Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem.

– Rosalie! Rosalie! Que droga! Vamos chegar atrasados de novo por sua causa. – gritou Edward, meu irmão gêmeo, do lado de fora do meu quarto.

– Já estou pronta, Ed. – eu disse abrindo a porta.

– Não sei pra que demora tanto pra se arrumar! Não vai adiantar nada. Você passou maquiagem e continua feia. – ele riu.

– Porque você não vai se ferrar? Seu idiota! – disse dando-lhe um soco no braço.

– Quando vocês dois vão parar com essa guerra? Já estou farta! Qualquer dia desses, eu darei uma faca na mão de cada um e deixarei que se matem. – disse Esme, nossa mãe, visivelmente irritada enquanto colocava algumas coisas em sua bolsa.

– Desculpa mãe. – dissemos.

– Toda vez é a mesma coisa! Vocês já estão grandinhos pra ficar brigando, não acham?

– Escutem sua mãe. Ela tem toda razão. Vocês dois são irmãos e não devem ficar brigando. – disse Carlisle, nosso pai, aparecendo da cozinha.

– Vamos, já estamos atrasados. – nós quatro fomos para o carro e papai dirigiu até a escola em que eu e Edward estudávamos. Estávamos no último ano do Ensino Médio. Meu irmão e eu éramos muito diferentes um do outro. Edward era nem um pouco estudioso, gostava de namorar, sair e beber e era do time de futebol. Eu já era mais aplicada, centrada e sensível e participava do clube de artes plásticas e do clube do livro. Pensava apenas em estudar para conseguir uma bolsa em uma boa Universidade e por isso, quase não saia de casa. Éramos os únicos filhos de um casal de oncologistas do hospital local, que trabalhavam muito e quase não ficavam em casa.

Dez minutos depois, papai estacionou na frente do Colégio e nós descemos.

– Se comportem. – disse mamãe. – não nos esperem para o jantar, vamos ficar no hospital até mais tarde.

– Tá, mãe. – eu respondi e eles foram embora. Entrei no colégio e coloquei algumas coisas em meu armário. Fui para a sala, e me sentei no meu lugar. Edward já estava se agarrando com Bella, sua namorada. Bella e eu éramos muito amigas e estudávamos juntas desde o jardim de infância. Odiei quando começaram a namorar, porque eu sabia que mais cedo ou mais tarde, Edward iria magoá-la.

– Oi Cullen. – disse Tanya, sentando-se na minha frente. Ela também era minha amiga de infância.

– Oi Tanya. Como vai?

– Muito bem. – ela desviou o olhar para Edward e Bella. – tenho tanta pena dela.

– Eu também.

– Ele vai traí-la com a primeira peituda que aparecer na frente dele. Igual ele fez comigo.

– Eu disse pra você não cair no papo furado dele. Você não me ouviu.

– Ele é o cara mais gato da escola, Rose. E eu era uma menina idiota de quinze anos.

– Eu avisei.

– Eu odeio quando você diz isso. Você sempre tem razão.

– Mais é claro que sim.

– Olha, seu irmão foi tão cafajeste comigo que eu prometi pra mim mesma que nunca mais eu iria deixar um homem me fazer sofrer. E não deixei mesmo, porque nunca mais me relacionei com homem nenhum. Só namoro mocinhas agora. – ela riu.

– Falando em namorar, olha lá sua garota. – eu disse, enquanto Zafrina se aproximava de nós.

– Oi gente. – ela disse sentando-se na mesa de Tanya. – do que falavam?

– De como Edward Cullen contribuiu para que eu me tornasse lésbica.

– Entendo. Eu tenho tanta pena dessa Bella.

– Era exatamente o que estávamos comentando. – disse Tanya.

– Olha, Rose, eu sei que ele é seu irmão, mais sem dúvida alguma é o cara mais idiota que eu conheci.

– Eu sei. O Edward é patético. Ele pensa que todas as mulheres do mundo dão bola pra ele. – revirei os olhos e olhei para a porta. Foi quando eu o vi. Alto, forte, cabelos pretos, olhos claros, pele branca. Um sorriso encantador. Ele entrou na sala e meus olhos o acompanharam. Puxa vida, ele era lindo! Como eu jamais tinha visto. Estava com uma calça jeans, uma blusa azul e all star preto. Sentou-se no fundo.

