Notas iniciais
Capitulo com o Pov Annabeth, Percy, Annabeth e Autora respectivamente. (nome) Aparecerá quando mudar os povs. Desculpa pela demora, divirtam-se!

It's a sad picture
The final blow hits you
Somebody else gets what you wanted again, and
You know it's all the same
Another time and place
Repeating history and you're getting sick of it

O relógio marcava duas horas e cinqüenta e quatro minutos. Minha filha e eu tínhamos acabado de chegar ao parque. Thalia me ligou de manhã para se desculpar e pedir pra irmos à frente que ela e o Nico tinham um assunto pessoal pra resolver e depois encontrariam a gente aqui. Por isso chegamos mais cedo e arrumamos logo a toalha e a cesta do piquenique em seus devidos lugares.

– Mamãe, podemos ir comprar algodão-doce? – Alice me perguntou quando avistou o carrinho de algodão-doce parado depois do lago, a alguns metros de nós.

– Agora não filha, acabamos de chegar e não posso deixar as coisas aqui.

– Eu vou sozinha, não me importo.

– Nem pensar, você acabou de almoçar também, nada de se entupir de doces agora. – ela bufou e finalmente se aquietou.

(Percy)

Argh! A Reyna me encheu o saco ontem para virmos hoje ao central park. Aí quando eu chego aqui, ela me liga dizendo que não pôde vir porque teve que viajar com o irmão de ultima hora. Eu nem sabia que ela tinha um irmão, jurava que era filha única. Agora to aqui sozinho sem dinheiro, e sem ter como voltar pra casa, já que estou sem carro. Não me pergunte como, é uma longa história. Enfim o jeito é esperar dar o horário de a Julia sair da escola e esperar minha mãe buscá-la, já que passaria por aqui. Bufei. Sentei embaixo da árvore mais próxima. Pus o fone de ouvido e fechei os olhos. Até que aqui, era um bom lugar pra pensar.

(Annabeth)

Thalia e Nico tinham acabado de chegar, finalmente, porque a Alice não parava de bufar.

– Mamãe, já pode comprar algodão doce agora?

– A gente já comeu por acaso? – ela bufou novamente.

– Deixa ser feliz Annabeth, é só uma criança, e doce uma vez na vida não faz mal a ninguém. – Nico me interrompeu. Ergui uma sobrancelha pra ele que deu de ombros. – Vamos Alice, eu vou com você comprar um super algodão doce.

– Ebaaa, te adoro tio Nico. – pulou no colo dele. E os dois sumiram entre a multidão. Revirei os olhos e olhei pra Thalia.

–Que lindo isso, eu educo a minha filha e ele a estraga. – Thalia deu um sorriso meio amarelo, parecia estar com a cabeça longe... – Está tudo bem Thals? – ela demorou um pouco pra responder

– Nós brigamos. – ergui as sobrancelhas novamente. – Eu e o Nico. Não consigo mais, aconteceu uma coisa e... – ela bufou e se deitou na grama.

–Quer me contar sobre isso? – ela balançou a cabeça.

– Desculpa amiga, mas ainda não estou preparada pra desabafar tudo isso pra alguém, nem eu mesmo acredito.

– Tudo bem, só não esqueça que sempre estarei aqui para o que você precisar.

– Obrigada Annie, obrigada mesmo. – ela me abraçou.

Abrimos a cesta de piquenique e começamos a lanchar o que tinha ali já que os outros dois preferiram comer porcarias.

(Autora)

Enquanto isso, Nico e Alice estavam na fila do algodão-doce que até então estava enorme. A pequena Alice já estava impaciente.

– Tio Nico, eu desisto, a gente compra algodão-doce antes de ir, não agüento mais ficar em pé.

– Ah pequena! Mas só tem oito pessoas na nossa frente.

– Oito pessoas é muito sabia? Por favor, vamos voltar! – O maior bufou.

– Faz o seguinte, sua mãe e a Thalia estão bem ali, viu? – ele apontou pro outro lado do rio.

– Vi sim.

– Ótimo então agora você volta por aonde viemos, ali pela calçada, sem correr, até chegar lá, e depois me espera, que eu ficarei aqui pra comprar nosso algodão fechado?

– Fechado!

– Okay, só tenha cuidado.

– Pode deixar!

A menina foi andando pela calçada como ele tinha pedido, porém antes de cruzar o lago, uma coisa lhe chamou atenção, ou melhor, alguém...

