Notas iniciais
Hey peoples! voltei... Essa cap ficou um pouco curtinho e ele é mais uma introdução para os proximos, ok? Boa leitura:

THALIA

–A gente invadiu a cozinha e trouxe algumas coisas.

–É. Mas só tinham porcaria saudáveis.

–É gostoso, mas não ter opção...

–É IRRITANTE!

Eu ri de mais com esses dois. Nós fomos em direção a mesa de Zeus; não demorou em eu ver a variedade de comida sobre a mesa. Sentamos-nos e eu me servi de um prato com pedaços de manga, pão integral, queijo branco, sucos... Os meninos também comeram bastante.

Fizemos um alongamento básico e depois fomos caminhando pelo acampamento...

–Eu tive uma idéia... – o menino a minha direita se manifestou.

–Connor, estamos pensando o mesmo? – Travis, o da esquerda se manifestou.

–Com certeza...

–Vamos correr! – eles gritaram juntos.

– O que? – eu não queria correr... Ia acabar humilhando esses dois; modéstia a parte.

–Ah, vamos Thalia! – Connor reclamou.

–Vamos dar a volta no acampamento e só vamos parar no seu chalé. – Travis tinha um brilho divertido no olhar.

–Querem correr? – perguntei.

–SIM!

–Então vamos. – eles riram em comemoração... Começou a corrida. Travis e Connor empatados na frente, mas eu não estava muito longe. Minha intenção era os fazer correr todo o acampamento, já que eu não conhecia, e quando eu avistasse o chalé de Zeus, poderia ganhar a corrida... E assim eu ganhei de dois filhos de Hermes revoltados.

–Isso não foi justo!

–É! Você nos usou!

Eu gargalhei... Estava impressionada por ninguém ter acordado com o escândalo que esses dois faziam.

–Foi sim!

[...]

Logo estávamos nos aquecendo para o boxe: pulando corda! Os gêmeos batiam e eu pulava, depois fomos invertendo... Me diverti muito com os dois. O melhor foi que aproveitamos como crianças e não como se fosse apenas um treino sério e entediante.

... Foi uma das primeiras vezes em que eu me senti como uma menina normal... Só mais uma mortal no mundo.

Prendi meus cabelos em um rabo alto...

Enrolei as faixas em minhas mãos e comecei a socar aquele saco de pancadas... Travis e Connor foram embora e me deixaram treinar sozinha. Comecei sem movimentar tanto meus braços, fazendo pouca força... Comecei a socar com mais força, aumentando o ritmo das pancadas, enquanto pensava nas minhas piores lembranças.

Era um jeito meio estranho e incompleto de descontar minha raiva, mas era tudo o que eu tinha.

Uma mãe (se é que eu tive uma) drogada, um padrasto (ele está mais para demônio) violento e aproveitador, um pai (ele e nada é a mesma coisa) e um amor... O soco que dei foi o suficiente para arrancar a corrente que prendia o saco de pancadas do teto... Todos ausentes; todos...

– Nossa... Tem certeza de que não é filha de Ares? — a voz tinha um timbre forte e naturalmente ríspido, mas era inegavelmente uma menina.

–Tenho. – disse ainda surpresa com minha própria força. – Mas acho que trocar de pai não faria qualquer diferença na minha vida, Clarisse.

–Detalhe. Você tem uma força que nenhuma menina demonstrou antes... Nem minhas irmãs...

–Não te conheço, mas sei que elogiar não faz seu gênero.

–Foi a primeira a realmente me vencer em uma boa luta.

–Ainda não faz seu gênero.

–Só aceite esse elogio. – ela forçou um sorriso, deu as costas e seguiu para onde o saco estava caído no chão. Ela o ergueu nas costas e começou a levá-lo para algum lugar desconhecido por mim. – As filhas de Afrodite parecem ter pegado certa birra de você.

–O que? Por quê? – não fazia sentido às meninas de Afrodite estar com birra; os únicos que tinham motivos eram os filhos de Ares.

–Os gêmeos estão contando para todos que queiram ouvir, ou que tenham ouvidos, que você tem um – ela fez uma cara pensativa – como foi que eles disseram? Ah é, que você tinha um corpo mais sexy do que o das menininhas metidas de Afrodite...

–Affs. – bufei e deixei meu corpo cair sentado no chão. – Eles não tinham nada melhor pra fazer?

– A vida dos dois é irritar os outros e atiçar brigas. — ela ficou alguns segundos em silencio – Vim trazer o seu horário de hoje...

–Que ótimo! – exclamei com ironia; no fim das contas Clarisse não era tão insuportável como alguns diziam.

Passei o resto da manhã e da tarde treinando e até ensinando alguns movimentos mais “suaves” com a espada para Clarisse e seus irmãos. Alguns campistas queriam se aproximar mais de mim, mas ou não tinham essa coragem ou eu não deixava. Sempre iria preferir ficar mais sozinha.

Já era meio da tarde e sol parecia castigar a todos com o seu calor. O suor escorria pelo meu corpo e fazia meus cabelos grudarem no meu rosto. Eu lutava com Percy agora; ele era bom, mas fazia tempo que não treinava de verdade... Arranquei a espada de sua mão pela terceira vez seguida.

–Não cansa de vencer? – ele perguntou sorrindo; o corpo tão suado quanto o meu.

–Não cansa de perder? – retruquei as palavras e ofereci sua mão para ajudá-lo a levantar.

