As Long As You Love Me

25 Capítulo 25 - Pretty Hurts


Notas iniciais
Música: Pretty Hurts da Beyonce Olá! Acho que não disse antes mas adoro MP's (Mensagens Privadas). Então caso queriam, tirar duvidas sobre minhas fics, elogiar, criticar, INDICAR FICS PRA EU LER :), ou simplesmente queiram mais uma amiga...É só me enviarem uma.

“Qualquer hora dessas o sol deixará de brilhar, mas isso não importa, a lua brilhará de noite.”

Pov Annabeth

Quando cheguei ao aeroporto, um frio percorreu a minha espinha e senti uma leve tontura.

– Está tudo bem Annabeth? – Apolo me perguntou, segurando em meu braço. Assenti e recuperei o equilíbrio. Alice me encarava com o rostinho preocupado.

– Estou bem não se preocupem. – falei acariciando o queixo dela. – Agora vamos, porque temos que fazer o check in.

Apolo tirou o resto das malas do carro e foi estaciona-lo. Eu e a Ali fomos para a fila do check in.

– Mãe? Já está na hora da gente ir pra sala de embarque?

– Não querida, na hora certa, aparecerá o numero do nosso voô ali. – apontei para o telão na nossa frente. – ela assentiu e bufou. Estava ansiosa porém assustada também. Nunca tinha viajado de avião.

***

Mama said, "you're a pretty girl"
What's in your head, it doesn't matter
Brush your hair, fix your teeth
What you wear is all that matters

– Mamãe estou com medo. – faltava 5 minutos pro avião decolar e a Alice repetia isso o tempo todo.

– Filha acalme-se, vai dar tudo certo. Porque você não dorme um pouco?

– Boa ideia! – ela pôs seu travesseiro perto da janelinha e encostou sua cabeça lá.

Eu estava no assento do meio, e Apolo do lado do corredor. A aeromoça passou pedindo para colocarmos o cinto.

***

Just another stage
Pageant the pain away
This time, I'm gonna take the crown
Without falling down, down,down

30 minutos depois...

– Mãe...to com dor de barriga.. – Ah meu Deus do céu! – Quero sair daqui, pede pro motorista descer. – pediu resmungando.

– Não é motorista é piloto. E fique calma por favor, isso é só nervosismo, faz parte. – olhei ao redor e quase todos os passageiros estavam dormindo, inclusive Apolo.

– Mamãe... – fez careta.

– Ali por favor, nada de malcriação agora okay?

– Mas não é malcriação, eu realmente estou com dor de barriga. – Pronto. Era só o que me faltava.

– Consegue ir sozinha ao banheiro? – ela assentiu. – Então vai lá – tirei seu cinto e ela saiu correndo. Ninguém merece. Tinha que ser a Alice.

– E ai? Está melhor? – perguntei quando ela voltou.

– Aham, mas aquela moça que acabou e entrar não estará quando sair. – apontou. Abaixei o dedo dela, e não segurei o riso.

– Então tá, agora senta aqui porquinha. – fiz cócegas nela colocando seu cinto de volta. Me virei para tentar dormir um pouco.

***

Pretty hurts
Shine the light on whatever's worse
Perfection is a disease of a nation (pretty hurts, pretty hurts)
Pretty hurts
Shine the light on whatever's worse
Tryna fix something
But you can't fix what you can't see
It's the soul that needs a surgery

Senhoras e Senhores estamos aterrissando no aeroporto internacional de Los Angeles agora as 13:54 p.m.

Quando as luzes acima de seu assento se apagarem, poderão abrir seus cintos.

Agradecemos sua preferência. Tenham um bom dia e voltem sempre.

– Já chegamos mamãe? – Alice perguntou ainda sonolenta.

– Já sim querida, pega suas coisas e cuidado para não esquecer nada aqui. – ela assentiu.

Esperamos todos saírem pra enfim irmos.

***

Blonder hair, flat chest
TV says bigger is better
South beach, sugar free
Vogue says
Thinner is better

Pegamos um táxi. Eu e Apolo tínhamos deixado nosso carro na Grécia. Quando nos acostumarmos aqui combinei com ele de alugarmos um.

