Prólogo

Ele estava parado, observando a humanidade se aproximar, com suas armas, com tudo que tinham. Apenas queria protegê-los "deles", daqueles seres sem coração, sem sentimentos. Mas não conseguiria, não poderia atacar sequer um humano, amava-os demais. Sentia-se impressionado pela inteligência daqueles seres, mesmo que não soubessem a usar para o bem.

Escutava as ameaças de longe, as hélices de helicópteros cortando o ar, automóveis. Mesmo os amando, nunca conseguira entender o porquê dessa raiva, destruição.

"Tudo o que a humanidade não consegue entender, ela destrói"

Era isso o que pensava, e estava certo. Não deu tempo de se explicar, tudo havia se esgotado. Chegaram atirando, atingindo-o com tudo o que podiam.

Ele não tentou reagir, apenas aguardou. Apesar de ser atingido muitas vezes, as balas atravessando seu corpo, o mesmo sempre se regenerava.

Parou.

Desistiu da regeneração, o mesmo deu um fim àquilo. Os buracos no seu corpo, causados pelos tiros, foram fazendo efeito. Sorriu de leve ao ver que muitos soldados estavam felizes percebendo que Luka estava caindo de joelhos no chão.

— Eu sou fraco demais para enfrentá-los. Mas, os próximos, conseguirão dizer não, e derrotar aqueles que se escondem atrás das capas. A bondade é o que todo humano necessita, mas ela nunca existirá na maioria. – Colocou as mãos no chão, seus olhos deixaram de refletir a luz. Seu corpo havia tido um fim.

Mas não a sua alma.

Entretanto, a mesma não estava inteira. Havia se despedaçado em vários pedaços, a aura poderosa não havia para onde ir. Mas lembrara: "Mas, os próximos, conseguirão dizer não, e derrotar aqueles que se escondem atrás das capas". Então, sua alma despedaçada, mesmo que demorassem anos e anos, começou a procura daqueles escolhidos, separando-se pelo mundo.