– Rose? Rose? Você está bem, amiga? – perguntou Zafrina.

– Oi? Você ta falando comigo? – eu respondi, ainda olhando para ele.

– Com quem mais poderia ser, Rosalie? O que deu em você?

– Nada.

– Eu já sei o que é, gata. Foi o “Deus Grego” que entrou na sala. Aquele lá do fundo, de blusa azul. – explicou Tanya.

– Claro que não! Eu... Do que você está falando?

– Rose, o que tem você ficar abobalhada com um cara gato desses? Eu que não sou muito chegada o achei maravilhoso. – sorriu Tanya.

– Ele é bonito sim. – concordei.

– Vá até ele e diga oi.

– Claro que não, Zafrina. Não sou cara de pau.

– Você tem que ser, meu bem. Ou quer terminar sozinha? Você precisa sair mais, Rose. Conhecer caras novos. Você só fica estudando e estudando. Isso é importante, mas não é a única coisa que um adolescente tem pra fazer.

– Você sempre me diz isso.

– Vamos sair sexta à noite. Não aceito um não como resposta. – disse Tanya.

– Você não vai me levar naquela boate gay que abriu no centro, vai?

– Claro que não. Mais se você quiser, podemos passar lá. – ela riu.

– Tá. E aonde vamos?

– Podemos ir a um restaurante com música ao vivo. É perto da casa da Bella.

– Tudo bem. Você passa em casa pra me pegar? – sorri.

– Claro que sim.

– Tudo bem. Amanhã combinamos o horário.

As aulas se passaram normalmente até a hora do almoço. Estava na mesa com Zafrina, Tanya, Mike, Angela e Jessica quando Edward e Bella chegaram.

– Podemos nos sentar aqui? – perguntou Bella.

– Claro Bells. – disse Mike.

– Gente! Olha só quem voltou pra escola! – disse Angela, um pouco alto. Todos nós nos viramos para trás e nos surpreendemos.

– Faz o quê? Uns dois meses que o Jacob não aparece? – perguntou Zafrina.

– Ele ficou tão esquisito depois que o Paul se... matou. Sei lá. – disse Edward.

– O Paul era tudo para o Jake. Além do irmão mais velho, eles eram melhores amigos. Quando o Paul se foi, ele se revoltou. – eu disse. Eu sempre gostei do Jacob. Desde o jardim de infância. Nós éramos melhores amigos nesta época. Quando ficamos mais velhos, começamos a nos gostar de outra maneira e até tentamos namorar, mas não deu certo. Depois da morte do irmão, o Jake começou a andar com uns pivetes, começou a beber, a fumar e usar drogas. Daí, eu me afastei cada vez mais e fazia muito tempo que não nos falávamos.

– Nós sabemos que você ainda morre pelo Black, Rosalie. Não precisa ficar com vergonha. – zombou Edward.

– Porque você não vai se ferrar? E daí que eu gostava do Jake? Algum problema? – eu me levantei da mesa e fui para fora do refeitório. O Edward me secava o sangue e sempre fazia um comentário para me envergonhar. Fui para as arquibancadas, tomar um pouco de ar e esperar a raiva que eu estava sentindo passar. Senti que alguém estava sentado atrás de mim e me virei para ver quem era. Para o meu azar, era o aluno novo. Ele sorriu pra mim e eu quase morri de vergonha.

– Oi. – ele disse, se sentando ao meu lado.

– Oi. – respondi timidamente.

– Sou Emmett. – ele se apresentou, estendendo a mão.

– Rosalie. – disse retribuindo o aperto.

– Você é da minha sala, não é?

– Sou. – eu disse e fiquei feliz por ele ter reparado em mim.

– O que faz aqui sozinha?

– Vim tomar um ar fresco. E você?

– Não encontrei um lugar pra ficar. Sabe como é, sou aluno novo e não conheço ninguém aqui.

– O pessoal da sala é bem legal, logo fará amigos. De onde você veio?

– Eu morava em Seattle. Meu pai foi transferido pra cá.

– Entendi. Gostando da cidade?

– Oh, é meio parada e fria. Mais é legal.

