As Irmãs Shimizu
9 Briga e reconciliações
Notas iniciais
Naruto's on
Quando, finalmente, tinha me recuperado da dor do soco, a Saya já não estava mais lá. Droga! Tenho a impressão que ele iria me falar uma coisa importante. Depois eu falo com ela.
– Hey Naruto! — Sasuke disse.
– E ai Sasuke, conversou bastante com a Mayumi, né? — Falei sorrindo maliciosamente e dando cotoveladas em seu braço.
– Sim, pelo menos não estamos mais naquele clima. Mas... — Ele olhou pra mim com um sorriso de canto. — Eu vi um clima entre você e a Saya, e posso garantir que não foi um clima tenso.
– C-cala a boca, imbecil!
– Hm... — Agora ele sorriu sarcasticamente. — Acho que eu ouvi um Naruto gaguejar.
– Ta, ta, ta! Cala a boca! — Eu disse. — Acho que vou treinar. Você vem?
– Eu te alcanço depois.
– Okay. Fizemos o toque de punhos e fui em direção ao centro de treinamento.
Chegando lá, deitei na grama e fiquei lá por um bom tempo, observando as nuvens. Foi quando uma menina com cabelos estranhos invadiu minha mente, Saya. O Sasuke tem razão, eu também senti um clima diferente entre a gente. E quando eu toquei ela... Eu juro que senti minha nuca arrepiar. "Foi você Kurama?" — Perguntei para a kyuubi. "Naruto, eu não interfiro nas suas coisas, ao menos que você queira. A única vez que você teve uma reação estranha com qs irmãs, foi no seu primeiro encontro com elas. Que foi devido ao nosso encontro de chakras compatíveis, e o porquê disso, elas provavelmente já te contaram." — Ele respondeu. "Sim..." — Eu disse e encerramos nossa conversa. Então se não foi o Kurama, eu realmente senti alguma coisa quando toquei a Saya... Estava observando as nuvens, quando fechei os olhos e veio um turbilhão de cenas minhas e da Saya juntos. Foi quando chegou uma cena especial. Hoje de manhã, na porta da casa dela. Cara! Fala sério! Vendo ela daquele jeito me deu uma vontade muito louca de agarrá-la ali mesmo. Mas acho que não tem nada demais nisso, qualquer cara no meu lugar teria essa mesma vontade. Mas sei lá! Nunca senti nada parecido por nenhuma outra menina... Nem pela Sakura! Eu confesso, sempre tive uma paixão pela rosada, mas já superei isso, já entendi que ela nunca vai me amar. E agora a Saya apareceu... E fez minha vida virar de cabeça pra baixo! Ela é esquentadinha, mas é fofa ao mesmo tempo! Tirando o fato dela ser linda também.
– Que droga, Saya! — Eu murmurei. — Sai da minha cabeça, cara!
– Naruto! Levanta!
– AAHHH! — Fui surpreendido pelo sobrancelhudo, isso fez com que eu pulasse alto do chão.
– IDIOTA! QUER ME MATAR?!
– Hum... — Ele disse maliciosamente. — Estava imaginando o que de olhos fechados? Hein, hein?
– Nada! — Disse rapidamente. — Quer dizer... Eu estava imaginando alguma coisa, mas não é nada disso que você está pensando! — Eu levantei as mãos como forma de rendição.
– Uhum... Se você diz...
– Aff cara, fala logo o que você quer! — Eu disse revirando os olhos. Droga! Não posso pegar essa mania da Saya. — Ou vai me dizer que veio aqui só pra me atrapalhar?
– Tudo bem... — Ele disse indo embora lentamente. — Se você não quiser, eu não digo que as meninas estão nas termas quentes...
– O que?! — Arregalei os olhos. Então quer dizer que a Saya está nas termas? Que saco! Pensei na Saya de novo! Como assim?
– Isso mesmo que você ouviu! A Sakura-chan, está... — Ele não terminou, apenas ficou vermelho e pulando em tudo descontrolado.
– Kami-sama! — Eu disse. — Nem eu fico assim, e olha que sou muito pervertido. — Murmurei a última parte.
– E então, você vem ou não? — Ele perguntou impaciente.
– Você vai aonde?
– NÓS vamos relaxar um pouco nas termas quentes, dã.
– Você e mais quem?
– Eu, você, Neji, Kiba, Shikamaru e talvez o Sasuke.
– Acho que não vou. — O que?! — Ele perguntou indignado.
– Como assim você não vai? Você sempre vai!
