As Long As You Love Me - Justin Bieber
30 Texas.
Notas iniciais
"– Hum... cuidado com... — Ele já aproveitando que estava me segurando e nós estavamos nos olhando, me beijou. Eu não conseguia me movimentar, ele estava me segurando com os dois braços presos, eu não tinha escolha.
– LIA?!"
- Louis... Me solta Justin!
- O que você tá fazendo, exatamente?
- Ele me agarrou...
- Sei.
- JÁ FALEI PRA ME SOLTAR PORRA! — Disse me remexendo para justin me largar, e ele fez.
Louis permaneceu com cara fechada e quieto. Senti meu coração doer. Justin se retirou do quarto, e eu fiquei com cara de "taxo" olhando pro Louis.
- Me perdoa?
- Lia... eu acabei de te ver beijando o cara que você falou que iria esquecer.
- Me desculpa... Ele me agarrou.
- E você deixou.
O clima ficou tenso depois disso, e voltamos a arrumar o quarto. Os homens voltaram e nós colocamos os móveis no lugar. Eu fui logo dormir, já havia comprado minha passagem para o texas. Eu queria voltar com a minha vida normal, ser a antiga Lia. Eu cresci numa oficina de mêcanica, do meu pai. Eu queria re-abrir aquela oficina, voltar ser a garota seca que eu era, e talvez um garoto comum, se apaixone por mim... Eu não quero pensar nisso depois do que houve. Eu iria acordar as 5:30 da manhã, eu não queria que Louis me visse indo embora. Eu deixaria um bilhete na cômoda e iria partir, sem dar explicações, nem mesmo para o Justin.
O despertador tocou debaixo do meu travesseiro, bem baixinho. Peguei-o e desliguei. Me levantei, tomei banho no banheiro que havia no quarto, fiz minha higiene pessoal e me vesti, e fiquei assim : *a segunda*
Peguei as malas, coloquei na porta, peguei um pequeno papel, uma caneta e escrevi :
Hi louis, I'm sorry for what happened yesterday, It wasn't my intention hurt you. Well, I'm coming back to texas today & I just wanted to say I will miss you so much... What happened with us was awesome & I don't want to end like that... Call me **********. I will be waiting for that... Xoxo... Liara.
Peguei minhas malas, abri a porta cuidadosamente e parti para o hospital, ver harry. Eu já havia sido avisada que ele já tinha passado pela cirurgia e estaria bom logo, mas poderia receber visitas. Entrei no hospital que nem uma desesperada. Já eram 6:00 da manhã, e tive sorte em encontrar Harry acordado.
- Oi... a gente precisa conversar.
- Oi Lia... eu acho que já sei.
- Eu espero que você me perdoe, mas eu fiquei com o Justin & o Louis esse fim de semana. — Ele suspirou, e eu também. — Me desculpe, eu sabia que iria te ferir, na segunda semana juntos. Eu não queria terminar para não te machucar mais, mas agora eu sei o que você está fazendo. Hoje estou voltando para o Texas, tenho que botar minha vida no lugar. Eu queria então terminar o que nós temos juntos, te pedir, te implorar para um perdão. Me sinto uma idiota, eu te fiz sofrer, e ainda estou fazendo. A verdade é que eu nunca te amei, verdadeiramente.
- Eu já sabia Lia. A gente sempre foi irmão, e eu te perdoô sim. Agora SOME, daqui, ouviu?
- Como assim?
- Eu posso te perdoar, mas não significa que eu queria te ver denovo. Suma, vai embora, volta pro texas, me esquece. Se você voltar pra cá, eu não quero que me procure, me deixe seguir, você já atrasou minha vida demais. — Engoli seco, peguei as malas, e saí do quarto. Percebi-o chorar. Eu havia partido seu coração, eu me sentia seca como antes. Eu estava voltando ao normal, por um lado era bom. Por outro, nem tanto. Fui até a sala de embarque, coloquei minhas malas e fui entregar meu passaporte. Estava com muito frio, por isso corri até o avião. Lá estava quentinho, com aquecedor. Eu entrei dentro do avião e fiquei lembrando de tudo que aconteceu comigo, de tudo que eu vivi, com o Liam, e justin. Tudo seria apagado, tudo. O avião partiu, e depois de algumas horas ele começou a ter turbulência. Fiquei apavorada, e me lembrei do meu momento com harry. Deixei escapar uma lágrima do meu rosto e um sorriso bobo veio na minha mente. Peguei meu fone, coloquei e acabei adormecendo.
[...]
Ah, o aeroporto do texas. Fui pegar minhas bagagens, e segui até um ponto de taxi que tinha por lá. Bati no vidro e o homem alto veio colocar as malas no porta malas. Abriu a porta do taxi pra mim e eu entrei. Estava em Dallas, texas! Finalmente, eu já estava com saudade daquele ar country. Falei o endereço pro moço do taxi e ele segui até a oficina antiga!
- Aonde quer que eu estacione?