– Você se acostuma. – eu disse e então o sinal bateu. – vamos pra sala?

– Claro. – nós andamos em silêncio até a sala. Quando entramos, Tanya e Zafrina cochichavam.

– O que foi? – perguntei-lhes.

– Nada. – respondeu Zafrina.

– Você não perde tempo mesmo, hein dona Rosalie? De boba você não tem nada. – disse Tanya balançando a cabeça.

– Não fiz nada. Eu estava nas arquibancadas e ele também. E foi ele que puxou conversa comigo.

– E você adorou, suponho.

– Me deixe, Tanya. Me deixe. – sorri e virei para frente. Assisti ao resto das aulas e depois Edward e eu fomos embora. Estava no meu quarto, organizando meus livros quando meu irmão apareceu na porta.

– Rose? Posso entrar?

– O que você quer Edward? – perguntei sem olhar em seu rosto.

– Queria te pedir desculpas pelo que eu falei na hora do almoço. Não queria te magoar.

– Mais você conseguiu. Na verdade, você sempre consegue.

– Foi mal, ta? É que às vezes eu não penso pra falar e acabo magoando as pessoas.

– Às vezes? – ironizei.

– Tá, quase sempre. – ele riu. – você me desculpa?

– Tudo bem Edward. Desculpo.

– Valeu. – ele disse me dando um beijo no rosto.

– Eu vou comprar algumas coisas para o jantar. Não vou demorar. – disse descendo as escadas.

– Tá legal. – peguei minha bolsa e fui para o mercado, que não era muito longe de casa e peguei tudo o que eu precisava. Alguns tomates, molho branco, pimenta e queijo. Fui para o caixa e o rapaz que estava na minha frente deixou um papel cair. Então, educadamente abaixei-me para pegar. Quando levantei a cabeça percebi que eu o conhecia. Era Emmett.

– Toma seu papel.

– Obrigado, Rosalie. Me diga que não errei seu nome.

– Não, você não errou.

– Ufa! Eu sempre troco o nome das pessoas. O que faz aqui?

– Comprando algumas coisas para o jantar. E você?

– Comprando uns doces pra minha irmãzinha. Sabe como são as crianças.

– Quantos anos ela tem?

– Cinco.

– É a sua vez. – eu disse apontando pra mocinha do caixa, que esperava pacientemente Emmett colocar suas compras na esteira. Ele pagou e foi para fora. Paguei minhas compras também e sai.

– Deve estar pesado. Deixe-me te ajudar. – ele falou, pegando minhas sacolas.

– Não precisa...

– Não se incomode. Meu pai me ensinou a ser um cavalheiro.

– Já que insiste. – nós andamos até a minha casa e conversamos sobre tudo. Emmett era muito divertido e simpático e de um jeito que eu não sei explicar ele me fazia sentir segura.

– Bom, esta é a sua casa? – ele perguntou quando paramos de andar.

– É sim.

– É bem bonita.

– Obrigada. E obrigada por ter me acompanhado e levado minhas compras.

– Não foi nada. – ele me entregou as sacolas e se virou. – tchau, Rosalie.

– Tchau Emmett.

– Rosalie?

– Oi.

– Tem algum plano pra sexta?

– Eu vou sair com minhas amigas, por quê?

– Ah! – percebi um tom de desapontamento em sua voz. – deixa pra lá.

– Se quiser aparecer, o pessoal da sala vai estar lá. É bom pra você interagir com a turma.

– E onde vocês vão?

– Num restaurante com música ao vivo. Ele se chama Waterloo. Se quiser aparecer.

– Claro. Obrigado por convidar. Tchau... De novo. – ele deu um risinho e foi embora.

– Tchau, Emmett. – eu disse e abri a porta da sala. Quando botei meu pé para dentro não pude acreditar na cena que eu estava vendo. Edward e Bella estavam transando no sofá. Eu joguei as compras no chão e cruzei os braços. – mais que merda é essa?

– Rose? O que você ta fazendo aqui? – disse Edward, tentando se esconder atrás de uma almofada.

– O que eu faço aqui? Se você não sabe, eu moro aqui. Vocês são loucos? Perderam a noção do respeito? Poderiam pelo menos ter ido para o quarto.

