As Irmãs Shimizu

3 Capitulo 3 - A missão Parte I


Notas iniciais
Mil desculpas pela tamanha demora prometemos que não vamos demorar mais tanto assim. *3 Espero que gostem. ~Mayumi

Mayumi On

–- MAYUMI SHIMIZU ACORDA AGORA QUE VOCÊ JÁ ESTÁ ATRASADA! – Gritou Saya me balançando. Resmunguei alguma coisa qualquer e cobri a minha cabeça com o cobertor por causa da luz da janela que Saya acabara de abrir. Ela falou alguma coisa que eu não entendi. Senti o cobertor ser puxado de mim. Sentei e olhei para ela com raiva, mas não por muito tempo por ela ter tacado uma muda de roupa na minha cara.

–- Droga Saya! Sou eu quem vou não você! – Disse irritada, me levantando e indo em direção ao banheiro.

–- Exatamente! Você vai comandar a missão e uma líder não pode chegar atrasada!

– Que horas são? – Perguntei desnorteada.

–- Meio dia e vocês saem em duas horas! – Ela gritou do corredor. Levantei correndo, fechei a janela e fui para o banheiro. Despi-me completamente e entrei debaixo da ducha fria. Eu estava totalmente distraída estas duas ultimas semanas. Sai do banho com os cabelos molhados e a toalha enrolada ao corpo. Sai do banheiro e senti uma brisa gelada na minha pele, olhei para a janela e vi ela aberta. Jurei que havia fechado antes de ir tomar banho. Fechei-a novamente e fui me vestir. Peguei a mochila e desci as escadas. Deixei-a no sofá e fui para a cozinha. Saya estava comendo.

–- Você abriu minha janela de novo? –Perguntei colocando uma xicara de café para mim.

–- Não, porque? – Ela me olhou confusa.

–- Nada, só pensei que havia fechado a janela. – Disse tomando um gole do café. – Vou terminar de me arrumar, esqueci as kusarigamas lá em cima. – Disse colocando a xicara na pia.

–- Tudo bem então. – Ela me olhava desconfiada.

Subi e peguei-as em cima do armário. Fui até a pequena varanda. O aroma estava diferente, tinha um cheiro que eu reconheceria em qualquer lugar, menta. Balancei a cabeça em negação. Ele poderia ter estado ali sem que eu percebesse, poderia?

–- É apenas coisa da sua cabeça Mayumi! – Disse para mim mesma. Voltei e fechei a janela passando a tranca nela e fechando as cortinas. Peguei a bolsa de kunais e shurikens embaixo da cama e coloquei uma em cada perna. Desci novamente. Saya já estava na sala. Por Kami! Como essa menina come rápido, depois eu que sou a morta de fome! Ficamos conversando até dar a minha hora de ir. Meia hora antes. Estávamos na porta de casa. – Cuide-se e se qualquer coisa acontecer se comunique por Yoko! Qualquer coisa entendeu Saya!

–- Sim May, fica tranquila! Eu não vou morrer por ficar sozinha! – Ela diz fazendo uma careta.

–- Cuidado com as facas na cozinha. – Nós duas rimos. Abaixei e peguei Yoko no colo em forma de gato. “Cuide dela por mim, okay” “Pode deixar May eu prometi ao pai de vocês que nunca deixaria nada de mal acontecer a vocês” “Vou sentir sua falta coisa chata” “É eu também irritante” Sorri e abracei Saya deixando ela em casa e indo para o portão da vila.
A vila tinha o mesmo olhar curioso sobre mim. Eu apenas ignorava por mais que aquilo me irritasse. Avistei Naruto a poucos metros.

–- Naruto! – Gritei enquanto ia até ele e vi que ele não estava sozinho, estava com Sasuke.

–- May! – Ele me abraçou forte.

–- Naruto eu ainda preciso dos meus pulmões! – Disse com a voz sufocada.

–- Desculpe. – Disse coçando a nuca, como sempre fazia quando estava nervoso. Sasuke olhava para nós com uma sobrancelha arqueada.

–- Tudo bem, mas preciso que me faça um favor.

–- Pode dizer. – Ele disse como se Sasuke não estivesse ali.

–- Quero que você cuide de Saya enquanto eu estiver na missão.

–- Acho que ela não é uma criança May. E, além disso, porque eu? – Ele perguntou.

–- Eu mais do que ninguém sei que ela não é uma criança Naruto! Afinal sou irmã gêmea dela! – Revirei os olhos. – E não é por que ela não consegue se cuidar sozinha. Estou preocupada com outras coisas, que não vem ao caso agora, porque eu estou sem muito tempo. E eu quero que você cuide dela porque você é o único q eu confio q ira ficar na vila.

–- Kakashi? – Ele arqueou uma sobrancelha.

–- Saiu em missão também.

–- Tsunade? – Ele continuava insistindo em fugir.