– Eu sei. Só não estou afim de ir hoje. Valeu pelo aviso, Lee! — Eu disse e fui para a minha casa, deixando um sobrancelhudo desentendido pra trás. Ao chegar em casa, abri minha geladeira e peguei uma caixinha de leite. Bebi até não sobrar nenhum gole e depois joguei a caixa no cesto de lixo. Tirei minhas roupas e fiquei somente de cueca, depois coloquei uma bermuda e deitei na minha cama fechando os olhos, não estava com sono, apenas gostava de sonhar acordado. Suspirei ao pensar na Saya de novo.
– É Naruto... — Murmurei para mim mesmo. — Acho que alguém aqui está se apaixonando de novo... Droga! — Eu gritei a última palavra e coloquei meu travesseiro na cara. Passou algum tempo, e acabei adormecendo abraçado com meu travesseiro. Depois de algumas horas, acordei assustado com barulhos de passos no corredor e uma batida na minha porta. — Já vai. — Disse ainda sonolento. Levantei e fui para o banheiro, molhei meu rosto e sequei, depois fui rapidamente até a porta. Abri a porta e lá estava ela, Saya.
– O-oi Naruto! — Ela disse sorrindo.
– E ai Sa! — Eu disse e fizemos nosso toque de mãos. — Entra ai. — Fiz um gesto com as mãos para que ela entrasse e ela agradeceu com a cabeça. Assim que ela entrou, fechei a porta e ficamos nos olhando por um tempo.
– Entããão... — Ela disse puxando assunto. — Você devia prestar mais atenção nas roupas que você usa quando tem visita. — Ela deu um sorriso de canto. Olhei para baixo e lembrei que estava sem camisa, mas estava com bermuda, então não tem nada de mais.
– Hahaha! — Eu dei um sorriso alto e irônico. — Não acredito que escutei isso da Srta. Abro A Porta De Calcinha De Renda.
– Nossa, quanta criatividade. — Ela revirou os olhos rindo, mas depois me encarou indignada. — Como assim? Era de renda? Você anda prestando muita atenção no que não deve Sr. Uzumaki.
– Ah, com certeza. — Falei ironicamente. — Até parece que tinha como não prestar atenção. — Murmurei.
– Ei, eu ouvi isso! — Ela disse.
– Enfim... — Disse mudando de assunto. — Como foram as termas?
– Como você sabia que eu estava lá?
– Tenho meus contatos. — Eu disse vitorioso com um sorriso.
– Só digo uma palavra: PERVERTIDO! — Ela disse e veio com os punhos fechados em minha direção.
– Calminha ai Saya! — Assim que ela ia me bater, eu segurei seus pulsos. Dessa vez fui mais esperto, ha! — Eu disse, calminha ai, Saya. — Eu disse sorrindo.
– Cala a boca e me solta. — Ela bufou irritada.
– Aff, por que você não diz algo como "cala a boca e me beija"? — Hã? Por que eu disse isso?! Na moral, tenho que parar de falar as coisas sem pensar.
– Haha, vai sonhando! — Ela disse rindo, mas tenho certeza que deixei ela vermelha.
– É sério! Tenho certeza que você vai me dizer isso ainda. — Eu disse com um sorriso de canto.
– Só que nunca. — Ela me mostrou a língua.
– Err, Naruto...
– Hm? Não precisa dizer que eu estou certo, eu já sei, relaxa.
– Idiota! Não é isso! — Ela cruzou os braços e revirou os olhos. — Sabe aquilo que eu ia te falar? — De repente a voz dela ficou mais meiga e suave. Ela ficou tímida e como consequência, ela ficou coçando seu braço direito e ficou olhando para baixo. O QUE TA ACONTECENDO COMIGO? EU TO PRESTANDO MUITA ATENÇÃO NELA! Realmente... To apaixonado.
– Saya... Também tenho uma coisa pra te falar.
– Sério? Okay, você primeiro. — Ela disse.
– Você fica ainda mais linda quando tá com vergonha.
– N-Naruto, não fala essas coisas pra mim!
– Por que você é tão idiota, Saya? — Eu falei, e ia chegando cada vez mais perto dela, enquanto ela ia se afastando cada vez mais.
– Dizem que só um idiota reconhece o outro. — Ela disse sorrindo e eu sorri também.
– Você é tão linda sorrindo...
– Naruto... — Ela corou e suspirou, mas depois se assustou levemente quando chegou na parede e não tinha mais onde se afastar de mim, então eu aproveitei e prensei ela contra a parede. — Não, Naruto... Você vai se arrepender sério...