– Ai meu Deus que vergonha! Rose me perdoe, por favor. – disse Bella colocando suas roupas.

– Eu no seu lugar também ficaria com vergonha, Bella.

– Deixe de ser careta, Rose. – disse Edward. – vai fazer uma tempestade por causa disso? Não temos culpa de você nunca ter transado.

– Porque você não vai colocar uma roupa, hein?

– Ai Rose, eu vou embora. – disse Bella.

– Acho bom mesmo. – Bella pegou sua bolsa e saiu correndo.

– Ficou chocada, irmãzinha? – zombou Edward.

– Vamos ver se você vai rir quando eu contar isso ao papai e a mamãe.

– Você não seria capaz, Rosalie.

– Você está duvidando? Se eu fosse você, não duvidaria.

– Rose, por favor! Não conta! O papai já não confia muito em mim, se ele ficar sabendo de uma coisa dessas...

– Porque você não pensa antes de fazer, hein?

– Rose, olha eu arrumo seu quarto, lavo suas calcinhas, o que você quiser, mas não conta.

– Não precisa fazer nada, Edward. Não adianta, querer me bajular porque eu vou contar. – eu disse indo para a cozinha.

– Rose! Irmãzinha, não fala nada! Eles vão me matar. – depois de Edward quase se ajoelhar aos meus pés, decidi não contar.

– Tá legal! Já chega de choramingar. Não vou contar. Mais se acontecer de novo e eu ver, você ta ferrado.

– Obrigado Rose! Eu te amo, sabia? – ele disse me pegando no colo.

– Tá Edward, já chega! Me coloque no chão agora.

– Foi mal. – ele me pôs no chão e eu levei as compras para a cozinha.

– Me ajude com o jantar. E lave essas mãos muito bem antes. – eu disse e ele foi logo para o banheiro desinfetar as mãos.

– Sabe, às vezes você parece a mamãe falando.

– Ainda bem que tem alguém perto de você pra colocar um pouco de juízo nessa sua cabeça.

– Tá vendo? Você fez de novo.

– Me deixe, Edward. – disse dando-lhe um soco no braço.

– Essa doeu.

– Não doeu nada.

– Tem razão. – ele sorriu e nós fizemos o jantar juntos. Foi bom passar um tempo sozinha com ele, apesar de eu ainda estar um pouco brava. Me fez refletir que, talvez, lá no fundo, bem no fundo mesmo, o Edward seria um bom irmão e que talvez, eu implicasse um pouco demais com ele. Nós terminamos de comer e ele lavou os pratos. Fui para meu quarto ler Lolita, pela milésima vez, pois seria o livro que discutríamos segunda feira no Clube do Livro e me deitei às dez. Acordei por volta da meia noite, com o barulho do carro de meus pais, mas logo voltei a dormir.

Acordei de manhã bem cedo. Antes de todo mundo, na verdade. Fui para o banheiro e fiz minha higiene. Coloquei um moletom bem confortável e peguei minhas coisas para ir à escola. Desci e preparei o café. Alguns minutos depois, papai e mamãe desceram e Edward também.

– Nossa, Rose, acordou cedo, hein? – surpreendeu-se mamãe.

– Ah, não consegui ficar na cama. – expliquei.

– Você não vai assim pra escola, vai? – perguntou Edward fazendo cara feia para o meu moletom.

– Algum problema? Estou super confortável.

– Deixe sua irmã, Edward. – disse papai, sem tirar os olhos do jornal.

– Ok. Depois não reclame que não arruma namorado.

– Eu não vou discutir com você, Edward. Estou de muito bom humor hoje. Aliás, mamãe, hoje eu vou sair com as meninas, tudo bem?

– Você vai sair? Que boa notícia, meu amor. Está tudo bem sim, não está, Carlisle? – animou-se mamãe. Ela sempre me dizia que eu deveria sair mais de casa. Acho que ela queria que eu me divertisse um pouco mais e não ficasse só estudando.

– Está tudo bem sim. Só tome cuidado, princesa. Sem extravagâncias.

– Ok, papai. Pode deixar.

– Eu também vou. Eu cuido dela. – disse Edward.

– Prefiro que ela se cuide sozinha. – riu papai.

– Nossa, porque vocês não confiam em mim?

