As Irmãs Blackwell

2 2º Cap: Cassie leva bala


Notas iniciais
"O que fez a seguir foi pior do que o sangue. Ele ajoelhou-se e deu um beijo nos lábios dela, do nada ele havia sumido, deixando-me com o corpo inerte de minha irmã e uma lanchonete em chamas."

Cassie


Minha irmã era rápida, mas Samanta era mais, com um golpe certeiro ela prendeu o garfo no braço de Diana. Pensei em brigar, mas não foi preciso.


– Sua vagabunda! – Diana falou num grito de dor e de ódio. Já era! Pensei vendo tudo. Ela nunca foi de usar esse tipo de vocabulário baixo, muito menos de demonstrar raiva em publico. Mas ela vinha mudando muito desde que saímos de Chance Harbor, e quando ela perdia o controle... era melhor se manter afastada, algo ruim sempre acabava acontecendo. Normalmente pra mim.


– Para Samanta! Vai acabar nos metendo em problemas de novo. – O outro amigo dela falou tentando segura-la, isso só a deixou mais zangada e ela começou a gritar. Uma completa louca se debatendo contra o próprio amigo.


– Me solta Jason! Essas inúteis vão ter o que merecem. – Ela continuou tentando se soltar do forte aperto. Mas o garoto pareia ter uma força sobre-humana.


As portas da frete se abriram. Um forte vento frio passou por mim fazendo todos os meus músculos se contraíram, eu sabia que algo muito ruim estava acontecer. Olhei para o rosto contorcido de raiva de Diana.


– Samanta! – Todos gritaram ao mesmo tempo. Enquanto isso eu me virava para ver o motivo de tanto alarme. Logo entendi o porquê. Samanta estava caída no chão sujo,e em seu pescoço estava o mesmo garfo que ela usara para nos atacar.


Olhei de relance para Diana e vi que não havia nada mais preso em seu braço. Ela parecia apavorada e seus olhos se enchiam de lagrimas, a garota havia morrido por ela ter perdido o controle das emoções.


– Vamos embora Cassie! Não estou me sentindo bem. – seus olhos estavam vermelhos e ela chorava. Senti tanta pena que obedeci.


– Certo!... Deixe que eu cuide desse problema – tentei tranquilizá-la em vão. Ela realmente estava muito abalada, e olhar para a garganta sangrenta de Samanta não ajuda em nada.


Quando Diana se virou para sair, o amigo tatuado de Samanta tirou uma arma do bolso do casaco e apontou para ela. Acabou! Pensei apavorada.


– Você vai me pagar pelo que fez... Vadia! – Falou disparando a primeira bala. Naquele momento movida por um súbito impulso, eu fiz algo estúpido. Tudo de que me lembro a seguir foi de ter pulado na frente de Diana, e lá estava eu, a tola bruxa que ao invés de desviar as balas. Acabou caída no chão de uma lanchonete suja.


Diana

O ódio me dominou, Cassie estava caída no chão, havia muito sangue ao seu redor e logo percebi que ela morreria se eu não fizesse nada, mas antes eu iria vingá-la. Eu mataria o culpado.


– Considere-se morto – Olhei para o monstro que havia atirado. Fiz um gesto de magia negra em sua direção. Juntei minhas mãos e comecei a apertar, pensando que espremia o seu coração. Ele se encolheu e começou a cuspir sangue.


– O que você esta fazendo comigo? – Ele falava sem fôlego. Seu rosto estava quase roxo, e eu estava adorando a sensação de poder.


– Estou te matando! Você só tem quarenta segundos antes que eu exploda seu coração. – Naquele momento, eu era um poço de ódio – Suas ultimas palavras? – Sorri maldosamente.


– Vá pro inferno! Sua... – Mas ele não conseguiu terminar a frase. Apertei com mais força e ele caiu aos meus pés.


– Cassie! – Lembrei que ela estava ferida e me joguei ao seu lado – Vai ficar tudo bem, eu prometo – Menti. Coisa que nunca fui boa em fazer.


– Você nunca soube mentir Diana. – só conseguir detectar tristeza em sua voz – E não prometa aquilo que não pode cumprir – ela balbuciou fracamente em meu ouvido. Não podia deixá-la morrer assim.


– Vou fazer um feitiço de cura pra você! Só preciso achar a coisa certa no meu livro das sombras – Tentei me convencer de que tudo acabaria bem, mas não consegui. Procurei nos bolsos da mochila que sempre levo nas costas, mas não encontrei nada. Comecei a chorar intensamente – Deve estar no carro... vou pegar! – Pensei em me levantar, mas ela me segurou pela camisa.


