As I Lay Dying
26 Apenas o fim, de tudo
Notas iniciais
Entendam, pra mim é extremamente ruim postar do jeito que está sendo agora, além da falta de comentários e recomendações. Eu bolei um fim muito triste pra fic, mas diferente. Então eu não queria deixar vocês sem ele amores :D
Aproveitem nosso último MEGA capítulo, é um resumo do que eu queria fazer. Amo vocês, obrigado por não terem me abandonado até agora, vou começar a postar em Because the Night, talvez eu demore mas eu vou terminar e espero que vocês A-D-O-R-E-M ela.
Tudo se seguiu, sendo uma tortura psicológica para todos que viam Damon de perto.
Dam andava tendo surtos de choro, aquela doença já estava afetando seu sistema nervoso e vê-lo emagrecendo e definhando á olhos vistos não me ajudava em ser forte. Quando seu cabelo começou a cair ele foi frio e pratico, resolveu raspar o cabelo todo pra não o ver cair. Depois passou a usar tocas, chapéu e bonés. Seu rosto tão lindo agora estava pálido, com profundas olheiras. Damon estava negativo, meio depressivo, passou a duvidar de que sobreviveria.
Damon não me deixava mais sair do hospital, me queria por perto o tempo todo e eu não podia lhe negar. Mas eu precisava falar com alguém, então comprei um caderno e passei a chama-lo de “Querido diário” . Até que um dia recebemos a visita de Alaric, Jenna, Klaus, Caroline, Bonnie e Matt. foi uma tarde excelente, mas depois tudo voltou, meu otimismo começava a decair. Mesmo assim eu me recusava e pensar em viver sozinha com meu bebe.
Finalmente havia chegado o dia de saber o sexo do bebe, eu estava voltando para o quarto de Damon no hospital, pois sua estadia lá havia se prolongado de 20 dias para tempo indeterminado.
Ao abrir a porta o quarto estava escuro e com algumas velas pelo chão, pétalas de rosas vermelhas também. Damon apareceu andando vacilante, mas com um sorriso radiante. Ele vestia um terno preto e um chapéu preto, seus olhos brilhavam como á tempos eu não via.
— Dam... – falei emocionada.
— Shii... – disse e parou á minha frente. – Calma princesa... – limpou lágrimas que caiam de meus olhos.
— O que é isso Damon? – perguntei.
— Eu sei que sou apenas eu desgraçado moribundo Elena... – eu estava pronta para censura-lo porem ele colocou um dedo um frente aos meus lábios. – Mas eu queria primeiramente que me prometesse algo.
— Qualquer coisa.
— Quando tudo isso passar, você vai pegar aquele caderno no qual você tanto escreve e irá publica-lo como um livro. Eu sei que lá você escreve o que não diz á ninguém, fala de seus pensamentos e também sei que sempre teve o sonho de ser escritora. Pode me prometer isso?
— Claro! Mas quando isso acontecer você estará ao meu lado! – falei sorrindo.
— Bom, isso depende de você. – se ajoelhou em minha frente e pegou minha mão. – Comprei pela internet e Stefan foi busca-lo para mim. – tirou do bolso do paletó uma caixinha preta de veludo com uma aliança linda, perfeita! – Me daria e maravilhosa honra de casar-se comigo? – OMG! Ele me olhava esperançoso, abri um sorriso largo e me ajoelhei, ficando á sua altura e o beijei.
— Sim, obvio que sim meu amor!
Logo depois disso fomos para a sala de Meredith fazer o ultrassom, era uma menina. Seria chamada de Alice. “Seu nome será Alice, e eu tratarei de fazer com que ela viva no País das Maravilhas”, foram as palavras de Damon quando decidimos o nome da pequena.
Após alguns dias sai para comprar a primeira roupinha de Alice, quando cheguei ao hospital novamente Damon não estava no quarto, Katherine falou que ele havia tropeçado no banheiro e batido a cabeça no espelho. Damon passou a ficar irritadiço de repente, queria sair logo de lá.
Eu já estava gravida de sete meses quando começaram a permitir que Damon passeasse no pátio do hospital, ficávamos horas rindo e lembrando de tempos alegres. Fazíamos planos, tantos planos. Damon emagreceu oito quilos em um único mês, estava penas osso e couro. Olha-lo me dava vontade de chorar, já ele porem acordou com um novo gás, decidiu que iria encaram a doença. Estava como se dissesse “Venha novamente, faça sua melhor jogada, mas não ira me derrubar”.