– Não, Saya. Eu iria me arrepender se eu não tivesse gostado de você.
– Eu... — Ela estava me olhando, mas de repente seu olhar caiu para o chão.
– Ei princesa... — Eu disse pegando no queixo dela, e direcionei seus olhos para os meus novamente. — Cuidado pra coroa não cair...
– Como você consegue ser tão lindo? Hein? — Ela disse colocando as mãos dela no meu rosto e deixando com que caísse uma lágrima.
– Por que você está chorando? — Perguntei com um tom de preocupação na voz.
– Porque as vezes somos obrigados a fazer coisas que odiaríamos ter que pensar em fazer... — Ela disse e novamente caiu lágrimas dos seus olhos, mas dessa vez eu levei minha mão ao seu rosto e sequei-as.
– Calma linda, eu estou aqui com você. — Eu disse e puxei-a para um abraço aconchegante e reconfortante. Demos um longo abraço, nem eu nem ela queríamos que aquilo acabasse. Eu sentia uma sensação calorosa por todo o meu corpo, aquilo era a melhor coisa do mundo. Só de abraçá-la eu tinha aquela sensação, imagina se eu a beijasse? E foi assim que acabou nosso abraço, quando surgiu a ideia de um beijo. — Saya, eu te amo. — Eu disse sussurrando em seu ouvido, e ela me abraçou ainda mais forte. Minha boca passou do seu ouvido para seu pescoço, e eu fui dando leves beijos, tocando minha boca em seu pescoço bem de leve. Senti seu pescoço arrepiar.
– Naruto... — Ela gemeu baixinho no meu ouvido. Com isso, meu autocontrole se foi, eu preciso beijá-la. Ela me puxava pelo pescoço e eu a puxava pela cintura, fazendo com que nossos corpos se colassem ainda mais. Ela fazia cafunés em minha nuca, enquanto minha boca continuava o percurso de beijos do pescoço até o ombro, e do ombro de volta para o pescoço. Agora fui subindo para o glóbulo de sua orelha, onde dei uma leve mordida e depois continuei os beijos até seu rosto. Nós nos encaramos e encostamos nossas testas e nossos narizes. Depois fechamos os olhos e nos deixamos nos levar por carícias novamente. Até que, finalmente, nos beijamos. Nossas línguas dançavam coordenadamente. Não existia mais nada no mundo, só eu e a Saya. Foi um beijo longo e caloroso. Quando finalmente nos separamos, eu ainda dei uma leve mordiscada em seu beiço.
– Saya, eu te amo! — Eu disse com um sorriso estupidamente grande e a levantei no colo, abraçando-a muito forte.
– Eu também te amo, Naruto Uzumaki! — Ela disse sorrindo alegremente.
– Você é minha princesa. — Eu disse assim que coloquei-a no chão e nos encaramos novamente.
– E você é meu príncipe. — Ela me disse dando um leve selinho. Deitamos na minha cama e ficamos conversando sobre coisas aleatórias. Nós não parávamos de sorrir, até que, quando eu fui beijá-la de novo, a Saya se afastou e ficou séria. — Espera ai, Naruto... — Ela disse. — Não podemos continuar com isso...
– Por que não? — Eu perguntei sem entender nada. –
– Eu... – Ela procurava palavras para dizer. — Eu não gosto de você, Naruto, só isso.
– Na moral, essa foi a pior mentira que você já contou na sua vida.
– É sério, me desculpa... Se você quiser alguém que realmente goste de você, procure a Hinata, nunca vi alguém amar tanto uma pessoa como ela te ama. — Ela se levantou e estava indo em direção a porta.
– ESPERA! — Gritei. — Como assim? É por causa da Hinata, é isso? Ela já me falou que me amava! Ela me falou isso quando eu estava lutando contra o Pain! Eu sei que não procurei ela depois para falar sobre o assunto, mas é porque eu não amo ela! Não quero ficar com ela por pena, nem eu nem ela merecemos isso!
– Naruto, não é isso... — Ela disse.
– É que eu, simplesmente, não sinto nada demais por você. E você deveria procurar alguém que sinta.
– Cala a boca, Saya! Estava tudo bem até dez segundo atrás. O que eu fiz? Você disse que me amava... — Eu disse tristemente e ela engoliu em seco.
