As Linhas Que O Destino Escreveu (Anjos e Humanos)
4 Encontro e reenconto
Notas iniciais
— Está esperando alguém Elisa?_ Perguntou indo até a porta.
— Sim pai, é um amigo. _ Quando a porta foi aberta ambos se espantaram com a imagem que viram.
Era Arthur totalmente diferente. Seus cabelos estavam mais bagunçados que antes, seus olhos azuis brilhavam, tinha uma expressão tranquila e sorria livremente. Usava uma calça jeans colada, casaco cinza de algodão com capuz, uma jaqueta de couro por cima, camiseta branca simples e um coturno pesado nos pés, com correntes penduradas. Elisa se espantou com a beleza, se derreteu por dentro, mas por fora só deu um sorriso malicioso.
Logan também gostou do que viu, era parecido com seu estilo, mas bem mais pesado.
— Oi Elisa!_ Sorriu para ela._ Senhor Henderson! _ Apertou a mão de Logan. _ Eu sou Arthur Angel, amigo da Elisabeth.
— Não precisa me chamar de senhor, amigos da minha filha também são meus amigos! É um prazer.
— É...pai, ele precisa de um lugar pra ficar..._ Foi interrompida.
— Você pode ficar aqui, é bem-vindo! _ Sorriu o puxando pra dentro._ Faça companhia para Elisa, ela precisa._ Estava animado.
Arthur assentiu e Elisa não entendeu nada.
— Muito obrigado! _ Arthur estava muito grato, havia acabado de chegar e já tinha conseguido um lugar pra ficar, logo procuraria uma faculdade e um emprego.
— Vamos escolher um quarto pra você. _ Elisa seguiu até o corredor do segundo andar e eles a acompanharam.
— Elisa tem um gênio forte, mas você se acostuma._ Sussurrou para Arthur.
O anjo soltou uma risada e Elisa olhou para trás desconfiada.
— Elisa!_ Arthur chama e ela encontra seus olhos._ Trouxe uma coisa pra você._ Tirou algumas rosas amassadas de sua mochila e a mostrou esticando o braço.
Ela tomou as rosas de sua mão, as observou e bateu em Arthur com elas, sem dó! Ninguém entendeu nada, Logan só olhou assustado e Arthur arregalou os olhos enquanto ela batia.
— Não gosto de rosas seu trouxa! E ainda estão amassadas._ Gritou furiosa. Logan engasgou vendo a cena.
— O problema é seu, pelo menos tive a intenção. _ Cruzou os braços e mantendo sua expressão tranquila.
Logan não conteve seu riso. Gargalhou por algum tempo e já recuperado disse:
— Melhor ficar quieta Elisabeth, ele te tirou bacana._ Sorriu e ela fez uma careta emburrada.
Arthur abriu a porta de um dos quartos próximos ao de Elisa. A cama era de casal, com couxa vinho, almofadas e travesseiros na cabeceira, as paredes eram brancas, as janelas tinham cortinas pretas. O criado mudo era cinza claro com um abajour.
— Pode ser esse?_ Perguntou maravilhado com a beleza do quarto.
— Hum? Pode claro!_ Logan estava distraído.
— Obrigado senhor. _ O abraçou calorosamente.
— Arrume suas coisas e desça. _ Ele assentiu e entrou no quarto.
— O que achou dele pai?_ Pergunta.
— Bom garoto.
— Bom? Há, você é louco né?! ele é uma peste! _ Se jogou no sofá.
— Por que quer que ele aqui então?
— Ele precisa de ajuda...e eu preciso de companhia. É bom pra nós dois._ Baixou a cabeça.
— Tentarei ser mais presente. Sei que se sente solitária. _ Afagou seus cabelos loiros e crespos.
— Eu não me sinto, eu sou._ O abraçou forte._ Fique comigo hoje papai. Por favor!_ Sua voz era fofa e pidona, como a de uma criança.
— Ok, mas não fale assim! É tão bobo._ Sorriu .
— Bobo é você que gosta! _ Voltou com a sua voz agitada e firme.
— Já almoçou?
— Não, estou faminta! _ Tocou sua barriga.
— Então vamos almoçar fora, só espera o Arthur descer. _ Sorriu.
