As Long As Attack
1 O Terror do Amor à Primeira Vista.
Notas iniciais
Alice narrando.
Meu despertador toca, olho para o relógio, era exatamente 06h25min. Deito-me mais uma vez, e ponho o travesseiro sobre meu rosto. Passaram-se meia hora, e o despertador toca de novo. Ouço de longe a voz da minha mãe, logo após eu ouço uma batida na porta, era minha mãe. Ela abre a porta e tenta me acordar.
- Alice, acorda. – ela fala tirando o travesseiro do meu rosto, e tenta empurrar o colchão. – Acorda, já é tarde.
- Que horas são? – falo meio zonza.
- 7h02min.
- Ainda é cedo mãe, deixe-me dormir mais. – falo, mais uma vez me deitando na cama.
- Alice, não! Definitivamente não. Levanta esse traseiro daí, você vai se atrasar.
Não tive escolha, fui ao banheiro, me olhei no espelho, e voltei para o quarto. Minha mãe ainda estava lá, sentada na cama, olhando pra mim.
- Só vou sair daqui quando você tiver se arrumado.
- Mãe eu não sabia que você era tão coruja.
- Sempre fui.
Abri o guarda-roupa, e peguei meu uniforme e meu all star. Vesti-me, e fiquei me olhando no espelho.
- Olha pra isso, esse uniforme é ridículo, me deixa gorda.
- Para com isso Alice. Você tá linda. Você sabe muito bem o que aconteceu na sua vida depois da primeira vez que você falou que está gorda.
Arrumei-me depressa, e fui para mesa. O café era sempre o mesmo, café gelado e bolacha. Fui para o colégio, peguei minha moto, coloquei meu fone e fui.
Estacionei minha moto, e entrei. O colégio era meio estranho, muita gente, o corredor tava lotado. Estava tentando procurar minha sala, até que eu sinto alguém puxando meu braço, me empurrando. Eu sentia que essa pessoa tava querendo falar comigo. Eu ouvia umas vozes estranhas, o corredor estava muito barulhento. Eu só conseguia ouvir “Oi, é, você é a novata?” Até que eu consegui me virar, eu vi um menino de olhos verdes, e cabelo castanho.
— Você é a novata? – ele falava super curioso.
— Sou, sou sim. Prazer, Alice.
— Sou Alan, vem comigo. – ele me puxou pelo braço, rapidamente.
Ele me levou até uma sala, tinha pouquíssimas pessoas lá.
- Pronto. Você faz o 3° ano, certo?
- Faço sim, como você sabe?
- Sou filho do dono do colégio. Ah, aqui é sua sala, a mesma que a minha. Vamos sentar juntos?
- Vamos, tem quantos anos, Alan? – falei envergonhada, mas estava querendo puxar assunto.
- Tenho 18, e você? – ele falou olhando fixamente para mim.
- Eu tenho 17, você mor...
Alguém me interrompeu, era uma voz de um homem berrando, entrando na sala. Ele falava “Bom dia alunos, todos sentando, a aula vai começar! Pra quem não me conhece, sou o professor de Biologia, vou ficar com vocês até o fim do ano!”
- Marcos, professor de biologia. – Alan falou.
As aulas se passaram rapidamente, era 17h50min quando largamos, fui até a biblioteca, e loquei o livro “Otelo”.
Fui até o estacionamento do colégio, quando percebi que havia alguém caído no chão. Saí correndo e fui até lá. Era Alan, ele estava com a boca sangrando, e com os olhos fechados. Eu berrava, gritava socorro, chorava. Até que ele mexeu a cabeça, e abriu os olhos. Ele só conseguia falar “Me leva pra casa, me leva pra casa, por favor.”, eu consegui levá-lo até seu carro, não sabia muito dirigir, mas tentei. Eu estava apavorada, não sabia o que fazer. Fui até o caminho do hospital mais próximo, queria cuidar de Alan.
Depois de um tempo, ele acordou.
- Alan? Alan? Tá tudo bem?
- Anh... Oi? Onde é que eu estou...
- Não, não se levante. Encontrei você caído no estacionamento do colégio. O que aconteceu?
- Ai meu Deus, sério? Aquele salafrário vai me pagar.
- Quem? Que salafrário? Alan me responde!
Ele mais uma vez fechou os olhos, e se deitou sobre minha coxa. Ele parecia estar satisfeito. Chegamos ao hospital, abri a porta do quarto e levei-o para emergência. Passamos algumas horas para Alan ser atendido.
- Alan Correa! – a enfermeira gritou.
- Aqui! – eu apontei.
Levaram Alan até o quarto para fazer exames, que durou umas 3 horas. Eu estava angustiada, nervosa, ansiosa.
Até que a enfermeira sai do quarto, e se dirige até mim.
- Você é a que veio com o Alan Correa, certo?
- Sim doutora, e aí? Ele tá bem? Ele vai ficar bem?
Continua...
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