– Foi mal, me deixei ser levada pelo momento. Mas é sério, tudo não passou de uma distraçãozinha... Aposto que pra você também deve ter sido isso. Afinal, faz quanto tempo que não beija uma garota? Porque né... Vamos confessar que seu beijo foi bem fraquinho. Eu estava sem palavras, tudo o que eu queria fazer no momento era chorar.
– Não, Saya. Não foi apenas uma "distraçãozinha"... — Falei secamente. — Eu realmente amo você, mas parece que eu só me ferro quando fico apaixonado.
– Sim, por isso que eu nunca vou me apaixonar por ninguém. O amor só trás problemas e sofrimento.
– Vocês meninas são todas iguais mesmo, só querem saber de vocês e dane-se o mundo. Pensei que você fosse diferente da Sakura, pensei que você fosse me fazer feliz, não me humilhar e me esnobar como ela fez.
– Pois é, pensou errado. — Ela disse friamente.
– Vai embora, Saya.
– Não precisa pedir duas vezes. — Ela disse por fim e bateu a porta quando saiu.
Eu peguei o meu travesseiro e o abracei o mais forte que consegui, mas após sentir o cheiro da Saya nele, me soltei dele e fiquei dando vários socos.
– Por que você fez isso? — Perguntei enquanto dava um soco atrás do outro, um mais forte que o anterior. — Idiota, idiota, idiota! — Eu xingava a cada soco que eu dava. Estava com muita raiva, e precisava urgentemente descontar em alguma coisa. Eu sempre acabo me ferrando no final, sempre! Agora o que eu preciso fazer é, simplesmente, ignorar meus sentimentos pela Saya e seguir em frente! Só demorou mais de sete anos pra conseguir esquecer a Sakura, então com a Saya, vai demorar mais ou menos o dobro, super fácil, de boa! Depois de finalmente conseguir me acalmar um pouco, joguei o travesseiro pra longe e fui dormir de novo. Amanhã será um longo dia...
Naruto's off
Sasuke’s On
Acordei com cheiro de café quente em casa. Desci do jeito que estava, de cueca box, e fui até a cozinha. A cabeleira azul de camisola estava agachada na frente da minha geladeira.
–- Credo! Você não tem comida em casa não? – ela me perguntou sem virar o rosto pra mim.
–- O que faz aqui? – Ela pegou dois pacotes e fechou a geladeira, quando ela olhou pra mim, corou instantaneamente e virou-se de costas.
–- Por favor, poderia se vestir? Por acaso anda roubando a ideia da minha irmã de aparecer de roupas intima na frente dos outros? – Eu sorri e tentei me aproximar, mas ela adiantou o passo. – Pelo menos vista uma bermuda! – Bufei irritado e subi. Peguei uma bermuda que tinha dentro da gaveta, a vesti e voltei. Ela estava fritando algo. – Obrigada! Sabe eu deixei de ser vegetariana, a alguns dias quando Saya resolveu fritar isso aqui, -- Ela apontou pra panela. – E eu simplesmente não resisti ao cheiro. Não faço ideia como consegui ficar sem comer carne por cinco anos! O sabor é tão bom! – Sentei na cadeira de frente da bancada, olhando ela cozinhar. Eu poderia vê-la assim toda manhã e nunca me cansaria. Ela pegou dois pratos e começou a fazer um sanduiche com varias coisas dentro. Ela se virou e botou um na minha frente e um copo de café também. – Coma.
–- Isso é uma ordem?
–- É! Ande logo e coma, não preparei isso para ser desperdiçado! – Ela sorriu brincalhona e se sentou na própria bancada, com uma xicara e o prato no seu colo. – Vim falar com você duas coisas! – Ela disse depois de mastigar. – Primeira, Gaara chegou ontem – Eu olhei pra ela na mesma hora. – E eu já falei com ele, tudo bem tudo ótimo, ah, eles estão hospedados lá em casa e não faça essa careta. – Eu tinha feito careta? -- Segundo e mais importante, preciso de ajuda.
–- Em que?
–- Saya e Naruto brigaram, e pelo jeito foi feio. Preciso de ajuda pra os dois se juntarem novamente como dois idiotas que amamos que são.
–- Que amamos? – Arqueei a sobrancelha.
–- Sim, amamos fique quieto cubo de gelo! Então, eu tenho um plano básico, -- Ela me olhou e esperei que ela prosseguisse – Sabe a festa, que vai ter amanhã? – Assenti, enquanto tomava um gole do café. – Nos dois vamos juntos. – Dei um sorriso malicioso. – Não faça isso! Seu pervertido! Vamos juntos, porque Saya é minha irmã e você é quase um irmão pro Naruto, então se os dois não quiserem ficar juntos, vão ficar juntos por obrigação e vão se entender! Eu espero!
