As Memorias Que Jamais Esqueceremos
1 Capítulo Unico
Notas iniciais
nao q eu conhecesse alguem...
mas os mortos merecem comemoraçoes...
pois muitos daqueles que se foram ainda mereciam estar vivos nao apenas para colocar sua vida para frente como tambem para redimir erros, conhecer novas pessoas, dizer eu te amo para seus familiares....
bem
vcs me entenderam né
estou fazendo isso apenas como homenagem msm por isso usei meus personagens favoritos...
boa leitura
– Dez anos... – murmurei enquanto acariciava as letras douradas do memorial a minha frente.
Senti lagrimas escorrer por meu rosto eu não podia sorrir, não naquele dia... não depois que aquilo aconteceu.
Apertei mais forte o cabo do guarda chuva em minha mão enquanto com a outra sequei minhas lagrimas.
Talvez eu devesse estar feliz, afinal, estou viva. Sobrevivi a aquela tragédia mundial, mas mesmo assim não posso me dar a esse luxo, pois o homem que eu mais amei em toda vida morreu.
Apenas fechei os olhos deixando-me lembrar de seu sorriso. Seus cabelos ruivos e bagunçados. As covinhas que ele possuía quando sorria para mim. Seus braços largos e fortes que me envolviam para me proteger dos perigos.
Por que ele? Por que? Por que? Ele era tão doce, gentil e inocente. Não merecia isso. Então por que?
Um soluço baixo escapou de meus lábios e logo larguei o guarda-chuva para colocar minhas duas mãos cobrindo meu rosto. Deixei-me cair de joelhos na grama molhada fazendo assim com que meu jeans ficasse sujo e que a chuva castigasse-me juntamente com os ventos gelados, mas pouco me importei com isso.
Logo aquela triste imagem se formou em minhas mente, as lembranças as quais eu bravamente reprimi voltaram a tona.
~~
O dia havia amanhecido ensolarado e como sempre ele se levantara cedo, não que precisasse trabalhar, mas prometera ao pai que iria visitá-lo naquele onze de setembro de dois mil e um.
– Fica só mais um pouquinho Jin – pedi abraçando-o por trás enquanto apenas ria.
– Eu não posso.... mas prometo que volto cedo – disse ele virando-se e me encarando com seu lindo sorriso com covinhas.
– A você sabe que não resisto a esse sorriso – murmurei aproximando-me mais.
Ele sorriu cada vez mais e logo envolveu minhas cintura para logo em seguida tomar meus lábios.
O beijo terminou rápido de mais e logo este havia partido deixando-me sozinha na cozinha de nossa casa.
Apenas uma hora havia se passado desde que ele fora para o prédio ao qual seu pai trabalhava, passei esse tempo arrumando alguns trabalhos que tinha e também arrumando a cozinha que estava uma bagunça.
Agora eu apenas lavava a loca, mas sem que percebesse o copo preferido de Jin acabara por escapar de minhas mãos e ir de encontro ao chão. Ele não quebrara, mas trincara da borda ao fundo.
Abaixei-me para pega-lo e logo senti um mal pressentimento tomar conta de meu corpo.
Ergui-me bruscamente e corri para o quarto em busca do meu celular. Assim que encontrei-o liguei para meu namorado sendo que este atendeu no primeiro toque.
– Amy, aconteceu algo? – perguntou meio receoso por eu ter ligado sendo que ele saiu de casa há apenas uma hora.
– Jin v-você esta bem? E-eu tive um mau pressentimento agora e... – disse nervosamente.
– Esta tudo bem amor se acalma, nada de ruim vai acontecer... – escutei-o afastar o celular e dizer algo para alguém, talvez seu pai – olha meu pai disse que quer que eu fique aqui mais um pouco. Não se preocupe estarei por ai na hora do almoço.
– T-Tudo bem – murmurei mordendo o lábio fortemente. – Eu te amo, amo muito.
– Também tem amo muito – disse por fim antes de desligar.
Mantive-me parada por alguns minutos, mas logo coloquei o celular sobre a cama e me sentei no chão. Apenas fiquei parada olhando fixamente para o chão.
Tic.... Tac.... Tic... Tac....
Era o som do relógio que eu podia ouvir vindo da sala. Puxei o celular olhando a hora.
– Oito e quinze.... – murmurei colocando-me de pé e indo para frente de casa.
Sai de minha residência e sentei-me frente a esta olhando fixamente para um dos prédios onde meu namorado estava.
Meu corpo estava sendo consumido por um nervosismo persistente.
Algo vai acontecer eu sei...
– Por favor que o Jin fique bem – murmurei em uma reza baixa.
Em poucos minutos uma explosão foi ouvida e assim que ergui minha cabeça não acreditei no que via.
Um avião havia se chocado com a torre sul do Word Trade Center... o prédio onde Jin estava era a segunda torre. Logo outro avião foi de encontro a primeira torre.
– Por favor, Por favor que o Jin fique bem.... – disse desesperada. – Pai nosso que estais no céu santificado seja o vosso nome.... – apenas pude escutar o som da primeira torre indo ao chão – venha n-nós ao vosso reino – continuei rezando entre lagrimas – s-seja feita a vossa vontade... assim na terra como no céu... – outra explosão. Abri os olhos rapidamente vendo que agora o algo fora a segunda torre.
Arregalei meus olhos já indo de encontro ao chão.
– N-Não...
~~
– Mamãe! – escutei meu filho Jonathan chamar.
Sequei minhas lagrimas e ergui-me para olhar em suas orbes douradas assim como as de seu pai. Seus cabelos ruivos molhados por causa da chuva.Este apenas me olhava preocupado.
– Mamãe não chore, por favor – pediu ele me abraçando forte.
Envolvi-o com meus braços.
Ele era apenas uma criança, mas tinha razão. Eu não podia chorar, não devia. Jin se fora e eu jamais iria esquecê-lo, mas antes de ir deixou-me um presente precioso. Nosso filho.
E eu seguiria em frente cuidando daquela criança e sempre me lembrando do amor da minha vida.
Ergui-me com aquele pequeno menino em meus braços e parti para fora do cemitério. Eu sabia que não voltaria ali ate ano que vem onde, mais uma vez, relembraria daquela tragédia.
Mas ate lá eu manteria de cabeça erguida cuidando de meu filho, lutando para que este nunca se esqueça que seu pai, meu Jin, foi o homem ao qual ele deva sempre se orgulhar, mesmo que não tenha o conhecido.
E assim deixei aquele lugar onde há dez anos o amor da minha vida morrera. Porque mesmo estando separados pela morte estamos ligados por algo unico. O amor.
Notas finais
bjos
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