– Não adianta. Minha vida já esta se esvaindo do meu corpo e... logo morrerei – Sua voz estava cada vez mais fraca. Eu seria capaz de tudo para salvar minha irmã da morte.


– Tem de haver um jeito – Estava à beira de um colapso nervoso – Você e tudo que me resta! – Gritei aos soluços. Ficamos de mãos dadas ali no chão por alguns segundos, ambas chorávamos. Logo seu aperto foi diminuindo e ela fechou os olhos.


– Cassie! Cassie! Acorda! – Gritava o mais a alto que a minha garganta dolorida permitia.


Balancei-a pelos ombros, nada acontecia. Estava totalmente impotente ali, mas logo me lembrei da garçonete e do outro amigo da vaca da Samanta, eles não estavam avista. Deveriam ter fugido para os fundos, e era pra lá que eu ia.


Se já não estivesse tão aterrorizada teria morrido com a sena que eu vi ao entrar na cozinha, um homem que eu não tinha visto, mas que supus ser o cozinheiro estava caído no chão e a garçonete estava encolhida ao lado do fogão. O garoto que me lembrei se chamar Jason estava a sua frente.


– Eu realmente achei que você fosse um pouco diferentes dos seus amigos, mas como vejo... você e ainda pior – Eu sabia que iria matá-lo, o amigo dele havia feito o mesmo com Cassie. Ele merece sofrer! Pensei imaginando como o faria.


Ele se virou e me espantei com seu rosto, dois afiados caninos saiam de sua boca, marcas escuras que pareciam veias rodeavam seus olhos e para piorar os mesmos eram de tom vermelho escuro. Liguem pro inferno e digam que o diabo fugiu! Pensei. De uma maneira estranha, eu só era engraçada em momentos nos momento errados como esse.


– Olá, nos ainda não fomos apresentados – havia calma e controle em sua voz, oque me deixou ainda mais assustada – meu nome e Jason.


– Você e alguma espécie de demônio? – Jason não se parecia com nenhum dos outros demônios que eu já vira. Ele era muito pior e mais assustador.


– Pode-se dizer que sim, querida – a palavra “querida” me deu repulsa – sou uma espécie de demônio. – Ele puxou a garçonete para um forte abraço. Levou os lábios ao seu pescoço e começou a beijá-la gentilmente – Calma, vai dar tudo bem – Senti minha raiva diminuir ao ouvir a aquela voz. Ele continuo com aquilo por alguns poucos segundos, logo seus beijos se tornaram violentos e ele cravou suas presas na jugular da mulher, quando ela parou de lutar. Ele jogou seu corpo sem vida no chão, e se virou para mim. Sua boca coberta de sangue me dando náuseas.


Usei todo meu poder para prendê-lo na parede e taquei fogo na cozinha. Queime! Queime! Minha raiva falou por si.


– Você não vai me matar. – Ele riu alto – Tenho algo que você deseja. – Fez uma cara de malicia.


– E o que seria? – Perguntei sínica – Um monstro como você não tem nada que eu queira. – Ele me lançou um olhar de, você tem certeza disso.


– Sou o único que pode salvar sua amiga ali – Ele apontou para a porta que levava diretamente ao corpo de Cassie – Mas ande logo, o coração dela esta quase parando. Aquilo me pegou de surpresa, sabia que não deveria confiar nele, mas não me contive.


– O que deseja em troca da vida de minha irmã? – Fiquei com medo da resposta – Sei que você vai pedir algo.


– Bem, como você matou os meus dois aperitivos – Ele sussurrou os nomes Samanta e John – Eu deveria pedir um pouco de seu sangue, não acha? – Estava prestes a matá-lo quando ele gritou –Esta bem! Só jure me deixar ir, que eu a ajudo. – Pensei por um momento no que aconteceria se eu deixasse aquilo vivo. Não gostei nem um pouco do que vi.


– Eu juro – As palavras quase não saíram. Tive de forçá-las a passar por minha boca.


Soltei-o e ele saiu cambaleando da cozinha, eu o segui.


– Pois bem, o que vai fazer? – estava meio incrédula com relação a ele salvar Cassie. Mas fiquei observando.


Ele se ajoelhou ao lado do corpo e apoiou a cabeça de Cassie em seu colo, tirou uma faca de caça da cintura e cortou o pulso esquerdo, quase desmaiei quando ele a fez beber de seu sangue.


– Bem vinda a Mystic Falls – ele falou o nome da cidade como se fosse o próprio inferno.


O que fez a seguir foi pior do que o sangue. Ele ajoelhou-se e deu um beijo nos lábios dela, do nada ele havia sumido, deixando-me com o corpo inerte de minha irmã e uma lanchonete em chamas.

Notas finais
Se gostaram da história mandem reviews, eu mereço...não acham?