– Edward, meu filho. Você não cuida nem de você mesmo.

– Não é verdade.

– Não comecem a brigar, por favor. – disse mamãe. – e Edward, você é muito irresponsável. Por isso não confiamos em você.

– Eu? Irresponsável? Isso é mentira!

– Edward, você sabe que nossos pais têm razão. Agora podemos ir para a escola? Temos prova de Física B na primeira aula. – eu disse.

– Edward, vá com o seu carro. Eu e sua mãe temos uns assuntos para resolver no hospital.

– Tudo bem. – ele suspirou e nós fomos para a escola no belo Volvo prata que Edward ganhou quando fez dezesseis anos. Chegamos rápido e eu fui logo pra sala. Bella não olhou no meu rosto, supus que ela ainda estava com vergonha, então a deixei pra lá.

– Oi Rose. – disse Zafrina.

– Oi Zafrina. Onde está a Tanya?

– Conversando com a Jane.

– Sério? Com a Jane Volturi? Por quê? – Jane Volturi era uma baixinha irritante que estudava em nossa sala. Ela era filha do prefeito e capitã das líderes de torcida. Era a garota mais popular e mais arrogante da escola, ao lado de seu namorado babaca, Tyler Crowley, quarterback do time de futebol.

– Sobre a competição de líderes de torcida. Elas vão ensaiar, alguma coisa do tipo.

O Sr. Johnson, nosso professor de Física B entrou na sala e aplicou a prova. O restante do dia se passou e eu não vi Emmett na escola e sinceramente eu me senti decepcionada. Depois do almoço, fui para o Clube de Artes Plásticas e depois fui embora pra casa. Fiz minha lição e oito horas em ponto entrei no chuveiro para tomar banho. Coloquei uma calça jeans, uma camisa azul, um sapato preto, fiz uma maquiagem leve e desci. Edward estava sentado no sofá me esperando.

– Estou pronta. – informei.

– Já estava na hora.

– Não vai me elogiar?

– Você ta bem bonitinha.

– Obrigada, Edward.

– Vamos passar na casa de Bella, tudo bem?

– Tudo. – nós saímos e fomos até a casa da Bella para pegá-la. Chegamos ao restaurante e o pessoal já estava todo lá.

– Oi pessoal. – cumprimentei.

– Finalmente, hein? O show já vai começar. – disse Tanya. Eu me sentei ao lado de Mike e nós pedimos alguns petiscos e refrigerante. A apresentação da banda começou e todos nós ficamos surpresos ao vermos Jacob tocando bateria. Jacob adorava música e tinha um grande talento, mas depois que seu irmão faleceu, ele largou sua paixão. Sua banda fazia cover do The Killers e na última música, a minha preferida, Emmett chegou.

– Oi Rosalie. Cheguei tarde, não cheguei?

– Um pouco. – sorri. – sente-se ai. – ele puxou uma cadeira e se sentou ao meu lado. – gente, este aqui é o Emmett, o novato da sala. Emmett, estes são Mike, Angela, Jessica, Zafrina, Tanya, Bella, Embry, Leah, Sam e o meu irmão, Edward.

– Oi Emmett, seja bem vindo ao grupo. – disse Mike.

– Obrigado. – ele conversou com o pessoal e aparentemente, eles haviam gostado dele. Menos Edward. Quando o show terminou, nós fomos para fora e nos despedimos.

– Rose, eu vou dormir na casa da Bella hoje. Vamos aproveitar que os pais dela não estão lá e... – disse Edward, baixo, pra ninguém ouvir.

– Ok Ed, não precisa me dar detalhes. Então eu vou ter que me virar pra ir para casa?

– Provavelmente.

– Excelente. – zombei.

– Você tem carona? – perguntou Emmett.

– Não. Meu irmão foi pra casa da namorada.

– Vem, eu te levo pra casa.

– Tudo bem. – eu me despedi dos meus amigos e fui para o carro de Emmett. Ele ligou o rádio e dirigiu até minha casa.

– Está entregue. – ele disse estacionando.

– Valeu, Emmett. – sorri.

– Não foi nada. Se cuida.

– Você também. – disse descendo do carro.

– A gente se vê.

Existem palavras mais bonitas que A gente se vê?