As I Lay Dying

6 CAPÍTULO BÔNUS – Jantar de Noivado


Notas iniciais
Aproveitem e comentem viu! E não custa nada recomendar, custa?

~ELENA~

Assim que cheguei em casa tudo estava pronto para o jantar. Ver tudo aquilo me dava um aperto no coração junto com uma vontade de chorar...

Coloquei um vestido preto com detalhes vermelhos. Uma maquiagem mais marcada, batom vermelho e cachos nas pontos do cabelo. Para terminar coloquei um meia pata preto. Me olhei no espelho ensaiando sorrisos convincentes, mas tudo que saia eram caretas. Minha mãe adentrou no quarto e sorriu ao me ver.

— Minha filha, está tão linda! – seus olhos estava marejados. – Matthew e a família já chegaram. Espere dez minutos e desça, sim?

— Claro mamãe. – ela saiu e aproveitei para pegar meu celular. Nenhuma ligação de Damon. Devia estar ocupado demais com Vickie. O pensamento fez meus olhos voltarem a marejar.

Caímos na cama exaustos e ofegantes. Havia sido nossa primeira vez, eu não era virgem e ele muito menos, mas havia sido único. Damon me puxou para que me aninhasse em seu peito e beijou meu cabelo, eu estava quase dormindo quando ele me balançou e falou baixinho no meu ouvido.

— Deixa eu falar uma coisa antes que eu perca a coragem que venho juntando desde que entrei pela porta desse seu apartamento... – ele parecia nervoso, me preocupei.

— O que?

— Eu te amo. – era a primeira vez depois de quatro meses que ele dizia as palavras. Eu também ainda não havia dito. Meus olhos marejaram e eu dei um risinho nervoso de alegria. Segurei seu rosto entre as mãos e falei olhando em seus olhos para que ele visse o quanto era verdadeiro.

— Eu te amo. – ele selou nossos lábios por um momento e depois sorriu.

— Obrigado. Você é a primeira pessoa em anos que me diz isso. É tão bom ouvir.

— Fico feliz que isso tenha te feito bem. – e dormimos serenamente.

Mentira! Tudo havia sido mentira! Mas eu o amava tanto... E a dor era tanta... Me deixei cair no colchão. Depois lembrei do que mamãe falou, me levantei e arrumei o vestido e o pequeno borrão que havia embaixo dos meus olhos.

Desci as escadas encontrando Matthew no final, ele me abraçou.

\"\"

- Nossa Lena, você está linda. – ergui a sobrancelha. Lena? Sério? Eu o tinha visto no máximo quatro vezes e ele já estava se achando intimo? Forcei um sorriso e ele me estendeu o braço.

\"\"

Seguimos até a sala de jantar com os braços dados. Todos sorriram quando nos viram.

Minha vontade era de sair correndo e voltar para NY, mas ela não teria ninguém esperando por mim. Mamãe veio até mim e falou no meu ouvido.

— Rebekah mandou uma mensagem pedindo como você estava e queria fotos do noivado.

— Certo, mamãe, tira uma foto minha e manda pra ela sim?

— Claro bebe. – forcei um sorriso para a câmera, mamãe me mostrou, os olhos saíram vermelhos mais eu não queria mais fotos.

— Está ótimo. Manda para ela?

— Sim filha. – ela voltou para a mesa e então todos me olhavam com expectativa. O que era aquilo? Então Matt virou para mim com um sorriso enorme. Porcaria! Não, não, não e não.

— Elena, — ele se ajoelhou na minha frente, — você gostaria de casar-se comigo? – Não! Pensei. Olhei para a porta, como se pedisse desesperadamente que Damon passasse por ela. Mas isso não aconteceria, com os olhos cheios d’agua voltei o olhar para Matthew que me olhava cheio de expectativa, assim como o resto da sala. Eu não queria aquilo, eu queria o meu Damon. Lágrimas escorreram por meus olhos.

— Sim, seria uma honra. – sussurrei e sorri fraco. Todos começaram a aplaudir e se levantaram nos abraçando e desejando felicidades. Tudo o que eu queria era me trancar em um quarto e chorar até morrer.

— Está fazendo a coisa certa filha. – disse mamãe, papai estava atrás dela sorrindo com as mãos em seus ombros.

— Eu sei mãe.

— Não ira se arrepender disso, Elena. Tenho certeza. É o melhor para você. – disse papai.

Passei o jantar inteiro forçando sorrisos e segurando o choro que quando eu soltasse sairia cheio de desespero e soluços. Estar longe de Damon era com se arrancassem minha própria alma, como se arrancassem um pedaço de mim. E de fato arrancaram.