Passei a ter pesadelos horríveis nos quais Damon morria, isso me aterrorizava, e esse pesadelo se repetia todo dia. Então um dia Damon me olhou com carinho e me falou:
— Elena, não importa o que acontecer, sempre lembre que amo você e Alice mais que tudo. – aquelas palavras me deram um arrepio na espinha.
— Para de falar assim Damon, nada irá acontecer. – ele negou com a cabeça.
— Mas quero que saiba que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. – não lhe respondi, apenas fiquei pensando em suas palavras.
— E se dessa vez eu morrer? – perguntou.
— Não vai. – falei.
— Mas se eu morrer quero que você viva tudo o que não vivi, irá arranjar um cara legal que irá cuidar da Ali e de você. – não lhe respondi de novo. Apenas deitei ao seu lado na cama, ele passou os braços ao meu redor e disse no meu ouvido:
— Só quero que saiba que você foi meu único e verdadeiro amor.
— Porque está falando isso agora? – perguntei deixando uma lagrima escapar.
— Por nada. Como viverá se eu ficar doente a vida inteira?
— Vivendo. – respondi. – Você é minha vida, ficarei ao seu lado todo o tempo que for necessário.
— Mas e Alice? – resolvi fingir que dormi, não queria falar sobre aquilo.
No dia seguinte a doutora solicitou um raio X, minutos depois Damon começou a passar mal, muita febre e ia só subindo. Disse que estava com muita ânsia de vomito e mal estar. Médicos vieram e o levaram para a sala de exames onde ele vomitou um liquido escuro e fétido. Após o exame o levaram ás pressas para o quarto onde voltou a vomitar. Seus braços e pernas estavam ficando roxos, seu corpo gelado. Fui até ele e segurei suas mãos, tentando aquece-lo, foi inútil. O medico não chegava! Sai correndo atrás de um medico pelo corredor, e uma enfermeira disse que já havia um á caminho. Voltei para o quarto, meus olhos estava cheios de agua, Damon me olhou sofrido e sussurrou:
— Preciso de ar! Há um caminhão passando por cima de mim...
Chegou então a medica e passou a enche-lo de medicação enquanto ele gritava por ajuda e contorcia-se enquanto mal podia respirar. Fiquei ao seu lado me sentindo em um filme de terror até que ele berrou:
— EU QUERO MORRER! SE NÃO PUDER FICAR BOM PARA VOCE ELENA, EU QUERO MORRER! – eu não sabia o que fazer, eu estava tonta, ele me olhou novamente e sussurrou:
— Me ajude, Elena, por favor... – seus olhos me pediam ajuda e seu corpo inteiro já era um pedido desesperado para que eu o salvasse. Então me pediram para que eu saísse do quarto pois ele estava com uma infecção generalizada e seria levado urgentemente para a UTI.
Quando me permitiram ver ele, fui até a sala onde o encontrei deitado, com um tubo na boca e coberto por um lençol, ergui o mesmo e vi que Damon usava fraldas. Fui até seu lado e senti que ainda estava gelado, engoli em seco e a enfermeira me falou para conversar com ele e nos deixou á sós. Falei baixinho então:
— Hey meu amor, sou eu Elena, vim cuidar de você, e Alice está aqui, você nos deu um grande susto mas tudo esta bem agora. – ouvindo essas palavras começos a se agitar, parecia querer dizer algo. – Não precisa dizer nada, eu sei que você me ama e eu também te amo mais que tudo. – lhe dei um beijo no rosto e a enfermeira me pediu para sair pois o horário havia terminado.
Eu estava muito nervosa, não podia perde-lo, andei de um lado para o outro na sala de espera. Senti então uma pontada na barriga, levei a mão ao local. Logo depois senti um liquido escorrer pelas minhas pernas. Não, ainda não estava na hora eu estava de oito meses. Senti outra pontada, e outra. Fui até a secretária.
— A senhora poderia avisar á doutora Meredith Fell que Elena Gilbert vai ter a bebe, sim? – a mulher me olhou com os olhos arregalados e assentiu. Logo os médicos vieram á mim e eu teria que fazer uma cesariana de emergência.
— Merry, eu preciso do Damon, por favor... – falei chorando.