Logan era um bom homem. Bem humorado, inteligente e amável, via os amigos de Elisa como seus amigos e tinha muito carinho por ela. Seus cabelos eram loiros, olhos azuis, alto, musculoso e sorriso contagiante.
[...]
Arthur colocou as roupas que havia comprado no closet enorme e desceu. Na sala viu Elisa e seu pai jogados no sofá, eles se pareciam muito, eram dois lerdos.
— Pronto, já organizei tudo!_ Abriu um sorriso largo.
— Nós vamos almoçar fora! _ Elisa pulou do sofá animada, parecia que havia sido carregada, como uma bateria.
Os três saíram e caminharam conversando sobre Arthur, ele mentiu que seus pais morreram a alguns meses e já era grande demais pra ficar em um orfanato, então pediu ajuda a Elisa até arrumar um emprego. Disse que logo conseguiria vaga em uma boa faculdade, Logan fez algumas gracinhas, mas se mostrou compreensivo.
As conversas continuaram durante o almoço. Elisa estava feliz, mas não perdia a oportunidade de irritar Arthur, que sempre dava patadas nela, fazendo Logan sorrir.
No fim da tarde eles voltaram para a mansão. Logan disse que ia dar um cochilo, então foi pro quarto. Elisa se esparramou no sofá e ligou a TV. Arthur não tinha nada pra fazer, então foi "explorar" a casa.
Arthur
Eu me sentia realmente grato por Elisa ter me ajudado. Estou aliviado por saber que o pai dela é de boa. Não sei se gostou de mim, mas eu gostei do jeito dele, e ainda mais de sua filha!
Ah, só de pensar na Elisa meu coração bate mais rápido! Kkk, ela tem razão, acho que sou um pouco gay.
Que grande merda! O que estou pensando?
Eu fiz coisas erradas lá no céu, abusei da confiança que tinham em mim, mas tudo bem, já tinha me cansado daquele mundo.
Essa mansão é gigante, vou precisar de uma semana pra conhecer ela toda! Melhor começar logo, vai ser divertido e você não tem nada pra fazer mesmo! Ok, vou começar por fora.
Saí e observei o exterior. Era muito extenso, mas não tinha muita coisa na frente, só grama, poucas árvores, arbustos, canteiros com flores, um balanço para duas pessoas de ferro pintado de branco e estradinhas de tijolos que levavam até a porta da frente e até os fundos.
Segui por essas estradas e cheguei no fundo da casa. Era muuito maior que a frente, acho que é maior que um campo de futebol. Não estou exagerando, é realmente gigante!!
Por enquanto eu só conseguia ver uma estufa de vidro,árvores grama e mais daquelas estradinhas. Fui mais pro fundo encontrando um pomar, com várias frutas que pareciam deliciosas. Não era tão grande, nem organizado, era fofo. Ao lado esquerdo tinha uma espécie de jardim artificial. Com flores pra todo lado, pequenas gramíneas, uma fonte rústica ao centro e bancos bem distribuídos. A área era plana e as árvores deixavam tudo mais fresco e bonito, a sombra é maravilhosa.
Depois de observar toda aquela beleza entrei. A porta dos fundos dava em um pequeno cômodo, com um tapete que cobria toda a área. Casacos, capas de chuva e sombrinhas estavam pendurados em ganchos na parede, o local era confortável. Logo a frente pude ver um corredor largo e extenso, com portas por todo o seu comprimento. O fim dele dava em um salão de festas vazio, com uma espécie de bar atrás, duas escadas, uma de cada lado da sala se juntavam no segundo andar, formando um palco com mais portas ao fundo. Depois de pensar um pouco resolvi abrir as portas.
A primeira sala que entrei só tinha equipamento de som, então fui pra próxima, era um camarim, cheio de roupas e maquiagem, "Deve ser da mãe dela" pensei. A próxima sala tinha mais roupas! No fim descobri que nenhuma daquelas salas eram interessantes pra mim.
Voltei pro corredor largo e comecei a abrir as portas. Tinham dois banheiros, um masculino e outro feminino. Assim que saí da terceira sala encontrei os olhos de Elisa me observando.
— Conhecendo a casa?_ Pergunta com o olhar profundo e um pequeno sorriso no rosto, que garota perigosa!
