As Melhores Coisas Da Vida
9 Capítulo 8
Notas iniciais
– Emmett! Emmett! Pelo amor de Deus, fala comigo. – eu disse batendo em seu rosto, mas ele não respondeu. – Edward! Edward! – gritei e logo meu irmão apareceu na porta.
– Que gritaria é essa, Rose? Puta merda, o que aconteceu com ele? – disse Edward se abaixando.
– Eu não sei, ele desmaiou do nada. – eu estava tremendo e chorando.
– Vamos levá-lo para a emergência. Me ajude a colocá-lo no carro. – Edward e eu fizemos o maior esforço para conseguir colocá-lo no carro. – nossa, como ele é pesado! – Edward disse, entrou no Mustang de Emmett e acelerou. Eu não conseguia parar de chorar, pois sabia que algo estava errado. Chegamos rápido à emergência do hospital. As enfermeiras logo o levaram para ser examinado. Edward e eu ficamos na sala de espera.
– Vamos levá-lo para a Dra. Cullen o examinar, está bem? Ela é a única médica de plantão aqui. – ela nos avisou e eu fiquei tranqüila por ele estar em boas mãos.
– Hei, Rose? Você está bem? – perguntou Edward segurando minha mão.
– O que você acha, Edward?
– Foi mal. Não vai ser nada grave. Ele é forte, olha o tamanho daquele cara! – ele sorriu e me abraçou.
– Tenho que avisar os pais dele.
– Já fiz isso.
– Sério?
– É, enquanto você preenchia os formulários.
– Obrigada por estar aqui.
– Sou seu irmão.
– Desculpe- me por ser grosseira com você. Eu estou nervosa.
– Não esquenta. Eu entendo.
Alguns minutos depois, os pais de Emmett chegaram.
– Onde meu filho está?
– Ele está sendo examinado, Sra.. McCarty. – respondi.
– O que houve, Rose? – perguntou o Sr. McCarty.
– Estávamos na porta da minha casa e ele desmaiou.
– Ai meu Deus! – a Sra. McCarty pôs as mãos na cabeça e começou a chorar. Logo, vimos mamãe sair de sua sala.
– Como ele está, mãe?
– Como meu filho está, Esme? Pelo amor de Deus me diz!
– Calma. O Emmett está bem, foi só um mal estar, mas quero que ele faça uma bateria de exames primeiro, só pra confirmar. Podem vê-lo, mas dois de cada vez, ok?
– Podem ir, Sra. McCarty. – eu disse.
– Obrigada, querida. – ela sorriu e mamãe os levou até o quarto de Emmett. Ficaram lá por meia hora, depois foi minha vez. Entrei com cuidado e ele estava sorrindo pra mim.
– Oi. – eu disse. – como você está?
– Estou bem, meu amor, não se preocupe.
– Como não me preocupar, Emmett? – disse me aproximando e passando a mãos em seu cabelo.
– Tá tudo bem comigo, linda. Por favor, não se preocupe. Logo saio daqui. Eu só preciso fazer alguns exames.
– Tudo bem. Eu te amo. – abaixei-me e dei-lhe um beijo delicado.
– Eu também te amo. Vou ficar bem, ok?
– Ok. – sorri e fiquei com ele mais um pouco, até minha mãe me expulsar do quarto. Fui para casa, contra a minha vontade, obviamente, pois não queria deixá-lo lá sozinho. Mesmo Emmett dizendo para eu não me preocupar, eu me preocupava e muito.
Na segunda feira, fui para a escola com a esperança de encontrar Emmett, mas ele não havia ido à aula. O mesmo na terça, na quarta e no resto da semana. Ligava inúmeras vezes para a casa dele e para o celular, mas ninguém me atendia. Fui até a casa dos McCarty todos os dias depois da escola, mas ninguém estava lá. Cheguei em casa na sexta com muita raiva. Eu estava preocupada com ele, e ninguém me dizia nada. Quando em confrontava minha mãe, ela sempre mudava de assunto. Alguma coisa estava muito, mais muito errada e eu sentia que todos estavam escondendo algo de mim. Fui para o meu quarto e tentei dormir um pouco. Logo, escutei meus pais chegarem e corri até eles.
– Vocês podem me dizer que diabos está acontecendo? Faz uma semana que o Emmett não dá sinal de vida! Vocês com certeza estão me escondendo alguma coisa. Eu já não sou mais criança! Eu quero saber tudo o que está acontecendo.
– Rosalie, sente-se. – disse papai.
– Estou confortável assim. Parem de me enrolar e falem logo, inferno. O que o Emmett tem?
– Querida, os exames do Emmett deram uma pequena alteração. Emmett está com uma proliferação exagerada de glóbulos brancos anômalos, o que altera e dificulta produção de elementos sanguíneos saudáveis na medula óssea. — ela disse com serenidade, mas eu não entendi muita coisa.
– Pode ir logo ao ponto, sem esses termos médicos, por favor?
– O Emmett está com Leucemia Mieloide Aguda, Rosalie. – mamãe disse e suspirou. Papai olhou pra ela e suspirou também. Parecia que meu mundo estava desabando. Comecei a chorar compulsivamente e papai foi me abraçar.
– Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para curá-lo. Nós seremos os médicos dele durante todo o tratamento. Confie em nós.
– Eu confio. Por favor, não deixem ele morrer. – essa palavra fez um nó em minha garganta.
– Não vamos deixar. – mamãe disse e me abraçou também. – o Emmett precisa de todo o apoio neste momento, ok? Você é fundamental.
– Tá. Eu quero vê-lo, por favor.
– Vamos levá-la até ele. – papai pegou as chaves do carro e me levou até a ala de oncologia do hospital em que eles trabalhavam. Emmett estava num quarto separado. Logo que cheguei, vi Bree no corredor.
– Oi Rose. – ela disse. Parecia que tinha chorado muito.
– Oi Bree.
– Ele está louco pra te ver.
– Eu também.
– Aproveite que a mamãe foi jantar. – ela sorriu e eu entrei no quarto. Ele estava deitado, vendo ao jogo de futebol. Estava preso à alguns fios e estava um pouco amarelado, mas estava sorrindo. Como sempre.
– Oi. – eu disse.
– Oi Ursinha. – ele riu.
– Que apelido brega, pelo amor de Deus. – disse me aproximando.
– Eu sinto muito por não ter...
– Deve sentir mesmo. Você sabe quantas vezes eu te liguei, fui à sua casa? Você queria me matar de preocupação, Emmett?
– Desculpe-me, Rose. Nós iríamos te contar, só estávamos esperando o resultado dos exames saírem.
– Não vou e nem quero discutir com você. Só quero que saiba que eu estarei aqui em todos os momentos, tudo bem?
– Como é bom ouvir isso. – ele sorriu.
– Quando você vai começar a quimioterapia?
– Semana que vem. – ele parecia estar com medo.
– Estarei aqui. Estamos juntos nessa. – segurei sua mão e ele apertou a minha, com força.
– Obrigado. Não vou deixar esta doença me levar. Vou lutar até o fim.
– É isso que eu quero ouvir, sempre. Não vai ser fácil, mas você é mais forte do que o câncer. Eu te amo, Emmett.
– Eu também te amo, Rose. – o abracei e senti que teríamos um longo caminho a percorrer. Eu tinha que ser forte por ele, mas a grande verdade é que eu estava prestes a desabar, como eu desabei em casa, horas antes. Eu não queria perdê-lo, em hipótese alguma, mas eu confiava nos meus pais e principalmente, em Emmett, sabia que ele teria força e vontade de viver.
Fale com o autor