–- Ocupada demais. Você sabe coisas de Hokage. – Disse revirando os olhos. – Por favor? – Disse fazendo a minha cara mais Kawaii.

–- Tudo bem. Apesar dela não parecer ir muito com a minha cara. – Disse ele se dando por vencido e revirando os olhos.

–- Jura? De mindinho? – Decidi ignorar o comentário idiota dele.. Okay eu poderia estar sendo infantil levantando a mão em punho erguendo apenas o dedo mindinho, mas quem se importava? Ele olhou pra mim com certo sarcasmo.

–- Juro. – Disse entrelaçando o mindinho no meu e revirando os olhos.

–- Obrigado. – Disse verdadeiramente agradecida. – Tenho que ir agora. – Dei um beijo em sua bochecha e voltei a andar para o portão da vila. Senti passos me seguindo. Não olhei para trás e nem precisava olhar para saber quem caminhava agora ao meu lado.

–- Eu queria falar com você. – Ele disse com a voz fria como sempre.

–- Pois fale, não sou surda, já estou escutando não estou? – Disse sem conseguir certo sarcasmo no tom de voz.

–- Será que poderíamos conversar sem o seu sarcasmo junto? – Ele disse ainda frio com os olhos fechados.

–- Será que poderíamos conversar sem o seu cubo de gelo como escudo? Afinal eu não costumo conversar com coisas frias. – Devolvi ainda sarcástica. Ele abriu os olhos e me olhou com alguma coisa como surpresa em seus olhos. Talvez fosse mesmo surpresa de alguém além de Naruto desafia-lo. Ele voltou a fechar os olhos e não disse mais nada durante todo o caminho. Eu também não disse nada, eu era muito orgulhosa e teimosa e essas duas combinações venciam a minha curiosidade, por mais que ela martelasse em algum lugar da minha cabeça.

Chegamos ao portão da vila em alguns minutos. Kiba e Shikamaru já estavam lá.

–- Ino disse que não ia poder vir, estava com problemas de mulher e que você iria entender. – Disse Shikamaru dando um leve bocejo.

–- Então chamei Hinata no lugar dela. – Completou Kiba, dando um sorriso meio canino para mim.

–- Tudo bem então. – Disse sorrindo animada. Eu havia falava algumas vezes com a Hyuuga, ela parecia ser boa pessoa eu gostava dela. – Quando elas chegaram partiremos. – Disse tranquila.

–- Desculpe Mayumi, mas quem te denominou chefe desta missão? – Disse Kiba, me desafiando.

–- Talvez fosse a Hokage. – Disse olhando para ele com um sorriso no rosto. – E talvez porque eu seja de um nível maior que o de todos vocês. – Ele me olhou confusa. – Digamos que eu sou do nível Kage. – Todos eles me olharam surpresa quando Hinata chega ficando confusa. – Oi Hina. – Disse indo para o lado de Hinata.

–- Oi Mayumi. – Ela disse com um sorriso tímido e rosto levemente ruborizado. Logo Sakura chegou.

–- Podemos partir? – Perguntei animada. Todos assentiram.

Já havíamos partido a um bom tempo e começava a escurecer.

–- Acho melhor pararmos um pouco Mayumi, está começando a escurecer. – Disse Shikamaru. Assenti e parei em uma clareira onde havia muitas árvores em volta. Montamos um acampamento de improviso ali mesmo. Comemos algo e todos foram dormir. Só sobrara eu e Hinata para ficar de “guarda”. Ficamos em silencio por alguns minutos. Ela parecia pensar em algo que a incomodava, e olhava para mim.

–- O que foi Hinata? – Perguntei rápida, mas gentil na medida do possível.

–- Hmm... é q-q-que eu q-queria fazer uma pergunta. – Disse com o rosto corado.

–- Pois faça sou toda ouvidos.

–- Eu soube que você desmaiou enquanto treinava ou algo do tipo. E algo vem me intrigando a alguns dias, se era só um treino, como em um pequeno corte no pé você poderia desmaiar? – Ela disse um pouco rápido, talvez por que estivesse nervosa. Seria complicado de explicar, mas Hinata não parecia uma garota de má índole, não iria contar se eu pedisse.

–- Isso é um segredo, tudo bem? Prometa-me que não ira contar a ninguém. Peço isso por que um de nossos pontos fracos e perigoso demais.– Ela assentiu. – Bom é que eu e Saya, somos diferentes do meu clã, o meu clã era muito poderoso, disso você já deve saber, nos duas, fomos concebidas com os poderes da lua. – Seus olhos ainda tinham muitas duvidas. – Mas isso é uma historia muito longa então vou adiantar, para a parte em que você quer saber. Os nossos corpos são diferentes, se você usasse o seu byakugan agora iria ver. Temos muito pouco sangue e mais chakra. O nosso corpo transforma parte de nosso sangue em chakra, então quando perdemos sangue, mesmo que for muito pouco, o nosso corpo enfraquece rápido demais. – Ela me olhava surpresa. Cada vez mais interessada, então seria bom ela ver com os próprios olhos. – Olhe você mesmo. – Digo com um sorriso presunçoso. Ela faz a posição de mão e fala baixo demais. As veias ao redor do olhos perolado logo apareceram. Ela olhava pra mim e levou um leve susto. Logo o jutso foi desativado. – Entende agora?