— Será que não tem nada de interessante nessa casa?_ Sorri.
— Você está procurando errado. Esse é o território da minha mãe._ Me puxou pelo braço._ Vem, a minha parte é mais legal!_ Piscou e eu só pude sorrir.
Ela me levou até uma parte mais isolada da casa, paramos de frente a uma porta com várias plantas em seu corredor e ela não se conteve :
— Ahhh, eu adoro esse lugar! _ Realmente soltou um grito, mas no seu estilo.
— Não vai abrir?
Rapidamente ela abriu a porta e pude ver a causa de tanta animação. Era enorme, como tudo na casa, o teto era de vidro, tinha janelas com cortinas e uma piscina bem no centro, sim, foi o que você ouviu (leu) é uma piscina!!! A água era cristalina, seu interior era de mármore, e tinha cadeiras em volta.
— Cara ! _ Meu queixo caiu._ Que loucura! Aqui é fresco, tem um som agradável. E o cheiro, ah, é maravilhoso.
— Você parece uma garota em um restaurante chique com o namorado._ Gargalhou. Por que ela tem que dizer isso? Calma Arthur, é só pra te provocar! Prove que é homem. É o que farei !
— Vamos nadar._ Digo olhando em seus olhos.
— Não ! Depois._ Ficou envergonhada, enfim, ela ainda é uma garota.
— Vai de calcinha e sutiã. Não vou te olhar._ Ela não diz nada e começa a tirar a camiseta, em seguida os sapatos e depois a saia. Caramba! Eu não esperava por isso porra! Ela tava usando daquelas calcinhas pretas que tampavam a bunda toda com uma tira cinza igual de cueca e um sitiã preto. Por que fica todo bobo perto dela? Parte pra cima !
— Sua vez!_ Me olha desafiadora.
— Não posso tirar a camisa._ Não posso mesmo tirar, não posso!
— Tire ou não serei sua!_Ameaça.
— O quê? Vai oferecer seu corpo pra ver o meu?_ Sorrio. Ela é capaz de fazer isso.
— Não é isso. Você só pensa merda. Vamos, tira logo pra gente nadar. _ Diz já ficando nervosa._ Idiota._ Bufa.
— Ok, Ok ! _ Tiro a camisa e a calça e então podemos entrar na água.
Ela fica atrás de mim e pode ver o que eu não queria mostrar.
— Uma tatuagem. Era por isso que não queria tirar a camisa._ Assenti._ São asas de anjo...negras._ Não podia ver seu rosto, mas em sua voz tinha admiração.
— Chega desse papo._ A água estava ótima e o clima também, mas a conversa dela não me agradava.
— Tuuuudo bem!_ Animou-se e saiu nadando._ Aposto que não consegue me pegar! _ Mostrou língua e sorriu.
— Você é tão infantil!_ Nadei atrás dela e a peguei rapidamente pela sintura a virando pra mim._ O que ganho por ter capturado a fera?
— Você escolhe._ Sussurrou. Seus cabelos não pareciam molhados por causa dos dreads.
— Um beijo, posso?_ Me aproximei e considerei um sim quando ela puxou minha nuca para si, fazendo nossos lábios se tocarem. Mordi seu lábio inferior e puxei de vagar, ela enroscou as pernas na minha sintura e eu a puxei pra mais perto.
Nos separamos e sorrimos. Ela é mesmo um prêmio, um tesouro! Kkk, tesouro, que droga. Continuamos nadando e brincando. Já era noite quando saímos. Será que Logan ainda estava dormindo? Não tínhamos toalha, então fomos escondidos até nossos quartos tomar um banho quente. Depois do banho eu vesti um short e apaguei assim que senti o colchão macio.
Elisa
No dia seguinte acordei atrasada, então tive que correr pra escola, não encontrei Arthur e meu pai já tinha ido pro trabalho, espero que aquela peste fique bem.
Encontrei Ethan na praça próxima a escola, ver seus cabelos ruivos e enrolados voando com a brisa me fez bem, sentir seu toque me fez bem e seu sorriso me fez sorrir mais.
— Estou atrasada, vamos sair hoje, Ok?!_ Beijo seu rosto e vou pra aula correndo.
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