É de manhã... Lilly dormiu ao meu lado. Ainda estou com frio. Hanna entrou no meu quarto para me acordar, me encontrou arrumando minha cama e abrindo a janela. O café da manhã está pronto. Café...

Mesmo você me dizendo que não era bom tomar tanto café acabei gostando demais. Acho que é algo que puxei do senhor, pai.

Hanna ficou assistindo TV, eu e Lilly comemos enquanto olhávamos uma para outra. Do nada Hanna me chama, acho que é para ver algo na TV.

“Alyssa, aqui na cidade tem um homem que trabalha num laboratório Pokémon. O nome Dele é Professor Birch. Ele é amigo de seu pai. Não quero te dar esperanças para só te ver triste mais tarde. Mas você está na idade de sair para sua jornada caso queira.

Sinceramente gostaria que você e seu pai se encontrassem... É tão bom te ver sorrindo, Alyssa.”

Como não pensei nisso antes?! Na jornada posso procurá-lo!

“Ele é nosso vizinho. Por que não tenta ir falar com ele?”

Sinto tanto sua falta, mesmo que não seja nada... Vou correndo, com Lilly na minha cola o tempo todo.

Bati na porta e uma mulher apareceu. Ela foi gentil, me perguntando quem eu era. E ela me conhece?! Acho que Hanna já passou por aqui ontem.

“Você é a Alyssa que mora na próxima casa!”

Ela mencionou algo de ter um filho da minha idade e insistiu para que eu entrasse e fosse ser amiga dele. Lilly permanece atrás de minha perna, ela é realmente bem tímida. Acho que só posso aceitar.

Entro na casa e vou direto para a escada, para onde ela disse ser o quarto dele. Estou aqui, mas não há ninguém... Hum? Lilly apontou para algo no chão. Uma pokebola?

Logo que me aproximei um garoto entrou no quarto, me surpreendendo.

“Hey! Quem é você?”

Expliquei de forma rápida o que estava fazendo lá e ele se acalmou. Seu nome é Brendan e comentou algo sobre nossos pais serem amigos. Acho que é melhor perguntar onde o Professor Birch está.

“Ele está nos arredores da cidade, pegando pokémons selvagens.”

Saio de lá dando tchau para a mãe dele. Acho que vou tentar encontra-lo. Você vem comigo, Lilly?

Ela fez um gesto positivo com a cabeça. É bom saber que posso contar com ela.

A saída da cidade é ao norte. Estou tão ansiosa que acho que não conseguirei dormir. Lilly está sempre me olhando com cara de quem quer perguntar algo. Sei que alguns pokémons psíquicos podem conversar conosco pelos pensamentos, mas acho que minha Ralts não pode ou não aprendeu ainda. Nós também nunca treinamos sério para batalhas. Ela sabe atacar, mas sinto que não é o suficiente para iniciar uma jornada. Temos que treinar quando voltarmos.

“Uhm, Oi? Você está ouvindo também?”

Uma menininha parada na saída da cidade falou comigo. Realmente, escuto algo parecido com um choro, ou gritos.

“Tem pokémons assustadores lá fora, e acho que tem alguém com problemas. Queria ir, mas estou com medo. Também não tenho um Pokémon para me ajudar. Pode ir ver o que está acontecendo para mim, por favor?”

Faço que sim com a cabeça. De qualquer forma teria que arriscar.

Um pouco mais a frente vejo um homem de bermuda, sandálias e um jaleco branco correndo em círculos, fugindo de um Zigzagoon.

“Me ajude!”

O homem grita para mim.

“Oi! Aqui! Pode me ajudar?!”

Lilly fica na minha frente, o Zigzagoon nos olha com cara de bravo.

Lilly! Não deixe ele te atacar! Ataque antes!

Ela usa seu ataque psíquico e o Zigzagoon cambaleia e cai. Depois se levanta e foge para o mato.

“Woa... Estava andando na grama alta e ele me atacou. Acho que pisei nele. E você me salvou! Muito obrigado.”

Ele é meio bobo, mas tem uma cara simpática. Quero saber sobre meu pai.

“Oh? Alyssa?! Como você cresceu! Eu lembro de tê-la visto quando devia ter apenas 4 anos! Olha, preciso voltar para meu laboratório. Pode passar lá depois?”

Olho ele indo embora meio desanimada. Lilly está me olhando novamente. Minha linda! *pegando ela nos braços* Você conseguiu! Estou tão orgulhosa de você!

Ela parece estar feliz, isso é bom.