–- S-sim. – Ela diz assentindo. Sorrio e me levanto, andando em direção á floresta. – A-aonde va-ai?

–- Relaxe Hyuuga, só vou dar uma volta olhar por ai ver se estamos mesmo protegidos e te deixar pensar sozinha um pouco. Volto logo. – Digo piscando um olho e sorrindo de canto.

Mayumi Off

Sasuke On

Eu não conseguia dormir, ouvi vozes lá fora mais não consegui distinguir palavras. Resolvi me levantar e trocar de turno com Hinata, ainda precisava conversar com Mayumi. Quando sai da minha barraca, apenas Hinata estava lá perdida em seus próprios pensamentos.

–- Hinata, onde está Mayumi? – Perguntei e ela pareceu me notar ali, levando um suto.

–- S-sasu-k-ke? Você d-devia estar dormi-indo. – Ela disse tentando gaguejar o menos possível.

–- Onde está Mayumi? – Repiti um pouco impaciente.

–- Ela disse que iria dar um volta para olhar se estávamos totalmente protegidos. – Ela disse um pouco rápido. – Mas pensando bem ela esta demorando um pouco.

–- Vou atrás dela, não saia daqui tudo bem? – Digo olhando para ela, que apenas assentiu.

Sai em busca de Mayumi, passei por vários lugares e nada daquela cabeleira azulada com um penteado infantil. Até que a luz refletindo no cabelo dela me fez ve-la. Mais do que isso ver seu belo corpo escultural molhado, Aquilo fazia com que o meu corpo a quisesse ali, agora naquele momento. Mas algo me chamou atenção, além do meu próprio desejo. Não foram as lagrimas rápidas dela mas um movimento brusco, do lado oposto ao meu.

Sasuke Off

Mayumi On

Andei por todo o lugar em volta do acampamento, parecia estar tudo seguro. Cheguei a uma pequena cachoeira com um pequeno rio. Eles não iriam morrer se eu demorasse alguns minutinhos, iriam? Nãão. Ativei o Sosagan e olhei em volta procurando algum chakra por perto, nada foi encontrado. Tirei o vestido, a “gravata” e o corpete, logo depois a bota e a meia e dessamarrei as marias-chiquinhas. Fiquei apenas de lingerie, com o cabelo solto, e entrei na água. Usei minha manipulação de elementos para aquecer a água. Os meus cabelos longos deslizavam pela água. Aquela droga era como uma maldição, talvez se não tivéssemos nascido assim tudo estaria bem como deveria. Algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto. Limpei com muita rapidez e percebi algo dentre as arvores do meu lado direito. Algo se moveu rápido sem que eu nem pudesse ver. Meus sentidos pareciam estar lentos por causa do sono. Havia som, mas eu não queria me mexer. Até que ouvi um grito baixo, vindo da minha direita ainda. Aquilo aguçou os meus sentidos. Sai da agua sem me importar muito de colocar a roupa. Quando cheguei ao local vi a seguinte cena: Sasuke em pé com os olhos fechados e dois homens mortos no chão.

–- O que está acontecendo aqui? – Perguntei baixo e sereno. Eu estava me divertindo com a situação. Sasuke abriu os olhos e corou levemente quando me viu.

–- Pode, por favor, vestir uma roupa? – Ele disse tentando desviar seus olhos a qualquer coisa que não fosse o meu corpo. Sorri de canto, a isso seria uma boa brincadeira.

–- Ora, Sasuke-kun. – Disse usando o sufixo kun, tanto usado por Sakura e que ele parecia odiar, pelo menos vindo da boca dela. Fui me aproximando dele lentamente, como uma cobra pronta para dar o bote.. – A minha semi-nudez o incomoda? – Disse colando o meu corpo ao dele. Ele abriu os olhos famintos de desejo e olhou para mim que era relativamente baixa ao tamanho dele. Senti seu braço enlaçar em minha cintura rapidamente.

–- Nem um pouco. – ele disse sorrindo de canto também. – Mas preferia que fosse entre quatro paredes. – Eu sorrio, seu rosto se aproxima do meu e é quando eu sei que já está na hora de parar. Empurro ele de leve e volto a andar para onde estão as minhas roupas. Visto elas rapidamente e me viro para ele que estava com a cara fechada.

–- E então vai me explicar ou não? – Pergunto arqueando uma sobrancelha enquanto amarro os cabelos novamente.

Notas finais
O que acharam?? Desculpe de novo pela demora :l