–- E se não der certo? – Ela abriu a boca pra dizer, mas ouve batidas na porta. Provavelmente era o Naruto. Droga! Ela se levantou e foi atender. – Acho que a casa é minha! – Disse enquanto ela passava por mim.
–- Cale a boca! – Ouvi a porá ser aberta. – Sakura? – O que? Sakura? Corri em direção a porta.
–- Mayumi? Sasuke-kun? – Os olhos dela tinham ciúmes e raiva misturados.
–- Não é o que você está pensando Sakura! – Mayumi disse antecipando seus pensamentos.
–- Bem que eu queria que fosse! – Murmurei e senti uma cotovelada na minha costela. – O que veio fazer aqui Sakura?
–- Vim chamar você. Gaara disse que quer falar com você.
–- Espera o que você estava fazendo com o Gaara? -- Indagou mayumi. Ela estava com ciúmes por acaso?
–- Ele veio me perguntar uma coisa e pediu pra eu chamar o Sasuke-kun.
–- Ah! Acho que você deveria ir então. -- Ela disse olhando para mim.
–- Não estou afim. -- Me virei e comecei a voltar para a cozinha. Elas vieram atrás de mim.
–- Não aja como uma criança birrenta! Se vista e vá! -- Mayumi começou a me empurrar em direção à escada.
–- Não terminamos de conversar -- Disse me virando para ela. Nossos corpos muito próximos e ela com a mão no meu peito. Ela enrubreceu.
–- Terminamos de conversar depois.
–- Só vou se prometer ficar aqui. -- Ela bufou irritada.
–- Ta bom mandão! Ande logo, vá se vestir!
–- Me vista então -- Sorri maliciosamente e vi ela corar como um pimentão.
–- Baka! Vai logo! -- Ela se virou e começou a andar em direção ao sofá, puxando Sakura com ela. Me vesti e desci novamente. Elas estavam conversando sentadas no sofá.
–- Onde ele está? --Perguntei na porta.
–- Na casa da Mayumi.
–- Já que você vai lá eu também vou! -- Mayumi disse se levantando.
–- Não -- Ela voltou a sentar, revirando os olhos.
–- Pelo menos traga uma muda de roupa pra mim! Não posso sair de pijama de novo!
–- Você chama isso de pijama? -- Perguntei arqueado uma sobrancelha.
–- Cale a boca! Vá logo e pelo amor de Kami, não destrua minha casa!
–- Acho que sua irmã não deixaria. -- Ela tentou jogar uma almofada em mim, mas fechei a porta antes. Pulei os telhados até chegar na casa das Shimizu. Bati na porta devagar e o próprio Sabaku abriu a porta.
–- Nem Saya e nem Temari estão em casa -- Ele explicou e virou as costas.
–- O que você quer?
–- O que está fazendo com ela? – Ele perguntou direto, enquanto eu fechava a porta.
–- Não estou fazendo nada, nada que ela não queira – Sorri maliciosamente para deixa-lo irritado e parece que funcionou um pouco.
–- Apenas, não a machuque. Não ouse machucar aquela garota ou juro que mato você – Ele disse serio.
–- Não pretendo, mas seria bom ver você tentar.
–- Quase te matei uma vez, Sakura quem não deixou. – Ele debochou. – Posso fazê-lo desta vez se não tiver ninguém por perto.
–- Bom vamos ver.
–- Se qualquer uma delas ficar machucada, mato você e o Naruto!
–- Como sabe sobre o Naruto? -- Indaguei.
–- As duas ficaram consolando Saya esta madrugada – Ouvi a porta se abrir. Temari e Saya saíram por ela.
–- Sasuke? O que faz aqui?
–- Vim falar com seu irmão. Saya, Mayumi pediu uma muda de roupa, ela decidiu me importunar cedo hoje – Ela apenas assentiu, vi suas olheiras profundas quando ela passou por mim em direção a escada. Ela logo voltou com as botas e todo o resto em um pacote improvisado.
–- Estamos conversados? – Perguntou o ruivo quando eu me virei para sair. Olhei para trás e assenti. Voltei para casa e lá estava ela lavando a louça, nenhum sinal da cabeleira rosa pela casa, ela cantarolava alguma musica baixinho. Larguei suas coisas da bancada.
–- Obrigada. Como foi lá? -- Ela perguntou secando as mãos e olhando para mim.
