As Mãos Negras

8 Capítulo 8 - Obeservação


Notas iniciais
Demorei um pouco pois minha Beta demorou um pouco tambem para beta o cap mais esta ai o cap 8 boa leitura.

Chegamos no ponto de ônibus, entramos no mesmo ônibus e continuamos a nossa conversa. Olhei para trás e vi um menino parecido com Lupus, mas seu cabelo era castanho claro, então não deveria ser ele. Mesmo assim... Era melhor eu ter cuidado, pois ele poderia estar escondido por aqui, tentando me ferrar. Sai do ônibus e me despedi das meninas, fui até minha casa, já era mais de onze horas e desta vez avisamos ao meu padrasto para ele não ficar preocupado.

- Mamãe, que dia meu irmão vai voltar do hospital mesmo? – Perguntei.

- Não sei filhinha, mas amanha ele deve voltar, porque a pergunta? Está com saudades dele? Eu estou morrendo de saudades. – Disse minha mãe.

- Se está com saudade então não vai visitá-lo?

- Não quero incomodá-lo, vou deixar ele quetinho no hospital com privacidade total.

- Só você mesmo, hein mamãe, anda logo e vai visitá-lo.

- Já disse que não. Amanhã ele deve voltar, aí eu vejo ele e já converso o preciso.

- Está bem.

Chegamos em casa e vimos meu padrasto encarando o relógio, quando nos viu nos deu um abraço bem apertado, ele e bastante preocupado, eu apenas fui no banheiro escovar os dentes e tive aquela mesma sensação de ser observada, apenas espero que o Lupus não esteja aqui. Entretanto, depois de amanhã vou começar a bolar um plano para matá-lo.

Cheguei na escola atrasada, pois dormi muito, não acredito que esqueci de botar meu despertador para despertar. Bem, pelo menos cheguei na hora em que o professor estava entrando. Depois de tanto tempo o sinal para a troca de professores tocou, Lupus veio em minha direção.

- Então, Kanade, como vai você hoje? – Perguntou.

- Bem e você? – Respondi.

- Bem também, gostaria de saber se você não percebeu nada ontem à noite, em falar nisso, onde você estava ontem?

- Não te devo explicações, Lupus vê se me deixa em paz de uma vez por todas.

- É que eu te liguei várias vezes ontem para ver se você queria brincar comigo.

- De noite? E também você nem tem o meu telefone, então como você me ligou?

- Eu peguei com as meninas.

- Elas também não tem meu telefone.

- Peguei com sua mãe ontem.

- Minha mãe nem me falo nada.

- Peguei com seu pai.

- Meu pai até às dez e você estaria dormindo neste horário. — rebati — Além do mais, você está embromando.

- Maldição, olha aqui, eu sei que esta escondendo algo e vou descobrir, você vai ver, não estou de brincadeira.

Fiquei observando ele ir para sua turminha de conversa, eu não iria entrar no jogo dele, de jeito nenhum, se ele descobrir meu mundo acaba e hoje à noite vou obter todas as informações possíveis para matá-lo secretamente, é e isto que vou fazer amanhã. Quando cheguei na lanchonete percebi que as meninas estavam estranhas, então puxei um papo com elas pra saber o que houve.

- Ei meninas, o que foi? Por que estão assim? – Perguntei.

- O Lupus foi nas nossas carteiras na última troca de professores, ele estava querendo saber sobre você. – Disse Carla com a cabeça baixa.

- E o que vocês disseram? – Perguntei dando um sorrisinho.

- Nós apenas dissemos que você é uma ótima amiga e que é uma boa companheira. – Respondeu Vitoria.

- Então por que estas caras de zumbis? – Perguntei tentando não rir.

- Porque ele fez muitas perguntas e como não conhecemos você direito, apenas respondemos isto, não queríamos magoá-la nem nada pelo o que fizemos ontem, ou melhor que eu fiz né. – Respondeu Carla.

- Obrigada meninas, tenho certeza que logo logo vocês vão me conhecer tão bem que vão me considerar uma irmã. – Respondi saindo da minha cadeira e indo abraçá-las.

- Mas você já á nossa irmã, Kanade, nossa irmã de coração. – Disse Vitoria.

- Meninas, eu amo vocês. – Falei.

- Nós também te amamos. – Responderam.

Nunca pensei que teria amigas assim, irmãs para sempre, nós seremos com certeza, o sinal tocou e fomos correndo para a sala de aula. Na hora da saída me despedi delas falando que segunda feira nos veríamos de novo. Cheguei em casa como sempre, almocei, assisti televisão, na hora de dormir apenas escovei os dentes e esperei minha mão negra aparecer.

- Mestra, voltamos. – Disse a mão negra falante.

- Ótimo. Agora quero uma outra mão anotando o que você irá falar enquanto ouço, está bem? – Perguntei.

- Como você desejar. — Logo em seguida apareceu uma mão negra normal e pegou uma caneta e meu caderno que estavam na mesa de estudos e começou a anotar. — Seu medo é de perder os pais assim como perdeu seu irmão aos seis anos de idade, ele o amava bastante — pensei sobre isto e lembrei que ele me perguntou sobre meu irmão, ele deve sentir falta do irmão dele, mesmo assim vou matá-lo antes que ele descubra meu segredo, ele mora a um quarteirão de minha casa então deve ser mais simples de matar.

Depois que a mão anotou tudo, eu li e comecei a bolar um plano e acabei lembrando que não posso sair de casa, então tive que bolar um outro plano para matar ele sem ninguém perceber.

- Mestra...- Disse minha mão negra falante.

- O que deseja? – Perguntei.

- Deixe-me matá-lo, por você.

- Mas como você irá matá-lo?

- Fácil, pego uma faca na casa dele e, enquanto ele estiver dormindo, eu o mato sem ninguém perceber.

- Ata, entendi, você vai ficar invisível né?

- Sim, farei isso por você.

- Boa ideia, mas eu queria ver você matando ele.

- Tem um modo.

- Como?

- Você fecha os olhos e então verá o que a mão negra observadora verá.

- Mão negra o quê?

- E como chamamos a mão negra com o olho vermelho.

- Entendi, então faça logo o recado e me traga um pouco daquele sangue.

- Sim, senhora.

Fiquei empolgada com o que minhas mãos negras poderiam fazer. Elas desapareceram, então fechei os olhos e comecei a ver o que a mão negra observadora via, era incrível parecia que eu estava lá, quando as mãos entraram na casa de Lupus começaram a agir, ele ainda estava acordado então elas ficaram esperando ele dormir.

"Vá dormir, Lupus, pois você não verá o amanhã."


Notas finais
Sera que Lupus ira morrer? ou não? ate a proxima leitores