O táxi parou em frente a minha antiga casa. Apolo fez questão de pagar. Alice soltou a minha mão e foi explorar o lugar. Olhei ao redor. Muita coisa tinha mudado. As pilastras da varanda desbotadas. Os degraus da escadinha na entrada rangiam quando pisava. A grama verdinha que costumava enfeitar o jardim de todas as casas da rua foi substituída por folhas secas e gravetos. Aposto que os donos das casas só vinham aqui no verão. A rua estava abandonada.

Entrei. Os móveis continuavam no mesmo lugar de quando parti. De repente lembranças do passado invadiram minha mente. Eu e a Kat crianças brincando de esconde-esconde. Assistindo filme de terror escondido na sala... Uma lágrima escorreu da minha bochecha. Talvez fosse melhor a gente ir para outro lugar.

Just another stage
Pageant the pain away
This time, I'm gonna take the crown
Without falling down, down, down

Apolo me convenceu do contrario.

Arrumamos a casa. Compramos algumas tintas para reformar o lugar. Afinal, íamos passar dois meses ali. Coloquei minhas malas no meu antigo quarto, enquanto Alice ficaria no quarto da Kat. Não aceitei inicialmente quando ela pediu.Era o quarto da Kat, a única coisa que eu “tinha” dela. Mais já fazia tanto tempo...Não era justo com a minha filha. Então deixei.

– Mas a senhorita terá que nos ajudar a pintar o quarto – falei fazendo cócegas em sua barriga.

– Fechado! – ela disse com um sorriso de orelha a orelha.

***

– Pronto acabou! – me deitei no chão puxando uma Alice risonha ao meu lado.

– Ufa!

– Até que ficou bonitinho. – Apolo se pronunciou.

– Bonitinho não vovô, ficou perfeito” – Ali o consertou. Ele riu.

– É claro que sim.

–Okay, agora vamos todos tomar banho, porque irei visitar uma amiga minha.

– E eu vou junto mamãe?

– Lógico que sim, é você mesma que ela quer conhecer. – ela sorriu. – Apolo se o senhor quiser ir conosco...

– Não, estou bem Annabeth, vou tomar banho e ir ao supermercado comprar algumas coisas que a casa ainda precisa e comida pra gente.

– Tudo bem. – Ali foi tomar banho enquanto eu ligava para Thalia. Não queria dar de cara com o Percy lá.

***

– Alô?

– Thals?

– Annie? Ah meu Deus é você? – sorri.

– Sou eu sim.

– Annie! Porque nunca mais me ligou, nem veio me visitar, ou deu uma noticia sequer??

– Desculpa Thals, é que aconteceu tanta coisa..

–É..Eu soube que você uma filha agora.

– Sim, a Alice ela tem 6 anos.

– Já até imagino como ela é, a copia exata da mãe. Teimosa, orgulhosa, inteligente...

– Okay já chega. – falei tentando soar brava mas acabei rindo. – Então era quase sobre isso que eu liguei. Nós estamos na Califórnia, Thalia.

– O que? – afastei o celular do ouvido para não ficar surda com o grito que ela deu.

– Isso mesmo que você ouviu...E bem, queria saber se podemos ir aí agora á tarde. Eu estou exausta mais preciso conversar com alguém e amanha Apolo, o avô da Alice quer leva-la para passear. Não daria pra irmos aí, e eu realmente preciso conversar com alguém.

– Hey! Calma! É claro que pode vim. Só fiquei surpresa por ser tão imediato.

– Era pra ser surpresa mesmo.

– Então se você estava tentando me matar quase conseguiu. – dei risada.

– Menos Thalia...Bem menos. Ah! Ultima coisa...queria perguntar algo básico.

– Prossiga...

– Tem alguém indesejável aí agora? – ela bufou. Sabia à quem eu estava me referindo.

– Ainda com isso Annabeth? – não respondi. – Não, só eu e o Nico, satisfeita?

– Muito. Obrigada Thals, até daqui a pouco.

– Até Annie, se cuida, beijos.

– Beijos Thals, tchau.

***

Pretty hurts
Shine the light on whatever's worse
Perfection is a disease of a nation (pretty hurts, pretty hurts)
Pretty hurts
Shine the light on whatever's worse
Tryna fix something
But you can't fix what you can't see
It's the soul that needs a surgery

Desliguei o telefone. Alice tinha acabado de sair do banho. Estava doida pra conhecer a Thalia.

E eu e ela tínhamos muito o que conversar essa tarde.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Ah! E só pra lembrar a fic já está chegando na reta final :( Pois é, é a vida... Continuem acompanhando. E boa noite para vocês!