- Hummm. — Analisei o local, e pude localizar a velha oficina antiga.
- Alí, naquela oficina abandonada.
- Aquela oficina não está abandonada.
- Como assim?
- É do meu amigo John! Ele sempre concerta o meu taxi quando dá problema.
- John?
- Sim... por que?
- Por nada... haha!
Ele me ajudou a descer do taxi, muito gentil. Pegou minhas malas e me entregou. Peguei-as e me lembrei do truque de abrir a porta da garagem. Era uma senha, que meu pai havia me ensinado. Bati três vezes com a mão, e depois três vezes com o pé. E não era que funcionava ainda? Quando abri a porta, três caras me olharam assustados, dois pareciam ter a minha idade, e um era bem mais velho.
- Lia?! O QUE... omg.
- Pai? Como assim...
- Eu tenho como explicar.
- ENTÃO EXPLIQUE!
- Entra... vamos subir.
- Ugh! — Bufei.
- Larguei minhas malas, e subi uma escada mal estruturada que havia na garagem. A gente entrou numa casa simples, e eu acompanhei-o pela cozinha.
- Comece com a parte, você não está morto!
- Lia, eu tive que fazer isso... Eu não tinha mais condições de cuidar de você, eu fui mandado embora do meu emprego, foi aí que eu lembrei da oficina aqui em Dallas. Liguei para sua vó, pois queria te dar o melhor, e estudar no exterior seria um grande passo na sua vida. Eu combinei com ela, esse negócio todo de morte, pois não queria que vivesse aqui comigo, concertando carros. Eu não quero que acabe como eu, assim, todo sujo, com pouco dinheiro no bolso.
- Então quer dizer que até a vovó estava envolvida nisso?
- Queríamos o seu melhor, Liara!
- Isso... não dá pra acreditar. Eu tenho uma vida, uma carreira, você me largou no mundo, a vovó morreu e como eu fiquei? SEM NINGUÉM! A VOVÓ JÁ ESTAVA VELHA, EU FUI MALTRATADA, SEQUESTRADA, EU VIVI MUITA COISA, EU VI MUITA COISA, EU PASSEI POR CADA APERTO.
- Como assim?
- NÃO IMPORTA, VOCÊ NÃO SE IMPORTA NÃO É?
- Sim, eu me importo, eu queria o seu melhor!
- O MEU MELHOR? COMO ASSIM? SEM ME OLHAR, SEM ME DAR UM PINGO DE EXEMPLO? VOCÊ ACHOU QUE ME MANDANDO PRA VOVÓ IRIA ME DAR UMA VIDA DE RAINHA? POIS OLHE, EU FUI SEQUESTRADA, UM CARA MALUCO TENTOU ME MATAR, COLOCOU A VIDA DO SEU FILHO E DA SUA NETA EM RISCO, POR MINHA CAUSA. VOCÊ NEM SE IMPORTOU EM PESQUISAR SOBRE MIM, POR QUE TODO DIA EU ESTAVA ENVOLVIDA EM UM ESCANDA-LO NOVO. EU FUI PARAR NO HOSPITAL DIVERSAS VEZES, FIQUEI EM COMA POR 1 ANO E CINCO MESES, ENTREI EM DEPRESSÃO, COMECEI A ME CORTAR, EU QUERIA ME MATAR. E VOCÊ AÍ NO BEM BOM PENSANDO NO MEU MELHOR? AH O SENHOR VAI ME DESCULPAR, MAS VIDA DE PRINCESINHA NÃO FOI A QUE EU PEDI A DEUS. EU NASCI ASSIM, EU CRESCI AQUI, BRINCANDO DE CARRINHO E NÃO DE BARBIE. USANDO BERMUDA E ME SUJANDO DE GRAXA, EU ERA FELIZ. E SÓ POR CAUSA DE UM PUTO COMO VOCÊ, ACHANDO QUE ÍA ME DAR O MELHOR, DEIXOU QUE ISSO TUDO ACONTECESSE. VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE É ISSO, JOHN? NÃO ME ATREVO A TE CHAMAR DE PAI, POR QUE ISSO NÃO É UM PAI. — Estava furiosa, meu sangue estava fervendo, meu corpo estava quente, e eu estava a ponto de explodir. Meu pai se calou por um tempo, mais logo falou :
- mas... agora você está bem?
- Como nunca estive.
- Vai ficar aqui?
- Lógico, mas esse é o nosso clima. Amigos de trabalho.
- trabalho?
- Poisé né, John! Você não quis essa vida pra sua filha, de mecânica, uma fracassada. Me desculpe, mas foi exatamente isso que você causou tentando me dar o melhor. Eu sei o que é bom pra mim.
Desci as escadas e fui pra oficina. Rasguei meu vestido, fazendo-o uma blusa curtinha, peguei um short e vesti-o, tudo na frente dos meninos que ficaram me olhando. Rasguei minha meia também, coloquei um all star velho que eu tinha, coloquei meus fones também, meu rock amado e cheguei perto dos caras para conversar. Eles eram lindos, omg.