Assim que a atenção não estava mais me mim subi para o quarto e fechei a porta. Eu estava exausta, tirei então aquele sapato e o vestido e coloquei um hobbie de seda.( http://jeitodemulher.com.br/img_prod/2b5db1_DSC_1564LG_.jpg )Minha mãe comprara roupas novas e de grife para mim, eu achava isso desnecessário, mas ela insistiu. Sentei na cama e levei a mão ás têmporas, fazendo círculos. Minha vida estava um caos. E tudo o que eu queria era aquele cachorro, desgraçado, infeliz, lindo, gostoso, fofo... Certo Elena, agora parece desesperada. Eu só queria estar sentada na sala do nosso apartamento, abraçada nele e assistindo um filme qualquer em um canal livre.

Eu jamais me importara com o fato de ele não ter dinheiro, luxo nunca foi uma coisa importante para mim. Eu jamais fora assim, não me apegava a coisas matérias. Me apegava a pessoas. Eu amava aquele apartamento pequeno, amava a vida que levava com Damon. Acho que o fato de ter que economizar para ter e conseguir o que queríamos nos fazia ficar mais feliz ainda. Quer dizer, demorávamos para comprar o que queríamos, mas quando comprávamos, valorizamos mais. Dávamos mais importância. Bateram na porta, estranhei.

— Pode entrar. – era Matthew. De imediato lembrei de meus trajes, apenas hobbie e lingerie. Matt me olhava com olhos famintos, corei e tentei arrumar e deixar o decote menos chamativo. – O que quer? – perguntei. Ele se aproximou e se sentou ao meu lado.

— Hmmm, quero que não me bata ou grite depois que eu falar isso. – sorriu de canto. Acho que fiz uma careta, seu sorriso torto não era nada comparado ao do Damon, tipo, nada.

— Ok... – falei insegura. O que diabos ele queria? Ele colocou a mão esquerda na minha perna nua e subiu e desceu, depois fez círculos com os dedos. Aquilo estava muito estranho. Ele olhava para minha perna sério, depois ergueu o olhar e levantou a sobrancelha.

— Não é do tipo de garota que quer casar virgem, não é? – que tipo de pergunta estupida era essa?

— Bom, mesmo que eu fosse não ia mais dar tempo. – falei irônica.

— Como assim? – ok, ele achava mesmo que eu era virgem? Com o noivo que eu tinha? Tinha, Elena. Tinha.

— Eu não sou virgem Matthew.

— Que bom. Isso me da mais liberdade de fazer isso. – ele me beijou e imediatamente o afastei.

— O que está fazendo? – perguntei indignada e um pouco ofendida.

— Não acha que sendo minha noiva, já passou da hora de transarmos? – aquilo sim era chocante. Bem direto ele. Mas ele tinha razão, se eu ia casar com ele, uma hora ou outra eu teria que transar com ele. Bom, está na hora de virar a página e seguir em frente do ocorrido Damon. Ele me olhava esperando a autorização de seguir em frente. Apenas assenti e o deixei me beijar, com certeza Damon também estava aproveitando bastante com Vickie. Me esforcei muito para retribuir o beijo e tentar ficar excitada, ao contrario, seria muito ruim para mim.

Ele tirou meu hobbie, me deixando apenas com a lingerie preta rendada. Aquele era o sinal, tirei seu blazer e sua camisa, depois abri seu cinto e o zíper.

— Apressada, não é?

— Não sabe o quanto. – tentei parecer sexy, mas acho que a frase saiu irônica. Eu não estava nem um pouco afim daquilo. Ele me empurrou forte, me assustei com aquilo, mas depois ele me beijou e desceu os beijos por meu pescoço. Arranhei suas costas e subi as mãos até sua nuca, acariciando seus cabelos. Quando subiu o olhar para mim encontrei os olhos azuis de Damon, os mesmos tinham uma chama de desejo incontrolável. Sorri, ele estava ali, comigo, tudo havia sido um sonho muito ruim. O joguei para o lado e sentei em sua cintura. Tirei seus sapatos, as meias e a calça. Dei beijos em seu peito até subir á sua boca. Quando o olhei novamente dei um pulo de susto.

— Matt?

— Sim. Aqui, todo seu. – ele me beijou. Não beijava bem como Damon, claro. Argh Elena pare de compara-los, afinal ninguém jamais será como Damon. Ele mesmo abaixou sua cueca e sem aviso prévio entrou em mim. Dei um grito de dor, que ele confundiu com prazer e continuou com movimentos rudes. Eu não estava pronta e aquilo estava doendo muito, enquanto ele gemia eu meu ouvido, lágrimas caiam de meus olhos. Eu estava sendo uma boneca inflável em suas mãos. Me sentia suja, eu não poderia fazer isso com ele novamente... Mas com o casamento ele me cobraria isso, e não estava errado, era seu direito de marido. O sexo jamais havia sido tão ruim. Sem prazer algum, apenas dor. O sexo que eu conhecia era o cheio de delicadeza, amor, carinho e calor. Cheio de Damon.

Notas finais
COMENTEM E RECOMENDEM,
e sobre ficar sem mim, já resolvi o problema, estou mais presento do que nunca aqui! Menos aos domingos auhsasuh
xoxo, Carolyn