Desviou o caminho já imaginando a bronca que levaria da mãe caso o Nico chegasse lá sem ela. Mas ela precisava se aproximar, e se nunca mais tivesse outra chance? E se sua mãe não quisesse levá-la até ele como prometeu? A pequena então ouviu seu coração e seguiu pela direita em direção ao cara sentado embaixo de uma arvore.

Alice abriu o seu melhor sorriso, e fez a cara mais fofa que pôde, hoje com certeza devia ser o melhor dia de sua vida...

– Olá papai!

(Annabeth)

Thalia já estava bem melhor, o ar de preocupação já tinha sumido de seu rosto. Tínhamos comido quase tudo da cesta, deixando só um bolo de chocolate e uma caixa de suco de maracujá para quando Nico e Alice que por sinal ainda não tinham voltado.

Mal conclui o pensamento e vejo o Nico vindo sorridente em nossa direção com dois algodões-doces nas mãos, sorri também, ele parecia uma criança mesmo.

– Ué cadê a Alice? – ele perguntou. Meu sorriso murchou imediatamente.

– Como assim cadê a Alice? Ela tava com você! – o rosto dele ficou pálido como se tivessem sugado todo o sangue dali.

–E-ela veio pra cá, tinha cansado de ficar em pé, então disse pra vim pelo mesmo caminho que nós fomos, ela disse... Que tinha entendido... Eu...

– O QUÊ? Você a deixou vim sozinha? Meu Deus Nico, ela só tem Seis anos! Como é que você faz uma coisa dessas? – Levantei e gritei com ele.

– Calma, Annie, não deve ter acontecido nada demais ela só deve ter se distraído um pouco, por isso a demora, mas mesmo assim iremos procurá-la okay? – assenti. – E você fique aqui Nico. – ela lançou um olhar bravo e triste ao mesmo tempo a ele. Saímos dali.

– Alice? – gritei sem parar umas cinco vezes, algumas pessoas paravam pra me olhar ora assustadas ora preocupadas. Já estava escurecendo, o parque estava cada vez mais cheio. – E se ela foi seqüestrada Thals?

– Não pense assim amiga daqui a pouco ela aparece – Thalia tentou me acalmar, mas pude perceber que também estava nervosa. – Faz o seguinte, eu procuro ela do lado esquerdo do parque e você do direito no final nos encontramos lá onde o Nico está okay? – assenti. Ela me abraçou novamente e nos separamos.

Olhei desesperadamente para todos os lados. Cada gargalhada ou grito de crianças eu me virava pra ver se era ela, mas não era. A cada minuto que passava minhas esperanças diminuíam me sentia como num filme de suspense, e sei que na vida real a probabilidade de uma criança ser seqüestrada em parques era enorme.

Joguei-me no chão, ajoelhada e rezei para que ela não estivesse perdida e que eu a achasse sã e salva. Já passei por isso quando criança e quase não sobrevivi, não quero que minha filha sinta o que eu já senti.

Levantei e continuei a procurá-la. Avistei uma garotinha de vestido rosa falando com um homem a uns 10 metros de mim. Será que era ela? Aproximei-me deles.

– Alice? – a garota se virou, realmente era ela.

– Mamãe? – corri e a abracei chorando.

– Nunca mais faça isso okay?

– Desculpa mamãe, mas olha quem eu achei! – apontou com os olhinhos brilhando para o cara atrás dela.

Arregalei os olhos. Isso não podia estar acontecendo. Levantei tão rápido que quase me desequilibrei.

– Fique feliz mamãe, é o papai... Não é? – ela continuou sorrindo.

– Annabeth? – ele sussurrou em choque. Abri a boca diversas vezes e fechei sem saber o que falar. As lágrimas ainda rolavam pela minha face – O que... O que está acontecendo? Porque você está aqui? E porque esta garotinha está me chamando de... De pai? – Percy estava com um misto de surpresa e confusão estampado na cara. Piscava os olhos várias vezes pra ter certeza de que isso era real.

Bem, acho que agora é hora de eu tentar consertar os erros do passado... Só não sei se vou conseguir.

It was the night things changed
Do you see it now?
These walls that they put up to hold us back fell down
It's a revolution
Throw your hands up 'cause we never give in
We'll sing hallelujah
We sang hallelujah

Notas finais
Comentem! Espero que tenham gostado! Bjs: Luanna