedo.
O beijo com luxuria. Vendo que já havia se acostumado com o primeiro dedo, coloco o segundo e com o mesmo procedimento, coloco o terceiro.
Assim que Tenma se acostumou com a invasão, percebo que ele já está preparado. Meu membro parece que vai explodir de tanta ansiedade.
– Aaaah... O que... Você está esperando? — diz Tenma em um sussurro.
– O que você quer, querido? — faço a mesma pergunto que ele havia feito.
– Aaaah... Me come Tsurugi. Faça gemer seu nome até ficar sem voz. Me fode com força. Aaaah... — aquilo foi demais para mim.
Sem esperar mais, retiro os dedos de dentro dele e o penetro de uma vez e paro ao ouvir um som de choro. Olho para o meu anjo e o vejo chorando.
Começo a masturbá-lo na intenção de fazê-lo esquecer da dor. Ficar parado dentro dele é uma tortura, mas não quero machucá-lo. Seu canal apertado me enlouquece.
Sinto Tenma começar a rebolar. Percebo que já posso me mover. No começo, as estocadas são devagar, mas com o tempo vou acelerando.
Logo nossos gemidos se misturando com o som de nossos corpos se chocando. Tenma enlaça minha cintura com força, na intenção de me fazendo entrar mais e mais.
– Mais.... Maaaais rápi... Dooo... Aaaaah... Tsurugiii... — pede Tenma em meio aos gemidos.
– Aaah, Tenma... Você é tão apertado... Aaaaah,tão gostoso... — digo quase sem ar.
– Tsurugi, eu vou... Aaaah... Ficar de... Quatro... — assinto e logo ele troca de posição.
No meio das estocadas, atinjo um ponto especial em seu corpo. Tenma arqueia suas costas e grita meu nome. Começo a acerta apenas aquele lugar. Aperto sua bunda com força, o levando a loucura. A cada estocada, Tenma gemia e gritava meu nome com desejo. Aquilo era bom demais.
– Aaaaah... Tsurugiii... Eu vou.... Aaaaah. — sinto Tenma estremecer. Acelero ainda mais a masturbação e o ritmo das estocadas.
– Aaaaah... Tenma.... Eu... Também.... Aaaah... — falo entre gemidos.
Logo chegamos ao clímax. Derramo meu sêmen dentro de Tenma e o mesmo entre minha mão e a cama. Caímos ao mesmo tempo, cansados e em êxtase. Saio de dentro de Tenma e o puxo para deitar em cima do meu peito, após nos cobrirmos.
– Eu te amo. — ouço Tenma sussurrar.
– Eu também te amo e muito. — sussurro. — Você não vai mais me deixar, não é mesmo?
– Você quer que eu lhe deixe? — pergunta olhando em meus olhos.
– Depois do que passei longe de você, eu jamais permitirei que você vá para longe de mim. — respondo acariciando seu rosto corado.
– Então eu jamais lhe abandonarei. — responde me abraçando mais forte ainda.
– Isso é real? — pergunto enquanto mexo em seus cabelos sedosos.
– Não sei, mas se for um sonho, eu não quero acordar. — responde baixo e com as pálpebras começando a se fechar, deixado ser levado pelo o sono e cansaço.
– É, eu também não. — digo me entregando ao sono.
[...]
Notas finais
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Ela é RanTaku, mas também tem um pouco de TsuTen... Obrigada àqueles que leram e espero que possam comentar, sim? Beijos e talvéz até breve.
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