- Oi gente...
- Olá. — Eles responderam. — Você é a?
- Liara, prazer! Mais pode me chamar de Lia, ou liz!
- Meu nome é Gabriel. {http://floribelas.com.sapo.pt/foto/fotos_de_homen_bonitos_desconhecidos.jpg}
Sim, ele era lindo, mas era loiro.
- Prazer.
- E o meu é Luan. { http://www.assuntosdomomento.com.br/wp-content/uploads/2012/04/iancio.jpg }
- Prazer!
- Então, você é filha do patrão?
- Sim sim... A gente teve uma briguinha, mas está tudo bem.
- Entendi. — Falou Gabriel sorrindo, e eu retribui o sorriso.
- Bem, gente! Já está na minha hora, tchau cara, e beijo Lia. — Falou Luan, me dando um beijo no rosto. Eu quase não suportei, ele era muito lindo.
- No que quer que eu te ajude?
- Vem me ajudar aqui no motor desse carro. — Falou Gabriel.
Eu fui até ele e comecei a mexer lá. Ficamos algum tempo mexendo lá, e eu já estava toda suja de graxa.
- Vai fazer o que hoje a noite? — Disse jogando uma indireta.
- nada... ficar em casa.
- Conheço um lugar legal, quer ir comigo?
- Já está me cantando? A gente mal se conhece.
- Que cantando... Haha! Eu comprei dois ingressos para ir com uma garota, mais ela me deu um bolo...
- Entendi... Então eu vou. Que horas?
- As 21:00
- Tarde... hahaha!
- Verdade, mais assim que é bom.
- Então loirinha, já são 20:00, é melhor se apressar.
- Verdade... vou indo. Beijo beijo.
Subi correndo as escadas, e suspirei. "Que gato" Entrei no banho, tomei uma ducha, e a graxa demorou a sair. Já eram 20:34 e eu tinha que me vestir, me maquiar, não queria nem pensar. Eu estava assim :
Sem óculos, obviamente.
Coloquei esse vestido : *o sexto*
Esse sapato :
E essa maquiagem :
Quando dei por mim, já eram 20:50 E desci correndo as escadas. Ouvi meu pai gritar meu nome.
- Liara, aonde vai?
- Não é da sua conta.
Continuei a descer as escadas e dei te cara com Gabriel, já me esperando.
- Está... lindo!
- Assim como você, parece uma princesa.
- Obrigada...
Nós saimos da oficina, com a tal senha e entrei dentro do seu carro. Ele tinha uma BMW, linda, preta. Fiquei encantada, e ele dirigia muito rápido.
- Woo! Vamos lá! Passando de 100km/h
- É assim que eu gosto. — Falou Gabriel.
- Então você é dos meus, haha! Vish, radar.
- Foda-se, vou levar multa mesmo.
- Nossa, então não se importa com dinheiro?
- Que nada, tenho suficiente.
- Eu também, pra falar a verdade, tenho que comprar um carro novo.
- Aé? Te ajudo a escolher um amanhã.
- Ótimo.
Nós chegamos no local. Ele me ajudou a descer do carro, me deu o braço nós entramos no lugar, muito sivilizado, com muita pegação, e luxuoso. Nós entramos e ele me pediu uma dança. Eu o concedi, e enquanto dançavamos, um bilhão de perguntas me vieram na cabeça.
- Tem quantos anos?
- 21... rs E você?
- 18... haha!
- Adoro novinhas.
- Não sou tão nova.
- Então tá.
Ele me deu uma girada que me fez até perder o rumo. Ele tinha um gingado imenso. mas nada comparado com o "swag" do Justin.
Nós dançamos a noite inteira, nós bebemos, e no final da noite, ele me fez um convite.
- Tá afim de ir na praia?
- Que praia?
- Uma que tem aqui perto, sempre que vou lá esqueço da vida.
- Seria bom esquecer da vida que eu levo agora.
- Então vamos!
Nós entramos no carro e levou 15 minutos o caminho até lá. Assim que ele estacionou, na própria areia, tirei meu salto, deixei dentro do carro. Ele me pegou no colo, me botou no seu ombro e saiu correndo.
- GABRIEL, ME SOLTA.
- NÃO! HAHAHA!
- SEU MANÉ, ME BOTA NO CHÃO.
- NEM PENSAR.
Tive uma crise de riso, e ele também. Estava me divertindo como nunca. Eu realmente estava esquecendo da minha vida naquele momento.
- ME SOLTA, EU TO DE VESTIDO, E CURTO!
- MELHOR AINDA!
- NÃO... NÃO VAI PRA ÁGUA NÉ?
- SHHH!
Ele correu em direção a água, e só me soltou quando chegamos mais pro fundo. Fui batendo em suas costas, o que era em vão. Ele parecia uma pedra. Ele me largou lá e eu finalmente consegui respirar.
- Seu ótario.
- Sua linda.
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