–Vai matar os gêmeos ou vai deixá-los viver? – ele mudou de assunto e aceitando a ajuda.

–Por que matá-los se posso torturá-los? – perguntei sorrindo e Percy estremeceu de medo. – Vou me vingar, mas não agora. Ninguem invade meu chalé e sai impune!

Ele pegou uma garrafinha com suco e jogou para mim enquanto ele bebia uma garrafa de água.

–Thalia – a voz me fez virar por reflexo; o centauro caminhava lentamente em nossa direção – Venha caminhar comigo. Percy, acho, que você já deveria estar cumprindo sua ultima tarefa; Thalia vai encontrá-lo depois.

Percy se despediu com um até logo e sai andando renovado depois de acabar com o conteúdo da garrafa. Tomei um ultimo gole, pequeno, de suco e deixei a garrafa em um canto qualquer. Joguei a espada simples de bronze em algum lugar. Quíron andava em um ritmo lento, assim era fácil de segui-lo.

–Thalia, você ficou grande parte do verão presa no chalé e o fim da estação se aproxima – ele começou de forma clara – Todos os campistas podem escolher entre ficar o ano inteiro aqui no Acampamento Meio-Sangue ou podem escolher estudarem como mortais comuns.

Entendi qual seria o ponto. Eu teria que escolher entre ficar ou ir... O problema era que eu não queria ficar, mas não tinha para onde ir.

–Se... – comecei com duvidas, mas continuei — Se eu escolher ir para uma escola comum, eu não tenho parentes e nem onde ficar...

– Nós arranjaríamos um internato. Cuidaríamos da sua segurança e sempre teria alguém para vigiá-la mesmo durante a noite se fosse necessário.

Ele ficou alguns instantes em silencio.

–Você quer que eu fique aqui. – adivinhei sem dificuldades.

–Você sabe de muita coisa, mas também precisa aprender mais. Quero você e Percy tão bem treinados quanto o possível...

–Mas o Percy passa o ano letivo em uma escola.

–E você acabou de comprovar o quanto ele “desaprendeu” durante esse tempo. Ele se desacostumou a manejar a espada e isso não é algo muito bom. Ele é um bom guerreiro, mas não pode se dar o luxo de deixar de treinar.

– Eu não quero ficar aqui. – minha voz soou firme o suficiente para o centauro não tentar me convencer do contrario. Ele respirou fundo e continuou.

–Então, nesse caso, eu mesmo tenho algo para lhe ensinar depois. Tenho algo para lhe contar, mas prefiro contar durante a noite, quando a temperatura baixar. – eu senti o quanto ele estava nervoso e temeroso com a minha decisão; alguma parte de mim sentiu a obrigação de tirar tais sensações.

–Quíron posso me manter em forma mesmo em uma escola. E também não precisa ser em algum lugar tão longe assim.

–Planejo mandá-la para NY. O Olimpo fica ali perto e Percy também estará por lá. Talvez Annabeth também. Se puderem, em momentos de dificuldade, fiquem juntos. Vocês já atraem muitos monstros, então é melhor que lutem juntos.

Assenti sem saber ao certo o que falar. Mas ainda tinha uma pergunta.

–Quíron, o que você vai me ensinar... O que você vai me contar, tem haver com Cronos? – ele me olhou com surpresa e medo.

–Descobrirá logo, menina. – ele se afastou a galope me deixando sozinha com minhas duvidas. Como se eu já não tivesse problemas suficientes!

Andei o mais lentamente possível para o canteiro de morangos. Era tarefa minha, de Percy e de mais alguns, molhar os morangos. Pelo menos não era algo cansativo como ficar manejando uma espada ou lança.

Encontrei Percy de longe, já que seus olhos o denunciavam. Tinha duas mangueiras e meu primo me entregou uma delas. Começamos a molhar as plantinhas em um completo silencio.

–A conversa foi boa? – ele perguntou quebrando o silencio pesado.

–Não sei. – respirei fundo – Eu vou ficar em algum internato durante o ano letivo e o Quíron ficou um pouco chateado.

–Ele queria que você ficasse.

–E você também, cabeça de algas. – disse de propósito o apelido que Annabeth escolhera. Percy fechou a cara enquanto eu ria. Passaram alguns minutos e ele continuava perdido; eu sabia no que (ou quem) ele pensava...

Joguei água em sua cara e ele despertou.

–Será que dá pra você não babar enquanto pensa em certa loira? – ele fez cara de confuso; a não! Ele é dos lerdos...

–Eu não tava pensando... Babando... Eu não... Ah, você me entendeu! – eu não estava me agüentando de tanto rir...

–PERCY! – ele tinha virado a mangueira para mim; reorganizando minha lista de tortura:

*Percy Jackson

*Gêmeos Stoll

Ele jogou mais água em mim; o lado positivo era que o suor ia embora com a água e o lado negativo era que o meu priminho tinha pouco tempo de vida...

–Thalia. – a voz era melodiosa, uma menina de Apolo talvez – o Quíron te chama e diz que é importante.

O ser dono da voz foi embora e eu olhei para o céu já estava escurecendo e eu previa uma noite cansativa... E uma manhã também.

Notas finais
Me desculpem qualquer erro. Gente, tem muitos fantasminhas por aqui... Por que vocês não se manifestão? Só um simples gostei faz diferença, sabiam? Bjss