–- Se ex-noivo me ameaçou.
–- Isso é o que ex fazem não é? – Ela riu brincando.
–- Onde está Sakura?
–- Já foi! Ela disse que tinha que preparar algumas coisas, irá ficar um tempo em Suna, parece que vai ser um longo tempo. – Fui me aproximando enquanto ela falava, Nossos corpos estavam muito próximos e mesmo assim ela não terminava de falar. – Talvez eu fale com Tsunade pra ficar no lugar dela no hospital pelo tempo que ela estiver fora, está certo que não sou tão boa quanto ela, mas ainda sim sei meus truques.
– Porque você não pode apenas me beijar? É pedir demais? – Perguntei e me aproximei do seu rosto. Ela se inclinou e nossos lábios se selaram. Uma mão dela estava na minha nuca a outra sobre o meu peito, a puxei para mais perto pela cintura peguei sua coxa e fiz com que ela sentasse no balcão. Comecei a beijar o lóbulo de sua orelha e comecei a descer para o seu pescoço. Ela riu e sussurrou no meu ouvido.
–- Sasuke-kun faz cocegas! – Me atentei ao sufixo, Mayumi não era do tipo que se apegava a sufixos. Voltei a beija-la com intensidade e comecei a tirar a camisa. Ela suspirava, enquanto eu voltava a beijar seu pescoço. Ela me empurrou com certa relutância. – Não acha que estamos indo rápido demais?
–- Não – Disse sincero.
–- Eu acabei de sair de um noivado! Vou ficar mal falada assim!
–- Noivado que não durou nem um mês! E nem 5% da vila soube desse noivado! – Indaguei.
–- Por favor. Só espere, pelo menos um pouco! – Ela pediu colando nossas testas. Suspirei pesadamente e concordei. Ela selou nossos lábios novamente, mas dessa vez teve um carinho da parte dela. – Obrigada. Ah! Onde é seu quarto? – Arqueei uma sobrancelha. – Pare de ser um pervertido!
–- Se eu fosse totalmente pervertido como você diz, nos já estaríamos lá em cima! – insinuei e ela revirou os olhos.
–- Pode me deixar sair, por favor? Preciso me trocar! – Segurei firme em sua cintura e a deixei de pé. Ela subiu levanto as coisas dela consigo. Depois de poucos minutos, ela já estava lá em baixo com o cabelo amarrado em um rabo de cavalo e suas costumeiras roupas. – Vamos! Temos que colocar um plano em pratica! Você vai para a casa do Naruto, convencer ele a ir para a festa e eu vou falar com Tsunade! Prometi a Hinata que iria ajudar na preparação. – Ela me deu um beijo na bochecha.
–- Ah, você ta falando serio? – Olhei para ela com certa indignação. Ela sorriu, me beijou rapidamente e botou um envelope no meu bolso.
–- Tenha um bom dia Sasuke-kun! – Ela saiu correndo e pulou em um dos telhados. Logo ela sumiu de vista. Suspirei, eu tinha que ir falar com o Naruto para por o plano daquela lunática em pratica e era isso que eu iria fazer. Comecei a andar tranquilamente pela vila, as pessoas ainda me olhavam torto e irritava. Cheguei a casa de Naruto depressa, bati na porta e só ouvi um resmungo como reposta. Abri-a sem cerimonias e encarei o lugar todo escuro.
–- O que você quer Sasuke? – Eu comecei a abrir a cortina.
–- Vim te entregar o convite, Mayumi mandou para você—Ele se sentou na cama e eu sentei ao seu lado.
–- Desde quando você voltou a falar com a May? – Ele me perguntou.
–- Hoje de manhã.
–- É por isso que você está tão conversadeiro hoje! Por acaso ela preparou o café da manhã pra você também? – Assenti – Nossa! A May gosta de cozinhar.
–- Ela disse que é sua obrigação ir, que se você não for vai te castrar – Ele gelou na mesma hora.
–- Cara, você podia me livrar dessa né? – Ele perguntou coçando a nuca.
–- Não mesmo, estou muito bem do jeito que estou! E alem do mais você tem que ir por que eu também vou.
–- Você? Você vai? – Assenti.
–- Com ela ainda por cima – Ele me olhou surpreso.
–- Cara, você tem sorte!
–- Levanta dai e vamos treinar baka! Assim você me conta o motivo da sua depressão, ou parte do motivo porque a outra eu já sei! – Ele suspirou e levantou.
–- Está na hora de recomeçar! De novo!
Sasuke’s Off
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