As Linhas Que O Destino Escreveu (Anjos e Humanos)
1 A vida de uma adolescente
Notas iniciais
New York, cidade repleta de ruas movimentadas, prédios gigantescos, com pessoas importantes trabalhando sério. A tensão dominava aquela cidade, ninguém parava um minuto para respirar com calma, ou para olhar o céu azul da primavera. O clima estava fresco e a brisa era estonteante.
Em uma mansão, afastada de toda a correria, vivia uma família rica e famosa. Está família era formada por Sophie Henderson, a mãe; Logan Henderson, o pai e Elisabeth Henderson, a filha.
A mãe, era atriz renomada, conhecida por estrelar séries, novelas e peças teatrais. O pai, era delegado, bem sucedido e reconhecido em sua área. A filha, grande problema da família, delinquente, skaitista, hiperativa, livre de espírito.
Elisabeth tem grandes laços com Ethan e Andrew.
25 de Março de 2014
6:14 da manhã
Elisabeth dormia como um anjo, sonhava com sua mãe que à três meses tinha ido para a Índia, gravar uma novela. Ela sentia muita saudade, lembrava a todo instante de sua linda e carinhosa mãe, que fazia a comida mais deliciosa do mundo.
O despertador tocou no meio de seu sonho, fazendo com que ela pulasse da cama.
— Caramba! Hoje é segunda !_ Fez uma careta, mas estava disposta.
Saiu correndo e foi ao banheiro. Tomou um belo banho e escovou os dentes. Depois de ter se secado vestiu um short preto que pegava na metade da coxa, uma regata azul celeste com listras grossas e brancas, e um allstar preto com cadarsos brancos.
Foi até o quarto de seus pais esperando encontrar Logan, mas ele não estava, então foi até a cozinha, fez uma torrada e a digeriu rapidamente. Pegou sua mochila no sofá (ela havia deixado lá no dia anterior) e saiu com seu skate.
No caminho encontrou Andrew.
— Bom dia Elisa!_ Sua expressão era feliz.
— Bom dia! _ Seu rosto dizia: "Cara, como consegue sorrir tão lindamente em uma segunda-feira de manhã? "
— O Ethan tá preso? Faz tempo que não vejo ele . _ Perguntou sentindo falta do amigo.
— Sei lá, mas de boa, daqui uns dias ele tá de volta.
— É ._ Olhou esperançoso para Elisa.
Eles conversaram coisas aleatórias no resto do caminho e logo chegaram a escola.
Logo no portão encontraram Alexy :
— Olha os dois delinquentes! A rica desleixada e o órfão bonitão.
— Olha! É a vadia da Alexandra!_ Elisa provocou.
Andrew soltou uma risada de deboche e os dois seguiram para o corredor da escola, deixando Alexy lá plantada.
— Caramba, acho que um dia ela morre de inveja. _ Disse Elisa batendo no ombro de Andy.
— Haha, ela não se cansa..._ Deu uma pausa e observou que alguns garotos estavam olhando para Elisa. _ Elisabeth, Thomas e Luke estão olhando pra você. Que bosta, não sabem nem ser discretos. _ Apertou os olhos e encarou os dois.
— Deixa eles! Querem que eu olhe pra eles também. Idiotas! _ Colocou o dedo indicador na boca fingindo vômito.
O sinal bateu e todos correram para a aula. A sala deles era conhecida como big hell (grande inferno), a turma era composta por três patricinhas, Emily (Emy), Melody (Mel) e Alexandra (Alexy), a líder das outras duas.
A maioria dos garotos fazia parte dos times da escola, (futebol americano, vôlei, basquete, tênis e judô)
Tinha a turma das líderes de torcida, e é claro que as patricinhas faziam parte dessa turma também.
Também tinham os rockeiros, góticos, emos, otakus e gamers. Não podemos esquecer dos nerds e geeks. A turma de Elisa e Andrew era a de skaitistas e grafiteiros que dançavam Hip Hop.
Com toda essa mistura de personalidades em uma sala só pode-se deduzir que é realmente um big hell.
Mais tarde as aulas terminaram e todos voltaram para suas casas.
Elisabeth chegou em casa e foi logo procurar seus pais. Ao entrar na porta a fechou e gritou:
— MÃE! PAI! CHEGUEI!
Não ouve resposta, então ela abandonou seu sorriso. Jogou sua mochila pro lado, encostou na porta e deslizou suas costas por ela até sentar no chão. Ela se sentia abandonada, seu pai nunca estava em casa e sua mãe vivia em viagens e ensaios. Desde que era pequena sempre fora assim. Ela tinha o costume de esperá-los sentada na porta da frente, passava noites em claro os esperando, mas...raramente apareciam.
— Mamãe. Papai!_ Estava segurando o choro, mas seu peito começava a doer, então abriu espaço para as lágrimas.
Encolheu os joelhos, os apertou com os braços e colocou seu rosto no vão. Em meio a soluços ela pegou o celular e discou o número de Ethan. Na segunda vez ele atendeu:
Oi
Ethan! _ Sua voz era de choro.
Tá chorando de novo Elisa?
Meus pais não aparecem. Estou com saudades e você também me abandonou. _ Mais lágrimas escorregaram.
Desculpa. Estou em um reformatório agora. _ Ele realmente sentia muito por não poder abraçá-la.
Sai logo daí e vem me ver! _ Sua voz falhava, mas tinha uma pitada de ordem.
Vou sair o mais rápido possível e não se preocupe com seus pais, no fundo eles amam você. Quem não te amaria? Você é uma criança liinda, mesmo que seja teimosa e não goste de lavar o cabelo.
A gente tem quase a mesma idade! _ Disse já animada.
Mas eu sou mais velho que você! Preciso desligar, te amo!
Tá, eu também.
Se levantou e foi para o seu quarto, não estava totalmente disposta para fazer o dever, então ligou o computador e começou a tentar ler um livro online que acompanhava.
Eram 14:35 e Elisa começou a sentir fome, foi em direção à cozinha e esquentou o almoço.
Depois ela se sentiu mais aliviada e foi fazer o dever de casa, sentada na sacada de seu quarto. Deu uma pausa e escutou um barulho estranho.
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