— Elena, ele está sob efeito de remédios fortes, está desacordado. Amanha você poderá levar Alice para vê-lo.
— Não... – mas logo senti a anestesia fazer efeito e cai na inconsciência.
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Acordei em um quarto todo branco e levei á mão para minha barriga agora vazia. Merry entrou no quarto com um pequeno embrulho nas mãos, Alice. Sorri para elas.
— Sua bebe está ótima, assim como você, mas ela precisa de leite materno agora e daqui algumas horas levaremos você e ela para ver Damon que está acordado. – assenti e peguei minha pequenina.
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Eu andava devagar para não abrir os pontos, Damon estava deitado com os olhos abertos e cheios de água, instantaneamente os meus também se encheram de água. Meredith vinha logo atrás com Ali, quando Damon á viu deixou algumas lágrimas escapar. Meredith colocou Ali no colo de Damon que impressionantemente conseguiu segura-la sozinho.
— Vá ao lado de Damon, sim Elena? Vou tirar uma foto em família. – apenas assenti, eu vestia um pijama de soft rosinha e um roupão branco, mas não me importei, não sabia quando teria outra oportunidade, ou se teria outra oportunidade. Afastei os pensamentos ruins e sentei na beirada da cama enquanto sorria para a cama e Damon dava o melhor de si. Depois da foto Damon me olhou e apenas conseguiu mexer a boca em um obrigado silencioso.
Depois disso insistiram para que eu fosse para casa cuidar de Alice, logo que fechei a porta senti um aperto no coração, me apoiei na mesinha e chorei o que não havia chorando nos últimos meses. Não podia ter simplesmente acabado, não... Ele não podia...
Mas quando meu telefone tocou eu tive a certeza de que ele havia partido.
— Como aconteceu Meredith? – perguntei aos prantos.
— Damon foi forte, Elena. Teve duas paradas cardíacas. Na terceira não aguentou. Já estamos providenciando tudo, não se preocupe querida. O velório será amanha pela manha, Katherine e Stefan estão aqui.
— Como eles estão? – perguntei em meio ás lagrimas violentas.
— Inconsoláveis, ambos perderam o irmão. Bom, eu vou indo, descanse. Sei que será difícil, mas é necessário.
— Certo.
Alice estava no hospital pois era prematura, sairia em dois dias.
O velório de Damon foi o pior momento de minha vida, o caixão estava fechado pois o corpo estava inchado. Arrebatadora, insuportável, cruel, era assim a dor que eu estava sentindo. Sem chão.
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SEIS MESES DEPOIS
Eu estava morando com Stefan e Meredith, Alice estava linda. Lembrava muito Damon.
Era de noite e havia acabado a farinha láctea de Ali, após a morte de Damon meu leite secou e não pude mais amamentar Alice.
— Stef, fica com ela que eu já volto, vou naquele mercado 24 horas comprar a farinha.
— Está bem, se cuide. Vai de carro Lena.
— Certo!
Após chegar no local sai do carro e deixei as chaves cair, merda! Me abaixei e ao levantar senti algo em minha cabeça.
— Não grita. – disse uma voz gélida.
— Por favor...
— Fica quieta – disse apertando a arma contra minha cabeça. Comecei a chorar de pânico.
— Pode levar o carro, eu não tenho muito dinheiro...
— Não tem problema, o carro e você estão de bom tamanho.
— Eu tenho uma filhinha, por favor, ela está com fome em casa, pelo amor de Deus... – supliquei.
— Quietinha gostosa. – disse alisando meu corpo.
— Não! – gritei e lhe dei um chute no meio das pernas, então sai correndo.
— VADIA! – gritou e cai sentindo e inconsciência.
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NARRADOR
Stefan andava de um lado para o outro, onde esteva Elena? Não devia ter deixado que ela saísse á aquelas horas. Até que uma noticia no jornal lhe chamou a atenção.
- “Uma mulher foi morta no estacionamento do mercado Mall’s na madrugada de hoje, sua identidade ainda é desconhecida” – não...
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Alice cresceu bem e feliz, sendo criada pelos tios, Stefan e Meredith, sempre muito curiosa em relação á historia de seus pais, sentia a falta deles e os amava. E sempre foi uma ótima garota, linda, educada e dedicada aos estudos. O sonho de todos os pais.
Notas finais
xoxo, Carolyn
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